fotos fatos e curiosidades antigamente O passado, o legado de um homem pode até ser momentaneamente esquecido, nunca apagado
domingo, 2 de maio de 2021
CURITIBA ANOS 1950-1960
AS ASAS NAZISTAS NO PARANÁ
A vida de Werner Hoffmann fora do Brasil é um livro em branco. Pouco se sabe sobre sua trajetória antes de chegar ao Paraná. Mas em pouco tempo de estadia nos territórios paranaenses, ele já se tornava uma figura emblemática, enérgica, controversa e polêmica, sobretudo nos meios germânicos. Nascido na Alemanha, em 21 de abril de 1909, ele chegou ao Brasil em 1932, com 23 anos de idade.
Inicialmente aparentava que teria uma vida normal. Arranjou emprego na loja “Casa Favorita”, em Curitiba. Não tardou, contudo, para que a sede e a fome pelo poder o cativassem. Passou a ser já no ano seguinte funcionário do Consulado Alemão de Curitiba. No mesmo ano, o jovem Werner assumiu ser um seguidor de Adolf Hitler e encabeçou a criação do Círculo Paranaense do Partido Nazista.
Werner levou uma vida dupla, aliando as atividades no Consulado e a direção do Partido Nazista, no período que vai de 1933 até final de 1938 e início de 39. Segundo o pesquisador e historiador Rafael Athaides, a maioria dos documentos da DOPS aponta que em 1939, ele teria saído definitivamente do Brasil pelo porto do Rio de Janeiro rumo à Alemanha. “Entretanto, uma nota da 5ª Região Militar, datada de 12 de dezembro de 1941, afirma que, após ser preso, Hoffmann teria despistado a polícia no início de 1939 e voltado a Curitiba para, logo em seguida, deixar a cidade e rumar à Argentina. Lá, Werner teria sido preso novamente, em julho de 1940, na cidade de Apóstoles, onde dirigia a Frente Alemã de Trabalho e administrava da usina elétrica local”, afirma Athaides.
Independente de qual foi o destino de Werner, a atividade desempenhada por ele deixou marcas e cicatrizes na sociedade. O seu protagonismo no meio alemão fez o Paraná ser o 5.º estado entre os maiores círculos nazistas no Brasil – atrás de Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. Além de Curitiba, o Partido chegou a possuir, pelo menos, nove ‘filiais’ formalmente estabelecidas no interior do Estado.
Essas filiais se estendiam por Ponta Grossa, Castro, Cruz Machado, Rio Negro, Londrina, Irati, Rolândia, Paranaguá e União da Vitória/Porto União (cidades fronteiriças que curiosamente dividiam um grupo local nazista, sediado na cidade catarinense, mas que se reportava às lideranças do Paraná).
AÇÃO BARULHENTA
Embora fossem poucos os filiados no Paraná (oficialmente por volta de 190), a ação dos militantes foi ‘barulhenta’, segundo Athaides. O número de filiados, de acordo com o pesquisador, não reflete o total de simpatizantes ao Nazismo, impossível de mensurar e questão polêmica dentro da historiografia.
“Na tentativa de conquistar adeptos e de impor sua liderança, os nazistas se sentiram no direito de se portarem como administradores das entidades locais alemãs, mesmo que essas tivessem sua fundação no século XIX e carregassem toda uma tradição – alheia ao nazismo – de luta pela manutenção da cultura alemã no exterior”, explica o pesquisador e historiador.
Os jovens e empolgados nazistas tentaram passar por cima de toda essa tradição que data antes da existência do nazismo. Não só tentaram, como conseguiram. Para ter uma ideia, em meados da década de 1930, um Cônsul de carreira foi substituído por um ‘Cônsul nazificado’, depois de muita pressão dos militantes locais, conforme exemplifica Athaides.
Mas quem eram os apoiadores nazistas em terras paranaenses? Segundo o trabalho do pesquisador Rafael Athaides, que consta na obra “O Partido Nazista no Paraná 1933-1942”, a caracterização social dos militantes nazistas do estado pouco diverge em relação à dos militantes no plano nacional.
