quarta-feira, 6 de julho de 2022

FUZILAMENTOS EM CURITIBA EM 1894

 FUZILAMENTOS EM CURITIBA EM 1894

FUZILAMENTOS EM CURITIBA EM 1894
"No contexto da proclamação da República que não foi ou da parada militar que pareceu ser, Jesuíno Marcondes foi um dos raros paranaenses com percepção das incoerências insustentáveis do novo regime. Esse que foi o último administrador do Paraná do período monarquista optou pelo exílio na Suíça, após ter sido deposto. A farta correspondência que manteve com familiares e amigos a partir de Genebra espelha uma Curitiba feita de sussurros de famílias desconcertadas com os rumos assumidos pela política local no início da República, especialmente durante a Revolução Federalista.
Nas cartas recebidas pelo Conselheiro, a agitação já se fazia sentir desde meados de 1891. No início de 1893, a invasão do Paraná pelos federalistas vindos do Sul era vista como iminente.
Em meio aos boatos fervilhantes, queriam saber das “coisas futuras” através das cartomantes. No Palácio do Governo, uma aparente movimentação em favor da defesa da capital se fazia sentir. Vicente Machado, o governador em exercício, reunia-se com o comandante general Pego Jr. em busca de estratégias para a defesa da capital, enquanto avaliavam o avanço federalista.
Foi quando, ingenuamente, o Barão do Serro Azul, acompanhado de uma Comissão formada por diretores da Associação Comercial, foi pedir ao governador que evitasse o derramamento de sangue na capital, a fim de não transformar Curitiba num campo de batalha. Apesar de recebido por Vicente Machado e pelo comandante Pego Jr., a resposta foi de que a cidade não seria poupada enquanto houvesse uma última gota de sangue. Ermelino de Leão, que desde logo viu no ato do Barão uma temeridade, expôs seu temor ao amigo e retirou-se da cidade como o fará Vicente Machado, logo após a fuga do seu valente comandante.
E, assim, Curitiba ficou abandonada, contando apenas com patrulhas formadas por cidadãos recrutados pelo Barão. Dos temores, das arruaças, apenas os registros pessoais dão conta. A imprensa emudeceu. Nem tinha meios para circular. Quem pôde tratou de fugir.
Ainda assim, no dia 20 de janeiro a capital amanheceu em festa. Um mistério a forma como eram organizados tais festejos e recepções.
O retorno a Curitiba do federalista Menezes Dória, permanente opositor de Vicente Machado, já escolhido governador do Paraná, foi apoteótico.
O mesmo não se pode dizer da chegada do almirante Custódio de Mello – o líder da Revolta da Armada –, viajando em um trem especial e ainda não reconhecido pelos curitibanos mais atentos, ou mesmo de Gumercindo Saraiva, que entra na capital paranaense a cavalo e, portanto, sem a imponência de sua condição de comandante e chefe do Exército Revolucionário. Enquanto Dória vai cuidar do palácio, pragmáticos, Saraiva e o almirante convocam, de imediato, o Barão do Serro Azul para uma reunião: impunha-se a instalação de uma Comissão de Empréstimo de Guerra a ser presidida pelo próprio Barão, na qualidade de ocupante do cargo de presidente da Associação Comercial do Paraná, condição para que Curitiba não fosse saqueada.
Assim, Curitiba mantém os ares de capital dos federalistas, título que carregará juntamente com aquele de haver interrompido a marcha dos invasores, seduzindo-os à custa de muitas festas, bailes e missas fúnebres – assistidas pelo exército regular engalanado e maragatos de pés descalços, de oficiais hospedados em palacetes, enquanto Gumercindo Saraiva montou sua barraca numa praça. Esse viés sedutor de Curitiba é apontado por Ângelo Dourado, culto médico baiano, integrante da marcha federalista e braço direito do comandante maragato. O autor de Voluntários do martírio nota que a chegada a Curitiba fora decisiva, contudo, a permanência festiva foi amortecendo os ânimos: "Tivemos depois um grande baile; a inauguração de um club. Apesar de fugir sempre de festas tive de ir porque fui avisado que nas paredes do club achavam-se cartões de ornamentação tendo cada cartão o nome de um dos salientes revolucionários e que o meu era um dos primeiros (…) Entre os divertimentos se anunciou um espetáculo de Fantoches. Uma grande cena da Lapa: mata, mata, era o que diziam os bonecos (…) Seguiu-se a grande cena de apoteose. Uma antiga corista de companhia lírica, que aqui dissolveu-se, enrolada num pano branco vara de andaime, onde estava atada uma bandeira já gasta, com a ordem e progresso de pernas para o ar.”
Em Curitiba, os federalistas foram ficando. Dória chega a mandar cantar um Te Deum “por se achar pacificado o Paraná”. Mais uma cerimônia vã, diz o memorialista, pois “apesar dessa paz as dissensões continuam”. Perspicaz observador esse baiano, que enquanto permaneceu em Curitiba publicava textos literários em A Federação.
Logo a “Esquadra de Papelão” do Marechal Floriano começa a dar sinais de que derrotaria a armada rebelde. Gumercindo irritado com as rivalidades e com o imobilismo que o tornara refém de Curitiba explode em fuzilamentos.
Para enorme surpresa dos curitibanos, em 25 de março, o jornal A Federação traz a grande nova: o general Cardoso Júnior passa a responder pelo Governo do Estado, enquanto Menezes Dória segue em direção a Paranaguá a fim de embarcar no “Henrique Barroso” rumo a Buenos Aires, “para salvar o empréstimo de guerra”.
