terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Amaporã: O Canto Bonito do Noroeste Paranaense

 

Amaporã


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Município de Amaporã
Bandeira indisponível
Brasão de Amaporã
Bandeira indisponívelBrasão
Hino
Fundação12 de novembro de 1961 (57 anos)
Gentílicoamaporense[1]
Prefeito(a)Terezinha Fumiko Yamakawa (MDB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Amaporã
Localização de Amaporã no Paraná
Amaporã está localizado em: Brasil
Amaporã
Localização de Amaporã no Brasil
23° 05' 45" S 52° 47' 16" O
Unidade federativaParaná
MesorregiãoNoroeste Paranaense IBGE/2008 [2]
MicrorregiãoParanavaí IBGE/2008 [2]
Municípios limítrofesParanavaíPlanaltina do ParanáGuairaçáMiradorGuaporemaCidade Gaúcha.
Distância até a capital551[3] km
Características geográficas
Área384,734 km² [4]
População6 257 hab. estimativa IBGE/2019[5]
Densidade16,26 hab./km²
Altitude512 m
ClimaSubtropical
Fuso horárioUTC−3
Indicadores
IDH-M0,709 alto PNUD/2000 [6]
PIBR$ 48 783,741 mil IBGE/2008[7]
PIB per capitaR$ 9 070,98 IBGE/2008[7]
Amaporã é um município brasileiro do estado do Paraná. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2019, era de 6 257 habitantes

Etimologia

De origem Tupi, "ama"... o que serve, ser costume + "porã" ...belo, bonito,: Uso bonito, costume bonito.

História

A história do município de Amaporã está intimamente ligada à cafeicultura instalada na região de Paranavaí. Em 1948, famílias de agricultores requereram do governo do Estado terras consideradas devolutas e iniciaram o plantio de lavouras de subsistência e de café, que se tornaria, por muitos anos, a principal atividade econômica da região. O primeiro grupo de colonizadores foi integrado por Justino Rodrigues de Souza, Mariano Viana e José Viana. Depois chegou Gustavo Marques de Oliveira e, em seguida, muitas famílias de colonos que formaram o povoado de Jurema.[8]
Logo, o café plantado em terras de clima propício, produziu fartas colheitas, propiciando o crescimento da comunidade, que passou a ser vista com interesse pela classe política de Paranavaí, o que propiciou a criação, através da Lei n° 116, de 23 de agosto de 1955, do distrito administrativo de Jurema.[8]
A sua transformação em município ocorreria em 25 de julho de 1960, através de Lei Estadual nº 4245 e a sua instalação se deu a 12 de novembro de 1961, tendo sido primeiro prefeito eleito Nelson Busato dos Santos. Um ano após ser emancipado, o município de Jurema, por força de lei, mudaria sua denominação para Amaporã.[8]
Os solos de Amaporã, como de toda a região noroeste do Paraná, são arenosos e por isso propensos à erosão do solo, o que exige a adoção de técnicas de proteção. Além do café, o algodão tornou-se lavoura de grande importância econômica no município, mas aos poucos cedeu lugar para a pecuária.[9]
Na última década do século XX, as instituições de pesquisa (Iapar), de extensão rural (Emater-PR), a Embrapa e cooperativas implantaram, na região, o sistema de produção integrada conhecida como lavoura-pecuária, que propiciou conservação do solo, a reversão da baixa produtividade, com o consequente aumento da produção. Nos primeiros anos implantam-se lavouras de soja, aliada a técnicas de conservação e fertilidade, substituídas depois pela pecuária. Esse ciclo de alternância na produção de soja e criação pecuária alterou a economia regional

Amaporã: O Canto Bonito do Noroeste Paranaense 🌾✨

Na vastidão do Noroeste do Paraná, onde o horizonte se confunde com lavouras douradas e pastos bem cuidados, existe um pequeno município que carrega em seu nome toda a poesia da língua tupi: Amaporã.

