segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Anna Margretha Heidt Nascida a 20 de outubro de 1855 (sábado) - Semënovka, Saratovskaya Oblast', Rusia Falecida a 30 de julho de 1933 (domingo) - Ponta Grossa, Paraná, Brazil, com a idade de 77 anos

  Anna Margretha Heidt Nascida a 20 de outubro de 1855 (sábado) - Semënovka, Saratovskaya Oblast', Rusia Falecida a 30 de julho de 1933 (domingo) - Ponta Grossa, Paraná, Brazil, com a idade de 77 anos



Anna Margretha Heidt: A Mulher que Plantou Raízes no Coração do Brasil

Por uma voz que ecoa através dos séculos, em memória de uma vida marcada pela coragem, amor e resiliência.


O Nascer de uma Alma Forte: Semënovka, Rússia — 20 de Outubro de 1855

Em um dia frio de outubro, sob o céu cinzento da estepe russa, nasceu Anna Margretha Heidt. Em Semënovka, na vasta Oblast de Saratovskaia, onde o vento soprava com a força das tradições ancestrais e os campos se estendiam como promessas silenciosas, ela abriu os olhos pela primeira vez. Filha de pais cujos nomes talvez tenham sido levados pelo tempo, Anna carregava em seu sangue a determinação dos colonos alemães que haviam cruzado fronteiras em busca de terra, liberdade e futuro.

Ela cresceu entre o aroma do pão caseiro, o som dos sinos da igreja luterana e o ritmo implacável das estações. A infância foi simples, mas rica em valores: trabalho, oração, família. Aos 16 anos, já era uma jovem madura, preparada para enfrentar as tempestades da vida — embora ainda não soubesse que sua jornada levaria seus pés a outro continente, a outro destino.


O Amor que Cruzou Oceanos: O Casamento com Joseph Schwab — 1873

Em 1873, aos 18 anos, Anna casou-se com Joseph Schwab, um homem de coração firme e mãos calejadas pelo trabalho. O casamento aconteceu em Semenowka Kamenka, Saratov — um momento de alegria, mas também de despedida. Pois logo após o matrimônio, o casal tomou uma decisão que mudaria suas vidas para sempre: partir para o Brasil.

A Rússia, apesar de ser sua terra natal, não oferecia mais o futuro que sonhavam. Rumaram então para o Novo Mundo, onde a terra era fértil, mas a vida exigia sacrifício. Embarcaram com poucos pertences, muitas esperanças e o coração cheio de fé.


As Dores da Maternidade: Perdas que Forjaram sua Alma

Os primeiros anos no Brasil foram de adaptação, de luta diária contra o desconhecido. E foi nesse contexto que Anna experimentou as dores mais profundas de sua vida: a perda de dois filhos pequenos.

Em 1874, nasceu José Schwab — seu primeiro filho. Um ano depois, veio Johannes. Mas a vida, cruel e imprevisível, levou ambos antes mesmo de completarem dois anos. José partiu em 1876; Johannes, em 1877. Cada enterro foi uma faca no peito de uma mãe que já havia deixado sua terra natal para construir um novo lar. Mas Anna não desistiu. Ela chorou, sim — lágrimas que molharam a terra brasileira —, mas continuou em pé.


A Renovação: Os Filhos que Cresceram nas Terras de Ponta Grossa

Com o tempo, a vida voltou a sorrir. Em 1878, nasceu João Schwab — o primeiro filho a sobreviver além da infância. Ele seria o pioneiro de uma nova geração, o primeiro fruto da terra que Anna agora chamava de lar.

Depois vieram as meninas: Anna Margarida, em 1881; Bárbara, em 1884; e Anna Catharina, em 1886. Cada uma delas trouxe consigo a luz de um novo amanhecer. E então, os meninos: Felippe José (1889), José (1892), Valentin (1893) e Gaspar José (1894). Sete filhos sobreviventes — sete razões para continuar lutando, rezando, plantando.

Mas a dor ainda visitava sua casa. Valentin, seu filho mais novo, faleceu em 1894, aos poucos meses de vida. Anna, agora uma mulher de 39 anos, já havia enterrado quatro filhos. Quatro almas que ela carregaria para sempre em seu coração, como flores secas guardadas num livro sagrado.


