segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Victoria Falls: O Trovão que Encanta o Mundo

 

Cataratas Vitória




A Photography Via

Victoria Falls está localizada no distrito de Livingstone, na Província do Sul, na Zâmbia e no distrito de Hwange, na região ocidental de Mashonaland, no Zimbábue, e está entre as mais impressionantes do mundo. 
Acima deles está a Ponte das Cataratas Vitória, um antigo arco de aço concluído em 1905.  Via Miden 



Fotografia com


aproximadamente 1,7 km de largura e 108 m de altura. Eles são considerados um espetáculo extraordinário devido ao estreito e raro abismo em que a água cai. Para que você possa ver a queda a olho nu. 



Fotografia por John Walker

David Livingstone, o explorador escocês, visitou a cachoeira em 1855 e os batizou com o nome de Rainha Vitória, embora eles sejam conhecidos localmente como Mosi-oa-Tunya, a fumaça que troveja. 

A cachoeira faz parte de dois parques nacionais, o Parque Nacional Mosi-oa-Tunya, na Zâmbia, e o Parque Nacional das Cataratas Vitória, no Zimbábue, e são uma das maiores atrações turísticas da África Austral.  



Fotografia por Aftab


O tamanho da Victoria é quase o dobro do das Cataratas do Niágara, e mais de duas vezes o tamanho da Horseshoe. Eles apenas rivalizam com as Cataratas do Iguaçu na América do Sul. 



Fotografia de Ferdinand Reus BIGGER


Entre setembro e dezembro, devido aos baixos níveis de água, é possível nadar com segurança, na beira das quedas nesta piscina natural que pode ser acessada através da Ilha Livingstone.  Este lugar estranho é chamado Devil's Pool, em espanhol, o pool do diabo. 



Fotografia por Annie Griffiths Belt


É uma atração adicional para a contemplação já incrível de Victoria Falls, que só pode ser apreciado na estação de baixo fluxo, pois se não, os banhistas seriam arrastados pela cachoeira.



Ele está localizado a 100 metros do fundo das quedas, não é a maior piscina do mundo, mas um dos mais perigosos. 

As inundações do rio podem ser tão rápidas que, em questão de minutos, o fluxo pode subir até 1 metro. 



Fotografias Via




Fotografias de THoward Chalkley




fotografia Via




Fotografía Via



Fotografía Via



Fonte


Victoria Falls: O Trovão que Encanta o Mundo

Entre os tesouros naturais mais deslumbrantes do planeta, Victoria Falls se destaca como um verdadeiro espetáculo da natureza — um lugar onde a água canta, o abismo respira e a fumaça dança ao som de um trovão eterno. Localizada na fronteira entre Zâmbia e Zimbábue, essa maravilha geográfica se divide entre o distrito de Livingstone, na Província do Sul da Zâmbia, e o distrito de Hwange, na região ocidental de Mashonaland, no Zimbábue.

Com cerca de 1,7 quilômetro de largura e uma queda vertical de 108 metros, Victoria Falls forma uma das maiores cortinas de água contínua do mundo. Seu volume impressionante e seu abismo estreito criam um espetáculo visual e sonoro raro: a “fumaça que troveja” — Mosi-oa-Tunya, como é conhecida pelos povos locais desde tempos ancestrais. E, sim, é possível vê-la a olho nu… mas será impossível não senti-la: o rugido ecoa a quilômetros de distância, e as nuvens de spray sobem como se o céu quisesse beber da terra.

Sobre esse abismo majestoso repousa a icônica Ponte das Cataratas Vitória, um arco de aço concluído em 1905 — uma obra-prima da engenharia que hoje conecta não só dois países, mas também dois mundos: o da natureza intocada e o do turismo consciente. A ponte é hoje um ponto de passagem para aventureiros, fotógrafos e sonhadores, além de ser famosa pelo seu bungee jumping, que atrai corajosos de todos os cantos do globo.

Foi o explorador escocês David Livingstone quem registrou a cachoeira para o mundo ocidental em 1855, batizando-a em homenagem à Rainha Vitória. Mas os povos do Zambeze jamais esqueceram seu nome original: Mosi-oa-Tunya — e com razão. Esse nome carrega a alma da queda, a reverência milenar que as comunidades locais têm pela força e sacralidade das águas.

Victoria Falls está protegida por dois parques nacionais: o Parque Nacional Mosi-oa-Tunya (Zâmbia) e o Parque Nacional das Cataratas Vitória (Zimbábue). Juntos, esses santuários conservam não apenas a queda, mas também uma rica biodiversidade — elefantes, hipopótamos, crocodilos, aves raras e florestas ribeirinhas que parecem saídas de um conto ancestral.

