QUEM LEMBRA DO "SAMDU" ?
Na foto, década de 1950, a sede do SAMDU de Curitiba, na Alameda D. Pedro II nº 368, bairro do Batel, com suas ambulâncias.
O presidente Getulio Vargas deixou realizações marcantes no campo social. Vargas prestou serviços à coletividade que a população mais idosa ainda tem saudades, como a implantação do SAMDU - Serviço de Assistência Médico-Hospitalar de Urgência, ocorrida começo anos 1950.
No Paraná, o serviço foi primeiramente instalado na Capital, em Paranaguá, Ponta Grossa, Londrina e Jacarezinho.
Coube ao médico Mario de Barros a direção do Samdu de Curitiba. Com sua liderança inata, ele atraiu para o corpo médico da repartição figuras exponenciais como o Dr. Felix de Almeida, reconhecido unanimemente no Paraná como excelência em medicina, o ainda acadêmico Arnaldo Buzatto, que viria a destacar-se na política paranaense, e muitos outros de igual quilate.
A eficiência dos serviços médicos do Samdu despertou unânime aprovação e as ambulâncias chegavam a ser aplaudidas por populares em seus deslocamentos por locais de velocidade lenta.
O médico Mario de Barros grangeou muito prestígio pela maneira dinâmica com que instalou e dirigiu o serviço, valorizando o funcionalismo tanto burocrático como o da área médica, e marcando presença em qualquer horário do dia ou da noite.
O governador Bento Munhoz da Rocha Neto fez convite irrecusável ao Mario de Barros para assumir a Secretaria da Saúde, e ele passou o comando do Samdu ao Dr. Antonio Salomão, que exercia a medicina como sacerdócio. Ele era genro do empresário Munir Kaluf, dono da tradicional Casa Louvre, localizada na Rua 15 de novembro.
Por ter repetido na Secretaria de Saúde métodos modernos de administração, Mario de Barros elegeu-se deputado estadual em 1958 com expressiva votação.
Com o suicídio de Vargas, em 24.08.1954, o Samdu foi perdendo importância e acabou extinto, depois de quase vinte anos de excelentes serviços.
(Extraído de: tribunapr.br / Foto: Vald Assunção)
Paulo Grani
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