domingo, 25 de janeiro de 2026

Elena Dias de Freitas Nascida a 22 de maio de 1729 (domingo) - Curitiba, Paraná, Brasil Baptizada a 5 de novembro de 1729 (sábado) - Curitiba, Paraná, Brasil Falecida a 26 de março de 1812 (quinta-feira) - Castro, Paraná, Brasil, com a idade de 82 anos

  Elena Dias de Freitas Nascida a 22 de maio de 1729 (domingo) - Curitiba, Paraná, Brasil Baptizada a 5 de novembro de 1729 (sábado) - Curitiba, Paraná, Brasil Falecida a 26 de março de 1812 (quinta-feira) - Castro, Paraná, Brasil, com a idade de 82 anos

Elena Dias de Freitas: Uma Vida Tecida em Fé, Família e Resistência no Sertão do Paraná

Nascida sob o céu ainda virgem das colônias do sul do Brasil, no dia 22 de maio de 1729 — um domingo tranquilo em Curitiba, então uma modesta vila de fronteira —, Elena Dias de Freitas veio ao mundo em meio a um tempo de incertezas, mas também de profunda devoção. Seu nascimento foi registrado com simplicidade, como era comum naqueles tempos rurais e coloniais, mas seu batismo, realizado quase seis meses depois, em 5 de novembro de 1729, na Igreja de Nossa Senhora da Luz, selou sua entrada formal na comunidade cristã que moldaria não só sua espiritualidade, mas também sua identidade familiar e social.

Elena nasceu no seio de uma família de raízes portuguesas, descendente de pioneiros que buscavam na terra paranaense um novo começo. Seus pais, Matias de Freitas (c. 1688–1766) e Teresa Pinto de Jesus (1690–1776), eram figuras centrais na vida comunitária de Curitiba. Homem de posses moderadas e grande respeito, Matias ajudou a erguer as bases da sociedade local, enquanto Teresa, devota e forte, guiava a casa com mãos firmes e coração compassivo. Juntos, criaram uma numerosa prole, cujos destinos se entrelaçariam com a própria história da região.

Elena cresceu cercada por irmãos e irmãs, cada um com seu próprio caminho, mas todos unidos pelo sangue e pela fé. Entre eles estavam Maria, a mais velha, que casou-se cedo; Mathias Filho, herdeiro do nome paterno e futuro patriarca; Isabel, companheira de infância e confidente; Ignácia, cuja vida breve deixou marcas profundas; Amaro, Antônio e Cláudio, os irmãos mais novos, cujos nomes ecoariam nas capelas e sesmarias do sertão. A casa dos Freitas era movimentada, cheia de risos, orações, disputas infantis e ensinamentos transmitidos à sombra das figueiras do quintal.

Aos apenas 14 anos, em 26 de junho de 1743, Elena deu seu primeiro passo rumo à vida adulta ao se casar com Antônio das Neves Melro. Era costume da época que as moças se casassem jovens, mas mesmo assim, imagina-se o misto de emoção, medo e esperança que deve ter preenchido seu coração. Infelizmente, pouco se sabe sobre esse primeiro matrimônio — nem registros de filhos, nem detalhes sobre a duração da união. O que se sabe é que Antônio faleceu, deixando Elena viúva ainda em plena juventude.

Sete anos depois, em 18 de junho de 1750, aos 21 anos, Elena voltou a se casar, desta vez com Antônio Álvares Palhano, homem de origem provavelmente lusitana, cujo nome aparece ligado à Igreja de Nossa Senhora da Luz, onde a cerimônia foi celebrada. Com ele, Elena construiu uma vida mais duradoura. Embora os registros de filhos não tenham sido explicitamente mencionados nos dados fornecidos, é altamente provável que tenha tido descendência, considerando a longevidade do casamento e os costumes da época. Seus filhos — sejam eles registrados ou não — teriam crescido ouvindo histórias de bravura, fé e resistência, pois viver no Paraná do século XVIII exigia coragem diária.

A vida de Elena desenrolou-se em ritmo lento, mas constante, marcada por ciclos familiares: casamentos de irmãos, nascimentos de sobrinhos, enterros de pais e entes queridos. Em 1766, perdeu o pai, Matias, cuja morte encerrou uma era na família. Dez anos depois, em 1776, sua mãe Teresa também partiu, em Caxambu, distrito de Castro — lugar para onde a família, como muitas outras, havia se deslocado em busca de terras mais férteis e segurança. Elena, já viúva novamente (presume-se que Antônio Álvares Palhano tenha falecido antes dela, embora a data exata seja desconhecida), seguiu vivendo com dignidade, talvez cercada por filhos, netos ou sobrinhos.

