sábado, 29 de novembro de 2025

Assaí (Paraná): A “Rainha do Algodão” que Renasce com Força, Fé e Espírito Pioneiro!

 

Assaí


Município de Assaí
Bandeira de Assaí
Brasão de Assaí
BandeiraBrasão
Hino
Fundação1 de maio de 1932 (87 anos)
Gentílicoassaiense
LemaLealdade-Nobreza-Riqueza-Poder
Prefeito(a)Acacio Secci (PPS)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Assaí
Localização de Assaí no Paraná
Assaí está localizado em: Brasil
Assaí
Localização de Assaí no Brasil
23° 22' 22" S 50° 50' 27" O
Unidade federativaParaná
MesorregiãoNorte Pioneiro Paranaense IBGE/2008[1]
MicrorregiãoAssaí IBGE/2008[1]
Região metropolitanaLondrina
Municípios limítrofesIbiporãJataizinhoUraíNova América da ColinaSão Sebastião da AmoreiraSanta Cecília do PavãoSão Jerônimo da Serra e Londrina
Distância até a capital399[2] km
Características geográficas
Área440,346 km² [3]
População15 119 hab. estimativa populacional — IBGE/2019[4]
Densidade34,33 hab./km²
Altitude650 m
Climasubtropical Cfa
Fuso horárioUTC−3
Indicadores
IDH-M0,748 alto PNUD/2000[5]
PIBR$ 291 153,671 mil IBGE/2008[6]
PIB per capitaR$ 14 175,99 IBGE/2008[6]
Assaí é um município brasileiro, que integra a região metropolitana de Londrina, e está localizado na mesorregião do Norte Pioneiro Paranaense no estado do Paraná.

Etimologia

O nome do município origina-se do japonês asahi (朝日? lit.: "sol nascente").[7]

