quinta-feira, 20 de outubro de 2022

Ponta Grossa – Conselho Municipal da Criança e Adolescente

 

Ponta Grossa – Conselho Municipal da Criança e Adolescente


A edificação do Conselho Municipal da Criança e Adolescente, em Ponta Grossa-PR, foi construída no ano de 1916, para residência de João Cândido Fortes.

Prefeitura Municipal de Ponta Grossa – PR
COMPAC – Conselho Municipal de Patrimônio Cultural de Ponta Grossa – PR

Nome Atribuído: Conselho Municipal da Criança e Adolescente
Localização: R. Coronel Dulcídio, n°395, esquina com R. Mal. Deodoro – Ponta Grossa-PR
Processo: 63/2001

Descrição: Este imóvel foi construído no ano de 1916, conforme datação que ainda se encontra em sua fachada. Inicialmente pertenceu a João Cândido Fortes, nascido em Baependi, Minas Gerais. Em 1985 o prédio abrigou a escola Municipal de Música, criada em 1971 e vinculada á Secretaria Municipal de Educação e Cultura, tendo como finalidade o ensino musical gratuito. Permaneceu até 1992 no imóvel. Em 1993 o imóvel foi cedido pela prefeitura de Ponta Grossa ao Conselho Municipal da Criança e Adolescente. Tombado no ano de 2001.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Descrição: Esse imóvel foi construído no ano de 1916, conforme datação que ainda se encontra em sua fachada. Inicialmente pertenceu a João Candido Fortes, nascido em Baependi, Minhas Gerais, em 25 de agosto de 1885. Filho do Dr. João Candido de Souza Fortes, casou-se com Olga da Cunha Fortes. Era cirurgião dentista, formado pela Universidade do Paraná em 1920. Desejando ampliar suas atividades adquiriu grandes propriedades de terras no norte do Estado transformando-as em fazendas produtoras de café.

Em 1985 o prédio abrigou a escola Municipal de Música, criada em 1971 e vinculada á Secretaria Municipal de Educação e Cultura, tendo como finalidade o ensino musical gratuito.

Permaneceu no imóvel até setembro de 1992.

Em 1993 o imóvel foi cedido pela Prefeitura de Ponta Grossa ao Conselho Municipal da criança e Adolescente. O órgão atua na formulação de políticas de atendimento á criança e ao adolescente; na identificação de áreas de atuação prioritária; coordena a captação de recursos e desenvolve práticas que buscam a mobilização de opinião pública para a indispensável participação da sociedade nos seus diversos projetos.
Informações: Acervo Casa da Memória Paraná.
BENVENUTO, Luiz & LABECCA, Nicolau. Indicador rápido princesa dos campos. 1947, p.31.
Informativo do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Ano I, n° 1, set/out 1998, p.3.
Pesquisadora: Daniele Pereira da Silva
Supervisora: Elizabeth Johansen Capri

Características relevantes do edifício:
O edifício apresenta diversas características do ecletismo e é um importante representante dessa linguagem de arquitetura na cidade de Ponta Grossa.
Sua entrada dá-se pela lateral. Passando-se o gradil de ferro, chega-se a uma escada que dá acesso á porta, onde existe uma marquise. A cobertura está embutida na platibanda, sendo esta última bastante ornamentada, possuindo frontão curvo ao centro da fachada da Rua Cel. Dulcídio, baixos relevos circulares em toda a extensão da platibanda, em ambas as ruas, moduladas por elementos verticais cujo fator coincide com a dos vãos do corpo da casa, os quais são dispostos sequencialmente, sendo todos iguais e possuindo vergas retas. As esquadrias são de madeira, de duas folhas, de abrir com bandeiras na parte superior e escuras no interior.

