quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Bastam alguns minutos de passeio por de Curitiba, para perceber a história da cidade sendo contada pelos ponteiros dos relógios, e são relógios de todo tipo, de flores, redondos, a luz solar ou lá no alto dos prédios históricos acompanhando a cidade e a cada segundo ditando o ritmo da cidade.

 Bastam alguns minutos de passeio por de Curitiba, para perceber a história da cidade sendo contada pelos ponteiros dos relógios, e são relógios de todo tipo, de flores, redondos, a luz solar ou lá no alto dos prédios históricos acompanhando a cidade e a cada segundo ditando o ritmo da cidade.

Bastam alguns minutos de passeio por de Curitiba, para perceber a história da cidade sendo contada pelos ponteiros dos relógios, e são relógios de todo tipo, de flores, redondos, a luz solar ou lá no alto dos prédios históricos acompanhando a cidade e a cada segundo ditando o ritmo da cidade.

FARMÁCIA STELLFELD E O RELÓGIO SOLAR

Um dos mais belos exemplares de relógio curitibano fica em frente a Praça Tiradentes, no centro da cidade. A Farmácia Stellfeld, a primeira de Curitiba, foi aberta em 1857 por Augusto Stellfeld e situava-se na Santa Casa de Misericórdia. Em 1866, o estabelecimento foi transferido para a Praça Tiradentes, na quadra em frente à catedral. O novo prédio foi um verdadeiro marco arquitetônico da época, erguido por artesãos alemães que conseguiram fazer um telhado sem pregos. Sua marca registrada é o relógio solar na fachada.

A particularidade desse relógio reside no fato de seus ponteiros serem movidos pela luz do sol. O relógio desenhado na fachada do prédio histórico possui em sua parte superior uma ponta apontando para a praça, e a medida que o sol passa no céu, a sombra dessa ponta vai sendo projetada no relógio e definindo a hora.

Como Curitiba passa boa parte do ano nublada, poucos notam ou entendem a utilidade do relógio solar. Mas no verão, na falta de um relógio de pulso, ele pode ser útil ou no mínimo curioso.

Relogio Solar da Praça Tiradentes. FONTE: http://www.circulandoporcuritiba.com.br

SANTA CASA

A Santa Casa, como é popularmente conhecida, é um dos mais tradicionais hospitais de Curitiba. Inaugurado em 1880 pelo imperador Dom Pedro II, fez história, por antes mesmo da fundação da Universidade Federal do Paraná, já trabalhar com capacitação de médicos.

Lá no alto do prédio da santa casa situa-se um relógio mecânico, circular e de números romanos. É importante ressaltar a grafia do número 4 nesse relógio, que se apresenta na seguinte forma: IIII e não IV como usado atualmente.

IGREJA DA ORDEM TERCEIRA DE SÃO FRANCISCO DAS CHAGAS

Originalmente foi a Igreja de Nossa Senhora do Terço e só recebeu o nome atual após a chegada a Ordem de São Francisco em Curitiba, em 1746.

Abrigou um convento franciscano de 1752 a 1783, e no século 19 foi a paróquia dos imigrantes poloneses. Por volta de 1834 uma parte da igreja desabou, mas sua completa restauração se deu apenas em 1880, por ocasião da visita do imperador D. Pedro II.

A torre do templo e a instalação dos sinos foi concluída em 1883. Nessa época a igreja era frequentada principalmente por imigrantes alemães. Tombada desde 1965, a Igreja da Ordem sofreu nova restauração de 1978 a 1980, e em 1981 passou a abrigar o Museu de Arte Sacra.

Na torre está um relógio circular, mecânico, de números romanos e também grafado o 4 como IIII e não IV como atualmente.

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas. FONTE: http://www.panoramio.com

ANTIGA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE CURITIBA

O projeto da estação, baseado em modelo europeu, coube ao engenheiro, de origem italiana, Michelangelo Cuniberti. Em 1894 o edifício foi ampliado com a construção de mais um pavimento, obra atribuída ao engenheiro Rudolf Lange. Com a transferência, em 1918, dos escritórios da companhia para outro local, passou o edifício por modificações que incluíram a criação de um salão nobre.