História

A história de Assaí tem início quando o cônsul do Japão em São Paulo, Noriyuki Akamatsu, começa a incentivar a emigração japonesa para o Paraná. Os comentários de que as terras eram altamente produtivas levaram o cônsul a enviar observadores para a região, entre eles alguns agrônomos. A constatação da fertilidade do solo pelos observadores do consulado deu origem à fundação da Cooperativa de Imigração, em 1927, presidida por Mitusada Umetani, um dos homens que percorreram toda a região.
Como quase todas as cidades do Norte Paranaense, Assaí nasceu e cresceu graças ao impulso colonizador das companhias de colonização, que desmataram e colonizaram a região. Em 14 de novembro de 1928, foi firmado um contrato de compra e venda de uma gleba de 12 mil alqueires na localidade então conhecida por Três Barras.[7]
Em 1932, a Companhia Colonizadora Três Barras fundou uma fazenda no ponto onde hoje se situa a sede municipal de Assaí. Posteriormente, a colonizadora iniciou a venda de lotes rurais e urbanos, permitindo a vinda de inúmeras famílias, especialmente de japoneses. O local passou a chamar-se Assailand, em referência aos imigrantes provenientes do Japão.
Em 1932, um grupo de homens de origem japonesa, após adquirir do governo do estado considerável área de terras devolutas nesta região do vale do Rio Tibagi, no dia 1 de maio daquele ano e partindo da centenária cidade de Jataí (hoje Jataizinho), embrenhou-se mata a dentro, cujo grupo era chefiado pelo Senhor Miyuki Saito e integrado pelos Senhores Itissuke Nishimura, Utaro Katsuda, Tokujiro Tsutsui, Junzo Nagai os quais inicialmente alcançaram onde hoje se localiza a sede da secção; ali foi derrubada a primeira árvore para ser localizada a sede provisória da Fazenda Três Barras.
No mesmo ano, após levantamentos geográficos e topográficos, foi mudada para onde está localizada atualmente a cidade de Assaí. O motivo da escolha do local em terreno mais acidentado, foi devido à mentalidade dos imigrantes japoneses, que destinam as áreas de topografia plana para aproveitamento na agricultura.
Inicialmente, a sede já bastante povoada, foi chamada Assailand em homenagem aos colonos japoneses aí estabelecidos (Asahi (朝日?) - sol nascente e Land - terra). O progresso e desenvolvimento de Assailand, graças a fertilidade da terra e condições favoráveis, principalmente as culturas de algodão e café, atraíram gradualmente várias levas de imigrantes em sua maioria de origem japonesa.
Ainda em 1932, apontaram a esta terra, entre outros, os Senhores Shozaemon Moriya, Yukito Iwata, To Ishikawa e Tomotada Ikeda, que com Utaro Katsuda compõe o grupo dos cinco fundadores de Assaí.
No dia 4 de maio daquele mesmo ano, a Estrada de Ferro São Paulo-Paraná chegou ao Município de Jataí (Jataizinho) e a Companhia Bratac deu início à venda de lotes em Três Barras. Nesse ano ainda, 1932, entraram na localidade cinco famílias japonesas, oriundas da Fazenda Nomura, de Bandeirantes: Massayuki Tsujimoto, Yukito Iwata, Rokuiti Funada, Too Ishikawa e Shozaemon Moriya, os pioneiros de Assaí.
Embora a gleba estivesse comprada desde 1927, sua colonização só teve início cinco anos mais tarde, em razão de uma restrição do Governo Paulista ao plantio de café naquele Estado. Além disso, a ocupação se processou de forma lenta, a princípio, porque algum tempo antes começaram a ser vendidos lotes na então chamada Colônia Internacional (Londrina), para onde vieram muitos imigrantes japoneses. Outro fator também contribuiu para atrasar ainda mais a ocupação de Três Barras no seu surgimento: o caminhão de que dispunha a Bratac para transportar os desbravadores e mantimentos de Bandeirantes até lá, foi requisitado pelo Governo em razão da revolução eclodida em junho de 1932. A partir daí, o transporte era feito por carroças puxadas a boi, que levam mais de uma semana para percorrer o trajeto. A soma desses fatores ocasionaram uma paralisação no desenvolvimento da nova comunidade.
Os problemas, no entanto não cessaram aí. Os primeiros colonizadores encontraram dificuldades para o abastecimento de água, pois a área que ocupavam estava sobre uma imensa laje de pedra atualmente denominado Córrego Passo Fundo, dificultando a perfuração de poços. Tiveram que se abastecer com águas de um rio que passava perto dali. Outro fator limitante foi a perda de praticamente toda a primeira safra, em virtude das fortes chuvas que caíram na região naquela época. Os pioneiros não desanimaram. Naquele tempo mesmo ano, 1932, Samon Tanji foi para Três Barras, onde abriu uma filial de casa de comércio Yamaguchi, de Bandeirantes. Os três primeiros lotes urbanos, aliás, foram doados pela Bratac e, assim, foram instalados também o Açougue Yokoyama e o Hotel Miyake.
Apesar de todos os problemas enfrentados pelos pioneiros, o núcleo conseguia desenvolver-se e chegou a impressionar o Cônsul Geral do Japão no Brasil, Yuwataro Utiyama, que visitou a localidade em outubro de 1933, em companhia do diretor da Bratac, Kunito Miyasaka. Ao retornar a São Paulo, o cônsul escreveu uma carta, manifestando-se admirado e elogiando os esforços daqueles que, enfrentando inúmeras dificuldades, implantavam uma nova civilização em plena mata virgem. Dizia ele, finalizando, ter certeza de que muito em breve Assaí seria o paraíso dos colonizadores.
No ano seguinte ao da visita do cônsul, 1934, Assaí ganha sua primeira olaria, que veio a dar um grande impulso ao desenvolvimento da localidade. Pouco antes, fora instalada também uma farmácia, montada por um médico que, contratado pela Companhia Colonizadora, vinha duas vezes por semana dar assistência aos moradores. Em 1934 ainda, começa a funcionar a primeira escola de língua japonesa, na casa do engenheiro Kameyama, e as aulas eram ministradas por sua esposa e seis alunos apenas.
Uma experiência feita pelo agricultor Heiju Akagui, que plantou algodão em 1934, foi o impulso que faltava para que a comunidade atingisse seu pleno desenvolvimento. Ele colheu 360 arrobas de algodão por alqueire e o fato ganhou dimensões inimagináveis. Para se ter uma ideia do que essa safra representou, basta dizer que até então a Companhia havia vendido apenas 213 alqueires e, a partir da safra de Akagui, chegou ao final de 34 com 2140 alqueires vendidos. Já eram 22 famílias na localidade, distribuídas nas Secções Bálsamo, Figueira e Palmital.
O ano de 1935 talvez tenha sido o mais importante entre os primeiros vividos pela comunidade de Três Barras. Acontecimentos bons e ruins marcaram naquele ano de crise agrícola, que provocou o desinteresse de futuros compradores. Cerca de 200 famílias já residiam na localidade e o algodão era a principal cultura, da qual elas tiravam seu sustento até que o café começasse a produzir. Entre os pés de café e algodão, os agricultores plantavam feijão, que além de fornecer alimento para eles próprios, era vendido a terceiros e custeava as outras plantações. Os problemas se sucediam e as famílias decidiram fundar a Associação dos Agricultores de Três Barras, cujo objetivo era discutir a política agrícola, buscando soluções para as dificuldades comuns.
Naquele ano ainda, em agosto, foi realizada a primeira exposição da localidade, com 217 expositores no total. A mostra foi sucesso. No mesmo ano, em Curitiba, acontece a Exposição do Algodão, com 11 agricultores recebendo medalhas de ouro pela quantidade do produto exposto. Os juízes, todos agrônomos da Secretaria de Estado da Agricultura, deram medalha de ouro aos seguintes produtores de Assaí: Iwao Aida, Riichi Tatewaki, Yukito Shimizu, Minori Murata, Mitsuji Yamada, Kenzo Tojo, Kozo Kusama, Koji Shibayama, Tyusaku Takinami, Sanji Moriyama e Kaiji Ido.
Um caso de malária, ocorrido na época, assustou os moradores e os interessados em adquirir terras na região. Trouxe, porém, um benefício: a Companhia Colonizadora, a partir do caso, contratou um médico, o doutor Torata Kameno, para dar assistência permanente aos habitantes de Três Barras. Todos foram aconselhados a não se aproximarem das margens do rio Tibagi na época de chuvas, já que um pescador havia contraído a doença nessas condições.
Assaí já foi chamada a "capital do ouro branco" ou a "rainha do algodão", em razão da grande quantidade de algodão que produzia. No auge dessa fase, chegou a ter mais de 200 000 mil habitantes. Com o fim do algodão, a cidade foi diminuindo. A maior parte da população migrou para Londrina. Muitos habitantes, de origem japonesa, retornaram para o Japão, e hoje a cidade conta com apenas 18 000 mil habitantes. Atualmente, começa a crescer de novo, graças às indústrias que estão se instalando na cidade, gerando mais de seis mil empregos.

