segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Moacyr (Aymoré) do Espirito Santo Nascido a 13 de fevereiro de 1903 (sexta-feira) - Tibagy, Paraná, Brasil Falecido a 24 de dezembro de 1990 (segunda-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil, com a idade de 87 anos Contador

 Moacyr (Aymoré) do Espirito Santo Nascido a 13 de fevereiro de 1903 (sexta-feira) - Tibagy, Paraná, Brasil Falecido a 24 de dezembro de 1990 (segunda-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil, com a idade de 87

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Moacyr (Aymoré) do Espírito Santo – Um Homem de Valores, Filho da Terra Paranaense

Por entre as montanhas e vales do interior do Paraná, onde o vento carrega o sussurro dos antigos e o chão guarda as memórias dos pioneiros, nasceu, em 13 de fevereiro de 1903, uma alma forte, sensível e profundamente enraizada na família: Moacyr do Espírito Santo, mais tarde conhecido por seu nome indígena espiritual, Aymoré — “o grande guerreiro” em língua tupi-guarani. Sua vida, de quase nove décadas, foi entrelaçada por perdas precoces, responsabilidades familiares, dedicação profissional e laços afetivos que marcaram gerações.


Raízes e Infância em Tibagy

Moacyr veio ao mundo numa sexta-feira, sob o céu de Tibagy, município ainda incipiente nas primeiras décadas do século XX. Filho de Joaquim Floriano do Espírito Santo (1866–1907) e Julianna Grein (1877–1928), herdou do pai o senso de justiça e da mãe a ternura e a força silenciosa típica das mulheres da região Sul.

Sua infância foi marcada pela simplicidade rural, mas também por uma tragédia que marcaria para sempre a família: aos apenas quatro anos de idade, Moacyr testemunhou a morte violenta de seu pai, Joaquim Floriano, assassinado em 21 de julho de 1907 na própria casa do capitão Pedro Taques, em Tibagy. O crime, cercado de mistérios e rivalidades da época, deixou Julianna viúva com seis filhos — três meninas e três meninos — e uma gravidez em curso, que resultaria no nascimento de Justa Zoé Taques, filha póstuma de Joaquim com outra mulher, Izaura Taques.

Apesar do luto precoce, a família permaneceu unida. Julianna, então com 30 anos, assumiu o papel de provedora e baluarte moral, educando seus filhos com rigor e amor. Moacyr cresceu cercado por irmãs mais velhas — Iracema e Jacy Grein — e irmãos — Kannitar (Ubirajara), Lyguaru (Tupinambá) e o caçula José (Manoel Tarajahy), que, infelizmente, faleceu com apenas um ano de idade, em 1905, vítima de bronquite aguda, durante uma breve estadia em Castro.


Uma Juventude Entre Perdas e Esperanças

A adolescência de Moacyr foi pontuada por mais uma dor: em 1917, com apenas 14 anos, perdeu sua irmã Jacy Grein, com quem provavelmente compartilhava brincadeiras e confidências. A moça, casada ainda jovem com Gastão Pereira Marques, faleceu em Curitiba, deixando um vácuo na casa que já sentia o peso da ausência paterna.

Apesar das adversidades, Moacyr demonstrou desde cedo aptidão para os estudos e inclinação para a ordem e a exatidão — qualidades que o guiariam até a profissão de contador, uma das mais respeitadas e fundamentais naquele período de formação do Brasil moderno.


Casamentos, Família e Vida Afetiva

Moacyr escolheu Curitiba como lar definitivo. Foi lá que, em 9 de junho de 1925, aos 22 anos, contraiu matrimônio com Rosa Gomes de Sá, uma jovem de 18 anos, nascida em 1907. O casal construiu juntos uma vida sólida e frutífera, tendo duas filhas:

  • Jacy Therezinha do Espírito Santo
  • Rachel do Espírito Santo

As meninas cresceram em um ambiente marcado por valores tradicionais, disciplina, mas também por afeto. Moacyr, mesmo dedicado à carreira, era um pai presente, preocupado com a educação e o futuro das filhas.

Contudo, como muitos relacionamentos da época, o casamento enfrentou dificuldades. Em 19 de setembro de 1950, após 25 anos de união, Moacyr e Rosa optaram pelo desquite, uma separação reconhecida legalmente na época, embora o divórcio só fosse formalmente registrado três décadas depois, em 3 de julho de 1980, já sob a nova legislação brasileira que permitia o divórcio civil.

Após o fim do matrimônio com Rosa, Moacyr seguiu sua vida ao lado de Nair Loyola de Camargo, com quem manteve uma união duradoura, ainda que os registros oficiais não detalhem a data exata do casamento. Nair, nascida em 1904, foi sua companheira nos últimos anos, oferecendo-lhe apoio e companhia em sua velhice.

Rosa Gomes de Sá faleceu em 11 de agosto de 1987, no Rio de Janeiro, aos 80 anos. Moacyr sobreviveu à ex-esposa por pouco mais de três anos.