Com o desativamento da estação, após a inauguração, em 1972 da nova estação rodoferroviária de Curitiba, foi nela instalado um museu projetado por museólogos da Rede Ferroviária Federal.

No alto do prédio está um relógio circular, com números arábicos, e há ainda dentro do relógio uma segunda numeração interna na cor vermelha, que vai de 13 a 24.

Antiga Estação Ferroviária. FONTE: mpviagenselazer.blogspot.com

CATEDRAL BASÍLICA MENOR DE NOSSA SENHORA DA LUZ

A Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz de Curitiba fica na Praça Tiradentes. É um dos mais importantes patrimônios culturais da cidade. Construída de 1876 a 1893, em estilo neogótico, segundo o projeto do arquiteto francês Alphone de Plas. Ocupa o mesmo local da antiga matriz do século 17, bem como o da sua sucessora, construída em 1720. Como suas antecessoras, a Catedral é dedicada e abriga a imagem de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, Padroeira de Curitiba. É Catedral Basílica Menor desde 8 de setembro de 1993, quando completou 100 anos.

Antiga Igreja Matriz. FONTE: http://www.curitiba-parana.net

A Catedral possui dois relógios, um em cada torre, são relógios mecânicos, circulares, (4 grafado IIII).

Catedral de Curitiba. FONTE: http://www.embaixadorstb.com.br

PAÇO DA LIBERDADE

Em 1914, o então prefeito Cândido Ferreira de Abreu (1856-1919) iniciou a construção da primeira sede própria da prefeitura no local do antigo Mercado Municipal, projetada por ele próprio com a ajuda do escultor Roberto Lacombe. O Paço Municipal foi inaugurado em 1916, e em 1948 foi batizado de Paço da Liberdade. Depois de 42 prefeitos, deixou de ser a prefeitura em 1969. Em 1974 tornou-se o Museu Paranaense, assim permanecendo até 2002. Com a restauração concluída em 2009, tornou-se um espaço cultural mantido pelo SESC/PR. É o único edifício curitibano tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

O Paço da Liberdade é frequentemente confundido pelas pessoas, principalmente turistas, com uma igreja, devido a sua torre, não é raro pessoas de fora perguntarem “Que igreja é essa?”.  O relógio do Paço é mecânico, circular, números arábicos, total de três (frente e laterais da torre).

Paço da Liberdade. FONTE: http://www.flickr.com

RELÓGIO DAS FLORES

O Relógio das Flores  está localizado no setor histórico, na Praça Garibaldi. Trata-se de um presente oferecido ao município por joalheiros, no ano de 1972. A partir de 1978, as flores do canteiro passaram a ser repostas a cada trimestre, obedecendo à floração das estações.

Apresenta oito metros de diâmetro, com os ponteiros confeccionados em fibra de vidro. Seu funcionamento é baseado na emissão vibrátil do quartzo, que oferece maior precisão, suscetível a um desarranjo máximo de 30 segundos por ano. O acionamento se dá pelo envio de impulsos eletrônicos de um relógio-comando instalado na Igreja do Rosário. Em 1980, a construção do belvedere permitiu sua melhor visualização.

Relógio das Flores. FONTE: curitiba.paises-america.com

 IGREJA MATRIZ DE SÃO JOSÉ, EM SANTA FELICIDADE

 Em 1891, atendendo à forte religiosidade dos imigrantes italianos, erigiu-se a Igreja São José, em Santa Felicidade, tornando-se um importante elemento agregador dos italianos que fizeram o bairro. A fachada apresenta elementos românticos e clássicos, tendo o campanário (torre sineira) separada da nave principal, conforme tradição italiana.

O relógio fica no campanário, sendo mecânico, circular, números arábicos e com quatro faces.

