Aqueça o óleo numa panela, refogue a cebola e o alho, acrescente o sal e a pimenta, jogue as coxas de frango dentro e deixe fritar ligeiramente mexendo sempre para não grudar.
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Acrescente água, tampe a panela e deixe cozinhar em fogo baixo até que a carne esteja macia ao ser espetada com um garfo.
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Desligue o fogo e reserve. Enquanto espera o frango cozinhar, prepare a massa. Primeiro peneire juntos todos os ingredientes secos. Em seguida, numa tigela, acrescente primeiro os ovos e misture; depois junte a manteiga e misture de novo.
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Por último coloque o leite aos poucos e misture até obter a consistência desejada da massa.
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Deixe descansar por 15 minutos. Faça os bolinhos envolvendo de massa cada uma das coxas de frango já cozidas (retire antes as peles).
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Frite em óleo abundante e bem quente.
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A pitada de bicarbonato na composição da massa vai fazer com que a “casquinha” do bolinho fique extremamente crocante. Sirva com polenta frita.
Leve o açúcar com a água ao fogo médio e deixe ferver, até formar um caramelo claro. Despeje em forma de cone central de 24 cm de diâmetro e vire para caramelizar o fundo, a lateral e o cone. Reserve.
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Bata o leite com o leite condensado e os ovos no liquidificador até homogeneizar. Sem bater, misture as raspas de laranja. Despeje na forma reservada e leve ao forno médio-alto (220°C), por 40 a 45 minutos ou até que o pudim esteja firme, mas não dourado.
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Bolo:
Bata os 4 primeiros ingredientes no liquidificador. Acrescente o chocolate e a farinha em 2 vezes, batendo a cada adição. Por último, junte o fermento e as raspas de laranja e misture sem bater.
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Retire o pudim do forno e cubra com a massa de bolo. Leve de volta ao banho-maria, agora em forno moderado (180°), por 30 a 35 minutos ou até, espetando o bolo com um palito, este saia limpo.
Neste segundo capítulo, vamos contar com as postagens dos leitores, que ajudaram na produção esse material. Então, “bora” dar uns passinhos na Sunshine, curtir um bunker no El Potato, evitar a escada do terror do Zimbabwe, tomar um capeta flamejante na Sistema X, e fechar a noite na Rave ou no Flick´s. Partiu?
Sunshine
A boate mais importante da região Sul de Curitiba foi a Sunshine. Ficava na Avenida Winston Churchill, pertinho do terminal do Pinheirinho. A balada fazia parte de um espécie de “paraíso da festa”, que incluía o rock pesado da Arco-Íris e a boate de luz vermelha da Montanha Drinks.Quanto ao som, rolava de tudo. Eurodance predominava, o chamado “poperô”, mas ao longo da noite tocava de rock nacional a Ramones. A Sunshine foi uma das pioneiras a trocar a fitas cassetes por CDs, o que criava problemas para os DJs, pois o equipamento ficava em cima de uma pilastra de metal, em uma espécie de “cabine”. O problema era que o aparelho do som era bem sensível e fazia o CD “pular”. A balada esteve em funcionamento até 2003, no Pinheirinho.
Sistema X
Sistema X, Foto: Arquivo/Hedeson Alves/Tribuna do Paraná.
A sistema X nasceu como uma equipe de som. Um tipo de estrutura itinerante de shows e festas, muito comum em 1978, quando foi criada pelo toledense Gilmar Berte.
Em 1985, Berte teve a oportunidade de locar o imóvel da Sociedade Trieste, em Santa Felicidade e a transformou numa casa noturna. Logo, a Sistema X se tornou referência de balada popular da cidade.Ainda com os amigos, teve a ideia de colocar no salão do clube quatro caixas de som em cada canto. Além disto, a forma da colocação das caixas lembra o formato da letra X. “Era um som aos quatros cantos e o público adorou a novidade. As pessoas falavam que a gente era do sistema. Hoje vai tocar o sistema em tal clube e isso pegou. Foi colocar o X e já tinha o nome da minha casa noturna”, comentou em entrevista para a Tribuna do Paraná, em 2020.