Os ingressados pertenciam a um grupo de alemães jovem (entre 25 e 35 anos), imigrantes de classe média e média/alta. “Observamos também que a geração de tais indivíduos teve alguma experiência relacionada à Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e pouco tendia a se desligar da pátria natal e da sua política”, afirma o historiador.
No Paraná, contudo, existiam alguns indivíduos já fixados no país e de alta posição econômica, especialmente na capital paranaense, que participavam ativamente do partido. Eram eles, inclusive que chegavam a sustentá-lo com as principais contribuições financeiras. Mais de 50% dos adeptos vivia na capital, palco das ações mais enérgicas do Partido. Werner Hoffman, em certa ocasião, escreveu aos seus líderes: “Curitiba deve merecer a atenção, pois é o ponto mais importante. É o Paraná que faz divisa entre o norte do país, que tem população luso-brasileira, e o sul, onde predomina o elemento teuto. Justamente por esse motivo aqui no Paraná sempre há estes atritos – brigas, desavenças entre nazistas e anti-nazistas – que se originaram em vista da ação necessária para a manutenção da ideia alemã” (ATHAIDES, Rafael. O Partido Nazista no Paraná. Maringá: EDUEM, 2011, p. 140).
O Círculo Paranaense do Partido Nazista funcionou abertamente no Estado entre 1933 e 1938.
https://jornalismodeguerra.com/2018/01/29/as-asas-nazistas-no-parana/
PARANÁ: NA ÉPOCA DA II GUERRA ERA PROIBIDO COMEMORAR ANIVERSÁRIOS
Em 28/01/1942, a Portaria nº 30, elaborada pela Chefatura de Polícia do Paraná, preconizava restrições aos estrangeiros em caráter geral.
A referida portaria constitui em uma das maiores interferências no cotidiano dos imigrantes e descendentes daqueles que tinham origem nos países do Eixo – Itália, Alemanha e Japão.
Até mesmo festas de aniversários com reunião de familiares estavam restritas.
Era a ditadura de Getúlio Vargas mostrando cada vez mais suas caras.
Na capital paranaense, a portaria foi divulgada em todos os jornais, tendo como principais proibições:
- Mudar de residência sem devida autorização;
- Portar armas de fogo, obrigando a devolverem mesmo as que possuíssem registro legal;
- Comercializar armas, munições e materiais explosivos;
- Viajar sem salvo-conduto fornecido pela DOPS;
- Reunir-se mesmo para comemorar festas particulares, como aniversários ou bailes;
- Discutir ou falar sobre o contexto internacional;
- Realizar viagem aérea sem licença especial da DOPS;
- O uso do idioma nas conversações em locais públicos;
- Distribuição de quaisquer escritos nos idiomas do Eixo;
- Cantar ou tocar hinos e músicas de nações eixistas;
- Fazer saudações peculiares aos partidos políticos;
- A exibição em local acessível de retratos de membros de governo das três nações do Eixo
- https://jornalismodeguerra.com/2018/02/02/durante-a-guerra-portaria-restringia-ate-comemoracao-de-aniversario-no-parana/
AUTORIDADES BRASILEIRAS PARTICIPAVAM DAS FESTAS NAZISTAS NO PARANÁ
Antes de o Partido Nazista ser legalmente fechado, por meio de decreto do governo Vargas em 1938, as autoridades do governo participavam das festas promovidas pelos representantes do Círculo do Partido Nazista. Nessa época, o governo ainda fazia jogo duplo: mantinha relações com Alemanha e também Estados Unidos. A regra, até então, era não desagradar ninguém. A situação não foi diferente no território paranaense.
Segundo a obra de Rafael Athaides, autor do livro O Partido Nazista no Paraná, diversos eventos contavam com os líderes do governo prestigiando os membros do Partido Nazista. Um exemplo eram as passeatas promovidas pelos adeptos nazistas no estado. Inclusive, cediam a banda militar oficial para tocar hinos de guerra alemães – inclusive em festejos maiores, como a Semana Alemã que era promovida em Curitiba.