Igreja de Santa Felicidade. FONTE: http://www.circulandoporcuritiba.com.br

RELÓGIO DA PRAÇA OSÓRIO

A Praça Osório nasceu em 1874 e recebeu, em 1878, o nome de Largo Oceano Pacífico. É Praça General Osório desde 1879. Teve coreto em 1914, construído pelo prefeito Cândido Ferreira de Abreu e demolido no início dos anos 50. Seu relógio fica em um pedestal na entrada da praça, voltado com uma face para a praça e outra para a Rua das Flores, foi restaurado em 1993, relembra o primeiro lá instalado, e marca a hora oficial da cidade. Tem forma circular, com números romanos e o número 4 grafado como IIII.

Relógio da Praça Osório. FONTE: http://www.circulandoporcuritiba.com

RELÓGIO DA RUA RIACHUELO

A Rua Riachuelo é a primeira rua de Curitiba, nasceu próxima à matriz da cidade, a Praça Tiradentes. A via era um dos caminhos que ligava a vila de Curitiba ao litoral, no século XIX. O local sempre teve vocação para o comércio, além de ser frequentemente citada nos jornais como ponto de referência para entrega de objetos perdidos, escravos fugidos, venda de ingresso para circos e leilões de fazenda, jóias e relógios

A rua foi revitaliza, e o novo calçamento antiderrapante facilitou a vida de quem passa por ali, para felicidade dos comerciantes. A iluminação modernizou uma das áreas mais degradadas da região central, o que se espera tenha ajudado a diminuir as ocorrências policiais. A maioria das pessoas que passam por ali diariamente nem deve ter percebido que alguma coisa não voltou a funcionar. Um relógio trazido da Alemanha em 1895, pelo proprietário da loja, Roberto Raeder, marca há anos a mesma hora: 11h38. Na entrada do número 147, no qual funciona hoje uma loja de roupas usadas, uma placa informa que o marcador histórico foi restaurado em 1996, durante o mandato de Rafael Greca. O relógio fica na sacada do “prediozinho” na esquina com a Travessa Tobias de Macedo.

Relógio da Riachuelo. FONTE: http://www.flickr.com

Relógio da Riachuelo. FONTE: http://www.jornaldelondrina.com.br

RUA 24 HORAS

Inaugurada em 1991, a Rua 24 Horas foi reaberta em novembro de 2011 e voltou a ser ponto de referência e encontro para quem procura boa comida, presentes, leitura e lazer bem no centro da cidade.

Restaurada, a Rua voltou a ostentar a arquitetura que a tornou conhecida mundo afora, como os grandes arcos e o relógio com as 24 horas do dia, e reabriu com um variado mix de comércio e serviços.

Abriga também o espaço Curta Curitiba, uma Central de Atendimento ao Turista. Onde o visitante encontra as diversas informações turísticas da cidade e pode organizar sua estada na capital paranaense, adquirindo produtos e serviços turísticos.

Dois grandes relógios, um em cada entrada (ou saída), marcam horas em 24 intervalos, em lugar de 12. São iluminados e comandados por uma central eletrônica a quartzo.

FONTES:

http://edcapistrano.blogspot.com.br/2010/11/relogios-de-curitiba-1.html

http://www.catedralcuritiba.com.br/a_catedral.php

http://www.circulandoporcuritiba.com.br/

http://www.curitiba.pr.gov.br/idioma/portugues/pracaosorio

http://www.flickr.com/photos/edison_gonalves/6041608419/

http://www.jornaldelondrina.com.br/brasil/conteudo.phtml?ema=1&id=1120000

http://www.viaje.curitiba.pr.gov.br/pontosturisticos/rua24horas.html

Para os curitibanos a ponte preta é conhecida visualmente e desconhecida historicamente. Por ser tão próxima a ferroviária, ao shopping estação e a rodoviária, seus arredores é conhecido por quem frequenta esses locais.

 Para os curitibanos a ponte preta é conhecida visualmente e desconhecida historicamente. Por ser tão próxima a ferroviária, ao shopping estação e a rodoviária, seus arredores é conhecido por quem frequenta esses locais.


