quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Joana Chimelli Nascida a 13 de agosto de 1885 (quinta-feira) - Curitiba - Paraná, Brasil Falecida a 1 de agosto de 1965 (domingo) - Curitiba - Paraná, Brasil, com a idade de 79 anos

 Joana Chimelli Nascida a 13 de agosto de 1885 (quinta-feira) - Curitiba - Paraná, Brasil Falecida a 1 de agosto de 1965 (domingo) - Curitiba - Paraná, Brasil, com a idade de 79 anos



Joana Chimelli: A Mulher que Teceu Sua Vida com Fio de Coragem e Amor

Ela nasceu em 13 de agosto de 1885, numa Curitiba ainda de ruas de terra batida, onde o aroma do café recém-torrado se misturava ao canto dos pássaros e aos sinos da Igreja Matriz.
Joana Chimelli — filha de Giovanni e Caterina, imigrantes italianos que trouxeram na bagagem o cheiro da Toscana e o peso da esperança — chegou ao mundo com as mãos já prontas para trabalhar, os olhos para sonhar… e o coração para amar.

Aos 17 anos, em um sábado ensolarado de abril de 1903, ela vestiu seu melhor vestido — talvez bordado pela mãe, talvez costurado por suas próprias mãos — e caminhou até a capela de Bacacheri, onde, diante de Deus e da comunidade, jurou amor eterno a Antonio Foltran, um homem de olhar firme e alma gentil. Ali, entre flores de jasmim e velas acesas, começou sua vida de esposa, companheira, mulher de fé e força.

Ela não era apenas dona de casa. Era guardiã da família. Era quem acordava antes do sol para aquecer o pão, quem consertava as roupas rasgadas com pontos invisíveis, quem cantava baixinho enquanto varria o chão, e quem rezava silenciosamente pelas noites longas e pelos dias difíceis.

Em 1918, quando a guerra assombrava o mundo e o futuro parecia incerto, Joana deu à luz seu único filho registrado: Hodelis Foltran. Um menino que cresceu sob o calor de seus braços, aprendendo com ela o valor do trabalho, da honestidade e do respeito. Ela o viu aprender a andar, a falar, a sonhar — e, mais tarde, a seguir seu próprio caminho, levando consigo tudo o que ela lhe ensinou.

Quarenta e seis anos depois, em 24 de outubro de 1964, o destino levou seu companheiro de toda a vida — Antonio Foltran —, deixando-a sozinha, mas não desamparada. Porque Joana era feita de raízes profundas. Ela havia visto Curitiba crescer, mudar, modernizar-se — e mesmo assim, nunca perdeu o sentido do que era verdadeiramente importante: a família, a memória, o amor silencioso que não precisa de palavras para existir.

Menos de um ano depois, em 1º de agosto de 1965, com 79 anos de vida bem vivida, Joana fechou os olhos pela última vez — em paz, em casa, cercada pelo que mais amou: a cidade onde nasceu, o lar que construiu, o marido que escolheu, o filho que criou.

Sua história não é apenas uma linha em um registro civil.
É uma canção de amor, resistência e dedicação — cantada em sussurros, tecida em gestos cotidianos, gravada nos rostos das gerações que vieram depois dela.

Ela não precisou de títulos, nem de medalhas.
Seu legado está nas mãos que ela segurou, nos pratos que serviu, nas orações que murmurou, nas cicatrizes invisíveis que carregou em silêncio — e nas cicatrizes visíveis que hoje são heranças: as linhas do tempo, as fotos amareladas, os nomes que perduram.

Joana Chimelli não foi apenas uma mulher do passado.
Foi a alma daquela Curitiba antiga, que ainda respira nas ruas de Bacacheri, nos sabores das receitas de família, nos olhares que lembram o olhar dela — sereno, forte, cheio de história.


“Ela não deixou fortuna. Deixou algo muito mais valioso: a certeza de que, mesmo nas pequenas coisas, há grandeza. E que o amor, quando dado sem medida, nunca morre.”


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  • Nascida a 13 de agosto de 1885 (quinta-feira) - Curitiba - Paraná, Brasil
  • Falecida a 1 de agosto de 1965 (domingo) - Curitiba - Paraná, Brasil, com a idade de 79 anos

 Pais

 Casamento(s) e filho(s)