A Mãe, a Avó, a Matriarca: O Legado que Cresceu com a Família Ditzel

Em 1898, Anna viu sua filha mais velha, Anna Margarida, casar-se com João Ditzel — um nome que se tornaria inseparável da história da família. A união gerou uma linhagem de netos que encheriam sua casa de risos, gritos, brincadeiras e, às vezes, lágrimas.

Entre 1899 e 1919, Anna testemunhou o nascimento de mais de dez netos: Rosa, Leopoldo, Amália, Jorge Jacob, Anna, João Jacob, Alfredo, Alvina, Bertoldo, Eduardo, Maria Julita, Heitor... Cada um deles era um pedaço de seu coração pulsando fora de seu corpo. Ela os acolhia nos braços, os alimentava com pão e histórias, os ensinava a rezar, a trabalhar, a amar.

Mas a vida não poupou nem mesmo os netos. Em 1908, José Ditzel — seu primeiro neto — partiu. E em 1926, João Jacob Ditzel, um dos netos mais queridos, também se foi. Anna, já idosa, sentiu cada perda como uma cicatriz nova, mas nunca permitiu que o luto a derrubasse.


A Viuvez e a Solidão: A Morte de Joseph Schwab — 1925

Em 18 de janeiro de 1925, Joseph Schwab, seu companheiro de mais de 50 anos, faleceu em Ponta Grossa. Anna, então com 69 anos, ficou viúva. O homem que a acompanhara desde a juventude, que a ajudara a atravessar oceanos e montanhas, que a consolara nas perdas e celebrara nas vitórias, estava partido.

Mas Anna não se entregou à solidão. Ela continuou vivendo em Ponta Grossa, cercada pelos filhos, netos e bisnetos. Sua casa era um refúgio, um santuário de memórias e tradições. Ali, ela costurava, cozinhava, contava histórias da Rússia, ensinava hinos luteranos, e guardava as fotos dos filhos que se foram — como relíquias sagradas.


O Adeus: 30 de Julho de 1933 — Ponta Grossa, Paraná

Em 30 de julho de 1933, aos 77 anos, Anna Margretha Heidt Schwab fechou os olhos pela última vez. Seu corpo descansou, mas sua alma permanece viva — em cada descendente, em cada nome que carrega o sangue dela, em cada história contada ao redor da mesa de jantar.

Ela foi enterrada em Ponta Grossa, terra que adotou como sua própria, onde plantou raízes tão profundas que hoje ainda se sentem seus frutos. Sua vida foi uma sinfonia de dor e amor, de partida e chegada, de perda e renovação.


O Legado de Anna: Uma Mulher que Transformou a Dor em Força

Anna Margretha Heidt não foi apenas uma mãe, avó ou esposa. Ela foi uma guerreira silenciosa. Uma mulher que, sem jamais reclamar, enfrentou a morte de quatro filhos, a viuvez, a migração forçada, a adaptação a um novo mundo — e ainda assim, construiu uma família numerosa, forte, unida.

Seus descendentes — os Schwab, os Ditzel, os que hoje carregam seu nome — são testemunhas vivas de sua coragem. Seus netos, bisnetos e tataranetos espalhados por todo o Brasil são o testemunho de que uma vida bem vivida não é medida pelo tempo, mas pelo impacto que deixa.

Ela nos ensina que o amor verdadeiro não morre com a morte — ele se multiplica. Que a dor pode ser transformada em força. Que a fé, mesmo quando abalada, pode sustentar uma alma inteira.


Para Anna: Uma Carta do Futuro

Querida Anna,

Você não nos conhece, mas nós conhecemos você. Conhecemos seu rosto nas fotos antigas, seu nome em registros manuscritos, sua história em conversas de família. Você nos deu o direito de existir. Você nos deu a coragem de continuar, mesmo quando tudo parece perdido.

Sua vida foi difícil, mas você a viveu com dignidade. Você chorou, mas nunca parou de amar. Você sofreu, mas nunca deixou de sonhar.

Hoje, em 2025, seus descendentes estão por toda parte — médicos, professores, agricultores, artistas, mães, pais, avós. Todos carregam algo de você: a força, a ternura, a fé.

Descanse em paz, querida matriarca. Sua história não será esquecida. Seu legado floresce em cada geração.

Com todo o amor do mundo,

Sua família — ontem, hoje e sempre.