Ponte preta com locomotiva exposta na década de 80. FONTE: vidadmaquinista.blogspot.com

Ponte Preta. FONTE: circulandoporcuritiba.com.br

Esta é a segunda ponte construída no local. A primeira foi inaugurada em 2 de fevereiro de 1885 e era conhecida como Ponte da Rua Schmidlin, pois passava sobre a via assim denominada em homenagem ao proprietário dos terrenos do local. Ela foi a última etapa da construção da ferrovia ligando Paranaguá a Curitiba.

Com o aumento do tráfego ferroviário e do peso das composições, ela foi substituída pela atual ponte, inaugurada em 1944, com estrutura metálica importada dos Estados Unidos (naquela época não havia produção de aço no Brasil) e pedras talhadas em formas geométricas. Ela foi montada sob a supervisão do seu projetista, o engenheiro Oscar Machado da Costa.

Placa de inauguração da ponte. FONTE: circulandoporcuritiba.com.br

Considerada uma obra de arte da engenharia ferroviária, a Ponte Preta é única no mundo. Sua arquitetura foi especialmente desenvolvida, já que naquela época não existia o conceito de protensão (tensões prévias no concreto).

A empresa que fabricou a ponte nos Estados Unidos exigiu um documento que garantisse a estabilidade da obra, pois nunca tinha construído algo semelhante. A Ponte Preta foi desativada nos anos 70, devido à inauguração da nova estação rodoferroviária, e tombada como patrimônio histórico estadual em 1976.

Vista superior da ponte. FONTE: amantesdaferrovia.com.br

A ponte custou 271 contos de réis, 132 mil réis e 102 réis e nela foram empregadas 21.178 toneladas de material. O superintendente do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná), José La Pastina Filho, conta que a ponte até já foi de outra cor.  “Originalmente a ponte era na cor prata. Com os anos ela foi pintada na cor preta e com isso surgiu o apelido Ponte Preta. O apelido se popularizou de tal forma que o viaduto da João Negrão até hoje é conhecido como Ponte Preta”, explica.

Ponte na sua cor original. FONTE: tha.com.br

Uma situação muito comum na ponte preta devido a sua altura, são acidentes com veículos menores que 3,60m.

Acidente na ponte preta. FONTE: gazetamaringa.com.br

Desde o início do mês de julho de 2011, os motoristas que circulam pela Rua João Negrão e pela Avenida Sete de Setembro, próximas à Ponte Preta, no centro de Curitiba, recebem avisos luminosos através de sensores  para evitarem acidentes. Os veículos com mais de 3,60m agora são alertados quando se aproximam do local.

Segundo a assessoria de imprensa da Urbanização de Curitiba (Urbs), outros projetos já foram feitos no local para evitar acidentes, mas sem êxito. A Ponte Preta, inaugurada em 1944, é tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional e já sofreu danos por causa de inúmeras colisões que envolvem veículos com mais de 3,60m.

Uma das medidas discutidas foi o rebaixamento da pista sob a ponte, mas os estudos mostraram que isso seria inviável. Rebaixar a pista significaria alterar todo o sistema viário do entorno, porque o motorista que saísse, por exemplo, da Sete de Setembro já entraria numa pista rebaixada o que poderia criar situações de risco. Outro motivo seria o risco de enchentes no local rebaixado.

No ano de 2012 iniciou-se a restauração da ponte, numa ação conjunta entre a Secretaria de Estado da Cultura (SEEC), Prefeitura Municipal de Curitiba e a Thá Incorporadora, responsável pela obra de revitalização. A restauração da Ponte Preta será o primeiro exemplo de uma parceria público-privada que irá unir a preservação da memória ferroviária com a preservação de um bem tombado. E o mais interessante é que essa junção permitirá que Curitiba receba um bem restaurado que servirá como passarela aos seus cidadãos. Ou seja, a restauração afetará diretamente a cidade. A ponte ligará o empreendimento da THÁ localizado na Avenida Sete de Setembro ao campus da Universidade Federal do Paraná, que fica do outro lado da ponte.

