quarta-feira, 21 de abril de 2021

BAIRRO BOMFIN

 


Capela de São Sebastião (foi substituída por uma de alvenaria no mesmo local), comemorando o dia de festa do padroeiro, em 18 de janeiro de 1970/Foto: Tribuna dos Minérios, nº 29, fevereiro de 1970. 

Descrição da Cachoeira do Bomfin feita pela Tribuna dos Minérios, nº 29, de fevereiro de 1970, no contexto da manchete “Festa do Bonfim”:
“CACHOEIRA DO BONFIM está localizada próxima da Rodovia dos Minérios que liga Curitiba a Rio Branco do Sul. Pertence a Almirante Tamandaré porém, Paróquia do Abranches (Curitiba).
Lugarzinho humilde mas, calmo e com um pequeno bosque tão aprazível que vale a pena marcar em nossa “anotações” as épocas de festas para não perdermos a oportunidade de conhecer e frequentar sempre as festividades ali realizadas todos os anos duas ou três vezes”.
Cachoeira do Bomfin era a denominação conhecida que corresponde a localidade do atual Bairro do Bomfin, que é uma região recente que surgiu em meados do século XX, cuja denominação se liga aos antigos donos da área que pertencia à família Bomfin, o qual é cortado pelo rio Barigui, um ribeiro de planalto onde, naturalmente em seu trajeto, se encontram cachoeiras. Por causa de uma cachoeira aonde as pessoas iam se divertir somado ao fato relatado por Valter Johnson Bomfin em abril 2011, que antes da construção da Rodovia Estratégica, as pessoas para encurtar o caminho entre a Lamenha e a Cachoeira, expressavam “vamos varar pelos Bomfin”, a região foi popularmente denominada pelo topônimo de “Cachoeira do Bomfin”. Porém, com o tempo passou a ser só Bomfin. Este bairro possui uma área de 3,02 km².
Porém, merece ressaltar que o seu território pertencia a Colônia São Venâncio e Lamenha como é possível observar nos mapas das mesma se pegar como referência o Rio Barigui (limite natural das duas áreas). Diante do exposto, temos que a área já era conhecida e possuía um dono desde o século XVIII.         
O nome da localidade também possui outra curiosidade. Segundo o Sr. Valter Johnson Bomfin, existe um erro que é cometido no contexto do sobrenome Bomfin. Pois, o certo é Bomfin e não Bonfim ou Bonfin.

O bairro: Inicia-se na Rodovia Vereador Admar Bertolli (Rodovia do Contorno Norte) no ponto onde cruza o Rio Barigui; segue em sentido anti-horário pelo Rio Barigui até encontrar o córrego que faz divisa com o município de Curitiba; pende à esquerda e segue pela referida divisa até encontrar o ponto que corresponde ao prolongamento da Rua Sebastiana P. Ribeiro; pende à esquerda e segue por essa linha e depois pela referida Rua até encontrar a Rua Antônio Rodrigues Dias; pende à direita e segue pela referida rua até encontrar a Rua Rosalina de Lara Prodocimo; pende à esquerda e segue pela referida rua por aproximadamente 100,00 (cem metros); pende à direita e segue por um fundo de vale até encontrar um córrego, afluente do Rio Barigui; pende à esquerda e segue pelo referido córrego até encontrar o leito do Rio Barigui; pende à direita e segue pelo Rio Barigui até encontrar a Av. São Jorge no limite do loteamento Parque São Jorge; pende à esquerda e segue pela Av. São Jorge até encontrar a PR-092 (Rodovia dos Minérios); pende à esquerda e segue pela referida rodovia até aproximadamente 1.200 m (um mil e duzentos metros); pende à esquerda e segue por uma linha reta até encontrar a Rua João Vicki na divisa entre os loteamentos Jardim São Caetano e Jardim Marrocos; pende à esquerda e segue pela Rua João Vicki até encontrar a Rua Santos Dumont no loteamento Jardim São Carlos; segue pelo limite do referido loteamento até o final da Rua Visconde de Mauá onde encontra um córrego, afluente do Rio Barigui; pende à esquerda e segue pelo referido córrego até encontrar a Rua Rio Branco no loteamento Jardim Nápolis; pende à direita e segue pela Rua Rio Branco até o final da Rua Rio Negro no loteamento Jardim Amazonas; segue pelo prolongamento da Rua Rio Branco até encontrar a Rua Rio Paraná no loteamento Jardim Valma; segue pela Rua Rio Paraná e depois pelo seu prolongamento no limite do loteamento Jardim Dragão Verde até encontrar um córrego; pende à esquerda e segue por este córrego até encontrar outro corpo d`água; pende à direita e segue pelo referido corpo d`água até encontrar a Rodovia Vereador Admar Bertolli (Rodovia de Contorno Norte); pende à esquerda e segue pela referida rodovia até encontrar o cruzamento com o Rio Barigui, ponto inicial desta descrição, perfazendo uma área aproximada de 3,02 km²”.