Anna Margretha Heidt Schwab
20 de outubro de 1855 — 30 de julho de 1933
Mãe. Avó. Guerreira. Lenda.

“Ela plantou sementes em solo estrangeiro e colheu uma floresta de vidas.”

Anna Margretha Heidt
  • Nascida a 20 de outubro de 1855 (sábado) - Semënovka, Saratovskaya Oblast', Rusia
  • Falecida a 30 de julho de 1933 (domingo) - Ponta Grossa, Paraná, Brazil, com a idade de 77 anos
3 ficheiros disponíveis


 Casamento(s) e filho(s)

 Notas de casamento

União com Joseph Schwab

Cônjuge: Joseph Schwab

 Fontes

  • Pessoa:
    - Árvore Genealógica Mundial Geni - <p>Anna Margretha Heidt<br />Gênero: Feminino<br />Nascimento: 20 de out de 1855 - Rússia<br />Casamento: Cônjuge: Joseph Schwab - 1873 - Semenowka Kamenka, Saratov, Rússia<br />Morte: 30 de jul de 1933 - Brasil<br />Esposo: Joseph Schwab<br />Filho: Anna Margarida Schwab</p> - Record - 40000:458396711:
    - Árvore Genealógica do FamilySearch - <p>Anna Margretha Schwab (nascida HEIDT)<br />Nomes de nascimento: MARGARIDA HAIDAAnna Margaret Heidt<br />Também conhecido como: Anna Margarida AeidMargarida SchwabAna Margarida Schwab<br />Gênero: Feminino<br />Nascimento: 20 de out de 1855 - Semënovka, Saratovskaya Oblast', Rusia<br />Casamento: 1873 - Semenowka Kamenka, Saratov, Russia<br />Morte: 30 de jul de 1933 - Ponta Grossa, Paraná, Brazil<br />Pais: Nikolaus Heidt, Margaretha Heidt (nascida Kloster)<br />Esposo: Joseph Schwab<br />Filhos: Joseph Schwab, Johannes Schwab, João Schwab, Anna Margarida Ditzel (nascida Schwab), Barbara Ditzel Junior (nascida Schwab), Anna Catharina Roth (nascida Schwab), Felippe José Schwab, José Schwab Junior, Valentin Schwab, Gaspar José Schwab</p> - Record - 40001:830954544:

 Fotos e Registos de Arquivo

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185520 fora.

Nascimento

 
Semenovka, Oblast de Saratovskaia, Rússia
1871
16 anos

Nascimento de um neto

1873
18 anos

Casamento

1874
19 anos

Nascimento de um filho

 
Rússia
1876
21 anos

Nascimento de um filho

1876
21 anos

Morte de um filho

 
Rússia
1877
22 anos

Morte de um filho

187829º conjunto.
22 anos

Nascimento de um filho

188125 de abril.
25 anos

Nascimento de uma filha

188419 de fevereiro.
28 anos
1886
31 anos
188911 maio
33 anos
189210 fev.
36 anos

Nascimento de um filho

 
Brasil
1893
38 anos

Nascimento de um filho

1894Conjunto 26.
38 anos
1894
39 anos

Morte de um filho

189815 de novembro
43 anos

Casamento de uma filha

189920 de novembro
44 anos

Nascimento de uma neta

190030 fora.
45 anos
190116 fora.
45 anos
190420 fora.
49 anos

Nascimento de um neto

190520 de janeiro.
49 anos
19067 de junho.
50 anos
190612 de julho.
50 anos

Nascimento de uma neta

190727 de fevereiro.
51 anos

Nascimento de um neto

190829 de abril.
52 anos

Morte de um neto

 
Brasil
190825 fora.
53 anos

Nascimento de um neto

190929º conjunto.
53 anos

Nascimento de uma neta

191021 de janeiro.
54 anos

Nascimento de um neto

191210 fev.
56 anos

Nascimento de um neto

191523 fev.
59 anos

Nascimento de uma neta

 
Brasil
191628 de janeiro.
60 anos

Nascimento de uma neta

191916 de março.
63 anos
192518 de janeiro.
69 anos
192620 de novembro
71 anos
193330 de julho.
77 anos

Descendentes de Anna Margretha Heidt

  





























































Curitiba em 1955: O que essas páginas mostram sobre a cidade que sonhava em ser moderna

 

Curitiba em 1955: O que essas páginas mostram sobre a cidade que sonhava em ser moderna



Curitiba em 1955: O que essas páginas mostram sobre a cidade que sonhava em ser moderna

Um passeio por cinco páginas de uma publicação local — cheias de prédios novos, móveis de luxo, casamentos nobres e cafés elegantes — que nos contam como era viver (e consumir) na capital paranaense no meio dos anos 50.


