terça-feira, 19 de julho de 2022

Antiga "Repartição dos Telegraphos de Curitiba", em 1905, sita à Rua XV de Novembro, esquina com Rua Monsenhor Celso. (Foto: Arquivo Público do Paraná) Paulo Grani

 Antiga "Repartição dos Telegraphos de Curitiba", em 1905, sita à Rua XV de Novembro, esquina com Rua Monsenhor Celso.
(Foto: Arquivo Público do Paraná)
Paulo Grani


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CONHECENDO O PALACETE WOLF Fredolin Wolf, imigrante de origem austríaca que chegara ao Brasil em 1858 e que, naquele mesmo ano, montara em Curitiba sua primeira cervejaria

CONHECENDO O PALACETE WOLF
Fredolin Wolf, imigrante de origem austríaca que chegara ao Brasil em 1858 e que, naquele mesmo ano, montara em Curitiba sua primeira cervejaria

CONHECENDO O PALACETE WOLF
Fredolin Wolf, imigrante de origem austríaca que chegara ao Brasil em 1858 e que, naquele mesmo ano, montara em Curitiba sua primeira cervejaria, requereu em 1875 “cem palmos” de terreno no Largo de Igreja do Rosário para construir um edifício. Não se sabe se a finalidade de sua construção era de moradia permanente da família, que possuindo uma chácara nos arredores da cidade, utilizava a casa do antigo Largo do Rosário para reuniões sociais, como a festa realizada no dia 21 de abril de 1877 comemorando a instalação da Loja Maçônica Concórdia IV.
De 1886 a 1891, o imóvel foi alugado para o Corpo Policial da Província, mas em seguida foi transformado em sede do governo do Paraná (até 1892). Durante a Revolução Federalista (1894), o sobrado serviu de Quartel General do 5º Distrito do Exército.
Dez anos depois da saída do quartel, foi a casa alugada ao Colégio Bom Jesus, pertencente aos franciscanos, que ali instalaram a seção masculina daquele educandário, permanecendo no prédio até 1911. O inquilino seguinte foi o próprio município, cuja Prefeitura e Câmara nele permaneceram um ano, entre 1912 e 1913.
Sucederam-se diversos locatários: Em diferentes épocas, foi sede dos colégios Curitibano, Parthenon Paranaense, Internacional, Pereira Pitta, uma escola particular de música, uma livraria e um escritório de engenharia. No início dos anos 70 havia se tornado uma casa de cômodos, abrigando mais de uma dezena de moradores.
(Foto: Autor desconhecido. Origem: Pinterest. - Solenidade Cívica, década 1890).
Paulo Grani.


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OS ALMOTACÉIS DE CURITIBA "Em 15/08/1731, o Conselho da Câmara reuniu-se para realizar uma correição geral na Vila, estando acompanhados pelos dois almotacéis e o aferidor.

 OS ALMOTACÉIS DE CURITIBA


"Em 15/08/1731, o Conselho da Câmara reuniu-se para realizar uma correição geral na Vila, estando acompanhados pelos dois almotacéis e o aferidor.


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"Em 15/08/1731, o Conselho da Câmara reuniu-se para realizar uma correição geral na Vila, estando acompanhados pelos dois almotacéis e o aferidor. Foram em todas as vendas e mercadores e não houve condenação alguma porque todos estavam com as medidas, varas, covados e balanças em ordem. Estas visitas para verificar a regularidade dos pesos e medidas utilizados no comércio eram praxe da Câmara, que, na época, tinha suas atividades subordinadas à Coroa Portuguesa." (*)

O Almotacel (ou almotacé) era um funcionário municipal responsável pela fiscalização de pesos e medidas e da taxação dos preços dos alimentos; sendo encarregado também da regulação da distribuição dos mesmos em tempos de maior escassez. Ocupava o cargo da Almotaçaria mensalmente e estava dependente dos governadores do conselho (vereadores, juízes e procuradores).