Uma carta de Guilherme Willy Roettger, que era chefe nazista em Irati (na região centro-sul do Paraná), endereçada aos membros do Partido Nazista na Alemanha revela um desses episódios. Ele narra como “excepcional sucesso” a recepção em Ponta Grossa. “Os ‘camaradas’ vivem em tão bom acordo com os militares que o Comandante do Regimento em todas as oportunidades põe à disposição do grupo a banda militar”.
Roettger escreve de forma irônica ainda que a banda militar brasileira, “de negros, mulatos e brancos, tudo misturado, marcham em frente de uma bandeira com a cruz suástica”. Mesmo que não concordassem os ideais nazistas, o jogo duplo do governo Vargas mexia com a vida de todos os brasileiros, que chegavam ao cúmulo de saudar um símbolo de um governo totalitário que deixava rastros de perseguição, mortes e tortura Europa afora.
https://jornalismodeguerra.com/2018/02/07/autoridades-brasileiras-participavam-das-festas-nazistas-no-parana/
Celeste Futebol Clube – Curitiba (PR): Existiu entre 1943 a 1960
O Celeste Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Curitiba (PR). O Alvianil foi Fundado na quarta-feira, do dia 05 de Maio de 1943. A sua Sede ficava na Rua Desembargador Otávio do Amaral (esquina da Alameda D. Isabel), s/n, no Bairro Bigorrilho, em Curitiba. Em 1960, o clube encerrou suas atividades após a temporada.
O clube mandava seus jogos no Estádio Capitão Manoel Aranha (de propriedade do Poti), localizado, onde hoje está a Praça 29 de Março. Em 1948, o Celeste disputava o seu 1º campeonato oficial através do Campeonato Suburbano da 3ª Divisão, com a participação de 24 equipes divididas nas séries verde, amarela e preta. Naquele tempo havia a 2ª Divisão e a 3ª Divisão, pois a 1ª Divisão reunia equipes profissionais.
O Celeste fez uma campanha razoável inclusive foi vice-campeão do Torneio Inicio de 1948.
Em 1950 quando o seu rival União Bigorrilho foi campeão o Celeste ficou como vice-campeonato. Os confrontos entre Celeste e União Bigorrilho eram de estremecer já que os clubes eram do mesmo bairro.
Em 1952 houve a mudança para 1ª e 2ª divisões do Campeonato Suburbano ficando a categoria de profissionais com divisão de profissionais. Nesse mesmo ano (1952), o Celeste ficou com o vice-campeonato, enquanto o Ipê foi campeão.
O clube ficou na 3ª Divisão até 1954 quando foi promovido para a 1ª Divisão, onde se agregou aos seguintes adversários (19 clubes ao todo): Operário do Ahú, Poti, Bacacheri, Flamengo, Rio Branco, Primavera, Vasco da Gama, Cinco de Maio, Botafogo, Madureira, União Ahú, União Bigorrilho, Operário Mercês, Palestra Assungui, Ipiranga, Belmonte, América e Clube dos Espartanos. O campeão invicto foi o Operário do Ahú e o Poti também invicto foi o vice-campeão.
O Celeste foi um ótimo formador de craques. Podemos citar alguns, como o lateral-direito Altemir, que depois foi para o juvenil do Juventus time do Batel, Atlético Paranaense, seleção paranaense e ainda muito jovem se transferiu para o Grêmio Futebol Porto-alegrense onde foi titular e ídolo durante vários anos na década de 60. Tiveram ainda o goleiro Hamilton Probst, grande ídolo do Coritiba, Renato Requião, Calita, Douglas, entre outros.
FONTES: Tribuna PR (Levi Mulford) – José Domingos Borges Teixeira – Fabiano Thadeo – Livro “Futebol do Paraná – 100 anos de história”, de Heriberto Ivan Furtado e Levi Mulford – Paraná Esportivo
Boa Vista Futebol Clube – Curitiba (PR): Existiu entre 1949 a 1969
O Boa Vista Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Curitiba (PR). O Alviverde foi Fundado no domingo, do dia 20 de Março de 1949, pelo Sr. Eduardo Jeronasso. A sua modesta Sede e o campo ficavam no Bairro Boa Vista, em Curitiba. O Boa Vista encerrou suas atividades no futebol suburbano em 1969 quando o campo deu lugar á expansão imobiliária na região.