Seus últimos anos foram passados em Castro, cidade que florescia às margens do Caminho das Tropas. Ali, testemunhou o avanço do povoamento, a construção de capelas, o crescimento das fazendas de gado e a consolidação de uma identidade regional. Quando faleceu, em 26 de março de 1812, aos 82 anos, Elena já era uma matriarca respeitada — uma das poucas mulheres de sua geração a alcançar tão longa idade numa época em que a mortalidade era alta e a vida, incerta.

Sua morte, ocorrida numa quinta-feira, provavelmente foi precedida por orações rezadas em voz baixa, velas acesas e o silêncio respeitoso de quem reconhece ter perdido uma guardiã da memória familiar. Foi sepultada em solo paranaense, junto aos seus, sob a proteção de Nossa Senhora da Luz — a mesma que a acolhera no batismo, quase 83 anos antes.

Elena Dias de Freitas não deixou cartas, diários ou testamentos grandiosos. Mas sua vida, tecida com os fios simples do cotidiano colonial — o pão amassado, a missa dominical, o cuidado com os doentes, a bênção aos filhos — é, por si só, um testemunho poderoso. Ela representa milhares de mulheres anônimas que, sem alarde, sustentaram famílias, preservaram tradições e plantaram as sementes de uma sociedade que hoje habita o Paraná.

Hoje, ao evocar seu nome, não celebramos apenas uma ancestral. Celebramos a força silenciosa da mulher brasileira, que, mesmo nos tempos mais duros, soube amar, resistir e permanecer. Elena vive — não apenas nos registros paroquiais, mas no sangue de seus descendentes, na memória coletiva e na terra que ela ajudou a habitar com graça e coragem.

  • Nascida a 22 de maio de 1729 (domingo) - Curitiba, Paraná, Brasil
  • Baptizada a 5 de novembro de 1729 (sábado) - Curitiba, Paraná, Brasil
  • Falecida a 26 de março de 1812 (quinta-feira) - Castro, Paraná, Brasil, com a idade de 82 anos

 Pais

 Casamento(s)

  • Casada a 26 de junho de 1743 (quarta-feira), Curitiba, Parana, Brasil, com Antonio Das Neves Melro 
  • Casada a 18 de junho de 1750 (quinta-feira), Nossa Senhora da Luz da Catedral, Curitiba, Paraná, Brazil, com Antonio Alvares Palhano ca 1725-

 Irmãos

 Fontes

 Árvore genealógica (até aos avós)

Antônio Dias Bacalhau 1668- Marta de Freitas 1672- João de Cubas Adorno  Isabel Pinto Ribeiro de Sampaio 
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Matias de Freitas ca 1688-1766 Teresa Pinto de Jesus 1690-1776
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Elena Dias de Freitas 1729-1812
172922 maio
17295 nov.
5 meses
173130 maio
2 anos

Nascimento de uma irmã

 
Baptismo a 14 de julho de 1731 (Nossa Senhora da Luz da Catedral, Catedral, Curitiba, Paraná, Brazil)
cerca1732
~ 3 anos
173311 nov.
4 anos

Nascimento de um irmão

 
Baptismo a 17 de agosto de 1734 (Curitiba, Paraná, Brasil)
173720 jul.
8 anos

Nascimento de um irmão

 
Baptismo a 9 de abril de 1738 (Curitiba, Paraná, Brasil)
174326 jun.
14 anos
17459 set.
16 anos
entre1758 e1761
~ 29 anos

Morte de uma irmã

176626 nov.
37 anos

Morte do pai

 
Paraná, Brasil
179529 jan.
65 anos
180028 jul.
71 anos
181226 mar.
82 anos

Antepassados de Elena Dias de Freitas

    Gonçalo Nunes Cubas 1502-1571 Maria de Lourdes ?  Manuel Fernandes 1524-1638 Maria Rafaela Adorno ca 1525-1592 Manuel da Silva Pina ca 1530-ca 1600 Graça da Silva     
    | | |- 1549 -| | |    
    


 


 


    
    | | |    
    Francisco Nunes Cubas 1534..1547- Isabel Justiniana Adorno ca 1575-ca 1639 Brás de Piña Cortés 1569-1630 Izabel Lopes ca 1561-/1643  
    | | |- 1594 -|  
    


 


  
    | |  
    Lourenço Justiniano Cubas ca 1614- Felicidade De Pinha ca 1590-  
    |- 1640 -|  
    


  
    |  
Antônio Dias Bacalhau 1668- Marta de Freitas 1672- João de Cubas Adorno  Isabel Pinto Ribeiro de Sampaio 
|- 1693 -| |- 1683 -|



 


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Matias de Freitas ca 1688-1766 Teresa Pinto de Jesus 1690-1776
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Elena Dias de Freitas 1729-1812






















































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