terça-feira, 2 de dezembro de 2025

CURITIBA EM 1956: UMA JORNADA DETALHADA PELO ANO QUE MUDOU A CIDADE

 

CURITIBA EM 1956: UMA JORNADA DETALHADA PELO ANO QUE MUDOU A CIDADE



📜 CURITIBA EM 1956: UMA JORNADA DETALHADA PELO ANO QUE MUDOU A CIDADE

“Em 1956, Curitiba respirava modernidade, sonhava com torres elétricas, celebrava casamentos de gala e acelerava com Skodas no asfalto recém-pavimentado.”

Vamos mergulhar fundo — página por página — em um ano crucial para a capital paranaense.


🚗 PÁGINA 1: O SKODA “NAPOLEÃO” — O CARRO QUE ERA UM GENERAL

O anúncio da Importadora Americana S.A., localizada na Praça Tiradentes, 357, apresentava com orgulho o Skoda 440/445, carinhosamente apelidado de “Napoleão”. A analogia era clara: “Tão pequeno e, apesar disso, tão resistente e forte — tal foi a característica de Napoleão, o Grande General.”

O carro, fabricado em Praga, na Tchecoslováquia, era compacto, com motor 1.2L de quatro cilindros e transmissão manual de três marchas, mas vendido como símbolo de robustez e confiabilidade. A empresa oferecia oficinas especializadas na Avenida Cândido de Abreu, 581, e já contava com financiamento — um sinal claro de que o crédito ao consumidor começava a se consolidar no Paraná.

A ilustração trazia um cavalheiro de chapéu e bengala ao lado do veículo, enquanto uma dama observava ao fundo, numa composição que misturava elegância europeia com o cotidiano emergente da classe média curitibana.

Em 1956, o Brasil ainda dependia fortemente de importações automotivas. O Skoda competia diretamente com Ford, Chevrolet e Willys, oferecendo um produto diferente: leve, econômico e com design arredondado típico da década de 1950.


👰 PÁGINA 2: O ENLACE DE VINICIUS E JEZY — O CASAMENTO QUE ABALOU A SOCIEDADE CURITIBANA

Em 27 de abril de 1956, aos 16h, a Igreja Santa Catarina, no centro de Curitiba, foi palco de um dos casamentos mais comentados da década: o do poeta e diplomata Vinicius de Moraes com Jezy Lopes, filha de um respeitado médico local.

O evento reuniu intelectuais, artistas e figuras políticas. A cerimônia foi simples, mas elegante — Jezy usava véu e buquê de lírios, e Vinicius, terno escuro e gravata estreita, estilo padrão da época. Os padrinhos eram os próprios pais da noiva, José e Maria Lopes, e as testemunhas incluíam outros membros da família.

O jornal destacou: “Jezy sempre foi considerada uma jovem de beleza incomum e caráter firme. Vinicius, por sua vez, já era um nome consagrado na literatura brasileira.” O casal passaria a lua de mel em Foz do Iguaçu, então um destino turístico em ascensão.

Vale lembrar que Vinicius exercia em 1956 o cargo de cônsul honorário do Brasil em Curitiba, o que reforçava sua integração com a sociedade paranaense — um gesto simbólico de enraizamento, selado com esse casamento.


🏢 PÁGINA 3: O BRAZ HOTEL — O LUXO QUE DOMINAVA A CINELÂNDIA

Na Avenida João Pessoa, 32, esquina com a Rua XV de Novembro, erguia-se o Braz Hotel, administrado pelos Irmãos Braz & Cia. Desde sua inauguração em 1951, tornara-se referência de luxo no sul do país.

Seu anúncio de 1956 proclamava: “O mais luxuoso e confortável do Sul do Brasil.” Oferecia quartos individuais, suítes, restaurante, bar e salão de festas — tudo com atendimento personalizado. Localizado no coração da Cinelândia, bairro que concentrava cinemas, cafés e teatros, o hotel era destino certo para empresários, políticos e celebridades em passagem por Curitiba.

Na mesma página, aparecia a notícia técnica da Companhia Força e Luz do Paraná (CFLP) sobre a Linha de Transmissão Guairacana — uma obra monumental de 48 km, ligando Santa Quitéria a Curitiba, com torres de concreto armado e capacidade para 42.000 kW.