Com apenas 6.257 habitantes (IBGE, 2019), Amaporã é uma dessas joias rurais que, apesar da modéstia em números, brilha com força na história, na cultura e na resistência do povo paranaense. Seu nome, “uso bonito” ou “costume belo”, não é só uma homenagem à língua indígena — é um convite diário à harmonia com a terra, ao respeito pelo trabalho e à beleza do viver simples.


🌱 Raízes na Terra do Café

Tudo começou em 1948, quando famílias corajosas — lideradas por pioneiros como Justino Rodrigues de Souza, Mariano Viana e José Viana — desbravaram as terras devolutas próximas a Paranavaí em busca de um novo começo. Plantaram café, milho, feijão… e esperança.

A terra respondeu com fartura. O café floresceu, a comunidade cresceu, e em 1955 nasceu o distrito de Jurema, nome de uma planta sagrada e resistente — como o próprio povo que ali se estabeleceu.

Em 12 de novembro de 1961, Jurema se emancipava como município. Um ano depois, por força de lei, seu nome foi mudado para Amaporã — um gesto simbólico de identidade, enraizamento e reconexão com a sabedoria ancestral da terra.


🐄 Da Café à Soja: Um Ciclo de Inovação

Os solos arenosos do noroeste paranaense são férteis, mas exigem sabedoria. Por décadas, o café foi rei. Depois, veio o algodão, que tingiu os campos de branco. Nos anos 1980 e 1990, com o declínio dessas culturas, muitos temeram o esvaziamento.

Mas Amaporã não desistiu.

Com o apoio do IAPAR, EMATER-PR, EMBRAPA e cooperativas locais, os produtores adotaram o sistema de integração lavoura-pecuária — uma verdadeira revolução verde!
🌱 Primeiro, plantam soja, que devolve nitrogênio ao solo.
🐄 Depois, trazem o gado, que pastoreia nos restos da lavoura e enriquece o solo com matéria orgânica.

É um ciclo virtuoso: econômico, ecológico e sustentável.
Hoje, Amaporã é exemplo de agricultura inteligente, onde tradição e ciência andam lado a lado.


🌄 Amaporã: Mais que um Ponto no Mapa

  • Altitude: 512 metros — o suficiente para um clima fresco e arejado.
  • Clima: subtropical — com invernos marcantes e verões generosos.
  • Localização: cercada por municípios como Paranavaí, Planaltina do Paraná, Guairaçá e Cidade Gaúcha — todos tecendo uma rede de comunidades fortes e interligadas.
  • IDH: 0,709 (considerado alto pelo PNUD) — prova de que desenvolvimento humano não depende só do tamanho da cidade, mas da qualidade das relações.

E sob o comando de lideranças como a prefeita Terezinha Fumiko Yamakawa, Amaporã segue investindo em educação, saúde e infraestrutura rural, mantendo viva a chama do progresso com justiça social.


💚 Por que Amaporã Encanta?

Porque aqui, o tempo anda no ritmo da colheita.
Porque as crianças ainda correm descalças na terra vermelha.
Porque o pôr do sol sobre os campos de soja parece pintado à mão.
Porque “costume bonito” não é só um nome — é um modo de vida.

Amaporã é a prova de que pequeno não é sinônimo de insignificante.
É onde a resiliência vira cultura, e o trabalho vira orgulho.


📣 Venha Conhecer Amaporã!

Se você busca autenticidade, natureza preservada, comida de verdade e gente que olha nos olhos, Amaporã te espera de braços abertos — e com um chimarrão quentinho na mão.

📍 551 km de Curitiba
🌿 384 km² de belezas rurais
🐄 6.257 corações que fazem a diferença


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segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Cartão Postal de Curitiba, editado pela Foto Colombo, década de 1940, intitulado "Curitiba - Rua XV de Novembro",

 Cartão Postal de Curitiba, editado pela Foto Colombo, década de 1940, intitulado "Curitiba - Rua XV de Novembro",





Cartão Postal de Curitiba, editado pela Foto Colombo, década de 1940, intitulado "Curitiba - Rua XV de Novembro", contempla o trecho do início da XV até esquina com Rua Dr. Muricy.