No Brasil, no período colonial, os almotacéis exerciam duplamente as funções administrativas e judiciárias, não sendo possível, na prática, a distinção de uma e outra função. Cabiam-lhes "o julgamento das infrações de postura, aferição de pesos e medidas, questões concernentes a paredes de casas, quintais, portas, janelas e eirados."
(Fonte: (*) cmc.pr.gov.br)

Paulo Gran

DESCOBERTO QUEM CAIU DO CAVALO

 DESCOBERTO QUEM CAIU DO CAVALO


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Dias atrás postei um texto com a foto do momento que um soldado cai do cavalo, em plena rua XV de Novembro, durante um evento em Curitiba, na frente da Papelaria Requião e, então, propus uma charada que foi rapidamente solucionada pela maioria dos leitores.

Muitos perguntaram, "mas, afinal, quem era o soldado que caiu do cavalo?"

O fato ocorreu na comemoração do dia 07 de setembro de 1940, quando o soldado Armando Camargo, servindo na Divisão de Cavalaria de Curityba, desfilava garbosamente, montado em seu cavalo, em plena Rua XV de Novembro, quase esquina com a Rua Monsenhor Celso.

Quem conta a inusitada história é Sônia Maria Camargo, filha do sr. Armando Camargo, conforme veremos no texto escrito por ela:

"O dia que meu pai caiu do cavalo...

Meu pai, serviu o exército, na divisão de Cavalaria de Curityba, entre os anos de 1939 e 1941. Contava-nos que, em um desfile de 7 de setembro (o ano nunca mencionou), ele, garboso, montado em seu cavalo, em plena Rua XV de Novembro, tentou empinar o animal para impressionar umas 'moçoilas casadoiras', que à beira da calçada se encontravam.

O cavalo num ato de rebeldia (acho que não gostou das mocinhas que assistiam), não correspondeu ao comando e jogou o cavaleiro (meu pai) ao chão. Além do susto e da vergonha, ele ganhou dores pelo corpo todo.

Essa história, repetida inúmeras vezes, sempre nos fez imaginar como teria sido a cena.

Pois bem, os anos se passaram... muitos anos; meu pai se foi, prematuramente.

Um dia, estando eu no escritório da tradicional Papelaria Requião, para conversar com o então proprietário, Sr. Renato Requião, o que vejo? Uma foto, com aparência antiga, emoldurada em um quadro na parede.

Então pergunto:
- Sr. Renato, essa foto é antiga?
Ele tira o quadro da parede e diz:
- A data está aqui atrás. 07/09/1940.

Quase cai pra trás! Seria o meu pai o soldado em queda? Seriam aquelas as mocinhas "bonitas" que desencadearam o episódio?

O sr. Renato explicou que um amigo, colecionador de fotos antigas, lhe cedeu aquela foto, pois estampava a placa da Papelaria Requião.

Curiosidade: a Papelaria da família Requião funcionava na Rua XV de Novembro, no prédio da foto, depois mudou para a Rua Dr. Muricy, onde encerrou suas atividades, após 85 anos de história.

Pois bem, o Sr. Renato, gentilmente, me cedeu a foto para ser fotocopiada. Venho guardando essa relíquia há alguns anos.

Infelizmente meu pai não está mais entre nós para confirmar se essa foi a sua queda ou foi outro o desafortunado que levou o golpe do cavalo. [...] "

(Texto e foto de Sonia Maria Camargo, filha do sr. Armando Camargo)

Paulo Grani

ANTIGAMENTE, FAZÍAMOS SERENATAS " Curitiba, com muita saudade e grande respeito, recordo parte dos anos dourados que com voce vivi intensamente.

 ANTIGAMENTE, FAZÍAMOS SERENATAS
" Curitiba, com muita saudade e grande respeito, recordo parte dos anos dourados que com voce vivi intensamente.