A previsão era concluir a linha em fevereiro de 1957, mas em 1956 os trabalhos avançavam a todo vapor. Era a primeira grande infraestrutura de energia do estado, essencial para suportar o crescimento industrial e populacional da capital.


💍 PÁGINA 4: O ENLACE DE CASTRO BELTRÃO E REGO ALMEIDA — O CASAMENTO “CHAMPAGNE”

Em 28 de dezembro de 1956, véspera de Ano Novo, João Maria Beltrão e Cecília Rego Almeida se uniram em matrimônio na Igreja Nossa Senhora da Luz, outra joia do patrimônio religioso curitibano.

A recepção ocorreu no Grande Hotel, na Praça Tiradentes, descrito pelo jornal como o lugar onde “se pode encontrar tudo tão consagrado”. O texto mencionava com entusiasmo o espumante servido: “Por entre o espumante da decantada ‘champagne’, os namorados tudo dispõem…”

A fotografia registrava o momento da troca de alianças, com o casal radiante e convidados vestidos à rigor. Tratava-se de uma união entre duas famílias tradicionais, típica da elite urbana que moldava os rumos sociais e econômicos da cidade.

Em uma Curitiba de cerca de 300 mil habitantes, eventos como esse eram verdadeiras celebrações coletivas — e mereciam destaque nas páginas sociais dos jornais.


🛍️ PÁGINA 5: A INAUGURAÇÃO DA LOJA 2 DA CASA CONTINENTAL — O COMÉRCIO QUE REVOLUCIONOU CURITIBA

Na Rua XV de Novembro, 247, a Casa Continental inaugurava sua Loja 2 em 1956 — uma expansão ambiciosa da loja original, aberta em 1948. O anúncio destacava: “Uma moderna loja para o progresso de Curitiba.”

Oferecia roupas femininas e masculinas, calçados, artigos domésticos, papelaria e presentes — tudo com vitrines iluminadas, atendimento cortês e entrega em domicílio. Um caminhão DKN, fabricado pela Volkswagen, era usado para logística — um símbolo do novo tempo.

Com mais de 100 funcionários, a Casa Continental antecipava o conceito de loja de departamentos no sul do Brasil, tornando-se referência de consumo moderno e sofisticação urbana.


CONCLUSÃO: 1956 — O ANO EM QUE CURITIBA SE TORNOU MODERNA

1956 foi um divisor de águas. A cidade equilibrava tradição e inovação: celebrava casamentos de gala, acolhia poetas diplomatas, expandia sua rede elétrica, adotava carros importados e modernizava seu comércio.

Era o começo de uma Curitiba que, nos anos seguintes, se tornaria modelo de planejamento urbano — mas em 1956, ainda sonhava com Skodas, torres de concreto e lojas com vitrines brilhantes.

🌟 Reflexão final:
Essas cinco páginas são mais do que publicidade — são um retrato vivo de uma sociedade em transformação, entre o provinciano e o cosmopolita, entre o rural e o urbano, entre o passado e o futuro.

Se você curte história, memória e identidade curitibana, vale a pena preservar esses detalhes. Afinal, são eles que contam quem fomos — e por onde estamos indo.


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Mônica: HQ "Como se beija?"

 

Mônica: HQ "Como se beija?"

Mônica vê casais se beijando na boca na novela, no outdoor e no livro de conto de fadas da Bela Adormecida. Ela vai ao banheiro treinar beijo diante do espelho, é flagrada pelos pais, dá desculpa que estava vendo se estava com cáries nos dentes, mas que eles estão perfeitos e sai cantando como se nada tivesse acontecido.

Na rua, encontra a Magali que diz que está com problemão de que não sabe beijar, enquanto Cebolinha ouve atrás da moita. Magali diz que a Mônica a beijou ontem por causa do aniversário. Mônica conta que não fala desse tipo de beijo de amigas, e, sim, de beijos do tipo do artista dá na atriz na novela, nas fotos de cartazes e revistas, já que quer ser atriz, precisa aprender a dar esse beijo e Cebolinha pensa que não está gostando do papo.