A Sistema X era tão popular que levava quase duas mil pessoas por noite nos fins de semana. “O Ratinho frequentou algumas vezes lá. Lembro também do Celso Portiolli que ficou conosco por seis meses. Ele estava no começo da carreira e era nosso locutor ”, ressaltou Gilma
Até os 1990, a Sistema X liderou o segmento de “balada do povão”, e foi nesta época que Berte lançou o drink Capeta, especialidade da casa. Contou ponto! Em 2002, o boom imobiliário de Santa Felicidade tirou a Sistema X do local. Em 2006, a casa reabriu em um antigo galpão da Cidade Industrial de Curitiba (CIC), às margens da BR 277. O fim da Sistema X foi em 2020, com a pandemia da Covid-19.
El Potato
O El Potato surgiu em 1989, no bairro Cabral, em um bunker antiaéreo construído pelos donos do imóvel nos anos 1940. Em muitas noites, mais de mil pessoas pagavam ingressos para ver bandas cover que faziam sucesso na cidade, como Ipsis Litteris, Carpe Diem, African Band e Dr. Smith, entre outras. O El Potato tinha uma estratégia que deu certo, fazia o rodízio dos músicos, pois era comum na época cada banda tocar sempre no mesmo bar.
Outro sucesso que emplacou nesta balada foi o “Domingo é no Potato”, com as bandas famosas que tinham tocado na cidade no sábado esticando na tarde de domingo e cobrando menos, como o The Waillers, Ratos de Porão, O Rappa, Demônios da Garoa e Os Raimundos.
O El Potato também tinha a fama de ter “as paredes que suavam”, tamanha a quantidade de pessoas na balada. Para muitos, foi a melhor balada de Curitiba por anos. Em 1997, fechou para o público.
Zimbabwe
Aberta em 1995, localizado na Avenida Iguaçu, 2074, na esquina com a Ângelo Sampaio, o Zimbabwe tinha uma média de 700 a 800 clientes por noite. Com máscaras africanas na decoração, a casa foi palco de apresentações de bandas como Dr Smith, African Band, Saul Trumpet e Jeff Sabbag, Blindagem e Viraduavesso.
Um das particularidades do Zimbabwe eram as festas temáticas, como a do pijama e de fantasia, que eram lotadas. Aliás, quem nunca ficou esperando o tombo de alguém da escadaria que levava para a área externa?
O Zimbabwe se manteve por sete anos, e sofreu um “golpe” quando a prefeitura começou a pavimentação da Avenida Iguaçu, que durou quase um ano e a manteve interditada por todo o período. As reclamações de alguns vizinhos colaboraram para o fechamento da casa, em 2002.
Rave
Aberta em 1994, a Rave marcou época para os jovens mais abastados. Com o conceito da balada trazido da Europa, a casa funcionou na Rua Dom Pedro II, no Batel. Lá, era 100% musica eletrônica de vanguarda.
Pouca gente sabe ou lembra, mas a casa noturna de Curitiba teve enorme influência no país, pois na época não havia a procura das chamadas festas “rave”, tanto que a marca “rave“ foi patenteada pelos donos em 1994.
A estratégia da Rave, era tocar a música que era executada ao mesmo tempo nos países europeus. Um dos responsáveis pelos sucessos era o DJ Leozinho. A balada durou até 2021, sempre de quinta a sábado, das 22h às 6 da manhã.
Flick´s Dançante
A Avenida Visconde de Guarapuava, 3489, teve várias baladas que ganharam fama entre os jovens de bares “finaleira”, ou seja, para tomar a saideira que iria demorar algumas horas e ainda conseguir um romance na madruga. Com essa temática, o Flick´s fez muito sucesso.