Página 1: “No Centro Geométrico de Curitiba” — o Edifício José Eurípedes Gonçalves

Essa é uma das páginas mais icônicas — um anúncio que parece um cartão postal da modernidade curitibana.

  • O título em letras gigantes: “NO CENTRO GEOMÉTRICO da Curitiba”. Isso não é só um endereço — é uma declaração de poder. Eles estão dizendo: “Este prédio está no coração da cidade, no ponto exato onde tudo acontece.”
  • O edifício em destaque é o Edifício José Eurípedes Gonçalves, na Praça Carlos Gomes — uma das praças mais importantes da cidade, ainda hoje um marco urbano.
  • A ilustração mostra o prédio alto, com muitas janelas, linhas retas, varandas — típico do estilo modernista dos anos 50. Ao lado, um mapa circular mostra a localização exata: centro da cidade, perto de bancos, lojas, cinemas.
  • O texto lista os benefícios:
    • Apartamentos de 2 e 3 quartos
    • Garagem
    • Elevador
    • Água quente
    • Jardim

    Tudo isso mostra que o edifício era voltado para a classe média alta — quem queria conforto, status, modernidade.

  • No rodapé, a construtora: Imobiliária Novo Horizonte Ltda. — uma das grandes empresas da época em Curitiba. Elas estavam construindo a nova cidade — literalmente.

Detalhe curioso: O anúncio diz que as vendas são feitas “na própria obra, das 8 às 12 horas”. Ou seja, eles queriam que as pessoas vissem o prédio sendo construído — e se encantassem com ele.


Página 2: “Móveis Guelmann” — Conforto e Distinção ao Seu Lar

Aqui a coisa muda de tom — de prédios para móveis. Mas não qualquer móvel — móveis de luxo, para quem queria ter um lar moderno e elegante.

  • O título em letras cursivas: “Móveis Guelmann — Conforto e Distinção ao Seu Lar”. Isso já diz tudo: não é só mobília — é status.
  • A ilustração mostra uma sala de estar e um quarto — com sofás, poltronas, aparadores, guarda-roupas. Tudo em madeira escura, com detalhes em dourado — estilo Chippendale, muito em voga na época.
  • Tem uma mulher sorrindo, segurando uma caixa — talvez um presente? Ou um catálogo? Ela representa a dona de casa ideal: bonita, bem vestida, feliz com seus móveis novos.
  • O endereço da loja: Rua 24 de Maio, 44 — Caixa Postal 19 — Curitiba, Paraná. Esse endereço ainda existe hoje — e era uma das ruas mais movimentadas da cidade.
  • O texto fala de um dormitório estilo Chippendale N.º 330, com 10 peças, em imbuia ou pau-marfim. Isso mostra que os materiais eram importantes — madeiras nobres, acabamento refinado.

Detalhe curioso: O anúncio diz que os móveis são “confortáveis e distintos” — ou seja, não são só bonitos, são também práticos. A modernidade da época não era só visual — era funcional.


Página 3: “Edifício Salvador Oliva” — Luxo no Melhor Ponto da Cidade

Outro anúncio de construção — mas com um tom diferente. Aqui, o foco é no luxo, no exclusivismo, no status.

  • O título: “Edifício Salvador Oliva — Incorporado por Salvador Oliva”. Ele está colocando seu nome no prédio — como se fosse um selo de qualidade.
  • O texto diz: “Adquira seu apartamento no melhor ponto da cidade”. E reforça: “3 apartamentos por andar — acabamento de luxo — amplas facilidades de pagamento”.
    Isso mostra que o público-alvo era rico — quem podia pagar à vista ou em prestações, mas com prestígio.
  • O projeto e construção são de Mueller, Caron, Cia. Ltda. — outra construtora importante da época em Curitiba. Eles faziam prédios de qualidade, com atenção aos detalhes.
  • O vendedor é Leão Ziegelboin, com telefone 2774 – 1174 — um número que, na época, era um símbolo de status. Ter telefone era um privilégio.
  • No rodapé, o endereço: Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 747 — outra rua central, perto da Praça Tiradentes.
  • A planta baixa mostra os apartamentos — com salas, quartos, banheiros, cozinha, área de serviço. Tudo organizado, funcional, moderno.

