quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

O Ano de 1955 no Brasil: Uma Janela para a Modernidade em Curitiba

 

O Ano de 1955 no Brasil: Uma Janela para a Modernidade em Curitiba



O Ano de 1955 no Brasil: Uma Janela para a Modernidade em Curitiba


Introdução: Um Ano de Transição e Esperança

O ano de 1955 foi um marco na história do Brasil. Com a eleição de Juscelino Kubitschek à Presidência da República, o país entrava em uma nova era de otimismo, industrialização acelerada e modernização urbana. A campanha “Cinquenta anos em cinco” ecoava por todo o território nacional, prometendo transformar o Brasil em uma potência moderna. Enquanto isso, nas cidades interioranas, como Curitiba, os sinais dessa mudança já eram visíveis — não apenas nos discursos políticos, mas nas páginas dos jornais locais, nos anúncios comerciais e nas novas instituições que começavam a se estabelecer.

As imagens apresentadas oferecem um retrato único e detalhado desse momento histórico, capturando a essência da vida cotidiana, dos negócios e das aspirações de uma cidade em ascensão. Este artigo percorre cada página desses documentos, revelando as nuances de um tempo em que o futuro parecia estar sendo construído a cada dia.


Página 1: A Inauguração da Universidade do Paraná — O Sonho da “Coimbra Brasileira”

A primeira página apresenta um anúncio da empresa BAU & IRMÃO DO PARANÁ LTDA., especializada em “Comércio e Indústria”, com sede em Curitiba. Mas o foco central é o destaque dado à inauguração da Universidade do Paraná, ocorrida oficialmente em 1955, embora suas raízes remontem a décadas anteriores com a criação de faculdades isoladas.

O texto exalta a universidade como “a Coimbra brasileira”, uma referência simbólica à renomada Universidade de Coimbra, em Portugal, evocando tradição, saber e prestígio. A inauguração marcou um salto civilizatório para o estado: pela primeira vez, o Paraná contava com uma instituição de ensino superior estruturada e integrada, capaz de formar intelectuais, engenheiros, médicos e juristas dentro de suas próprias fronteiras. Isso reduzia a dependência de outras capitais e impulsionava o desenvolvimento regional.

O anúncio também destaca a cerimônia solene, realizada no auditório da Faculdade de Direito, com a presença de autoridades estaduais e federais, reforçando o caráter oficial e simbólico do evento. A menção a “progresso”, “cultura” e “ciência” reflete os ideais do período: a crença no conhecimento como motor do desenvolvimento.


Página 2: Comércio, Indústria e o Crescimento Urbano

A segunda página é dominada por anúncios comerciais, revelando a vitalidade econômica de Curitiba em 1955. Entre eles, destaca-se a Casa dos Esportes, que anuncia materiais para futebol e tênis — evidência do crescimento do esporte como prática social e não apenas competitiva. Também aparece a Companhia Paranaense de Eletricidade, oferecendo “luz barata e segura”, símbolo da expansão da infraestrutura urbana.

Há ainda propagandas de cafés torrados, tecidos finos e remédios caseiros, indicando que o consumo doméstico já era um pilar da economia local. O estilo gráfico dos anúncios — com tipografias ornamentadas e ilustrações detalhadas — revela a influência do design gráfico da primeira metade do século XX, ainda antes da ascensão da fotografia publicitária.

Essa página ilustra claramente como, mesmo em uma capital regional, o comércio e a indústria começavam a se especializar, atendendo a uma população urbana em crescimento, com renda estável e aspirações de modernidade.


Página 3: Vida Social, Eventos e Cultura

A terceira página traz um mosaico da vida social curitibana. Há convites para bailes beneficentes, anúncios de sessões de cinema com filmes nacionais e estrangeiros (como “Mar de Rosas”, de Walter Hugo Khouri), e informações sobre palestras públicas promovidas por associações culturais.

Chama atenção o destaque dado ao Clube 29 de Setembro, que organizava eventos regulares com jantares, sorteios e apresentações musicais. Esses espaços funcionavam como verdadeiros centros de sociabilidade, onde a elite local — e também a classe média ascendente — se encontrava, trocava ideias e consolidava redes de influência.

Além disso, há uma seção dedicada à agenda religiosa, com missas dominicais e novenas em igrejas como a Catedral Metropolitana e a Igreja do Rosário — lembrando que, em 1955, a Igreja Católica ainda exercia forte influência na vida pública e privada.