Em termos de grandiosidade, Victoria Falls é quase o dobro das Cataratas do Niágara e supera facilmente a famosa Horseshoe Falls. Só as Cataratas do Iguaçu, na fronteira entre Brasil e Argentina, rivalizam com sua majestade — embora cada uma tenha sua própria magia e ritmo.

Mas o encanto de Victoria Falls não termina na contemplação. Entre setembro e dezembro, quando os níveis do rio Zambeze estão mais baixos, surge uma das experiências mais surrealistas do planeta: a chance de nadar na borda do abismo. Na Devil’s Pool — ou “Piscina do Diabo” —, situada na extremidade da Ilha Livingstone, os viajantes ousados podem flutuar com segurança (graças a uma barreira natural de rochas) a meros centímetros da beira da queda. É como nadar no umbigo do mundo — onde o céu e o abismo se beijam.

Com imagens impressionantes registradas por fotógrafos como John Walker, Aftab, Ferdinand Reus e outros artistas da natureza, Victoria Falls é mais do que um destino turístico: é uma peregrinação sensorial, um convite à humildade diante da força da natureza e uma celebração da beleza crua e pura do continente africano.

Se algum dia você sonhar com um lugar onde a água canta tão alto que parece prece, vá até Mosi-oa-Tunya. Lá, a fumaça troveja… e o coração dança. 🌍💧✨


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sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Praça Tiradentes, de Curitiba, final dos anos 1930, apresenta a praça sem as tradicionais árvores. Os passeios com nova configuração de jardinamento, tendo uma insólita e tenra arvoresinha à crescer. (Foto: Arquivo Público do Paraná) Paulo Grani

 Praça Tiradentes, de Curitiba, final dos anos 1930, apresenta a praça sem as tradicionais árvores.


Os passeios com nova configuração de jardinamento, tendo uma insólita e tenra arvoresinha à crescer.

(Foto: Arquivo Público do Paraná)

Paulo Grani  




Lateral do Círculo Militar, lado da 1ª piscina. O ginásio coberto ainda não existia. Importante registro contemplando também, o Teatro Guaíra, o Passeio Público e adjacências, em registro de Guido Ferencz em 06➤04➤1968.

 Lateral do Círculo Militar, lado da 1ª piscina. O ginásio coberto ainda não existia. Importante registro contemplando também, o Teatro Guaíra, o Passeio Público e adjacências, em registro de Guido Ferencz em 06➤04➤1968.





Curtindo uma deliciosa tarde de Domingo, almoçando no CASCATINHA de SANTA FELICIDADE, no ano de 1957. Foto de Sandra Mara Dequech

 

Curtindo uma deliciosa tarde de Domingo, almoçando no CASCATINHA de SANTA FELICIDADE, no ano de 1957.
  • Foto de Sandra Mara Dequech



A Casa de Hans Sastny na Villa Guayra: Uma Residência Econômica que Encarnou o Sonho Teuto-Brasileiro em Curitiba

 Eduardo Fernando Chaves:  Projetista

Denominação inicial: Projecto da residência do Snr. Hans Sastny

Denominação atual:

Categoria (Uso): Residência
Subcategoria: Residência Econômica

Endereço: Villa Guayra – Avenida Guayra

Número de pavimentos: 1
Área do pavimento: 80,00 m²
Área Total: 80,00 m²

Técnica/Material Construtivo: Madeira

Data do Projeto Arquitetônico: 03/07/1927

Alvará de Construção: Nº 3429/1927

Descrição: Projeto Arquitetônico para construção de uma residência de madeira.

Situação em 2012: Demolido


Imagens

1 - Projeto Arquitetônico.

Referências: 

1 - GASTÃO CHAVES & CIA. Projecto de uma residência para o Snr. Hans Sastny na Villa Guayra. Plantas do pavimento térreo e de implantação, cortes e fachadas frontal e lateral apresentados em uma prancha. Microfilme digitalizado.

Acervo: Arquivo Público Municipal de Curitiba.

A Casa de Hans Sastny na Villa Guayra: Uma Residência Econômica que Encarnou o Sonho Teuto-Brasileiro em Curitiba

Pequena em área, mas rica em significado: a casa de madeira de um imigrante ou descendente que escolheu a Villa Guayra para plantar raízes — hoje desaparecida, mas viva nos arquivos da cidade.


Hans Sastny: O Morador Alemão na Colina de Villa Guayra

Em 3 de julho de 1927, Hans Sastny — cujo nome revela inequivocamente sua origem germânica — deu início à construção de sua residência na Avenida Guayra, em Villa Guayra, um dos bairros mais emblemáticos da Curitiba teuto-brasileira.

Embora não se saiba ao certo se Hans era imigrante recém-chegado ou descendente da segunda geração de colonos germânicos, seu nome e a localização da casa indicam fortes laços com a comunidade alemã que, desde o século XIX, moldou a identidade cultural, religiosa e arquitetônica da região.