Distrito

Em 1938, de conformidade com o Decreto Lei nº 7573, de 20 de outubro daquele ano, foi elevado a categoria de Distrito pertencente ao município de São Jerônimo da Serra, como território desmembrado do Distrito de Jataí do mesmo município.

Município

Devido ao impulso e desenvolvimento sócio econômico a densidade geográfica e de conformidade com as normas estabelecidas na Lei Orgânica Nacional nº 311, de 2 de Março de 1938, o Governo do Estado, através do Decreto Lei nº 199 de 30 de Dezembro de 1943, criou e elevou a categoria de município, com território desmembrado do Município de São Jerônimo da Serra, com sede onde se localiza a sua atual cidade, tendo como parte integrante do seu território os distritos de então Jataí e Uraí, estes mais tarde através da Lei nº 2 de 10 de Outubro de 1947 foram elevados a categoria de município perdendo assim Assaí, três anos mais tarde, elevada a área de seu território.

Instalação

O município de Assaí, foi solenemente instalado no dia 28 de Janeiro de 1944, de acordo com as normas estabelecidas pela Lei Orgânica Estadual nº 311, de 2 de Março de 1938, conforme consta na Ata de Instalação, livro próprio da prefeitura, ato este presidido por seu prefeito nomeado pelo governador do Paraná, major José Scheleder da Polícia Militar do Paraná, o qual para elevada assistência assim se expressou: - "Na forma da Lei de acordo com o previsto eu Major Schleder, declaro instalado o município de Assaí. Assim fique registrado na história do Paraná para o conhecimento de todo e perpétua lembrança das gerações futuras. Honras ao Brasil uno e forte indivisível. Paz ao Brasil rico e forte, glória ao Brasil desejoso do bem e do progresso, aos melhores sentimentos de solidariedade humana" .

Geografia

Possui uma área de 440,346 km² representando 0,2209 % do estado, 0,0781 % da região e 0,0052 % de todo o território brasileiro. Localiza-se a uma latitude 23°22'22" sul e a uma longitude 50°50'27" oeste, estando a uma altitude de 650 metros.
O ponto mais alto do município está a 720 metros de altitude.

Relevo

O território municipal de Assaí está inserido no Terceiro Planalto Paranaense, com altitude de 650 metros na região urbana. 70% da área do município tem relevo ondulado, e o restante 30% apresenta-se suavemente ondulado. Nas comunidades Figueira, Paineira e Bálsamo, predomina o relevo suavemente ondulado.
Altitudes que variam dos 350 a 720 metros.