Mônica pergunta quem vai ensinar a dar esse beijo, quando vê o cabelo do Cebolinha atrás da moita. Antes da Mônica falar, ele grita que não vai ensinar ninguém a beijar e que pode bater nele. Mônica diz que só queria saber se ele conhece alguém para dar dicas e imagine se ia pedir isso a ele, que entende nada disso. Cebolinha fica com raiva com a humilhação dela e tem ideia de um plano infalível.

Depois, Mônica e Magali veem placas de anúncio do Rodolfo Cebolino, professor que ensina a beijar, dez entre dez estrelas já o beijaram. Elas seguem as placas e encontra o Cebolinha disfarçado de Rodolfo Cebolino, que diz que é  mestre em beijar, às suas ordens, trocando "R" pelo "L". Magali comenta que fala errado que nem o Cebolinha e Rodolfo diz que foi o mestre Cebolinha quem o ensinou a beijar as atrizes e pegou a mania de falar errado dele.  

Rodolfo fala que Mônica não tem jeito para beijo artístico, melhor desistir. Mônica pede para ajudá-la para quando for atriz não dar vexame. Ele aceita e espera o pagamento adiantado pelas aulas. Mônica fala que não tem dinheiro e ele aceita o Sansão como pagamento. Mônica fica sem jeito, ele diz que imagine o vexame e as vaias que ela vai receber por não saber beijar e quando a Mônica está prestes a entregar o Sansão, Cascão e vários garotos vão reclamar do Rodolfo Cebolino que está beijando as meninas do bairro, que ninguém beija as namoradas deles e querem dar uma lição no assanhado. 

Cebolinha se entrega que era ele, foi só um plano para deixar a Mônica com cara de tacho e pegar o coelhinho dela. Mônica vê e bate no Cebolinha. No final, duas meninas veem o Cebolinha surrado e uma delas que dar um beijo para sarar os machucados. Cebolinha foge correndo desesperado e elas ficam sem entender com amenina que queria beijá-lo perguntando o que ela disse de errado.

História muito engraçada em que a Mônica quer aprender a beijar na boca para ser atriz de novela e Cebolinha aproveita para criar plano infalível para azucriná-la e pegar o Sansão. Quase deu certo se os garotos do bairro não fossem tomar satisfações revoltados que com a barraca ele poderia beijar as namoradas deles e Cebolinha revela sua identidade para não apanhar deles, mas acaba apanhando da Mônica e ainda fica traumatizado de beijo, até nas bochechas dado pelas meninas. 

À princípio, Cebolinha ficou com medo da Mônica pedir para que ele ensinasse a beijar, mas depois que foi humilhado e desmoralizado quando ela disse que ele não teria capacidade de ensinar alguém a beijar, resolveu fazer o plano. Mônica sempre burra nessas histórias de plano, muito tapada de acreditar que o Rodolfo falava errado porque aprendeu a beijar com o Cebolinha e pegou mania de falar errado dele, nem para ele mudar prefixo de Cebolino.

Se não fosse pelos meninos do bairro revoltados e ciumentos, o plano daria certo. Se Cebolinha não revelasse para os meninos quem ele era, apanharia da mesma forma, ou deles ou da Mônica, dessa vez não teria escapatória, preferiu apanhar só da Mônica. Dessa vez Cebolinha não chamou o Cascão par ao plano, porém Cascão ajudou a atrapalhar mesmo sem participar com a intervenção dele com outros meninos. Não o chamou provavelmente para Cebolinha provar à Mônica que sabe beijar e para não deixar a história mais longa já que tinha que ser com 9 páginas fora que histórias na Editora Abril costumavam ser mais curtas.

Cebolinha não costumava ser o ator de seus planos porque tinha que ter cuidado para não falar palavras com "R", nessa foi uma das exceções e sempre dava uma desculpa esfarrapada para justificar as palavras com L e a boba da Mônica acreditava. Foi engraçado Mônica ser flagrada pelos pais treinando beijo no espelho e sua desculpa que estava vendo se tinha cáries, Mônica dizer que tem problemão e Magali pensar que falava de matemática e elas nem estudavam, Cebolinha estender ouvido atrás da moita para ouvir melhor a fofoca, não gostar do papo e continuar lá ouvindo, a placa dizer que os preços eram módicos e que dez entre dez estrelas já beijaram Rodolfo Cebolino, dizer que foi o Cebolinha o ensinou a beijar.