O clube participou do Campeonato Suburbano da Terceira Divisão (equivalente a Terceirona Paranaense), entre os anos de 1952, 1953, 1954, 1955, 1956, 1957, 1958 e 1959.
Num tempo em que o hoje populoso bairro Boa Vista era cercado de inúmeras chácaras, antes mesmo da inauguração da Avenida Paraná, o campo de futebol do Boa Vista F. C. era palco de memoráveis festivais esportivos. Ali apareceram muitos craques, alguns dos quais brilharam até em times profissionais.
Um bom exemplo, foi o ponta esquerda, Ronald (Ronald Olegário Dias) que, jogando numa preliminar no Alto da Glória pelo Boa Vista contra o Juvenil Coritibano jogou tanta bola que o presidente Arion Cornelsen tratou logo de contratar o jovem atleta, de 20 anos, que fez sua estréia no “Glorioso”, em 17 de junho de 1956 e só parou no começo da década de 70.
Prefeito de Santos (SP) agradece o Boa Vista Futebol Clube
Além de ser um clube simpático também era generoso. No dia 1º de março de 1956, o Morro Santa Terezinha, na cidade de Santos (SP), sofreu o seu maior desastre. Naquele dia, uma forte chuva atingiu a região causando deslizamento de terra e pedras.
Na tragédia de 1956, 22 pessoas morreram e cerca de 40 chalés no sopé do morro foram atingidos pelas pedras do morro. As ruas João Caetano e Godofredo Fraga, no bairro Marapé, foram as mais atingidas.
De acordo com registros, a chuva começou por volta das 14 horas e só parou às 22 horas. Foram oito horas ininterruptas de chuva. Vários pontos de Santos ficaram completamente alagados e muitos munícipes perderam suas moradias.
Sensibilizados com a tragédia, a diretoria do Boa Vista Futebol Clube resolveu organizar a campanha “Pró Flagelados da Catástrofe de Santos“. A ação conseguiu arrecadar a importância de Cr$ 4.835,50 (quatro mil, oitocentos e trinta e cinco cruzeiros e cinquenta centavos).
Tal gestou tocou o então Prefeito de Santos/SP, Antonio Feliciano, que em 28 de maio de 1956, o enviou uma carta para a Federação Paranaense de Futebol (FPF) para agradecer ao Boa Vista Futebol Clube.
FONTES: Tribuna PR (Levi Mulford) – Fabiano Thadeo – Livro “Futebol do Paraná – 100 anos de história”, de Heriberto Ivan Furtado e Levi Mulford – BoqNews – Diário da Tarde (PR) – O Dia (PR) – Última Hora (PR) – Paraná Esportivo (PR)
FOTOS: O Historiador do Futebol – Tribuna PR (Levi Mulford)
Operário Pilarzinho Sport Club – Curitiba (PR): Fundado em 1951
O Operário Pilarzinho Sport Club é uma agremiação da cidade de Curitiba (PR). Fundado na sexta-feira, do dia 29 de junho de 1951. A sua Sede e o Estádio Bórtolo Gava ficam localizados na Rua Amauri Lange Silvério, nº 1.141, no Bairro de Pilarzinho, em Curitiba. As suas cores: vermelho, branco e azul.
História
Na década de 30 por volta de 1935-36, um grupo de moradores e trabalhadores do alto da cruz do Pilarzinho e Abranches, se reunia aos sábados à tarde para a pratica do futebol em um campinho sobre as pedreiras de João Gava e Prefeitura (hoje Paulo Leminski e Opera de Arame).
Passado algum tempo, o grupo resolveu marcar jogos aos domingos, na saída das missas na igreja do Abranches, o comentário era grande e outras pessoas começaram a participar dos treinos.