No corpo do edifício apresentam ornamentação de cimalhas, frisos, regas, relevos, na alvenaria, apliques, medalhões e molduras ao redor dos vãos.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: Conta-nos a tradição, que os fazendeiros, se reuniram para decidir o local onde seria construída uma capela em devoção à Senhora de Sant’Ana e que também seria a sede do povoado. Como não chegavam a um acordo, pois cada um queria construí-la próximo a sua fazenda, decidiram então soltar um casal de pombos e, onde eles pousassem, ali seria construída uma capela, bem como seria a sede da Freguesia que estava nascendo.

Os pombos após voarem, pousaram em uma cruz que ficava ao lado de uma grande figueira no alto da colina. Problema resolvido, o local escolhido, todos ajudaram na construção de uma capela simples de madeira e, em sua volta a freguesia cresceu e se desenvolveu.

O povoamento: Ponta Grossa teve sua origem e seu povoamento ligado ao Caminho das Tropas. Porém, a primeira notícia de ocupação da nossa região, foi em 1704, quando Pedro Taques de Almeida requereu uma sesmaria no território paranaense. Foi seu filho José Góis de Morais e seus cunhados que vieram tomar posse das terras, trouxeram empregados e animais e fundaram currais para criar gado. Suas terras eram formadas pelas sesmarias do Rio Verde, Itaiacoca, Pitangui, Carambeí e São João, de onde surgiram as primeiras fazendas. Parte dessas terras José Góis de Morais doou aos padres jesuítas que construíram no local (Pitangui), a Capela de Santa Bárbara. Várias fazendas surgiram às margens do Caminho das Tropas. Os tropeiros durante suas viagens paravam para descansar e se alimentar em lugares que passaram a ser chamados de ranchos ou “pousos”. Desses pousos surgiram povoados, como Castro e Ponta Grossa. As fazendas contribuíram para o aumento da população, que levou ao surgimento do Bairro de Ponta Grossa, que pertencia a Castro. Com o crescimento do Bairro, os moradores começaram a lutar para a criação de uma freguesia, pois uma Freguesia tinha mais autonomia. Construíram então um altar na Casa de Telhas, aonde o vigário de Castro vinha de vez em quando rezar missas e também realizar casamentos e batizados.

O crescimento e desenvolvimento: Ponta Grossa foi elevada à Freguesia em 15 de setembro de 1823 e foi escolhido um local no alto de uma colina, perto do Caminho das Tropas para a construção de uma nova capela em homenagem à Senhora de Sant’Ana. Este local foi escolhido para ser a sede da Freguesia e em seu entorno passaram a ser construídas casas de moradia e de comércio. Esta colina é onde hoje se encontra a Catedral de Sant’Ana.

Em 1855, Ponta Grossa foi elevada à Vila e em 1862 à cidade. Cada vez mais pessoas aqui chegavam, sendo que a cidade cresce e se desenvolve, tornando-se a mais importante do interior do Paraná.

Foi com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro, que Ponta Grossa se tornou um grande centro comercial, cultural e social. A ferrovia transformou a cidade em um grande entroncamento, destacando-se na Região dos Campos Gerais e no Paraná. Isso fez com que inúmeras pessoas escolhessem o local para trabalhar, estudar e viver. Foi nesse momento que chegaram os imigrantes, que contribuíram para o crescimento cada vez maior da cidade.

Aqui se estabeleceram os ucranianos, os alemães, os poloneses, os italianos, os russos, os sírios e libaneses entre tantos outros, que contribuíram para o crescimento da cidade, bem como no desenvolvimento social, político, econômico e cultural de Ponta Grossa. Ponta Grossa se destacou no século XX, com muitas lojas de comércio, indústrias, escolas, cinemas, teatros, jornais, biblioteca, entre outros. Pode-se dizer que aquela pequena vila, surgida como pouso dos tropeiros, cresceu e se transformou em uma grande cidade.
Fonte: Prefeitura Municipal.