O nome do Rodolfo Cebolino foi paródia dos atores Rodolfo Valentino ou Rodolfo Bottino. No caso, inspiração do nome deles, mas não a caracterização do mestre do beijo do Cebolinha como eram os saudosos atores na vida real embora cabelo bagunçado lembra mais o Rodolfo Bottino. Teve também paródia da pasta "Closeup" como "Clozap". Aniversários de personagens ainda não tinham datas fixas na época, aí Magali completou anos em fevereiro nesta história. Meninos e meninas secundários apareceram só nessa história como era de praxe de personagens de aparições únicas.

Incorreta atualmente por criança como a Mônica ter vontade de aprender a dar beijar na boca, assistir novela e ter desejo de ser atriz pra beijar, meninos citando que têm namoradas e Cebolinha aparecer surrado e com galo na cabeça no final e é raro ter histórias de planos infalíveis hoje em dia. Também implicariam com Cebolinha pensar trocando "R" pelo "L" já que atualmente ele pensa certo, sem dislalia, e com expressões de duplo sentido que agora são proibidas como "deixar com cara de tacho".

Os traços ficaram bons, típicos de histórias dos anos 1980, com personagens quase parecidos com a fase consagrada. Tiveram erros de Mônica com língua branca no penúltimo quadro da segunda página da história e sumir os machucados e galo na cabeça do Cebolinha no quadro final. Na época eram comuns propagandas inseridas nas histórias, dessa vez do achocolatado "Toddy" na lateral direita e no rodapé da mesma página. Essa história foi republicada depois no livro 'Mauricio 30 Anos' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Mauricio 30 Anos' (Ed. Globo, 1990)

Pipa e Zecão: HQ "Preferências musicais"

 

Pipa e Zecão: HQ "Preferências musicais"


Mostro uma história em que Pipa e Zecão brigam porque não têm o mesmo gosto musical um do outro e não querem ir a show de artista que não gosta. Com 5  páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 190' (Ed. Abril, 1986).

Capa de 'Mônica Nº 190' (Ed. Abril,1986)

Pipa e Zecão se encontram. Zecão conta que eles vão assistir ao show incrível do Saul Queixas. Pipa fica horrorizada e conta que tem dois ingressos para o show do Quim. Zecão manda jogar os ingressos dela fora porque é claro que vão assistir ao show do Saul. Pipa recusa, diz que nunca curtiu aquele maluco desafinado e que os discos que o Zecão deu estão num lugar seguro para ninguém ouvir.

Zecão acha um desaforo, estava sentindo culpado jogado no lixo os discos do Quim que ela deu. Pipa pergunta como ele teve coragem e Zecão diz que foi para saúde dos ouvidos dele. Pipa pergunta como pode gostar do bobão do Saul ao Quim. Zecão diz que pior são esses barulhentos que ela escuta e que o líder Fredi Mercúrio rebola tanto que sabe, não. Pipa fala que vai assistir ao show sozinha e termina o namoro porque não suporta o mau gosto musical dele.

Em seguida, Pipa encontra Tina com Jaime e diz que não vai ao show do Quim com o Zecão porque terminaram namoro porque ele preferiu o Saul Queixas ao Quim e ofendeu o Fredi Mercúrio. Tina e Jaime falam que eles brigam por cada tolice e que têm que respeitar a preferência musical do outro. Pipa diz que aturar o Saul é muito para cabeça dela e Tina fala que se gosta do Zecão não devia ser e que podia ser pior se gostasse do Quiss. Jaime pergunta para Tina o que ela tem contra o Quiss e começa uma discussão.

Pipa e Zecão fazem as pazes, pedem desculpas, Zecão acha que foi um tolo e egoísta e que o Quim não é tão mal assim e Pipa diz que quem sabe o Saul Queixas aprenda a cantar um dia. Então, eles vão ao show do Samberto Carlos já que os dois gostam dele. Só que teve imprevisto que o show do Samberto foi cancelado porque ficou afônico e no lugar a casa levou o grupo Tremudos. No final, Pipa e Zecão sai do show e perguntam se ainda dá tempo de ver show do Saul ou do Quim.