Empreedimento da construtora THÁ e o projeto de restauração. FONTE: tha.com.br

DADOS DA PONTE:

Comprimento: 32,89 metros
Altura do vão central: 21,28 metros
Altura dos vãos laterais: 5,80 metros

FONTE:

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tha.com.br

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curitiba.pr.gov.br

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CEMITÉRIO MUNICIPAL DE CURITIBA – MUSEU A CÉU ABERTO

 

CEMITÉRIO MUNICIPAL DE CURITIBA – MUSEU A CÉU ABERTO

No bairro São Franscisco está um dos mais encantadores cemitérios de Curitiba, o Cemitério Municipal São Francisco de Paula, que é o mais antigo da cidade  e cuja pedra fundamental foi lançada em 1854  pelo Senador e Conselheiro da Província Zacarias de Góes e Vasconcelos, devido a falta de verbas na época a construção retornou em 1857 e foi concluída em 1866.

Segundo dados da prefeitura de Curitiba, até 2010 possuía 5700 túmulos e 72.787 sepultamentos até maio de 2010.
Através da arquitetura construída e das  suas tendências da época  podemos observar um histórico da sociedade curitibana sobre o seu  poder financeiro, suas religiões, crenças, valores e espiritualidades, desde aquela época.
Restos mortais são encontrados de diferentes épocas, como, Revolução Federalistas, renomados produtores de erva-mate, família Hauer, Trajano Reis, Barão do Serro Azul e ainda condes, viscondes e importantes políticos e religiosos do estado do Paraná.

Entre os inúmeros ilustres enterrados no municipal uma figura se destaca por sua história, Maria Bueno, assassinada em 1893 por um soldado enciumado e considerada santa por muitos devotos. Quem teve a oportunidade de visitar o cemitério no dia de finados sabe de longe, quão venerada a santa curitibana é, seu túmulo é repleto de centenas de placas de graças recebidas e flores, principalmente rosas vermelhas. Com certeza é o túmulo mais visitado e intrigante do cemitério, cujo nível da construção está mais baixo que os demais ao redor devido a data de sua construção.

A maioria dos curitibanos não sabe da riqueza que é possível encontrar dentro do municipal, a variedade de obras de artes, inúmeras oriundas da Europa, da mistura de estilos artísticos que o compõe.

A fotógrafa, pesquisadora e relações públicas  Clarissa Grassi é uma das curitibanas que sabe o valor que o cemitério representa para a cidade, e muitos de seus registros fotográficos e históricos estão em seu livro “Um Olhar… A Arte do Silêncio”, onde retrata e aponta importantes aspectos desse lugar pouco explorado.

Basta um passeio pelo municipal para identificar que o mesmo é reflexo da própria sociedade “lá fora”, onde grandes mausoléus denunciam o poder da família e a simplicidade de outros a origem humilde da família.

Vamos conhecer  alguns túmulos e obras do  municipal:

O túmulo que guarda os restos mortais de Maria Bueno, a santa curitibana:

Túmulo de Maria Bueno.FOTO: Claudia Bilobran

O túmulo de  Luci, que morreu aos cinco anos de idade, com a estátua de uma menina que leva flores na barra do vestido reproduz uma cena vivida pela criança duas semanas antes da sua morte. Ela havia colhido os cravos plantados pela mãe no jardim da casa, carregando-os na roupa, conforme a imagem que adorna seu túmulo. O pai da menina, comerciante que viajava muito, viu a figura de mármore durante uma das viagens à Alemanha e a trouxe pessoalmente no navio para colocar no túmulo da filha:

Túmulo, menina com flores. FONTE: abecbrasil.blogspot.com

Um túmulo que carrega o simbolismo de várias culturas, principalmente egípcia:

Túmulo com diversidade de simbologismo. FONTE: Livro “Um Olhar… A Arte do Silêncio” de Clarissa Grassi.