FOTOS:

Ponta Grossa – Sede dos Escoteiros

 

Ponta Grossa – Sede dos Escoteiros

O prédio da Sede dos Escoteiros, em Ponta Grossa-PR, foi construído em 1923, como residência do Sr. Abrahão Jorge Ajuz, imigrante sírio.

Prefeitura Municipal de Ponta Grossa – PR
COMPAC – Conselho Municipal de Patrimônio Cultural de Ponta Grossa – PR

Nome Atribuído: Sede dos Escoteiros
Localização: R. Tenente Hinon Silva, n° 470 – Ponta Grossa-PR
Processo: 21/2001

Descrição: Localizado na Rua Tenente Hinon Silva, o término da construção data 1923, pertenceu ao Sr. Abrahão Jorge Ajuz e sua esposa Salma Abrahão Ajuz, casal imigrantes sírios. A partir do ano de 1977 o prédio passou a pertencer ao Município de Ponta Grossa. Desde essa data, a ocupação do imóvel foi feita por entidades e associações. No ano de 1991, durante a gestão do Prefeito Pedro Wosgrau Filho, foi feita doação do imóvel á fundação Municipal de Promoção ao idoso de Ponta Grossa.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Descrição: O término da construção do imóvel data o ano de 1923. Pertenceu ao Sr. Abrahão Jorge Ajuz e sua esposa Salma Abrahão Ajuz, casal de imigrantes sírios. Na década de 1970, algumas ruas da cidade foram modificadas, entre estas a Rua Benjamin Constant, precisando ser realizados nesta, o alargamento e alinhamento. Para que as obras fossem viabilizadas, o então Prefeito Luiz Carlos Zuk desapropriou o imóvel em comum acordo com os proprietários. A partir do ano de 1977 o prédio passou a pertencer ao Município de Ponta Grossa.

Desde está dada, a ocupação do imóvel foi feita por entidades e associações, não se sabendo exatamente em quais períodos as mesmas fizeram uso da casa, mas durante a década de 1980, a Força Expedicionária Brasileira – FEB – realizava reuniões no local. Também houve a cessão do imóvel ao Distrito de Escoteiros Campos Gerais, permanecendo até os dias atuais uma placa de identificação á frente.

Já o porão, foi utilizado pelo Grupo de Teatro Lambe, para guardar seus cenários, bem como para realizar reuniões e ensaios semanais.

No ano de 1991, durante a gestão do Prefeito Wosgrau Filho, foi feita a doação do imóvel a Fundação Municipal de Promoção ao Idoso de Ponta Grossa.
Pesquisadora: Isolde Maria Waldmann e Claudine Cavalli Fontoura
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: Conta-nos a tradição, que os fazendeiros, se reuniram para decidir o local onde seria construída uma capela em devoção à Senhora de Sant’Ana e que também seria a sede do povoado. Como não chegavam a um acordo, pois cada um queria construí-la próximo a sua fazenda, decidiram então soltar um casal de pombos e, onde eles pousassem, ali seria construída uma capela, bem como seria a sede da Freguesia que estava nascendo.

Os pombos após voarem, pousaram em uma cruz que ficava ao lado de uma grande figueira no alto da colina. Problema resolvido, o local escolhido, todos ajudaram na construção de uma capela simples de madeira e, em sua volta a freguesia cresceu e se desenvolveu.