Página 4: Transporte, Tecnologia e o Futuro Chegando

A quarta página foca no progresso material. Anúncios de veículos Ford e Chevrolet, vendidos por concessionárias locais, revelam a crescente motorização da sociedade. Um anúncio de “ônibus modernos para prefeituras” sinaliza a expansão do transporte coletivo urbano — essencial para acomodar a migração do campo para a cidade.

Também há referência à instalação de telefones residenciais, serviço ainda limitado, mas em franca expansão. A Companhia Telefônica do Paraná prometia “ligação rápida e segura com Rio e São Paulo”, indicando a integração regional em curso.

Por fim, há um curioso anúncio de máquinas de escrever Olympia, vendidas com parcelamento — símbolo da burocracia moderna e da profissionalização do trabalho administrativo, especialmente entre mulheres, cujo ingresso no mercado de escritório se acelerava nessa década.


Página 5: O Cotidiano e os Sonhos de Consumo

A última página é um verdadeiro retrato do imaginário de consumo da classe média paranaense. Entre os produtos anunciados estão:

  • Relógios suíços (“exatidão europeia”),
  • Perfumes importados (“elegância parisiense”),
  • Mobiliário de mogno (“para sua sala de visitas”),
  • Cursos de datilografia e contabilidade (“garanta seu futuro”).

Esses anúncios não vendem apenas mercadorias — vendem status, pertencimento e modernidade. Eles refletem uma sociedade que, embora ainda pequena em termos demográficos (Curitiba tinha cerca de 200 mil habitantes em 1955), já se via como parte de um projeto nacional de progresso.

Também há pequenos classificados: aluguéis de casas no bairro Alto, venda de cavalos, procura-se datilógrafa. Esses detalhes cotidianos humanizam o documento, mostrando as necessidades reais por trás do discurso grandioso do desenvolvimento.


Conclusão: 1955 — Entre o Passado Rural e o Futuro Urbano

As páginas analisadas formam um mosaico preciso de uma Curitiba em transformação. Em 1955, a cidade ainda guardava traços rurais — ruas de terra em bairros periféricos, forte presença da Igreja, economia baseada no café e na madeira —, mas já caminhava rapidamente rumo à metrópole moderna.

A inauguração da Universidade do Paraná simboliza essa passagem: não era apenas uma instituição de ensino, mas um farol de civilização. Ao mesmo tempo, os anúncios comerciais revelam uma sociedade consumidora em formação, ávida por tecnologia, cultura e distinção social.

O ano de 1955, portanto, não foi apenas um marco político com a eleição de JK — foi também um momento em que cidades como Curitiba começaram a se ver como protagonistas do futuro do Brasil.


Este artigo foi elaborado com base na análise detalhada de cinco páginas de documentos históricos datados de 1955, provavelmente extraídos de jornais ou revistas locais de Curitiba.










Cascão: HQ "A bomba H2O"

 

Cascão: HQ "A bomba H2O"


Mostro uma história em que o Cascão precisa guardar uma bomba que explode com contato com água e que seria o fim da humanidade, mas não seria fácil guardar como ele pensava. Com 14 páginas, foi publicada em 'Cascão Nº 113' (Ed. Globo, 1991).

Capa de 'Cascão Nº 113' (Ed. Globo, 1991)

O Agente K-7 consegue levar para o seu chefe Serafim a bomba H2O que estava com o inimigo após enfrentar muitos perigos. O tapinha do chefe consegue derrubar o Agente K-7 que estava todo quebrado e fraco após a missão considerada impossível. 

Mesmo com posse deles, a bomba ainda é um perigo, não é calor, precipitação e impacto que fazem ela explodir, e, sim, o menor contato com a água pode fazer com que a bomba destrua a humanidade de uma vez, por isso se chama bomba H2O e tem que ser guardada em um local absolutamente seco e sem umidade.  

Seu Serafim, então, não se arrisca a deixar a bomba no cofre ou na casa por causa das goteiras e resolve deixá-la com o Cascão, a única criatura em que a água jamais tocou. Serafim avisa ao K-7 que ninguém do bairro desconfia da sua identidade de agente de espionagem e que é seguro deixar a bomba com o Cascão, demonstrando que, ao falar que vai chover, Cascão se esconde dentro do jaleco do K-7.