Era um tempo de sossego e tranquilidade, que até era possível a XV ter duas mãos para circulação de automóveis e ônibus, cujo trânsito um guarda-de-transito dava conta do tranquilo tráfego.

A elegância no modo de vestir-se dos transeuntes, revela o cuidado que o curitibano tinha quando dirigia-se ao Centro, e até dizia: "Hoje vamos à cidade."

Com seus elegantes predinhos, Curitiba era chic, charmosa, tinha ares de cidade europeia. Até muitas lojas tinham nomes de línguas européias, como se vê nessa esquina, a loja de roupas infantis da "Maison Blanche".

Quem frequentou-a desde os anos 1930, lembra-se da simpatia do sr. Munir Cury, que apressava-se com seu franco sorriso e gentileza a recepcionar os clientes que adentravam.

Sobre ela, Larry Coutinho, escreveu: "No final da década de 1930, minha mãe, algumas semanas depois de cada parto, esgotada a dieta, vestia-se com aprumo e dizia: - Vamos à Maison Blanche!
Voltávamos carregados com muitos pacotes.
Sapatinhos de lã, casaquinhos, cueiros, mantas, fraldas de pano...."

Paulo Leninski também lembrava de seu terninho comprado lá: “Aos domingos, faceiros, no terninho de marinheiro da Maison Blanche, íamos à matinada do Cine Ópera para ver Tom e Jerry.”

Da mesma forma, cada comércio que estabeleceu-se nas fachadas que aí aparecem tiveram seu tempo de glamour. Infelizmente, a grande maioria já encerrou suas atividades.

(Foto: Arquivo Público do Paraná)

Paulo Grani 


O Bangalô de Othelo Lopes na Alameda Cabral: Elegância Efêmera de uma Curitiba em Transformação

 Eduardo Fernando Chaves:  Arquiteto

Denominação inicial: Projeto de Bungalow para o Snr. Othelo Lopes

Denominação atual:

Categoria (Uso): Residência
Subcategoria: Residência de Pequeno Porte

Endereço: Alameda Cabral

Número de pavimentos: 1
Área do pavimento: 110,00 m²
Área Total: 110,00 m²

Técnica/Material Construtivo: Alvenaria de Tijolos

Data do Projeto Arquitetônico: 06/07/1934

Alvará de Construção: Nº 653/1934

Descrição: Projeto Arquitetônico para construção de bangalô e Alvará de Construção.

Situação em 2012: Demolido


Imagens

1 – Projeto Arquitetônico.
2 – Alvará de Construção.

Referências: 

CHAVES, Eduardo Fernandes. Projéto de Bungalow na Allameda Cabral para o Snr. Othelo Lopes. Planta do pavimento térreo e implantação; corte e fachada frontal apresentados em uma prancha. Microfilme digitalizado.
2 - Alvará n.º 653

Acervo: Arquivo Público Municipal de Curitiba; Prefeitura Municipal de Curitiba.

O Bangalô de Othelo Lopes na Alameda Cabral: Elegância Efêmera de uma Curitiba em Transformação


No auge dos anos 1930, quando Curitiba despontava como uma das cidades mais modernas do sul do Brasil, surgiu na Alameda Cabral — uma das vias mais arborizadas e prestigiadas do bairro Alto da Glória — um projeto residencial que refletia o gosto burguês pela simplicidade sofisticada: o bangalô de Othelo Lopes, projetado pelo arquiteto Eduardo Fernando Chaves.

Registrado em 6 de julho de 1934, o projeto apresentava uma residência de 110 m², construída em alvenaria de tijolos, com um único pavimento, mas com proporções generosas para os padrões da época. Mais do que uma casa, era um símbolo de estabilidade, gosto e pertencimento a uma classe média ascendente que enxergava na moradia própria não apenas um abrigo, mas uma declaração de identidade.


Othelo Lopes: O Morador Invisível

Quase nada se sabe sobre Othelo Lopes além de seu nome e do endereço onde decidiu construir seu lar. Não há registros públicos que revelem sua profissão, origem familiar ou trajetória pessoal. O nome “Othelo” — incomum no contexto brasileiro da época — sugere possivelmente uma influência literária ou até familiaridade com o teatro (em alusão à tragédia de Shakespeare), ou talvez uma homenagem familiar de raiz ítalo-lusitana, comum entre imigrantes e seus descendentes em Curitiba.