ANTIGAMENTE, FAZÍAMOS SERENATAS
" Curitiba, com muita saudade e grande respeito, recordo parte dos anos dourados que com voce vivi intensamente.
Curitiba, minha terra natal, confesso, com subido orgulho, que respiro teu ar desde quando tinha voce 245 anos, isto é, desde quando nasci no coração de minha cidade menina, na antiga Rua Colombo, hoje desembargador Clotário Portugal, onde aos pés de uma roseira foi plantado o umbigo de um curitibano que sabe colocá-la à altura máxima do respeito e do bem-querer, como todos os que te amam e zelam pela tua beleza.
Lembro quando, nos idos de 1954 a 1958, vagava pelas tuas ruas, avenidas e praças iluminadas de hoje, em companhia de grandes bons amigos (não cito nomes para não omitir ninguém), sempre carregando em tuas noites o meu velho violão.
Nessa época, eu morava no Jardim Centenário, no Seminário, e dali andava pelos teus bairros às vezes de automóvel, às vezes a pé, tocando violão e cantando para tuas garotas que tanto eu amei e respeitei, como, então nós rapazes era comum este comportamento e respeito.
A serenata, como sempre foi, revestia-se de um ato singelo de homenagem, onde a garota eleita pelo grupo amador de seresteiros era acordada durante a madrugada silente e segura, onde a paz de tuas noites transbordava os corações de teus cantores de inspiração e amor (raramente apareciam pais enciumados e até agressivos, insensíveis às homenagens que por extensão lhes alcançavam).
Década dos boleros, que hoje estão lentamente reaparecendo, das canções, sambas-canções e valsas, que nunca morreram, mesmo nas tuas madrugadas frias, onde se via formar sobre os telhados, gramas, etc., a beleza do véu criado pela obra divina, que ornamentava minha cidade de branco, tal qual memorável festa de 15 anos de menina moça, a geada, que linda!
Saía da casa a pé e atravessava toda a cidade, para fazer serenatas em todos os teus bairros, sem correr qualquer risco, pois os que se aproximavam (gente de todas as cores e tipos), nada mais queriam, senão integrar-se ao grupo seresteiro como mais um amigo, coisas boas que as noites da época ofereciam.
Lindas serenatas, embora as noites reservassem acontecimentos não programados, como correr de cachorros, pular o muro alto do Colégio Cajuru e, dentre outros, recordo que após cantar a terceira música para uma de tuas meninas, Curitiba, no jardim da casa ao lado ouviu-se um forte estampido de arma de fogo e, a seguir, aparece na calçada um cidadão de pijama, empunhando um revólver e, dirigindo-se ao grupo da seresta, disse:
"Ou voces entram na minha casa para cantar e tocar ou disparo todo este revólver". Foi um susto, mas não passou felizmente de uma brincadeira, acabamos tomando café completo na residência do gentil pistoleiro e de sua distinta senhora, onde foi dada continuidade à serenata.
Aquela que elegi dona de meu coração semanalmente era acordada ao som de meu pinho, quando em música lhe confessava amor, cantando "Por um sorriso teu darei a vida e morrerei - Feliz levando a tua imagem no meu coração".
Curitiba, hoje não mais se ouve falar que se canta em serenata em tuas noites, mas voce encanta noite e dia, o teu povo e o mundo, pelo teu sorriso, pelas tuas flores, pelo teu verde, pelo teu acolhimento, por tudo enfim."
(Texto do doutor Clotário de Macedo Portugal Neto, publicado em Histórias de Curitiba / Foto ilustrativa: pinterest)
Paulo Grani

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OS INTEGRALISTAS EM CURITIBA Em 19/11/1937, milhares de jovens integralistas reúnem-se na Praça Tiradentes fazendo a saudação nazista.

 OS INTEGRALISTAS EM CURITIBA
Em 19/11/1937, milhares de jovens integralistas reúnem-se na Praça Tiradentes fazendo a saudação nazista.