Até 24 de abril todas as forças federalistas abandonam Curitiba, ficando apenas Gumercindo Saraiva com disposição para batalha, que marcha rumo a Ponta Grossa, a nova capital dos rebeldes.
Como ficará Curitiba nesse novo vácuo, a saber, até a chegada triunfal de Vicente Machado, em 5 de maio? Sem governo e sem jornais, restam as cartas, as anotações pessoais, os registros dos temores daqueles que ficaram entre quatro paredes, daqueles que sequer ousavam sair às ruas.
Mas já estão em Curitiba muitos dos integrantes das tropas legalistas que tomaram Paranaguá em 1º de maio e que encontraram curitibanos dispostos a preparar novas festas, agora para recepcionar o governador, aliás o vice-governador em exercício, numa festa que deixará a viúva do comendador Araújo indignada: XXX
Esta foi a festa e o pior a ressaca, agora sob o comando do general Ewerton de Quadros, o Sinistro, e de seu braço direito Joaquim Augusto Freire, aquele que assumiu haver dado a ordem do massacre do km 65, o que é bastante improvável, para ser considerado fruto de uma decisão isolada.
Apenas a documentação íntima para registrar o clima de terror vivido pelas famílias de Curitiba. Nenhum homem saía desacompanhado. Era preciso deixar a casa cercado por todos os familiares, especialmente por muitas mulheres.
À noite, a soldadesca bêbada fazia arruaça diante das casas daqueles que tinham familiares sumariamente presos.
A imprensa volta a circular louvando os libertadores, dedicando páginas aos heróis do Cerco da Lapa. Nunca se falou tanto do general Carneiro.
Circulam notícias de fuzilamentos nas cercanias do cemitério municipal, amigos aconselham o Barão a fugir, mas já é tarde.
O Teatro São Teodoro já está lotado de presos, e a imprensa continua a louvar Carneiro e outros heróis do Cerco da Lapa. Homenagens ao Marechal Floriano ocupam praticamente todas as primeiras páginas do A República, o único jornal em circulação.
Entre os presos do quartel da Rua América o clima é de tocante ingenuidade: todos a aguardar pacificamente um justo julgamento ou preocupados em pedir um ajudante para lavar suas louças, coisa que até então eram obrigados a fazer sozinhos.
É essa a tônica do diário de Balbino Mendonça, que termina na noite do “embarque rumo ao Rio de Janeiro”, expressão que ficou conhecida como sinônimo de desaparecimento sumário.
Mas as festas recomeçam. Uma delas chega a ser perturbada pelo apito inconveniente de um trem noturno.
No dia seguinte, uma nova onda de rumores sinistros toma conta de Curitiba. Mas isso não era novidade, pois desde 1893 Curitiba convivia com os boatos e o silêncio cúmplice.
Alguns corajosos-constrangidos dirigem-se ao Palacete Wolf, onde reina Ewerton de Quadros, para saber do destino dos presos.
O pior será confirmado por amigos próximos da família Correia. Esses mesmos amigos corajosos que se encarregarão de enterrar precariamente os corpos, no mesmo local onde foram fuzilados, numa missão quase secreta.
A cidade continuará vivendo dias de terror a pretexto de necessária justiça. Tudo como se fora obra e arte do terceiro escalão. E assim aqueles dias passarão para a história. Num primeiro momento, o medo parecia fazer parte do drama das famílias atingidas. Serão necessários muitos fuzilamentos para que grande parte da cidade conheça de perto o medo.
Apenas a revista Club Coritibano registrará, três meses depois da tragédia de 20 de maio de 1894, o falecimento “do cidadão Ildefonso Pereira Correia”.
Mesmo assim, o Barão será a única das vítimas do km 65 a ter a morte divulgada oficialmente. No mais, silêncio e medo.
O Paraná silencia, enquanto a imprensa do Rio de Janeiro será enfática ao divulgar a série “Dramas do Paraná”, a exemplo de O País, Cidade do Rio. Por sua vez, a revista D. Quixotepublica um número especial sobre os fuzilamentos do Paraná e suas vítimas, ilustrado por Ângelo Agostini. Menos contundente, a imprensa paulista também não será indiferente ao tema.
Em Curitiba, as famílias enlutadas ou amedrontadas que tinham posses seguem para as estações de água ou vão se tratar na Marinha.
O medo é percebido, ainda em 1895, pelo silêncio da imprensa local, enquanto o jornal Cidade do Rio anuncia, a 19 de maio de 1895, que o comendador Manoel Francisco Correia manda rezar na Igreja da Glória a missa de um ano de falecimento do Barão.
Em 23 de agosto de 1895 termina oficialmente a Revolução Federalista com a assinatura da chamada Paz de Pelotas, agora no governo Prudente de Moraes, que sucede o Marechal Floriano e inaugura a chamada “política do café com leite”.
Nesse mesmo ano, Vicente Machado elege-se senador, sem livrar-se da sombra de Xavier da Silva. Mas a história soube poupá-lo de maiores responsabilidades.
Apenas em 1937, David Carneiro publicará "Os fuzilamentos de 1894, no Paraná", primeiro relato minucioso sobre os crimes ocorridos após a invasão do Paraná, iniciando oficialmente uma corrente favorável à inocência de Vicente Machado e Floriano Peixoto.
Antes do fim do século XIX, o conselheiro Jesuíno Marcondes receberá notícias de Curitiba: novas festas. Agora, os casamentos, especialmente entre primos, serão a alegria das famílias. A vida segue atenuando as certezas.".
Extraído do texto de Cassiana Licia Lacerda, publicado na Revista Idéias.
Paulo Grani