O povoamento: Ponta Grossa teve sua origem e seu povoamento ligado ao Caminho das Tropas. Porém, a primeira notícia de ocupação da nossa região, foi em 1704, quando Pedro Taques de Almeida requereu uma sesmaria no território paranaense. Foi seu filho José Góis de Morais e seus cunhados que vieram tomar posse das terras, trouxeram empregados e animais e fundaram currais para criar gado. Suas terras eram formadas pelas sesmarias do Rio Verde, Itaiacoca, Pitangui, Carambeí e São João, de onde surgiram as primeiras fazendas. Parte dessas terras José Góis de Morais doou aos padres jesuítas que construíram no local (Pitangui), a Capela de Santa Bárbara. Várias fazendas surgiram às margens do Caminho das Tropas. Os tropeiros durante suas viagens paravam para descansar e se alimentar em lugares que passaram a ser chamados de ranchos ou “pousos”. Desses pousos surgiram povoados, como Castro e Ponta Grossa. As fazendas contribuíram para o aumento da população, que levou ao surgimento do Bairro de Ponta Grossa, que pertencia a Castro. Com o crescimento do Bairro, os moradores começaram a lutar para a criação de uma freguesia, pois uma Freguesia tinha mais autonomia. Construíram então um altar na Casa de Telhas, aonde o vigário de Castro vinha de vez em quando rezar missas e também realizar casamentos e batizados.

O crescimento e desenvolvimento: Ponta Grossa foi elevada à Freguesia em 15 de setembro de 1823 e foi escolhido um local no alto de uma colina, perto do Caminho das Tropas para a construção de uma nova capela em homenagem à Senhora de Sant’Ana. Este local foi escolhido para ser a sede da Freguesia e em seu entorno passaram a ser construídas casas de moradia e de comércio. Esta colina é onde hoje se encontra a Catedral de Sant’Ana.

Em 1855, Ponta Grossa foi elevada à Vila e em 1862 à cidade. Cada vez mais pessoas aqui chegavam, sendo que a cidade cresce e se desenvolve, tornando-se a mais importante do interior do Paraná.

Foi com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro, que Ponta Grossa se tornou um grande centro comercial, cultural e social. A ferrovia transformou a cidade em um grande entroncamento, destacando-se na Região dos Campos Gerais e no Paraná. Isso fez com que inúmeras pessoas escolhessem o local para trabalhar, estudar e viver. Foi nesse momento que chegaram os imigrantes, que contribuíram para o crescimento cada vez maior da cidade.

Aqui se estabeleceram os ucranianos, os alemães, os poloneses, os italianos, os russos, os sírios e libaneses entre tantos outros, que contribuíram para o crescimento da cidade, bem como no desenvolvimento social, político, econômico e cultural de Ponta Grossa. Ponta Grossa se destacou no século XX, com muitas lojas de comércio, indústrias, escolas, cinemas, teatros, jornais, biblioteca, entre outros. Pode-se dizer que aquela pequena vila, surgida como pouso dos tropeiros, cresceu e se transformou em uma grande cidade.
Fonte: Prefeitura Municipal.

FOTOS:


Ponta Grossa – Fachada da Massalândia

 

Ponta Grossa – Fachada da Massalândia


A Fachada da Massalândia, em Ponta Grossa-PR, em estilo Neoclássico, inicialmente abrigou o frigorífico do Sr. José Buchler, conhecido como surdo.

COMPAC – Conselho Municipal de Patrimônio Cultural de Ponta Grossa – PR
Nome Atribuído: Fachada da Massalândia
Localização: R. Santos Dumont, n° 722/728 – Ponta Grossa-PR
Processo 27/2001

Descrição: Edifício de estilo Neoclássico, inicialmente abrigou o frigorífico do Sr. José Buchler, conhecido como surdo. Encontraram-se registros do estabelecimento desde 1908. Ocupou parte inferior do imóvel como dependências para empregados, instalação da fábrica manteve-se no prédio até aproximadamente 1935. Tombado em 2001.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Descrição: Edifício de estilo Neoclássico, inicialmente abrigou o frigorífico do Sr. José Buchler, conhecido como surdo. Encontraram-se registros do estabelecimento desde 1908. Ocupou parte inferior do imóvel como dependências para empregados, instalação da fábrica manteve-se no prédio até aproximadamente 1935. Tombado em

Inicialmente o prédio abrigou o frigorífico do Sr. José Büchler, conhecido como “surdo”, fabricava grande variedade de salames e conservas. Encontram-se registros dos estabelecimentos desde 1908. Ocupou a parte inferior do imóvel com as dependências para empregados, instalações da fábrica de salames, banha e carne defumada, manteve-se no prédio até aproximadamente 1935.