OS INTEGRALISTAS EM CURITIBA
Em 19/11/1937, milhares de jovens integralistas reúnem-se na Praça Tiradentes fazendo a saudação nazista.
As notícias fervilhavam com informações vindas da Europa, onde Hitler, Mussolini, Franco e Salazar governavam seus países sob o tacão das ditaduras. No Brasil, o ditador Getúlio Vargas instituía o Estado Novo arrochando o regime. No Paraná, o interventor Manoel Ribas dirigia o estado e Curitiba teria três prefeitos. [...]
Entre os movimentos políticos que abalaram a cidade no período pré-guerra, nada foi mais forte que os participantes do Integralismo cujo líder era Plínio Salgado. Movimento fascista espelhado tanto em Mussolini como no nacional socialismo de Hitler, encontrou apoio principalmente entre os descendentes de alemães e italianos, que residiam em Curitiba, tendo também como adeptos seguidores das religiões católicas e luteranas.
Eram comum os desfiles dos simpatizantes do integralismo pelas ruas da cidade, todos vestindo camisas verdes, uma cópia tupiniquim dos camisas negras do fascismo italiano e dos camisas marrons, do nazismo alemão. Ficou famosa a reunião realizada no Teatro Guayra, à noite, após um desfile pela cidade com os participantes portando archotes. Uma verdadeira marcha au flambeau.
A não ser por essas agitações esporádicas de tais extremistas, Curitiba ia levando sua vida de cidade pacata, divertindo-se nos cinemas do centro da cidade. Participando das retretas que as bandas militares proporcionavam no coreto da Praça Osório ou então no coreto Mourisco do Passeio Público. [...]."
(Extraído da Gazeta do Povo / Foto: Acervo Cid Destefani)
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CONHECENDO A CASA DE DETENÇÃO DE CURITIBA Desde o século 18, Curitiba se debatia com problemas carcerários.

 CONHECENDO A CASA DE DETENÇÃO DE CURITIBA
Desde o século 18, Curitiba se debatia com problemas carcerários.

CONHECENDO A CASA DE DETENÇÃO DE CURITIBA
Desde o século 18, Curitiba se debatia com problemas carcerários. A velha Cadeia construída de frente para a Praça Tiradentes era um depósito de presos sem distinção de causas, e carência de julgamentos.
Esse quadro permaneceu até o início do século 20, obrigando o governo a tomar medidas de solução. Os pronunciamentos de governo adiante, mostram a situação que levou à criação da que foi chamada "Casa de Detenção" para solucionar o problema:
" [...] sejam creados outros estabelecimentos especiaes e necessarios a uma organização carceraria modesta embora, porém capaz de attender as exigencias, já para internamento e regeneração dos delinqüentes, conforme a situação e edade de cada grupo, já para detenção daquelles que aguardam o competente julgamento."
"Faz-se necessaria a construcção de uma cadeia, em ponto conveniente da capital, destinada exclusivamente á detenção de ebrios e desordeiros e de presos ainda não condemnados definitivamente." (PARANÁ. Governo, 1910, p. 9)
"Não é menos precisa a creação de uma casa de Detenção, nesta capital, para reclusão de delinqüentes que aguardam julgamento. Esta medida evitaria o accumulo de presos nas improprias cadeias do interior e o uso das prisões dos postos policiaes aqui existentes que não satisfazem de modo algum ás condições exigidas a esse fim." (PARANÁ. Governo, 1913, p. 15)
"Faz-se sentir já a necessidade da creação de uma casa de detenção nesta Capital, afim de se poder attender convenientemente a reclusão de presos por setenciar."
"Conviria, portanto, que o Governo ficasse autorizado a adquirir o predio que se acha occupado pelo 5° Batalhão de Engenharia e que está arrendado ao Estado, para nelle ser installada a Casa de Detenção a que me refiro, uma vez transferida a sede daquelle Batalhão para o seu quartel, no Bacachery."
Em 25/03/1922, a proposta de Munhoz da Rocha foi autorizada pelo legislativo, por intermédio da Lei no 3.003, e, em 1924, o imóvel do 5° Batalhão de Engenharia, situado na Avenida Visconde de Guarapuava esquina com a Rua Nunes Machado, foi adquirido. Após as obras de adaptação, a Casa de Detenção foi inaugurada em 26/02/1925 e lá funcionou até início de 1934.
Internamente, as obras de adaptação permitiram a instalação de “15 prisões (celas) com luz direta e todas as outras condições de higiene aconselhadas pela ciência da época”, além de uma galeria, sala de diretor, pátio interno, e outras instalações.
Em 29/08/1925, A Casa de Detenção foi regulamentada pelo Decreto no 965, cujo artigo 1º estabelecia que a instituição “é destinada a reclusão dos indivíduos presos e enviados pelas autoridades policiaes, administrativas e judiciárias do Estado”.
Em 07/02/1934, o Interventor Manoel Ribas transferiu a Casa de Detenção para o edifício da Penitenciaria do Ahú. Sua intenção foi “reduzir despesas, simplificar e reorganizar o Estado” (PENITENCIÁRIA PROVISÓRIA..., 2004).
No local funciona atualmente a sede central do Corpo de Bombeiros. A edificação onde funcionou a Casa de Detenção foi demolida.
(Fonte: Livro, A Arquitetura do Isolamento em Curitiba na República Velha, de Elisabethe Amorim de Castro)
Paulo Grani