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Pica-paus curitibanos, com seus lenços brancos, portando armas e posando como quem vai à luta, reúnem-se no Alto do São Francisco.
Foto: Acervo Diretoria do Patrimônio Histórico Cultural/FCC)

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Governador federalista Menezes Dória chega à Estação Ferroviária de Curitiba e é recepcionado por uma multidão festiva que não teve medo da chuva ou do sol.
Foto: (Acervo Diretoria do Patrimônio Histórico Cultural/FCC)

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terça-feira, 5 de julho de 2022

segunda-feira, 4 de julho de 2022

Construção do edifício da ACARPA, hoje EMATER, situado no bairro Cabral. Foi inaugurado em 1979.

 Construção do edifício da ACARPA, hoje EMATER, situado no bairro Cabral. Foi inaugurado em 1979.


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Supermercado Real, ao lado da Igreja do Cabral. Anos 70.

 Supermercado Real, ao lado da Igreja do Cabral. Anos 70.


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Trecho da Rua Mateus Leme em 1972, nas proximidades de onde seria o Parque São Lourenço, que seria inaugurado em 1973

 Trecho da Rua Mateus Leme em 1972, nas proximidades de onde seria o Parque São Lourenço, que seria inaugurado em 1973


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Quando Moço, costumava mamar o Moça até esvaziar a lata. Confesso esse desatino sem remorso ou pejo - a não ser quando subo na balança pra conferir o peso.