O imóvel permaneceu fechado por cerca de 15 anos, quando em 1950, D. Edite Zanetti, costureira, foi morar na parte superior do imóvel, nos primeiros anos o térreo continuou fechado.

D. Edite morou nesse endereço por volta de 20 anos. Nessa mesma época esteve ocupado a parte inferior a Ótica Aristides, sendo mais tarde substituída pelo Restaurante Massalândia.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: Conta-nos a tradição, que os fazendeiros, se reuniram para decidir o local onde seria construída uma capela em devoção à Senhora de Sant’Ana e que também seria a sede do povoado. Como não chegavam a um acordo, pois cada um queria construí-la próximo a sua fazenda, decidiram então soltar um casal de pombos e, onde eles pousassem, ali seria construída uma capela, bem como seria a sede da Freguesia que estava nascendo.

Os pombos após voarem, pousaram em uma cruz que ficava ao lado de uma grande figueira no alto da colina. Problema resolvido, o local escolhido, todos ajudaram na construção de uma capela simples de madeira e, em sua volta a freguesia cresceu e se desenvolveu.

O povoamento: Ponta Grossa teve sua origem e seu povoamento ligado ao Caminho das Tropas. Porém, a primeira notícia de ocupação da nossa região, foi em 1704, quando Pedro Taques de Almeida requereu uma sesmaria no território paranaense. Foi seu filho José Góis de Morais e seus cunhados que vieram tomar posse das terras, trouxeram empregados e animais e fundaram currais para criar gado. Suas terras eram formadas pelas sesmarias do Rio Verde, Itaiacoca, Pitangui, Carambeí e São João, de onde surgiram as primeiras fazendas. Parte dessas terras José Góis de Morais doou aos padres jesuítas que construíram no local (Pitangui), a Capela de Santa Bárbara. Várias fazendas surgiram às margens do Caminho das Tropas. Os tropeiros durante suas viagens paravam para descansar e se alimentar em lugares que passaram a ser chamados de ranchos ou “pousos”. Desses pousos surgiram povoados, como Castro e Ponta Grossa. As fazendas contribuíram para o aumento da população, que levou ao surgimento do Bairro de Ponta Grossa, que pertencia a Castro. Com o crescimento do Bairro, os moradores começaram a lutar para a criação de uma freguesia, pois uma Freguesia tinha mais autonomia. Construíram então um altar na Casa de Telhas, aonde o vigário de Castro vinha de vez em quando rezar missas e também realizar casamentos e batizados.

O crescimento e desenvolvimento: Ponta Grossa foi elevada à Freguesia em 15 de setembro de 1823 e foi escolhido um local no alto de uma colina, perto do Caminho das Tropas para a construção de uma nova capela em homenagem à Senhora de Sant’Ana. Este local foi escolhido para ser a sede da Freguesia e em seu entorno passaram a ser construídas casas de moradia e de comércio. Esta colina é onde hoje se encontra a Catedral de Sant’Ana.

Em 1855, Ponta Grossa foi elevada à Vila e em 1862 à cidade. Cada vez mais pessoas aqui chegavam, sendo que a cidade cresce e se desenvolve, tornando-se a mais importante do interior do Paraná.

Foi com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro, que Ponta Grossa se tornou um grande centro comercial, cultural e social. A ferrovia transformou a cidade em um grande entroncamento, destacando-se na Região dos Campos Gerais e no Paraná. Isso fez com que inúmeras pessoas escolhessem o local para trabalhar, estudar e viver. Foi nesse momento que chegaram os imigrantes, que contribuíram para o crescimento cada vez maior da cidade.