Seu Serafim pede o favor para o Cascão esconder a bomba, dizendo que era segredo de estado e que não pode molhar, de jeito nenhum, depois pegará de volta e lhe pagará uns sorvetes. Cascão acha que era brincadeira do Serafim, que sempre inventa mistérios e que falar para ele não molhar alguma coisa é o mesmo que falar para o elefante não molhar.

Em seguida, Cascão encontra a turma em frente a sua casa para lhe darem um presente de relógio à prova d'água e perguntam se ele não quer testá-lo. Cascão diz que nem chega perto de água e a turma fala que vai ajudar, jogando água de mangueira em cima. Cascão foge e têm armadilhas para dar banho nele em toda a parte.  

Cascão consegue fugir de todas, quando é preso em uma gaiola gigante. Cascão acha uma vergonha prenderam seu próprio amigo , a que ponto chegaram e Mônica diz que ele não sabe a que ponto chegou o cheirinho dele. Cascão manda taparem o nariz e Cebolinha diz que não será necessário, mostrando o superensopador de porquinhos inventado pelo Franjinha em cima do precipício. 

Cascão fala que não podem fazer isso com ele,  o Seu Serafim deu um objeto para ele guardar e que não pode molhar de jeito nenhum. Cebolinha debocha que deve ser uma superbomba que explode em menor contato com a água, que eles não são trouxas e a turma se afasta para acionar a invenção do Franjinha.

Enquanto isso, os agentes voltam com o homem que ia desativar a bomba e se espantam que o cascão está prestes a tomar banho. Franjinha abaixa a alavanca, a  água cai em cima da gaiola do Cascão. Os agentes se desesperam achando que o fim do mundo chegou e quando veem o Cascão sumiu da gaiola porque cavou um túnel para sair da gaiola e fugir do banho.

Cebolinha reclama que falhou de novo, os agentes acham que foi sorte dele, Cascão entrega a bomba para o homem desativá-la e Seu Serafim avisa que aquilo é uma bomba que se tivesse molhado, iria explodir o planeta. A turma fica desnorteada com a notícia, por um triz iam acabar com o mundo e desmaiam dentro das tinas.

No final, Cascão recebe os sorvetes que o Seu Serafim prometeu, pede desculpa fazê-lo guardar uma coisa perigosa e Cascão diz que nada é perigoso que água e pede um favor, que se alguém perguntar, é para falar que ele está guardando outra bomba, é que só assim poderá ter sossego de novo, por uns tempos, com a turma toda apavorada se afastando do Cascão.

História legal com várias reviravoltas em que o agente K-7 resgata uma bomba que explode todo o planeta em um menor contato com água e o agente Serafim decide deixar com o Cascão que nunca tocou em água. Só que não contavam que a turma estava planejando plano infalível para o Cascão tomar banho e quase conseguem dar o banho nele se ele não tivesse cavado túnel para sair da gaiola. No final, o mundo está salvo, Cascão se dá bem e ainda engana os amigos que ainda está com bomba para não darem mais banho nele e teria paz.

Só os agentes que sabiam que a bomba era um perigo para a humanidade, nem Cascão sabia, apenas que não podia ser molhada, mas não a gravidade que poderia acontecer se molhasse. Agentes tinham que deixar a bomba com alguém de confiança e sabiam que o Cascão era o menino certo pra isso. 

Se a turma soubesse que ele estava com uma bomba dessa, adiariam o plano infalível contra o Cascão, não é à toa que desmaiaram quando souberam que o mundo podia acabar por causa deles. Cascão também não sabia que o Seu Serafim era um agente secreto de verdade, pensava que ele só gostava do assunto e ainda deixou mantido o segredo dele após ter descoberto a verdade, foi leal.

Era muito boa a astúcia do Cascão fugir do banho, fazia coisas impossíveis e em fração de segundos para escapar, conseguia pensar rápido e dava certo. Nessa o Cascão se escondeu no jaleco do agente K-7 ao falarem que ia chover, escapou da poça que estava debaixo  da tábua de madeira que quebrou, da mangueira com jato d'água nele, de balde vindo por cima da árvore pelo Jeremias, driblar 10 tinas d'águas e o mais incrível conseguir abrir buraco no chão e cavar túnel até o outro lado da gaiola só com as mãos em segundos. Isso que era legal nele, a gente sabia que ele ia escapar do banho, mas ficava na expectativa da forma absurda que ele escapava, como seria a grande surpresa. 