O espaço era dedicado a uma banda, que quase sempre tocava músicas nacionais animadas e hits românticos internacionais. A pista era formada basicamente por casais que davam passos nem sempre sincronizados, mas com a ginga brasileira. Uma das características nem sempre favoráveis no Flick´s era o calor lá dentro, fora as baforadas dos fumantes, em uma época em que se permitia o fumo nos estabelecimentos.
Em 2013, o Flick´s chegou a ser fechado por determinação da Justiça, a fim de evitar tragédias como a que vitimou centenas de pessoas em incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS). Coincidentemente, já com o nome New Flick´s, a balada pegou fogo em 2019, sem ferir ninguém. A suspeita, na época, foi a de que o incêndio tenha sido provocado por vândalos que invadiram o local.
Sair para balançar a cabeça, paquerar ou mesmo encontrar os amigos em uma casa noturna curtindo um bom rock, pagodinho ou música eletrônica. Talvez a melhor opção venha a ser um poperô com o tuck tuck no cerébro no embalo do pezinho. Saudosistas ou não, as baladas nas décadas de 1990 e 2000 foram feras demais.
Coração Melão, Sistema X, El Potato, Aeroanta, Carambola, Studio 1250,Moustache Sound and Dance, Alles Bier, Circus Bar, Fórum, Hangar, Chocolate Chic, Angels Flight, Club 700, Batacla...
Leia mais em https://www.tribunapr.com.br/viva/coracao-melao-1250-moustache-sound-and-dance-qual-destas-baladas-antigas-de-curitiba-voce-ja-foi/
Franquia trazida de São Paulo por Sérgio Apter e Henrique Braga em 1990, o Aeroanta começou como alternativa para as bandas locais se apresentarem. Boi Mamão e Sr.Banana eram figurinhas carimbadas, e abriam os show de conjuntos mais conhecidos como Os Paralamas do Sucesso, Skank e Nação Zumbi, fora as apresentações internacionais de Steppenwolf, Nazareth e Buddy Guy . A casa fechou em 1997 por problemas com o imóvel.
Syndicate No início da década de 1990, o movimento hiphop ganhou força no Brasil e não demorou para que surgisse em Curitiba um bar que mostrasse esse lado. Localizado na Avenida Cândido de Abreu, o Syndicate abriu as portas em 1992 para se tornar um marco de respeito as diferenças sociais e culturais. Quebrou paradigmas com ambiente muito democrático, que reunia pessoas de diferentes estilos. Um marco do Syndicate foi o show do Ratos do Porão, lotado! Depois de dois anos e shows de bandas como Raimundos e Furpie, novas tendências começaram a surgir e os sócios decidiram fechar a casa, seguindo cada um para seu lado.
Legends
Em 1993, surgiu a Legends Underground Club (depois, Legends), na Alameda Dr. Muricy, com intenção de abrir a música eletrônica para um público mais amplo. E em um ano de funcionamento, a casa “bombou”. A Legends foi pioneira em trazer DJs estrangeiros e fortaleceu o movimento de valorização do profissional, até então pouco reconhecida. Filas e filas se formavam para entrar na balada – Artistas como Jon Carter e Carl Cox estiveram na casa e levaram muito público.
Fórum e Coração Melão
Em 1996, inaugurou em Curitiba uma casa que viria a se tornar o 3º polo de shows no Brasil. Com apresentação da Shakira, a Fórum abriu as portas, se consolidando como a maior casa de shows da cidade.
Essa história começa quatro anos antes, quando foi criada o Coração Melão, na rua João Palomeque, no bairro Portão. Com capacidade para 2700 pessoas, a casa começou abrindo para bandas curitibanas como Gypsy Dream, Dr. Smith e Djambi que tocavam em meio às luzes robóticas e ao boneco de aranha, que descia para a pista por um elevador.