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Em 25/03/1922, a proposta de Munhoz da Rocha foi autorizada pelo legislativo, por intermédio da Lei no 3.003, e, em 1924, o imóvel do 5° Batalhão de Engenharia, situado na Avenida Visconde de Guarapuava esquina com a Rua Nunes Machado, foi adquirido. Após as obras de adaptação, a Casa de Detenção foi inaugurada em 26/02/1925 e lá funcionou até início de 1934.

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Internamente, as obras de adaptação permitiram a instalação de “15 prisões (celas) com luz direta e todas as outras condições de higiene aconselhadas pela ciência da época”, além de galerias, sala de diretor, pátio interno, e outras instalações.

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Aspecto de uma cela da Casa de Detenção de Curitiba, em 1925

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Aspecto de uma galeria de celas da Casa de Detenção de Curitiba, em 1925.

segunda-feira, 18 de julho de 2022

— Vista de Curitiba, em 1919, — A direita a Catedral de Curitiba, na Praça Tiradentes.

 — Vista de Curitiba, em 1919, — A direita a Catedral de Curitiba, na Praça Tiradentes.


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Diante da Casa dos Arcos, em Santa Felicidade, Curitiba, final dos anos 1930, um grupo de italianos observa alegremente crianças sobre uma carrocinha, feita sob medida para elas, puxada por dois cabritos. (Foto: Acervo família Túlio) Paulo Grani

 Diante da Casa dos Arcos, em Santa Felicidade, Curitiba, final dos anos 1930, um grupo de italianos observa alegremente crianças sobre uma carrocinha, feita sob medida para elas, puxada por dois cabritos.
(Foto: Acervo família Túlio)
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SANTOS DUMONT EM CURITIBA "Além do inigualável amor pela aviação, Santos Dumont também possuía uma sensível preocupação com a natureza.

 SANTOS DUMONT EM CURITIBA
"Além do inigualável amor pela aviação, Santos Dumont também possuía uma sensível preocupação com a natureza.