Engraçadas as falas do Cascão como para ele não molhar alguma coisa é o mesmo que falar para o elefante não molhar e mandar amigos tamparem nariz se incomodam com o mal cheiro dele. Foram engraçadas as paródias utilizadas como o nome do agente K-7 parodiar fita cassete e também o xingamento, o agente Serafim se chamar assim por paródia de "Será o fim?" (do mundo), o homem desativador da bomba vir do "Longistão", e referências à música "Pinga Ni Mim" de Sergio Reis e ao "Pedro Bó", personagem interpretado por Joe Lester no quadro do Pantaleão, personagem interpretado por Chico Anysio no programa "Chico City". O bordão "Não, Pedro Bó" virou sinônimo de resposta a alguém que faz uma pergunta idiota.  

Eram comuns histórias de planos infalíveis do Cebolinha para dar banho no Cascão, sempre eram divertidas. Nunca davam certos os planos, deixando o Cebolinha e a turma com raiva. Os agentes apareceram só nessa história, como de costume com personagens secundários de aparições únicas, mas até que davam para serem fixos com a turma ajudando em outras missões de espionagens.

Além de divertir, as crianças ainda aprenderam que a fórmula química da água é H2O, muito antes de aprender Química na escola, gibi é cultura. Incorreta atualmente por personagens envolvidos com bomba que destrói o planeta, a turma como vilã de fazer planos para o Cascão tomar banho sem vontade dele e serem responsáveis por mundo acabar, Agente K-7 aparecer surrado pelos inimigos, absurdos do Cascão de fugir do banho.

Os traços ficaram muito bons, típico de histórias de abertura do início dos anos 1990. Teve erro do Cascão falar de boca fechada na página 10 do gibi. A propaganda inserida na história dessa vez só foi na página 11 do gibi na lateral direita  do grupo "Ama", escola de música, muito comum nos gibis de 1991.

Magali: HQ "A mensageira (fofoqueira) da paz"

 

Magali: HQ "A mensageira (fofoqueira) da paz"


Em fevereiro de 1995, há exatos 30 anos, era publicada a história "A mensageira (fofoqueira) da paz" em que a Magali cria um plano infalível para fazer Mônica e cebolinha namorarem e pararem de brigar e o bairro ficar em paz. Com 12 páginas, foi publicada em 'Magali Nº 148' (Ed. Globo, 1995).

Capa de 'Magali Nº 148' (Ed. Globo, 1995)

Magali se surpreende com perseguição da Mônica querendo bater no Cebolinha enquanto come um sanduíche. Mônica acerta o Cebolinha, que fica todo surrado. Magali lamenta que os dois só brigam e ela pode fazer nada, quando tem uma ideia que pode sim. Termina de comer o sanduíche e vai pôr seu plano infalível em prática.

Mais tarde, tocam a campainha da casa da Mônica, que atende e vê que tinha só um presente do Cebolinha. Mônica leva susto, acha que deve ter uma bomba dentro e resolve jogar no lixo. Magali acha um pacote tão bonito, Mônica diz que vindo do Cebolinha só pode ser molecagem. Magali acha que ele quer fazer as pazes, abre o presente e era uma fivela de coelhinho e diz para Mônica que ela anda muito desconfiada.

Depois, jogam um bilhete amarrado em uma pedra pela janela caindo na cabeça da Mônica, que lê confissão do Cebolinha que sempre a provocou, mas no fundo sempre gostou dela, que é uma gracinha e fofura, não tem coragem de dizer quem é, só que tem cinco fios de cabelo. Mônica faz uma carta par ao Cebolinha para parar com a palhaçada, acha que é um plano, e Magali se oferece para levar a carta para ele.

Na casa do Cebolinha, Magali entrega a carta que era um pedido de desculpas, diz que foi dura demais com ele e por que obriga a bater nele se gosta tanto dele. Magali diz que a Mônica sempre foi gamadona nele e vive batendo porque é tímida.  

Cebolinha faz carta dizendo que vai pensar se desculpa a Mônica. Magali leva a carta para Mônica mudando que Cebolinha quer namorar com ela. Magali fala que tinha que ver a cara de apaixonado dele, até chorou. Mônica acha que é porque o olho estava doendo e Magali a convence que ele merece uma resposta.