Com grande público nos fins de semana, inclusive aos domingos, em 1994, foi ampliado o espaço. Em 1996, o Coração Melão se transformou em Fórum, praticamente duplicando sua capacidade de público e se abrindo para diversos estilos musicais. Lulu Santos, Paralamas do Sucesso e Barão Vermelho lotavam a casa. Em 2001, as reclamações dos vizinhos, em principal sobre a agitação que ficava nos entornos da Fórum – fez os sócios terem dificuldade em regularizar o alvará e decidirem por fechar o estabelecimento.
Studio 1250
“Na Avenida Paraná e a gente se encontra lá”, era o fim da propaganda no rádio da 1250, ou do “mil” para os íntimos que ocupava uma quadra inteira no Bairro Cabral. Era a grande balada da região norte de Curitiba, mas por estar dentro do eixo do transporte expresso era facilmente acessada pelo público de várias áreas da cidade. Quem não lembra das festas apoteóticas do Haloween? A decoração dava medo na entrada com caveiras, aranhas e foices!
O som que dominava era o eurodance, aqui foi apelidado de “poperô ( tuk tuk ), mas teve apresentações da dupla sertaneja João Paulo e Daniel, Dominó e os Racionais MC’s, na turnê do disco “Sobrevivendo no Inferno”, em 1997. Pouca gente sabe, mas Os Mamonas Assassinas tinham show marcado no 1250 para a semana seguinte ao acidente que matou o grupo, em março de 1996. Com a venda do terreno para uma rede de supermercados, o 1250 fechou as portas em 2000.
Carambolae Chocolate Chic
Tudo começou com a Lambateria Porto Seguro, no Largo da Ordem. Uma casa especializada na dança da moda da década de 1980. O fim da lambada e a ascensão do pagode como a música mais popular na década seguinte levaram os irmãos Oliveira a abrir outras duas casas em 1995: o Chocolate Chic e o Carambola, no mesmo terreno na avenida Getúlio Vargas, no Água Verde.
De quarta à sábado, os shows embalavam a galera. A banda Contradição batia cartão na balada, que teve apresentações lotadas de Jamelão, Molejo, Martinho da Vila, Zeca Pagodinho e Bezerra da Silva.
A partir de 2001, o Carambola virou ponto de presença de jogadores de futebol. Os times quando vinham atuar em Curitiba, atraia os boleiros. Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho estiveram na balada, ao menos, diz a lenda…
Hangar Bar
O Hangar foi o templo do rock de Curitiba. A casa durou 24 anos, sendo sem dúvida, um dos principais espaços da cidade dedicados aos metaleiros. Antes de se mudar para a Al. Dr. Muricy, o Hangar Bar, funcionava no bairro Jardim Social, um boteco que funcionava como ponto de encontro de jovens e músicos, no início dos anos 90.
Em 1993, os responsáveis do Hangar, decidem transformar o pequeno boteco em um bar de rock na Dr. Muricy, 1111. Com a parde pintada de cinza escuro e preto, os frequentadores amavam o ambiente.
Os fins de semana eram de bandas como Motorocker e Gipsy Dream, que se tornou banda residente da casa, e atraíam, em média, mil pessoas por noite. Por outro lado, a casa abria às quartas-feiras para reggae, em geral com a African Band, e às quintas para o pop-rock. Os maranhenses Tribo de Jah, os catarinenses Dazaranha e o U2 cover de São Paulo foram bandas que também passaram por lá, sem esquecer do Blindagem, dos Catalépticos e do Relespública.
Outra característica marcante do Hangar, fora as quedas da escada, eram os tributos e covers de Metallica, Pantera, Iron Maiden, Led Zeppelin, The Doors, entre outros. Em uma dessas noites lotadas, em 1997, enquanto o Motorocker tocava ACDC, um pedaço do chão perto do palco desmoronou. “Nós estávamos tocando Moneytalks quando aconteceu. E a gente não parou a música; as pessoas foram se levantando dos escombros e o show continuou”, disse o vocalista Marcelus dos Santos na época.
Apesar da devoção do público, que consumia 100 caixas de cerveja nos dias mais movimentados, a direção decidiu fechar a casa em 1998.