Clima

Clima Subtropical Úmido Mesotérmico, verões quentes com tendência de concentração das chuvas (temperatura média mais alta 24 °C); invernos com geadas pouco frequentes (temperatura média mais baixa 16 °C), sem estação seca definida. A temperatura mais baixa já registrada no município foi de - 4.7 °C, em 1975.[8]
Ano20092010
Temperatura máxima °C35.331.8
Temperatura mínima °C319.3
MêsJanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDezAno
Temperatura máxima °C28.729.629.627.724.922.623.625.526.62728.22926.9
Temperatura mínima °C18.519.318.415.912.910.810.812.21415.3171915.3
Chuvas mm211.8195.7138.186.284.974.756.845.797.1142.6123.4156.51413.5

Transporte

Distâncias de Assaí a outras cidades
CidadeDistância
Londrina46 km
Curitiba339 km
São Paulo524 km
Florianópolis640 km
Rio de Janeiro951 km
Porto Alegre1.026 km
Brasília1.129 km

Acesso

Assaí situa-se a 339 km da capital e a 46 km do aeroporto mais próximo em Londrina. Podendo ser acedida através da PR-090 e PR-442.
Assaí se situa acerca de 4 horas e 55 minutos da capital Curitiba e a cerca de 46 minutos de Londrina de carro.

Rodovias

O mais importante acesso rodoviário para Assaí se dá através da PR-090, existe também uma via de acesso para Uraí, denominada PR-442, em bom estado de conservação, porém, sem pavimentação asfáltica.

Ônibus

Terminal Rodoviário de Assaí liga diversos municípios à cidade, sendo o ônibus o principal meio de transporte para chegada e saída de visitantes à cidade.

Demografia

Sua população estimada em 2010 é de 18.368 habitantes.
Dados do Censo - 2000
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M): 0,748
  • IDH-M Renda: 0,657
  • IDH-M Longevidade: 0,753
  • IDH-M Educação: 0,835

Etnias

Assaí é a cidade que tem a maior porcentagem de japoneses e descendentes em sua população (cerca de 15%).
Cor/RaçaPercentagem
Branca51.6%
Negra3.3%
Parda32.7%
Amarela12.1%
Indígena0.07%
Fonte: Censo 2010

Evolução populacional

AnoHabitantes
197039.090
198032.098
199120.325
200015.045
200116.771
200216.565
200316.343
200417.875
200517.617
200616.360
200816.098
201016.354
Assaí vem apresentando um crescimento populacional negativo nesses últimos 37 anos. O maior decréscimo da cidade de Assaí foi no ano de 1970 a 1980, apresentando valores de queda de 24% da população total.

Turismo

Sakura (Cerejeira japonesa)
Em diversas localidades, Assaí é conhecida como a "cidade dos japoneses" pela referência de marco histórico da cidade fundada por imigrantes do Japão. Em 2008 a imigração japonesa comemora 100 anos de sua vinda ao Brasil.
O primeiro festival de Tanabata no Brasil foi realizado na cidade de Assaí, em 1978.
Em Assaí podemos encontrar árvores como Sakura (cerejeira japonesa), Ipê-brancoIpê-amarelo e Quaresmeira.

Eventos

Em Assaí a grande maioria dos festivais e eventos são japoneses assim como o Bon Odori e Tanabata, mas mais recentemente em 2004, foi criada a Festa Nordestina em homenagem aos nordestinos que residem no município.
Em eventos japoneses como Bon Odori e Tanabata, contamos com o som do Taiko (Tambor japonês) e danças típicas do japão.
Assaí conta também com eventos como RikujooTenrankaiUndokai e Expoasa, além de festivais de karaokê e toda sexta-feira a famosa Feira da Lua.

Calendário Oficial

Esportes

No passado, a cidade de Assaí possuiu um clube, a Sociedade Esportiva e Recreativa Assahi, que participava do Campeonato Paranaense de Futebol.[9]

Educação

Escolas Municipais

  • Escola Municipal Professora Augusta Gino Rocha
  • Escola Municipal Padre França Wolkers
  • Escola Municipal Elias Abraão
  • Escola Municipal Maria José Silva Santos
  • Escola Municipal Princesa Isabel
  • Escola Municipal Rotary Club
  • Escola Municipal Professora Maria Mitiko Tsuboi

Colégios estaduais

  • Colégio Estadual Barão do Rio Branco
  • Colégio Estadual Conselheiro Carrão
  • Escola Estadual do Campo Professor Walerian Wrosz
  • Centro Estadual de Educação Profissionalizante

Colégios privados

  • Colégio Irmão Francisco Vecchi
  • Colégio SESI PR
  • Assaí (Paraná): A “Rainha do Algodão” que Renasce com Força, Fé e Espírito Pioneiro!