Villa Guayra, na década de 1920, era sinônimo de ordem, tradição e vida familiar. Era ali que famílias de origem alemã erguiam casas de madeira, cultivavam hortas, rezavam em alemão e celebravam festas como a Kerb (festa da colheita) e o Natal com árvore e presépio. Hans Sastny, ao escolher esse bairro, não apenas buscava um endereço — ele reafirmava sua identidade.


A Residência: Simplicidade, Funcionalidade e Economia

Com apenas 80,00 m² de área total, distribuídos em um único pavimento, a casa de Hans Sastny foi classificada como “residência econômica” — uma categoria que reflete tanto as limitações financeiras quanto a ética do trabalho e da modéstia tão valorizada na cultura germânica.

Construída integralmente em madeira, a residência seguia um modelo tradicional:

  • Planta compacta, com salas integradas, dois ou três dormitórios, cozinha e área de serviço
  • Varanda frontal, elemento essencial para o convívio social e o descanso à sombra dos pinheirais
  • Telhado de duas águas com beirais salientes, protegendo as paredes da chuva e do sol forte
  • Fachadas simples, porém proporcionais, com janelas bem distribuídas para ventilação cruzada

O projeto, elaborado pelo escritório Gastão Chaves & Cia., foi apresentado em uma única prancha, contendo:

  • Planta do pavimento térreo
  • Planta de implantação (mostrando a posição da casa no terreno)
  • Cortes longitudinais e transversais
  • Fachadas frontal e lateral

Apesar da simplicidade, o projeto demonstra atenção técnica, rigor construtivo e respeito pelo contexto ambiental — qualidades que permitiam que casas econômicas durassem décadas, mesmo com materiais “modestos”.


Villa Guayra: O Cenário do Sonho Burguês

A escolha da Avenida Guayra, artéria principal do bairro, revela que Hans Sastny não se isolou: ao contrário, buscou visibilidade, acesso e integração com a comunidade. Morar na avenida significava estar próximo à igreja, à escola, ao comércio local e aos vizinhos — valores centrais na vida coletiva da colônia.

Naquele momento, Curitiba vivia um período de expansão urbana acelerada, mas ainda mantinha fortes traços rurais e comunitários. Uma casa de 80 m², embora pequena pelos padrões atuais, era suficiente para uma família de quatro a seis pessoas — e representava estabilidade, propriedade e honra.


Legalidade e Reconhecimento: O Alvará nº 3429/1927

O projeto foi oficialmente autorizado pela Prefeitura Municipal de Curitiba por meio do Alvará de Construção nº 3429/1927, emitido ainda em 1927. Esse documento é crucial: ele confirma que:

  • A construção foi legalizada, seguindo as normas urbanísticas da época
  • Hans Sastny era um cidadão engajado, que respeitava as instituições e investia com responsabilidade
  • A residência não era uma edificação precária, mas sim uma obra planejada por profissionais habilitados

O fato de um imigrante ou descendente buscar regularização também mostra o processo de integração à sociedade brasileira: manter tradições culturais, sim — mas também cumprir leis, pagar impostos e participar da vida cívica.


O Desaparecimento: Uma Perda Silenciosa

Infelizmente, como tantas outras construções de madeira da época, a casa de Hans Sastny foi demolida antes ou até 2012. Substituída, provavelmente, por um prédio de alvenaria ou um terreno vazio, sua presença física desapareceu da paisagem urbana.

Mas sua memória resistiu. Graças ao Arquivo Público Municipal de Curitiba, o projeto original foi preservado em microfilme digitalizado, mantendo viva a imagem de uma casa que, por décadas, abrigou risos, orações, refeições compartilhadas e o cotidiano de uma família teuto-brasileira.


Legado: A Beleza da Modéstia

A residência de Hans Sastny não era luxuosa. Não tinha salões, nem escadarias, nem decorações elaboradas. Mas era um lar — e, nisso, reside seu valor histórico.

Ela representa:

  • A cultura da modéstia e do trabalho
  • A arquitetura vernácula adaptada ao clima e à cultura do Sul do Brasil
  • A capacidade dos imigrantes de criar raízes com poucos recursos, mas muito orgulho
  • O tecido urbano invisível que, somado a centenas de outras casas como essa, formou a identidade de Curitiba

Hoje, ao caminhar pela Avenida Guayra, poucos sabem que ali, um dia, Hans Sastny acordou para ver o sol nascer sobre os pinheirais, ouviu o canto dos sabiás e sentiu que, finalmente, tinha um lar.

A madeira se foi, mas o sonho permanece — nos arquivos, nas plantas, e na memória de uma cidade que deve muito aos seus moradores silenciosos.