Magali leva para o Cebolinha a carta da Mônica, que diz que quer namorar com o Cebolinha. Na rua, ele avisa para o Cascão que vai namorar com a Mônica, Cascão dá gargalhada. Cebolinha diz que é estratégia para não apanharem, já usaram isso em planos, mas dessa vez quem quer é a Mônica. Os dois se encontram, comentam sobre as cartas, Cebolinha pergunta se é verdade o que ela escreveu, Mônica diz que não quis chatear e os dois começam a namorar e vão tomar sorvete.

No caminho, encontram a Magali, que diz que é uma surpresa os dois tão juntinhos. Mônica e Cebolinha falam que estão namorando, Magali deseja Parabéns e comemora que finalmente, a paz. Depois, Mônica comenta com o Cebolinha que foi a Magali que convenceu de aceitar o presente da fivela de coelhinho. Cebolinha diz que deu presente nenhum. Mônica diz que foi antes do bilhete amarrado na pedra.

Eles dizem que guardaram as cartinhas um do outro e quando leem, viram que não são letras deles e nem escreveram, deduzem que alguém escreveu em nomes deles e lembram que foi a Magali que fazia questão de levar as cartas. Mônica e Cebolinha pegam a melancia da Magali e a seguram para confessar o plano e ela diz que foi uma boa ação para acabar com as brigas deles.

Cebolinha grita que como é que pôde empurrá-lo para uma feiosa como a Mônica. Por causa da fala, Cebolinha apanha e no final Magali diz que colocou em prática o plano cedo demais, mas daqui uns anos tem certeza de que isso acaba em casamento.

História legal em que a Magali cria plano infalível de fazer com que Mônica e Cebolinha namorem e parem de brigar. Magali mudava as cartas que os amigos de acordo com interesses dela para pensarem que estavam querendo namorar. Chega a dar certo e até começam a namorar, mas descobrem que as cartas não foram eles que escreveram e que foi tudo plano da Magali.

Mônica e Cebolinha foram burros de não perceberam antes, a Magali estava sempre presente desde o momento do suposto presente que o Cebolinha teria dado para a Mônica e que ela estava se oferecendo para levar as cartas. Se fossem mais espertos, poderia evitar início de namoro. 

Tiveram sorte de lembrar do presente e de guardarem e levarem as cartas com eles senão pelo menos o plano iria demorar a ser descoberto. Fora que davam muito bem irem pessoalmente à casa de um do outro sem precisar de cartas. Engraçados os sustos dos dois com suposto interesse um por outro.

Magali teve boa intenção dos amigos não brigarem e ter paz no bairro, mas não seria fácil. O final ficou a ideia de que Mônica e Cebolinha se gostam e brigam para chamar atenção. E Magali acertou sua previsão já que na "Turma da Mônica Jovem", Mônica e cebolinha se casaram quando adultos, como foi na edição "Nº 50", de 2012. Cascão dizer que já tentaram namorar com a Mônica em plano infalível foi referência à história  "Sete namorados para a Mônica" de 'Mônica N° 16 (Ed. Globo, 1988).

Dessa vez história não teve foco com comida, Magali só comia alguma coisa durante a história e ficou diferente da Magali criar um plano infalível sem relação com comida. O normal era o Cebolinha bolar planos contra ela para acabar com a gula ou a Magali até criar planos, mas com intenção de roubar as comidas dos amigos. 

História também serviu como homenagem ao "Dia dos Namorados" comemorado no mundo todo no dia 14 de fevereiro. Só no Brasil que a data é comemorada no dia 12 de junho por estratégia comercial de que em fevereiro tem carnaval e que em junho não teria muitas compras depois do "Dia das Mães" em maio. Essas datas são tudo comércio, infelizmente.

Os traços ficaram bons no estilo dos anos 1990. Incorreta atualmente por envolver namoro entre crianças, além de ter plano infalível enganando os outros, hoje evitam histórias de planos até do Cebolinha contra a Mônica. Também não pode Cebolinha aparecer surrado precisando usar saco de gelo na cabeça para sarar, Mônica com calcinha à mostra, levar pedrada na cabeça e são proibidas hoje expressões populares de duplo sentido como "tá me gozando", "ser dura com você", "pintou um clima", etc. Teve erro da Magali com nariz em formato "c" no 4º quadro da página 8 do gibi e melancia toda vermelha sem fundo branco e verde no 5º quadro da penúltima página. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.