Aqui se estabeleceram os ucranianos, os alemães, os poloneses, os italianos, os russos, os sírios e libaneses entre tantos outros, que contribuíram para o crescimento da cidade, bem como no desenvolvimento social, político, econômico e cultural de Ponta Grossa. Ponta Grossa se destacou no século XX, com muitas lojas de comércio, indústrias, escolas, cinemas, teatros, jornais, biblioteca, entre outros. Pode-se dizer que aquela pequena vila, surgida como pouso dos tropeiros, cresceu e se transformou em uma grande cidade.
Fonte: Prefeitura Municipal.

FOTOS:

Ponta Grossa – Botequim

 

Ponta Grossa – Botequim


O Botequim, em Ponta Grossa-PR, serviu de residência de Theóphilo Alves Cunha. Sua construção foi realizada antes dos anos de 1920.

COMPAC – Conselho Municipal de Patrimônio Cultural de Ponta Grossa – PR
Nome Atribuído: Botequim
Outros Nomes: Botequim Original, Antiga Distribuidora de Doces Ácacia
Localização: R. XV de Novembro, n° 492 – Ponta Grossa-PR
Processo: 40/2001

Descrição: Localizada na Rua XV de novembro n° 492, antiga residência de Theóphilo Alves Cunha, construção realizada anterior aos anos de 1920, foi instalada a alfaiataria Biella em 1923 fundada pelo SR. Paschoalino Provisiero, natural da Itália e residente em Ponta Grossa desde 1908, segundo o álbum de Ponta grossa de 1963, no imóvel também funcionou a fábrica de Malhas Salina, do Sr. Felipe de Leon Salina. Atualmente funciona como Bar Botequim. Edificío de estilo eclético, tombado em 2001.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Descrição: Antiga residência de Theóphilo Alves Cunha, membro de tradicional família princesina. Foi industrial, comerciante, fazendeiro, presidente do Conselho Consultivo Municipal e vereador. Inicialmente, residiam em uma casa situada em frente á Praça Mal. Floriano Peixoto, porém, possuíam vários imóveis na cidade, bem como na zona rural. Foi fundador das industrias Theóphilo Cunha Ltda.

Com o falecimento do proprietário, o imóvel em questão passou a pertencer por herança a uma das filhas: Otília Cunha Guimarães, casada com Horácio Villela Guimarães (em 1924) sendo que seu esposo faleceu em 1932, deixando-a viúva com os seguintes filhos: Hamilton Cunha Guimarães, casada com Ivone Hilgenberg Guimarães (falecida), Cyro Cunha Guimarães, casado com Claudionor Bittencourt Guimarães, Maria Lilia (falecida), Glacy Cunha Guimarães, Nilda Guimarães Nader, casado com Eblen Nader e Antônio Carlos (falecido).

Otília Cunha Guimarães possuía além dos imóveis urbanos, as fazendas: Santa Rosa Santa Maria e Fazenda das Violas, nas quais explorou intensas atividades pecuárias e fábrica de laticínios. Irmanou-se em movimentos a favor das entidades assistenciais da cidade, tendo com maior ênfase, trabalhando em prol dos melhoramentos da antiga Catedral Diocesana de Ponta Grossa. Faleceu em maio de 1986, sendo homenageada com seu nome em uma das ruas da cidade, através da Lei n° 3.912.

Antes de falecer, doou uma parte do imóvel para seu filho Cyro Cunha Guimarães, que posteriormente vendeu para sua irmã Glacy Cunha Guimarães, conforme o registro geral do imóvel. O prédio, posteriormente foi ponto comercial, sendo instalada a Alfaiataria Biela, esta fundada pelo Sr. Paschoalino Provisiero, natural da Itália e residente em Ponta Grossa desde 1908; e segundo o Álbum de Ponta Grossa de 1963, no imóvel também funcionou a fábrica de Malhas Salina, do Sr. Felipe de Leon Salina. Também ocupou a Distribuidora de Doces Acácia.
Pesquisadora: Isolde Maria Waldmann
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: Conta-nos a tradição, que os fazendeiros, se reuniram para decidir o local onde seria construída uma capela em devoção à Senhora de Sant’Ana e que também seria a sede do povoado. Como não chegavam a um acordo, pois cada um queria construí-la próximo a sua fazenda, decidiram então soltar um casal de pombos e, onde eles pousassem, ali seria construída uma capela, bem como seria a sede da Freguesia que estava nascendo.