 Quando Moço, costumava mamar o Moça até esvaziar a lata. Confesso esse desatino sem remorso ou pejo - a não ser quando subo na balança pra conferir o peso.

LEITE CONDENSADO
Ontem devorei mais de 1/2 lata de leite condensado. Fazia anos que eu não agia com tanto déficit de civilidade, que não praticava tamanha insensatez, que não reincidia em tão abominável retrocesso.
Quando Moço, costumava mamar o Moça até esvaziar a lata. Confesso esse desatino sem remorso ou pejo - a não ser quando subo na balança pra conferir o peso.
Nas latas modernas não dá pra mamar, elas vêm com aquele sistema dos refrigerantes, onde se puxa um anel e a tampa pula fora, num soco só. Pra mamar na lata é preciso que ela seja daquelas antigas, pra abrir na raça com um abridor de latas. A gente fura de um lado, depois do outro pra não fazer vácuo, e manda adoidado goela abaixo, com sucção de um recém-nascido faminto e sem temor do que os parentes próximos e vizinhos possam pensar ou dizer.
Gostoso demais, mas se preparem, pois surge uma culpa danada quando ingerido o leite na totalidade. E uma dor de barriga terrível...
Certa vez, numa reunião de sete casais onde os participantes prometeram sigilo sacerdotal sobre o que ali fosse exposto, minha mulher mencionou esse meu recorrente hábito de mamação na lata de leite condensado. Pra lá de encabulado, ponderei com meus botões:_”Chato ela ter aberto isso, mas ainda bem que vai ficar só entre os casais do grupo”.
Ledo engano. Uma semana depois, a mulher de um diácono da igreja onde dois casais do grupo congregavam me abordou na rua, buscando a confirmação:
_”Bom dia irmão...que tal hein..! Adora dar uma mamada no leite condensado né?”. E riu gostosamente.
Quem avisa amigo é: não abram suas intimidades pra muita gente. Ou parem de mamar na lata de leite condensado!
(Marco Esmanhotto)

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UMA TOURADA EM CURITIBA QUASE TERMINOU EM TRAGÉDIA Em 1895, as diversões dos curitibanos, além do Passeio Público, eram bastante modestas.

 UMA TOURADA EM CURITIBA QUASE TERMINOU EM TRAGÉDIA
Em 1895, as diversões dos curitibanos, além do Passeio Público, eram bastante modestas.

UMA TOURADA EM CURITIBA QUASE TERMINOU EM TRAGÉDIA
Em 1895, as diversões dos curitibanos, além do Passeio Público, eram bastante modestas. Não existiam cinemas, e muito raramente algum circo mambembe dava as caras.
Teatros existiam dois: o São Theodoro (depois Guayra) e o Hauer. Esse último mais para atender a colônia alemã.
As companhias que se apresentavam eram estrangeiras, portuguesas, espanholas e italianas, normalmente com espetáculos musicais como operetas e zarzuelas.
Em 17 de dezembro de 1895, uma tourada em arena montada no Largo Tereza Cristina (hoje Praça Santos Andrade), atraiu um público de 4.000 pessoas para assistir a uma tourada e outras atrações previstas para o evento.
O jornal A Republica escreveu sobre a ocorrência:
"[...] Grande parte da população desta capital assistiu ante-hontem á tarde, uma scena ao mesmo tempo tétrica e compungente.
"Espalhado o programma attrahente, a vasta Praça de Touros encheu-se de povo calculando-se em 4 mil pessoas o numero dos espectadores.
Jamais se vi-o tamanha affluencia ao circo, o que era natural, pois além da reclame sobre a qualidade dos touros e dos artistas da Companhia Tauromachica, ia tomar parte naquella funcção o celebre Hércules William da esplendida Companhia Japoneza que tem tido casas cheias no Theatro Hauer. [...]
"Ás 4 1/2 da tarde começou a funcção. Os artistas vieram á arena e comprimentaram o publico: dos camarotes e archibancadas romperam os primeiros applausos logo que o primeiro touro investio sobre os handarilheiros.
"O touro era excellente e os habeis moços deitaram muito bem as capinhas, deram bonitas sortes e fincaram no cachaço do touro 1as farpas. Em seguida saltou dentro do circo o antigo toureiro. Paquete, à paisana, e com coragem inaudita, depois de alguns boléus subjugou pelas aspas o touro. O público applaudiu-o ruidosamente por entre excelentes gargalhadas e bravos.
"Começavam ruidosos aplausos. O povo estava descuidoso de qualquer precaução sobre as bancadas e tinha os olhos fitos no recinto, quando do lado do sól ouvio-se um primeiro estalo, em seguida gritos lancinantes, depois a massa de povo que ali é achava agglomerada começou a precipitar-se n'um movimento estranho e confuso. As bancadas começaram a rebentar ... a rebentar fasendo um 'brou-ha-ha' terrivel e mulheres, homens e crianças n'uma descida medonha iam rolando em confusão, no meio de gritos tumultuarios de acuda! - indiscritiveis.
- Que desgraça! - foram as primeiras phrases dos espectadores que se achavam nos camarotes e do lado da sombra."
"O primeiro movimento foi de irresolução; como que ninguém sabia o que fazer diante do perigo medonho.
E as archibancadas do sól foram caindo estrondosamente; em poucos minutos via-se um montão de gente em confusão toda precipitada sobre os escombros; uns appertando o peso do madeiramento, outros encarapitados procurando salvar-se.
"Começou então a confusão enorme em todo o circo e os que não tinham sido victimados pelo desastre correram àquelle posto a saber a sorte dos infelizes.
Ninguém se podia entender. Era voz geral que devia haver muitos mortos. Esse primeiro movimento foi mais noscivo ainda pois, além do peso do madeiramento, as victimas sofriam o peso do povo que ali correra em auxílio delas, mas a confusão era tamanha que ninguém que estava em cima se recordava de que estava fazendo maior peso ainda sobre os que haviam abatido com as archibancadas. [...]"
Felizmente não houve mortos, somente braços e pernas quebrados e muita contusão.
(Extraído do jornal A República, de 16 e 17/12/1895 / Foto: Arquivo Gazeta do Povo)
Paulo Grani