Irmãos: Laços de Sangue e Histórias Paralelas

Moacyr cresceu em meio a uma irmandade numerosa, cada um com seu caminho, mas todos unidos pelas raízes:

  • Iracema do Espírito Santo (1893–1985): a mais velha, viveu até os 92 anos, testemunhando quase todo o século XX. Morreu em Curitiba, onde passou grande parte da vida.
  • Jacy Grein do Espírito Santo (1896–1917): faleceu jovem, deixando um legado breve, mas doloroso para a família.
  • Kannitar (Ubirajara) do Espírito Santo (1898–1994): viveu até os 96 anos, casou-se duas vezes e teve uma longa trajetória, inclusive em Porto Alegre.
  • Lyguaru (Tupinambá) do Espírito Santo (1900–1985): casou-se com Alzira Langer Rodrigues em 1925 e faleceu em Curitiba, poucos meses antes de Iracema.
  • José (Manoel Tarajahy) do Espírito Santo (1904–1905): o irmão caçula, cuja vida foi interrompida antes mesmo de aprender a andar.

Além deles, Moacyr teve uma meia-irmã, Justa Zoé Taques, nascida em setembro de 1907, fruto do relacionamento de seu pai com Izaura Taques. Embora nascida após a morte de Joaquim, Justa foi integrada à narrativa familiar, representando a complexidade das relações humanas naquele tempo.


Últimos Anos e Legado

Moacyr viveu com dignidade até o fim. Aos 87 anos, em 24 de dezembro de 1990 — véspera de Natal, data simbólica de renovação e recomeço — faleceu em Curitiba, encerrando uma jornada que atravessou dois séculos, guerras mundiais, transformações sociais e profundas mudanças no Brasil.

Seu nome, Moacyr, é de origem tupi e significa “aquele que é amado”. Já Aymoré, nome que adotou espiritual ou simbolicamente, remete ao povo Aimoré, conhecido pela bravura e ligação com a terra. Talvez Moacyr tenha escolhido esse apelido como forma de afirmar sua identidade paranaense, sua coragem diante das perdas e seu amor pela família.

Como contador, foi um homem de precisão, mas como pai, irmão e filho, foi um homem de coração. Sua história não está nos livros de história oficial, mas vive nas memórias de netos, sobrinhos e descendentes que carregam seu nome, seus ensinamentos e, sobretudo, o exemplo de resiliência.


Em Memória

Moacyr (Aymoré) do Espírito Santo foi mais do que um contador. Foi um guardião da memória familiar, um filho do Paraná e um homem que, mesmo diante das tempestades da vida, manteve a compostura, o amor e a esperança.

Seu túmulo repousa em Curitiba, ao lado de tantos que amou e perdeu — mas seu legado permanece vivo, ecoando nas raízes de uma árvore genealógica que continua a florescer.

#HistóriaFamiliar #MoacyrDoEspíritoSanto #MemóriaParanaense #RaízesBrasileiras #GenealogiaComAlma

  • Nascido a 13 de fevereiro de 1903 (sexta-feira) - Tibagy, Paraná, Brasil
  • Falecido a 24 de dezembro de 1990 (segunda-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil, com a idade de 87 anos
  • Contador

 Pais

 Casamento(s) e filho(s)

 Irmãos

 Meios irmãos e meias irmãs

Pelo lado de sosa Joaquim Floriano do Espirito Santo 1866-1907

 Notas de casamento

União com Rosa Gomes de Sá

Desquite em 19 de Setembro de 1.950 - Divórcio em 03 de Julho de 1.980 (Tudo em Curitiba, Paraná. Brasil).

 Fontes

  • Pessoa: Árvore Genealógica do FamilySearch - &lt;p&gt;<p>Moacyr Aymoré do Espírito Santo<br />Gênero: Masculino<br />Nascimento: 13 de fev de 1903 - Tibagi, Paraná, Brasil<br />Casamento: Cônjuge: Rosa Gomes de Sá - 9 de jun de 1925 - Curitiba, Paraná, Brasil<br />Morte: 24 de dez de 1990 - Curitiba, Paraná, Brasil<br />Pais: Joaquim Floriano do Espirito Santo, Juliana do Espirito Santo (nascida Grein)<br />Cônjuges: Rosa do Espírito Santo (nascida Gomes de Sá), Nair do Espírito Santo (nascida Camargo)<br />Filha: Jacy Therezinha do Espírito Santo<br />Irmãos: Iracema do Espirito Santo, Jacy Pereira Marques (nascida do Espirito Santo), Kannitar Ubirajara do Espirito Santo, Liguarú Espírito Santo, José (Tarajahy) do Espirito Santo, Nelson do Espirito Santo</p>&lt;/p&gt; - Record - 40001:1426997206:

 Árvore genealógica (visão geral)

sosa Julião Florianno do Espírito Santo 1846-1895 sosa Leopoldina Carolina Da Glória Esteves 1845-1932 sosa Miguel José Grein 1853-1910 sosa Luiza Peters 1853-1935
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sosa Joaquim Floriano do Espirito Santo 1866-1907 sosa Julianna Grein 1877-1928
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Moacyr (Aymoré) do Espirito Santo 1903-1990


190313 fev.