Os pombos após voarem, pousaram em uma cruz que ficava ao lado de uma grande figueira no alto da colina. Problema resolvido, o local escolhido, todos ajudaram na construção de uma capela simples de madeira e, em sua volta a freguesia cresceu e se desenvolveu.

O povoamento: Ponta Grossa teve sua origem e seu povoamento ligado ao Caminho das Tropas. Porém, a primeira notícia de ocupação da nossa região, foi em 1704, quando Pedro Taques de Almeida requereu uma sesmaria no território paranaense. Foi seu filho José Góis de Morais e seus cunhados que vieram tomar posse das terras, trouxeram empregados e animais e fundaram currais para criar gado. Suas terras eram formadas pelas sesmarias do Rio Verde, Itaiacoca, Pitangui, Carambeí e São João, de onde surgiram as primeiras fazendas. Parte dessas terras José Góis de Morais doou aos padres jesuítas que construíram no local (Pitangui), a Capela de Santa Bárbara. Várias fazendas surgiram às margens do Caminho das Tropas. Os tropeiros durante suas viagens paravam para descansar e se alimentar em lugares que passaram a ser chamados de ranchos ou “pousos”. Desses pousos surgiram povoados, como Castro e Ponta Grossa. As fazendas contribuíram para o aumento da população, que levou ao surgimento do Bairro de Ponta Grossa, que pertencia a Castro. Com o crescimento do Bairro, os moradores começaram a lutar para a criação de uma freguesia, pois uma Freguesia tinha mais autonomia. Construíram então um altar na Casa de Telhas, aonde o vigário de Castro vinha de vez em quando rezar missas e também realizar casamentos e batizados.

O crescimento e desenvolvimento: Ponta Grossa foi elevada à Freguesia em 15 de setembro de 1823 e foi escolhido um local no alto de uma colina, perto do Caminho das Tropas para a construção de uma nova capela em homenagem à Senhora de Sant’Ana. Este local foi escolhido para ser a sede da Freguesia e em seu entorno passaram a ser construídas casas de moradia e de comércio. Esta colina é onde hoje se encontra a Catedral de Sant’Ana.

Em 1855, Ponta Grossa foi elevada à Vila e em 1862 à cidade. Cada vez mais pessoas aqui chegavam, sendo que a cidade cresce e se desenvolve, tornando-se a mais importante do interior do Paraná.

Foi com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro, que Ponta Grossa se tornou um grande centro comercial, cultural e social. A ferrovia transformou a cidade em um grande entroncamento, destacando-se na Região dos Campos Gerais e no Paraná. Isso fez com que inúmeras pessoas escolhessem o local para trabalhar, estudar e viver. Foi nesse momento que chegaram os imigrantes, que contribuíram para o crescimento cada vez maior da cidade.

Aqui se estabeleceram os ucranianos, os alemães, os poloneses, os italianos, os russos, os sírios e libaneses entre tantos outros, que contribuíram para o crescimento da cidade, bem como no desenvolvimento social, político, econômico e cultural de Ponta Grossa. Ponta Grossa se destacou no século XX, com muitas lojas de comércio, indústrias, escolas, cinemas, teatros, jornais, biblioteca, entre outros. Pode-se dizer que aquela pequena vila, surgida como pouso dos tropeiros, cresceu e se transformou em uma grande cidade.
Fonte: Prefeitura Municipal.

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