TEXTO EXTRAÍDO DA OBRA CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS E GEOGRÁFICAS SOBRE O MUNICÍPIO DE ALMIRANTE TAMANDARÉ-PR que pode ser visualizado nos links:

Igreja Nossa Senhora do Rocio no Bairro do Juruqui

 A partir de informações colhidas junto à Escola Estadual Lamenha Pequena no contexto do Projeto: A evolução do Bairro Lamenha Pequena/Professora Paula Fabiane Manfron. 1999, uma realidade que fazia parte das comunidades tamandareenses até meados da década de 1960, era a falta de capelas. A celebração de Eucaristia geralmente era feita na casa de algum morador da comunidade local. Uma dessas localidades que conviveu com esta situação foi o Juruqui. No entanto, toda vez que as celebrações terminavam ocorria a ideia de se construir uma capela. Porém, foi no meio de um jogo de cartas, que começou a se discutir um projeto para concretizar aquele sonho da localidade. Neste contexto, um grupo de moradores foi falar com o pároco que na época era o tamandareense Frei Vital Basso.

Tal ideia repercutiu bem, e de imediato os Srs. Francisco Meguer e José Júlio Meguer, doaram o terreno para a construção. Após este fato, foi realizado no local, na data de 22 de setembro de 1962, a 1ª Missa e a bênção solene da pedra fundamental. A imagem de Nossa Senhora Aparecida foi doada pelo Sr. Atílio Bini que saiu em procissão da Sede até o Juruqui.
Foram os pioneiros idealizares e fundadores da Igreja Nossa Senhora do Rocio no Juruqui: Presidente, Francisco Sandri; Vice-Presidente, Francisco Meguer; Tesoureiro, Francisco Manfron; Conselheiros: Antonio Bernardo, Antonio Straiotto, Antonio Sandri, Abílio de Moraes, Lício de Moraes e outros.

A Igreja Nossa Senhora do Rocio ficou pronta em 1965.
Atual Capela Nossa Senhora do Rocio no Bairro do Juruqui, estando à frente o Frei Lourenço Kachuba/Foto: Albino Milek, 1982.


TEXTO EXTRAÍDO DA OBRA CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS E GEOGRÁFICAS SOBRE O MUNICÍPIO DE ALMIRANTE TAMANDARÉ-PR que pode ser visualizado nos links:
http://issuu.com/kotovski/docs/considera__oeshistoricasdetamandare (PARTE 1)

http://issuu.com/kotovski/docs/consideracoeshistoricasdetamandarer (PARTE 2)

CAPELA DO HUMAITÁ

 


Capelinha do Humaitá (não existe mais), provavelmente de 1882.
Foto: Correio de Notícias, 1979. 

CAPELA DO HUMAITÁ

Na data de 16 de outubro de 1979, o Correio de Notícias publicou uma curiosa matéria: “Almirante Tamandaré na trilha do ouro”, o qual no seu contexto informava que a Capela do Monte Santo estava sendo destruída por “caçadores de tesouros”. Segundo consta, existiu no passado a prática de se colocar dinheiro, ouro e joias em panelas de ferro e enterrá-las para proteger do confisco forçado na época das Revoluções. Porém, algumas panelas foram esquecidas. Diante deste fato, muitas histórias e estórias se criaram sobre as ditas cujas “panelas de ouro”, a ponto de pessoas da cidade e da capital perderem o seu tempo na busca por elas.
Por destino, existia uma lenda que debaixo da Igrejinha do Humaitá existia uma panela de ouro. Em abril de 1979, ela foi fechada pela Cúria Metropolitana, o que resultou no seu abandono resultando maiores facilidades para a sua derradeira destruição. Só para constar, os “caçadores de tesouros”, antes de seu fechamento, chegaram a arrombar, quebraram o assoalho e fizeram um buraco dentro da mesma!
Com o fim da capelinha, a comunidade do Jardim Monte Santo só conseguiu construir outra em 12 de outubro de 2005 quando foi inaugurada a Capela Nossa Senhora Aparecida construída em terreno comprado com esforços da comunidade junto a Rua São Bartolomeu, com missa realizada pelo frei Darci Roberto Catafesta. Realizou-se, então, neste dia um antigo sonho da comunidade católica, a qual se expressava desde o ano de 1985. Antes da construção da capela, as missas eram realizadas nas casas de moradores. 

Fundação da Vila de Tamandaré

 



PUBLICAÇÃO NO JORNAL "A REPUBLICA" DE 28/01/1890, p.02, referente a solenidade de fundação da cidade de Tamandaré  (Vila Tamandaré) realizada em 25 de janeiro de 1890.

Almirante Tamandaré Prefeitura Velha década de 1920 /Foto: ESTADO DO PARANÁ. Estado do Paraná, 1923. São Paulo: Capri & Olivero, Empreza Editora Brasil, 1923.

 


Colombo, em torno de 1905, em foto de Augusto Weiss.



Abril de 1988, acidente na Serra do Mar. Foto: Jornal O Estado do Paraná

 



Estrada da Graciosa 1919 / Foto: Revista Bahia Illustrada.

 



Capuchinhos da paróquia Mercês / revista Manchete 1960




Alameda Doutor Muricy 1904. Acervo IHGPR