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Toureiro Gutierrez, em foto de 1903, um dos valentes que fizeram espetáculos no largo Tereza Cristina e, depois, no Colyseu Curytibano.
Foto: jornal Diário da Tarde.

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Gravura publicada no jornal Diário da Tarde, de 20/04/1903.
Foto: jornal Diário da Tarde.

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Propaganda publicada no jornal Diário da Tarde, em 17/12/1885.
Foto: jornal Diário da Tarde.

Pode ser uma imagem de texto que diz "PROGRAMMA: PARTE bravisximo touro para sórtea cavalleiro Santos, eendo depois bandirilhado pelo director Figuera, pelo artista Nabarrete. Dinstor Figuera de นะ0า calirs dara arriscadisimo salto por do boi. 2.* Parte Famoso Hercules Prodigios está comn B00S00O arrangc por Gutridus momento cavallus, seadu espantusa. afim elles castigados ganhar , assiin prova PARTE terrivel Figuera Salarito, devendo dineetor Figuera farpear boi sórte director, comn exewи habilidade, fara assentado seguida TEBTO Figuera Montará no boi em pullo PARTE Formidavel Hercules seguintes trabalhos: 0 TIRO WO CANHÃO Servindo seus humbros do Jescanço para canhào na occasiaó A pulseada conseguiràn beaço que valentes cavallos"
Programação do evento na tarde fatídica do acontecimento.
Foto: jornal Diário da Tarde.

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Preços cobrados. Note-se a diferença de preços à "sombra" e ao "Sol", visto a arena estar montada a céu aberto.
Foto: jornal Diário da Tarde.
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Cena de 20/04/1903, a arena de touros montada no largo Tereza Cristina, hoje Praça Santos Andrade.
Foto: Arquivo Gazeta do Povo.

sexta-feira, 1 de julho de 2022

Foto aérea da região dos bairros do Capanema/Cajuru, Curitiba, início dos anos 1970.

 Foto aérea da região dos bairros do Capanema/Cajuru, Curitiba, início dos anos 1970.


Nenhuma descrição de foto disponível.Foto aérea da região dos bairros do Capanema/Cajuru, Curitiba, início dos anos 1970.

Ao centro, o viaduto do Capanema e a Rodoferroviária recém-construída.
(Foto: Curitiba.pr.gov.br)

Paulo Grani.