    No coração do Norte Pioneiro Paranaense, onde o sol nascente ilumina campos férteis e histórias de coragem, está Assaí — uma cidade cujo nome, de origem japonesa (asahi, que significa “sol nascente”), já anuncia esperança, renovação e luz. A apenas 399 km de Curitiba e integrante da Região Metropolitana de Londrina, Assaí é muito mais do que um ponto no mapa: é um legado vivo da imigração japonesa no Brasil, um exemplo de resiliência agrícola e, hoje, um polo em ascensão no setor industrial.

    Raízes no Solo e na Alma Japonesa

    A história de Assaí começou em 1º de maio de 1932, quando um grupo de pioneiros japoneses — liderados por Miyuki Saito e incluindo nomes como Yukito Iwata, Utaro Katsuda e Shozaemon Moriya — adentrou a mata virgem do vale do rio Tibagi em busca de um novo começo. Vinham de Jataizinho (então Jataí), guiados pela promessa de terras férteis e um futuro digno. A região, então chamada Três Barras, era quase inóspita: sem estradas, sem água fácil e com transporte feito em carroças puxadas a boi — uma viagem que levava mais de uma semana!

    Mesmo diante das dificuldades — desde a malária até a perda da primeira safra por chuvas intensas — os colonos não desistiram. Pelo contrário: em 1934, o agricultor Heiju Akagui colheu 360 arrobas de algodão por alqueire, um feito que transformou Assaí na “Capital do Ouro Branco” e atraiu centenas de famílias. Em poucos anos, a cidade já contava com escola japonesa, farmácia, olaria, comércio, hotel e até exposições agrícolas que atraíam olhares do mundo inteiro.

    Tanto que, em 1933, o Cônsul Geral do Japão no Brasil, Yuwataro Utiyama, visitou a colônia e, impressionado, escreveu:

    “Tenho certeza de que muito em breve Assaí será o paraíso dos colonizadores.”

    E foi! No auge do algodão, Assaí chegou a abrigar mais de 200 mil habitantes — um verdadeiro império rural. Hoje, com cerca de 15 mil habitantes (IBGE/2019), a cidade vive uma nova fase: menor em população, mas mais forte em propósito.

    Do Campo à Indústria: Um Novo Amanhecer

    Com o declínio do algodão nas décadas seguintes, muitos partiram — alguns para Londrina, outros de volta ao Japão. Mas Assaí não desapareceu. Pelo contrário: nos últimos anos, a cidade tem se reinventado como polo industrial promissor, atraindo empresas que já geram mais de 6 mil empregos. É o mesmo espírito pioneiro de 1932, agora aplicado à inovação, à mão de obra qualificada e ao desenvolvimento sustentável.

    Seus indicadores refletem esse equilíbrio entre passado e futuro:

    • PIB per capita de R$ 14.175 (IBGE/2008);
    • IDH-M de 0,748 — considerado alto;
    • Área de 440 km², com altitude de 650 metros e picos de até 720 metros;
    • Clima subtropical úmido, com invernos frescos (já chegou a -4,7°C!) e verões generosos.

    Uma Geografia Feita de Colinas e Oportunidades

    Setenta por cento do relevo de Assaí é ondulado — ideal para a agricultura planejada — e o restante, suavemente ondulado, abriga comunidades tradicionais como Figueira, Paineira e Bálsamo. O município faz fronteira com oito cidades, incluindo Londrina, Ibiporã e Jataizinho, e está estrategicamente posicionado no corredor de desenvolvimento do Norte Pioneiro.

    Lealdade, Nobreza, Riqueza, Poder

    Esse é o lema oficial de Assaí — não apenas palavras, mas valores cultivados há gerações. A lealdade dos pioneiros que não desistiram da terra; a nobreza do trabalho honesto; a riqueza que vem do solo e do esforço coletivo; e o poder de reconstruir, sempre, com dignidade.

    Por Que Conhecer Assaí?

    • 🌄 Visitar uma das mais importantes colônias japonesas do interior do Brasil;
    • 🏭 Conhecer um município em plena retomada industrial e social;
    • 🌾 Explorar paisagens rurais com vistas panorâmicas e ar puro;
    • 🍙 Experimentar a culinária nikkei (mistura japonês-brasileira) ainda viva nas cozinhas familiares;
    • 🕊️ Sentir a paz de uma cidade pequena com alma gigante.

    Assaí não é só uma homenagem ao sol nascente — é ele mesmo, todos os dias, trazendo luz a quem tem coragem de semear o futuro.

    Venha ver o sol nascer em Assaí — onde o passado inspira e o amanhã já está sendo construído!

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    Compartilhe essa história de coragem e renovação! Assaí merece ser lembrada — e visitada. 🌅🇯🇵🇧🇷

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