 Notas

Notas individuais

Spouse
Antonio Foltran
Male1880–1964 • Male
Joanna Chimelli
Female1885–1965 • Female
Marriage18 April 1903Bacacheri, Curitiba, Paraná, BrazilChildren (13)
Henrique Foltran
Male1904–1975 • Male
Pedro Foltran Sobrinho
Male1905–1973 • Male
Alvin Foltram
Male1907–Deceased • Male
Lydio Foltran
Male1909–1968 • Male
Heleno Fultran
Male1911–1974 • Male
Holly Foltran
Male1913–1914 • Male
Henrique Foltran
Male1914–Deceased • Male
Alda Foltran
Female1914–2004 • Female
Loyd Foltran
Female1917–Deceased • Female
Loyd Foltran
Male1917–1919 • Male
Hodellis Foltran
Male1918–Deceased • Male
Noemi Foltran
Female1924–1991 • Female
Otila Foltran
Female1927–Deceased • Female
Parents
Giovanni Baptista Chemello
Male1849–1928 • Male
Caterina Miglioranza
Female1849–1921 • Female
Siblings (10)
Lucia Chimelli
Female1877–Deceased • Female
Jose Chimelli
Male1881–1965 • Male
Antonio Chimelli
Male1882–1967 • Male
Menino Chemello
Male1884–Deceased • Male
Joanna Chimelli
Female1885–1965 • Female
Raymundo Baptista Chimelli
Male1887–1956 • Male
Perina Baptista Chimelli
Female1889–1953 • Female
Rosa Cecília Chimelli
Female1891–1891 • Female
Paulina Baptista Chimelli
Female1892–1955 • Female
Francisco Quimelli
Male1896–1896 • Male

Cronologia de Joana Chimelli

188513 ago.

Nascimento

 
Curitiba - Paraná, Brasil
190318 abr.
17 anos
1918
33 anos

Nascimento de um filho

 
Curitiba - Paraná, Brasil
196424 out.
79 anos

Morte do cônjuge

 
Curitiba - Paraná, Brasil
19651 ago.
79 anos

Morte

 
Curitiba - Paraná, Brasil

Antepassados de Joana Chimelli

Descendentes de Joana Chimelli

  



















































Curitiba em 1936: O Calcamento da Alameda Augusto Stellfeld

 

Curitiba em 1936: O Calcamento da Alameda Augusto Stellfeld



Curitiba em 1936: O Calcamento da Alameda Augusto Stellfeld


Uma fotografia rara, datada de 1936, resgata um marco fundamental na transformação urbana de Curitiba: o calcamento da Alameda Augusto Stellfeld. A imagem, em preto e branco, mostra não apenas a obra em andamento, mas também os protagonistas dessa etapa de modernização da capital paranaense.

Destacam-se na cena:

  • Raphael F. Greca, empreiteiro responsável pela execução dos trabalhos;
  • Jorge Meissner, prefeito de Curitiba entre 1935 e 1937.

Ambos aparecem de terno e chapéu, posicionados à frente dos operários — uma composição típica da época para registrar oficialmente a inauguração ou andamento de obras públicas.


Detalhes da cena histórica

A Alameda Augusto Stellfeld, localizada no bairro Alto da Glória, ainda era em grande parte de terra batida. Na foto, vê-se o leito da via parcialmente pavimentado com pedras irregulares dispostas manualmente, técnica comum antes da adoção do asfalto. Operários seguram enxadas e carrinhos de mão carregados de pedra, enquanto ao fundo surgem casas simples de alvenaria e madeira, poucos automóveis e postes com fiação elétrica recém-instalada — indícios de uma cidade em transição entre o rural e o urbano.

Uma placa visível na lateral da via traz a inscrição: “Obra Municipal – 1936”, confirmando o caráter público da intervenção.


Quem eram os responsáveis?

Jorge Meissner, engenheiro civil e prefeito, dedicou seu mandato à infraestrutura urbana. Seu governo priorizou o pavimento de ruas, saneamento básico e expansão da iluminação pública, especialmente nos bairros em crescimento, como o Alto da Glória e o Batel.

Raphael F. Greca, embora pouco documentado, deixou sua marca como empreiteiro de obras municipais. O sobrenome chama atenção pela possível ligação familiar com Rafael Greca, que décadas depois também se tornaria prefeito de Curitiba — uma curiosa ponte entre gerações na história da cidade.


O significado do calcamento

Na década de 1930, pavimentar uma rua ia além da melhoria viária. Era um ato de modernização, higiene e prestígio. Ruas de terra geravam poeira no verão e lama no inverno, dificultando o trânsito de veículos e bondes. O calcamento representava:

  • Avanço sanitário;
  • Valorização imobiliária;
  • Integração dos bairros ao centro urbano;
  • Visibilidade política para gestores.

A Alameda, batizada em homenagem a Augusto Stellfeld — militar e figura relevante da história do Paraná —, tornou-se rapidamente um corredor residencial de elite, abrigando famílias tradicionais, clubes sociais e instituições educacionais.


Uma imagem que fala por si

Mais do que um registro técnico, a fotografia é um documento social. Ela revela a hierarquia do trabalho, o ritmo artesanal da construção civil e a ambição de uma cidade que buscava se afirmar como metrópole moderna — sem perder sua identidade.

Preservar imagens como esta é manter viva a memória de Curitiba como lugar feito de gente, suor e visão de futuro.


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