Independentemente de sua história pessoal, o fato de ter encomendado um projeto a Eduardo Fernando Chaves, um dos profissionais mais respeitados da engenharia curitibana, indica que Othelo Lopes era um homem de certo discernimento estético e capacidade financeira. Ele não queria apenas uma casa: queria uma casa bem-feita, pensada, desenhada com equilíbrio entre funcionalidade e beleza.


O Projeto: Bangalô com Presença Urbana

Com 110 m² distribuídos em um único pavimento, o bangalô projetado para Othelo Lopes era maior que a média dos bungalows da época — muitos deles tinham entre 60 e 90 m². Sua construção em alvenaria de tijolos (e não em madeira, como era comum em residências econômicas) revelava intenção de durabilidade, conforto térmico e status social.

O projeto, conservado em microfilme no Arquivo Público Municipal de Curitiba, incluía, em uma única prancha, planta do pavimento térreo, implantação no terreno, corte e fachada frontal. Embora não se tenham detalhes ornamentais extravagantes — em linha com o estilo modernizador e funcional dos anos 1930 —, a composição da fachada demonstrava cuidado com a simetria, a hierarquia dos vãos e a integração com o espaço externo, provavelmente com um pequeno jardim frontal e um alpendre lateral, elementos típicos do modelo bangalô.

O alvará de construção, de número 653/1934, foi emitido poucos dias após o projeto, sinalizando agilidade administrativa e o interesse da prefeitura em regular e fomentar a urbanização de áreas nobres como a Alameda Cabral, já então conhecida por sua beleza paisagística e concentração de residências de classe média alta.


O Desaparecimento

Apesar de sua localização privilegiada e da solidez do projeto, o bangalô de Othelo Lopes foi demolido, segundo levantamento realizado em 2012. A Alameda Cabral, ao longo das décadas, viu muitas de suas casas originais cederem lugar a edifícios residenciais, escritórios ou reformas radicais que apagaram suas características históricas.

A demolição dessa residência é mais do que a perda de uma construção: é o apagamento de uma camada da identidade urbana de Curitiba — aquela que valorizava a escala humana, a vegetação, a luz natural e a presença de moradores reais, com nomes, sonhos e rotinas.


Eduardo Fernando Chaves: O Arquiteto da Cidade que Ainda Respirava

Mais uma vez, Eduardo Fernando Chaves revela sua versatilidade ao equilibrar simplicidade e distinção. Seu bangalô para Othelo Lopes não era palaciano, mas era digno, sólido, habitável — uma arquitetura que servia à vida, não ao espetáculo. Chaves, que atuava simultaneamente como arquiteto, construtor, fiscal e administrador, entendia que cada casa, por menor que fosse, era um mundo para quem nela habitava.


Legado em Linhas e Silêncio

Hoje, a única testemunha da existência do bangalô de Othelo Lopes é o microfilme do Arquivo Público Municipal de Curitiba, onde as linhas traçadas por Chaves ainda conservam a memória de uma casa que já não existe fisicamente, mas que existiu de verdade: nela, alguém acordou, cozinhou, amou, discutiu, criou filhos, olhou o jardim e escutou o vento nas árvores da Alameda Cabral.

Othelo Lopes pode ter desaparecido da história oficial, mas sua casa — ainda que demolida — permanece como testemunho de uma Curitiba que valorizava o lar como espaço de pertencimento.

E, enquanto houver quem leia os arquivos, seu nome não será esquecido.


“As cidades se transformam, mas os sonhos que nelas habitaram merecem ser lembrados — mesmo que só em papel.”


Fontes:

  1. CHAVES, Eduardo Fernando. Projéto de Bungalow na Allameda Cabral para o Snr. Othelo Lopes. Arquivo Público Municipal de Curitiba (Microfilme digitalizado).
  2. Alvará de Construção nº 653/1934. Acervo da Prefeitura Municipal de Curitiba.