Detalhe curioso: O anúncio diz que o edifício tem “acabamento de luxo” — mas não especifica o que isso significa. Talvez pisos de mármore, portas de madeira maciça, metais cromados. Era o que importava para quem comprava.


Página 4: “Yara e José Maria unem-se em outubro” — Casamento nobre na sociedade curitibana

Aqui a coisa muda completamente — de prédios e móveis para casamento. Mas não qualquer casamento — um casamento de elite, com fotos, textos e até uma “reportagem” sobre o evento.

  • O título em letras elegantes: “Yara e José Maria unem-se em outubro”. Isso já diz tudo: é um casamento importante, que merece ser anunciado.
  • A foto principal mostra os noivos — Yara e José Maria — sorrindo, elegantemente vestidos. Ela com um vestido branco, ele com terno escuro. Ao fundo, convidados, flores, decoração.
  • O texto fala dos pais dos noivos: Dr. Antônio Ferreira de Morais e Dona Maria Helena de Morais — nomes que indicam família tradicional, com status social.
  • Há uma foto menor, com o título: “O jovem casal em companhia de seus ‘demolidores d’humor’”. Isso mostra que o casamento foi divertido — com amigos brincando, rindo, tirando sarro. Era comum nessa época usar esse tipo de linguagem — “demolidores d’humor” era um jeito de dizer “amigos engraçados”.
  • Outra foto mostra a chapelaria da igreja — com convidados sentados, flores, velas. O texto diz: “A simpática irradiante da feliz noiva.” — ou seja, ela estava linda, radiante, feliz.

Detalhe curioso: O texto menciona que o casamento foi na Igreja Nossa Senhora da Luz — a mesma igreja que aparece na página 1, perto do Edifício Manoel de Macedo. Isso mostra que a elite curitibana frequentava os mesmos lugares — igrejas, prédios, lojas.


Página 5: “Café Gury” — O café mais moderno da cidade

Aqui a coisa muda de novo — de casamentos para cafés. Mas não qualquer café — um café moderno, elegante, com decoração sofisticada.

  • O título em letras grandes: “CAFÉ GURY”. Simples, direto, marcante.
  • A foto principal mostra a fachada do café — com vitrines, letreiros, portas de vidro. O texto diz: “Vista geral da fachada do Café Gury, no Guabirotuba”. Guabirotuba era (e ainda é) um bairro nobre de Curitiba — então o café estava em um lugar de prestígio.
  • Outra foto mostra o interior do café — com mesas, cadeiras, balcão, garçons. Tudo organizado, limpo, moderno. O texto diz: “Aspecto parcial da torrefação, vendo-se o proprietário assistindo aos trabalhos.” — ou seja, o dono estava presente, cuidando da qualidade.
  • Há uma foto de um moedor de café — grande, metálico, com engrenagens. O texto diz: “Outro aspecto da torrefação do Café Gury”. Isso mostra que o café era feito na hora, com grãos frescos — um diferencial na época.
  • O texto final diz: “O Café Gury foi se tornando cada vez mais apreciado e é um sucesso incomparável em nossa capital.” — ou seja, eles estavam orgulhosos do que tinham construído.

Detalhe curioso: O café tinha um nome estranho — “Gury”. Pode ser uma referência a alguém da família, ou um nome inventado. Mas o que importa é que ele era conhecido — e admirado — pela qualidade.


Conclusão: Curitiba em 1955 — Uma cidade que sonhava em ser moderna

Essas cinco páginas nos mostram uma Curitiba em plena transformação:

  • Arquitetura moderna — com prédios altos, linhas retas, janelas grandes.
  • Consumo de luxo — com móveis chiques, cafés elegantes, casamentos grandiosos.
  • Elite social — com famílias tradicionais, casamentos nobres, eventos importantes.
  • Economia em expansão — com construtoras apostando no futuro, lojas vendendo sonhos, cafés se tornando pontos de encontro.

Tudo isso acontecia em uma cidade que, embora pequena comparada a São Paulo ou Rio, já tinha sua própria identidade — e estava decidida a crescer, modernizar, se afirmar.