Nascimento

 
Tibagy, Paraná, Brasil
19047 ago.
17 meses

Nascimento de um irmão

 
Sítio do Bom Sucesso, Tibagy, Paraná, Brasil
190721 jul.
4 anos

Morte do pai

 
Casa do Cap Pedro Taques, Tibagy, Paraná, Brasil - (21:00 horas)
Enterro a 21 de julho de 1907 (Cemitério de Tibagy, Paraná, Brasil - Em 1967 seus ossos foram transladados pata o Cemitério em Curitiba, Paraná, Brasil)
Notas

Cause: Assassinado

190716 set.
4 anos

Nascimento de uma meia-irmã

191028 dez.
7 anos

Morte do avô materno

 
Enterro a 28 de dezembro de 1910 (Rio Negro, Paraná, Brasil)
Notas

Cause: Síncope Cardíaca

191218 set.
9 anos
191724 abr.
14 anos
192523 maio
22 anos

Casamento de um irmão

19259 jun.
22 anos

Casamento

 
Notas

Desquite em 19 de Setembro de 1.950 - Divórcio em 03 de Julho de 1.980 (Tudo em Curitiba, Paraná. Brasil).

192823 jul.
25 anos
193519 set.
32 anos

Morte da avó materna

198529 jul.
82 anos

Morte de um irmão

 
Enterro a 30 de julho de 1985 (Cemitério Municipal de Curitiba, Paraná, Brasil)
19855 set.
82 anos
198711 ago.
84 anos
199024 dez.
87 anos

Antepassados de Moacyr (Aymoré) do Espirito Santo

  Manoel Francisco de Pinho 1735- Maria da Costa (Ramos) 1749- Ignacio da Costa Coelho ca 1730- Thereza de Jesus /1734- Andreza Maria Roza da Conceição  Pedro Esteves 1730- Maria Luiza Alvares de Caldas Araújo  Manoel Da Costa 1725- Jozefa Rodrigues de Barros 1730-   Mathias Grein ca 1748-1824 Anna Maria Clemens Fettes ca 1747- Johann Baptist Ernzen 1758-1803 Catherine Werrion 1770-1828 Jean (Johannes) Bley 1780-1812 Margretha (Marguerite) Eichhorn (Eyschorn) 1787-1831/ Johann Gebert 1791-1831/ Anna Porten 1785-1816 Nicolaus (Nicolai) Peters 1758-1789 Joanna (Johanna) Classen 1747- Johann Jakob Becker 1753-1816 Anna Maria Brand (Schmidt) 1753-1786 Johann Friedrich Stroesser 1750-1836 Madgdalena (Madeleine) Herckes (Herches, Herchen, Herges) ca 1750-1829 Guillaume (Wilhelm) Reuter 1761-1832 Susanne (Susanna) Rossignon ca 1769-1831
  | | |- ca 1752 -| | |- 1756 -| | |   |- 1776 -| |- 1789 -| |- 1807 -| |- 1811 -| |- 1778 -| |- 1778 -| |- 1773 -| |- 1787 -|
  


 


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  | | | | |   | | | | | | | |
Nn ?  Anna Francisca De Almeida (de Pinho) 1753- José Joaquim Coelho 1764- Vicencia (Twin) Roza da Conceição 1784- Manoel José Esteves 1767- Maria Josefa da Costa 1765-1820 Leopoldina Maria da Glória  Peter (Pedro) Grein 1783-1861 Angela Ernzen 1793-1882 Nicolao (Nicolaus, Nicolas) Bley 1808-1877 Izabel (Elizabetha) Gebert 1813-1870 Mathias Peters 1785- Margaretha (Margarida) Becker 1783- Johann (João) Stresser 1789-1872 Susanne Maria Reuter 1792-1833
| | |- 1820 -| |- 1789 -| | |- 1813 -| |- 1831 -| |- 1813 -| |- 1818 -|



 


 


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| | | | | | | |
Florianno do Espirito Santo 1790-1863 Engrácia Maria (de São José) Coelho 1814-1898 José Maria Esteves 1804-1872 Anna Leopoldina Da Glória 1827-1897 José (Joseph) Grein 1829-1882 Margarida Bley 1832-1882..1884 Jacob Peters 1813- Susanne Stroesser 1818-1890
|- 1842 -| | | |- 1847 -| |- 1834 -|



 


 


 


| | | |
Julião Florianno do Espírito Santo 1846-1895 Leopoldina Carolina Da Glória Esteves 1845-1932 Miguel José Grein 1853-1910 Luiza Peters 1853-1935
|- 1866 -| |- 1875 -|



 


| |
Joaquim Floriano do Espirito Santo 1866-1907 Julianna Grein 1877-1928
|- 1892 -|



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Moacyr (Aymoré) do Espirito Santo 1903-1990



Descendentes de Moacyr (Aymoré) do Espirito Santo

  
































































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