SANTOS DUMONT EM CURITIBA
"Além do inigualável amor pela aviação, Santos Dumont também possuía uma sensível preocupação com a natureza. Sua visita à Curitiba, veiculada pelos jornais da época, retrata sobremaneira sua mente perspicaz e seu ideal ecológico. O preâmbulo desta memorável visita ocorreu após os representantes da Vila Iguassú, atual Foz do Iguaçu, tomarem conhecimento da presença do Pai da Aviação nas Cataratas argentinas, indo ao seu encontro e motivando-o a também conhecer as Cataratas brasileiras. Hospedado no Hotel Brasil, Santos Dumont realizou várias visitas às Cataratas brasileiras para contemplar suas belezas, ficando deslumbrado com a magnificência do espetáculo ali proporcionado pela natureza. E, ao tomar conhecimento que aquela área era propriedade particular do uruguaio Jesus Val, refletiu e decidiu ir à Curitiba falar com o senhor Affonso Camargo com o propósito de solicitar a expropriação do espaço hoje representado pelo Parque Nacional do Iguaçu e de transformá-lo em patrimônio público.
Com relação aos preparativos e ao acolhimento da cidade de Curitiba para o recebimento de tão nobre visitante, há de se destacar que a capital paranaense, representada pelos seus dirigentes e a população, não mediu esforços a fim de dignificar a presença de tamanha celebridade. De acordo com jornais da época, no dia seis de maio de 1916 às 20h50min chegou Santos Dumont à Curitiba, o qual, num gesto grandioso, desceu do veículo presidencial que o conduzia e seguiu a pé, junto ao povo que o saudava calorosamente, até o Grande Hotel Moderno, local da sua hospedagem. Nesta mesma noite foi recepcionado na residência do presidente do estado do Paraná com a presença de autoridades.
No domingo, dia sete de maio de 1916, visitou estabelecimentos públicos e percorreu a cidade. Às 13h, o ilustre brasileiro recebeu um manifesto da Associação Paranaense de Sports Athleticos que desfilou, acompanhada de banda de música, na Rua Quinze de Novembro até o Grande Hotel. Santos Dumont demonstrou grande satisfação pelas homenagens, acenando para a população que o ovacionava. Às 14h do mesmo dia, foi recebido no Colégio situado na Vila Guaira(*) que o havia homenageado com o seu nome no estabelecimento, na época dirigido pela professora Mariana Coelho, sendo recepcionado por esta e seus alunos. Entre todos os gestos de admiração e homenagens prestadas, a poesia “A aeronave de Santos Dumont” foi recitada por Armanda Sant`Aria. Às 17h, o grande brasileiro participou de uma festa esportiva em sua homenagem no International Foot Ball Club, atual Arena da Baixada.
No dia oito de maio de 1916, às 13h, Santos Dumont visitou a Universidade do Paraná, sendo recebido com muitos aplausos e palavras encomiásticas proferidas pelo acadêmico Martins Gomes. Foi uma visita emocionante, acompanhado por Victor do Amaral, conheceu todo o prédio e fez questão de assinar o livro de visitantes. E, neste mesmo dia, reuniu-se com o presidente do estado do Paraná e solicitou a expropriação da área das Cataratas.
No dia nove, terça-feira, Santos Dumont deixou Curitiba, viajando de trem com destino à São Paulo. Destaca-se que o pleito do “Pai da Aviação” foi atendido pouco tempo após sua visita à capital paranaense, sendo publicado o Decreto nº 653, de 28/07/1916, o qual declarava de utilidade pública aquela área, assinado por Affonso Alves de Camargo e Caetano Munhoz da Rocha.
Ao longo da sua história Curitiba presta homenagens ao “Pai da Aviação”. Dentre os registros, uma escultura foi inaugurada em 22 de dezembro de 1935 na Praça Santos Andrade. E, no interior do Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo há um busto do Pai da Aviação."
(Extraído do texto de Fabrício Dias de Souza, oficial de carreira da Força Aérea Brasileira e Especialista em História Militar).
(*) Onde lê-se Vila Guaíra, leia-se Rua José Loureiro.
Paulo Grani.

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Santos Dumont é recebido pela população curitibana em frente ao Grande Hotel, onde hospedou-se.
Foto: gazetadopovo.com.br

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Alberto Santos Dumont ao término da visita que acabara de fazer à Escola Santos Dumont, fundada em Curitiba dez anos antes pela professora Mariana Coelho, funcionava na Rua José Loureiro, nº. 27. Na foto, ele juntamente com autoridades e a professora Mariana Coelho ao lado direito. Ao lado esquerdo deles, os alunos da escola.
Foto: Pinterest.

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Santos Dumont ao lado do Presidente Afonso Camargo, no estádio do Clube Internacional, atual baixada.
Foto: Pinterest.

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Ficha de sócio de Santos Dumont, junto ao Clube Internacional, na ocasião.
Foto: Pinterest

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