Mosaico na entrada do cemitério retratando passagens bíblicas:

Mosaico no pórtico do cemitério. FOTO: Luiz Cequinel

Anjo de mármore, uma estátua muito usada no municipal:

Anjo de mármore. FONTE: artenosilencio.blogspot.com

Com a mão esquerda no bolso da calça, o jovem deixa entrever seu colete, rico em detalhes. Na mão direita, apoiada sobre a perna semiflexionada, um livro entreaberto, sinal de seu gosto pelos estudos e o desejo de aprofundá-los.” A descrição da estátua de bronze em tamanho natural, 1,88 metro de altura, feita pelo escultor italiano Alberto Bazzoni, está no livro Um olhar… A arte no silêncio, de Clarissa Grassi. De acordo com o livro, o famoso pesquisador e crítico Clarival do Prado Valladares considerou a escultura a mais significativa de todo o conjunto de obras do Cemitério São Francisco de Paula:

Estátua de jovem. FONTE: artenosilencio.blogspot.com

Anjo segurando uma trombeta, sugerindo estar aguardando o momento para tocá-la e os mortos levantarem no dia do juizo final:

Anjo com trombeta. FONTE: facebook.com/artenosilencio

Homenagem póstuma ao ferreiro Berti, com temas referentes à sua profissão:

Ferreiro Berti. FONTE: facebook.com/artenosilencio

Túmulo com a imagem de Santa Bárbara, mártire cristã que foi degolada no século III:

Imagem de Santa Bárbara. FONTE: fotowho.net/_necro_polis_

Como visto acima, o cemitério municipal tem muita história pra contar. Esses são alguns pequenos exemplos do que pode ser encontrado por lá, agora imagine, quanta história é possível saber ouvindo os familiares de pessoas enterradas lá. Outro ponto importante a ressaltar é a possibilidade de estudos que um cemitério como esse pode proporcionar, pode ser campo de estudo de costumes, moda, história política, religiosa, surtos de doenças e outros inúmeras possibilidades, basta o pesquisador conciliar seu interesse a esse vasto campo de estudo a céu aberto.

curitibacity.com

gazetadopovo.com.br

artenosilencio.blogspot.com

http://fotowho.net/_necro_polis_

http://pt-br.facebook.com/artenosilencio

1910 Professores e funcionários da Escola de Aprendizes Artífices do Paraná. Veem-se: 1 - Paulo Ildefonso D'Assumpção , diretor. 2- João Luderitz, inspetor do Ministério da Agricultura, Industria e Comercio. 3- João Pedro Schleder , secretário. 4- Antonio Vieira Neves, porteiro e almoxarife. 5- Angelo Smagniotto, servente. 6- Leonidas Loyola, professor, 7- Thomaz Porath, contramestre de marcenaria. 8- Carlos Gaertner, mestre seleiro. 9- Rubens Klier de Assumpção, professor de desenho. 10- Augusto Huebel , professor de desenho, 11- Carlos Gunther , contramestre serralheiro. 12 - Paschoal Rispolli, mestre de marceneiro, 13 - Maximiliano Ratske, contramestre alfaiate. 14 - João Leandro Rodrigues Costa, mestre alfaiate, 15 - Antonio Klupel, mestre de sapataria.

 1910 Professores e funcionários da Escola de Aprendizes Artífices do Paraná. Veem-se: 1 - Paulo Ildefonso D'Assumpção , diretor. 2- João Luderitz, inspetor do Ministério da Agricultura, Industria e Comercio. 3- João Pedro Schleder , secretário. 4- Antonio Vieira Neves, porteiro e almoxarife. 5- Angelo Smagniotto, servente. 6- Leonidas Loyola, professor, 7- Thomaz Porath, contramestre de marcenaria. 8- Carlos Gaertner, mestre seleiro. 9- Rubens Klier de Assumpção, professor de desenho. 10- Augusto Huebel , professor de desenho, 11- Carlos Gunther , contramestre serralheiro. 12 - Paschoal Rispolli, mestre de marceneiro, 13 - Maximiliano Ratske, contramestre alfaiate. 14 - João Leandro Rodrigues Costa, mestre alfaiate, 15 - Antonio Klupel, mestre de sapataria.


Alunos da Escola de Aprendizes. Marinheiros de Curitiba, em desfile passando na Avenida Marechal Floriano Peixoto em 1914

 Alunos da Escola de Aprendizes. Marinheiros de Curitiba, em desfile passando na Avenida Marechal Floriano Peixoto em 1914