Eram jovens empresários da região e seus funcionários como a fabrica de vidros Cristaleiria Aurora, Pedreira de João Gava, Fabrica de moveis Lauro Goras, Moveis Pedroso e Pedreira de Bortolo Gava e Prefeitura.
Certo dia reunidos após o treino na Pedreira de João Gava, o grupo de atletas achou por bem escolher um deles como presidente para melhor representar o time e o nome da agremiação.
Pelo fato de todos os atletas serem operários e empresários e pensando em homenagear o bairro, foi escolhido o nome de Operário Pilarzinho Sport Club.
Com o tempo o espaço ficou impróprio para os treinos e jogos. Em uma das reuniões ficou decidido que deviam procurar outro local para o campo, então foi acertado com o Sr. Atílio Pilatti a locação de uma área que servia de pasto para seus animais.
Após acerto financeiro o Op. Pilarzinho começou a usar o novo campo e a realizar grandes festivais abrilhantado pelo serviço de alto falantes de Pedro Racoski. A companhia e cervejaria Brahma fornecia as barracas, tambores e bebidas. Os próprios atletas trabalhavam no churrasco, bebidas e rifas para pagar o aluguel do campo.
Após a copa do mundo de 1950 com o desempenho da seleção brasileira, os atletas do Op. Pilarzinho resolveram disputar os campeonatos organizados pela F.P.F.. Para tanto era necessário se filiar e o maior problema era que na época o clube precisava ter um patrimônio em seu nome, ai começou a batalha para a compra de um lote que durou 10 meses ate o dia da compra de uma área junto ao diretor Carlito Pilatti que fez um preço razoável e em condições.
Ate que no dia 29 de junho de 1951 (um feriado de São Pedro) foi oficialmente fundado o Operário Pilarzinho Sport Club sendo no mesmo dia eleita a primeira diretoria e encaminhado para o registro da Ata e do Estatuto.
1953 foi o grande ano da estréia no campeonato oficial e o Op. Pilarzinho participou da serie preta junto com outro estreante, o Iguaçu.
Participantes da serie preta:
Olímpico, Capão Raso, Avante, Triunfo, Esperança, Op. Pilarzinho e Iguaçu.
Com o tempo o time começou a ter problemas com o campo, então à diretoria começou uma nova batalha para arrumar outro local e apesar do bairro possuir muitas áreas, os terrenos eram irregulares.
Ate que um dia, Genisio Gabriel Gava incentivou Leandro Pilatti a falar com Bortolo Gava pai de Genisio sobre uma área para o campo.
No dia seguinte Leandro Pilatti convidou todos da diretoria para fazer uma visita a Bortolo Gava, assim levaram um litro de pinga com banana (novidade da época) para presenteá-lo. Enquanto Bortolo Gava conversava com o grupo formado por: Ermenigildo Gasparini, Benjamin Basso, Geraldo Gava, Genisio G. Gava, Emilio Pilatti, Vitorio Pilatti, Gildo Flor, Carlito Pilatti, Bepi Basso, Lauro Pilatti e Leandro Pilatti sua esposa servia vinho a todos.
Depois de longa conversa, Bortolo Gava concordou em vender uma área para construir o campo cobrando em parcela mensal e se caso ele morresse o Pilarzinho não teria mais que pagar. No dia seguinte começou a terraplanagem do campo e este dia histórico ocorreu no ano de 1957.
Dia 19 de Dezembro de 1957 o Op. Pilarzinho estava em luto, faleceu Bortolo Gava . As obras não pararam e com gramado pronto, iniciou-se a construção dos vestiários, Bar, casa do caseiro e a cerca interna.
No dia 20 de Abril de 1958 a viúva de Bortolo Gava inaugurou o estádio com o nome do seu marido, à partir daí foi construído: Salão de festas, vestiários subterrâneos , alambrados e muro de alvenaria.
E assim 75 anos se passaram desde aquele dia em que uma bola de tento rolou naquele campinho da pedreiro.
FONTES: Site e a página do clube no Facebook – Correio do Paraná