História engraçada em que Pipa e Zecão brigam porque não tem os mesmos gostos musicais. Eles não queriam ir ao show do que o outro gostava e ainda se ofendem porque não curtiam o que eles gostavam. No final, fazem as pazes e vão a show do cantor que ambos gostavam, mais têm surpresa que colocaram grupo que os dois não gostavam e tentam ver se ainda dá tempo de irem ao show de um dos ídolos deles.

Pipa sempre brigava com o Zecão por motivos fúteis, só porque não gostava do Saul Queixas não era motivo para tanto. Zecão foi bem sacana também dizer na cara que jogou fora os discos do Quim que a Pipa deu com tanto carinho. Definitivamente ninguém tem razão, sem dúvida os dois se merecem. Podia cada um ir ao show de quem eles gostavam, sem estresse, sair uma vez sozinhos não teria problema. Era mais fácil também terem dito que não gostava do artista quando ganhou os discos e aí saberiam que não gostavam e não teria convites de shows e briga agora.

Pelo menos tiveram lado comum de preferência de que os dois gostavam do Samberto Carlos e não suportavam  o Grupo Tremudos, viram que tinha coisa pior do que os ídolos deles. Tiveram castigo de ainda ficaram sem ver os shows dos seus ídolos. De forma muito divertida mostrou que devemos respeitar os gostos musicais dos outros. Foram engraçadas a caricatura do Saul Queixas no pôster,  as brigas do casal, Pipa falando que o Saul Queixas era maluco desafinado e Zecão, que o Fredi Mercúrio rebolando "não sei, não", que esconderam e jogaram fora discos que ganharam, a decepção do cancelamento do show do Samberto Carlos e descobrirem que era Tremudos no lugar.

Tina nos anos 1980 sempre aparecia só em participação rápida como a conciliadora para ajudar a resolver as brigas de namoros de seus amigos. Dessa vez Pipa e Zecão tiveram ajuda também do Jaime e uma certa diferença até que acabou tendo início de briga da Tina com o namorado pelo mesmo motivo, no estilo de que dão conselho, mas fazem mesma coisa. Ficou em aberto como Tina e Jaime contornaram a discussão e de que artista ou banda que a Tina gosta já que o foco era Pipa e Zecão. 

As paródias mostradas foram "Saul Queixas" (Raul Seixas), "Quim" (Queen), "Fredi Mercúrio" (Freddy Mercury), "Quiss" (Kiss), "Samberto Carlos" (Roberto Carlos), "Tremudos" (Menudos). A letra da música "Não se reprima" dos Menudos também teve paródia de "Não se deprima", eram sempre muito criativos nas paródias, algumas colocaram só o som de como falamos. Todas as bandas e artistas estavam em alta nos anos 1980, sempre gostavam de colocar nas histórias famosos conhecidos que estavam fazendo sucesso no momento, é assim até hoje, se fosse criada hoje, também colocariam artistas do momento no lugar deles.

História permitiu ver de qual lado o leitor vai ficar, se era melhor ir a um show do Raul Seixas ou Queen, que cá pra nós, um pecado terem desperdiçado show do Queen, sabe lá quando retornariam ao Brasil e mal sabiam que Freddy Mercury iria morrer 5 anos depois, em 1991. Ou seja, Pipa perdeu a chance de ver Queen de perto e Zecão ainda teria mais 3 anos de ver show do Raul Seixas, falecido em 1989.

Incorreta atualmente por ter namoro, o nível da baixaria da briga, coisas datadas como discos de vinil LP e mudariam artistas e grupos mencionados para seguir os artistas da atualidade. Hoje também é proibida a expressão "Graças a Deus!", ainda mais no sentido colocado, homem negro com círculo em volta na boca ao invés de lábios e, implicariam, principalmente, com a fala de homofobia do Zecão ao citar o "Fredi Mercúrio" e que homem não rebola, isso iriam problematizar demais hoje. 

Os traços muito bons, típicos da Turma da Tina dos anos 1980. Teve erro de não pintarem cabelo do Zecão perto da orelha assim como fundo dos olhos do negro sem serem pintados de brancos e mulheres loira e japonesa sem lábios coloridos no primeiro quadro da última página. Nunca foi republicada até hoje, poderia ter sido a parir de 1991, mas infelizmente acabaram esquecendo. Então,  se torna rara, só quem tem a revista original que conhece.