terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Wulingyuan: A Pandora na Terra que Encantou James Cameron

 

Wulingyuan-Pandora na Terra




Fotografia Via

James Cameron foi inspirado por este site incrível para fazer as montanhas Alleluia em seu filme Avatar, localizado na área de Wulingyuan, na China, é uma das áreas do mundo que todos deveriam ver em sua vida.  



Na foto acima podemos ver os do filme. 



Aproximadamente 3.100 pilares de quartzito e arenito, com cerca de 200 metros de altura, são algumas formações geológicas de origem cárstica.  

Fotografia Via



Fotografia por Adam Sichta

"Milhares de picos de jade e centenas de riachos de cristal", é assim que as pessoas descrevem a beleza de Zhangjiajie, a famosa área turística da China. E, como diz um ditado chinês, "um único dia frio não é suficiente para congelar o rio a um metro de profundidade", sua formação extraordinária sofreu mudanças em um período de tempo muito longo. 



Fotografia da Cncs


A cidade possui um parque florestal nacional, o primeiro estabelecido na China. Em outubro de 1988, uma área de Zhangjiajie foi incluída pelo Conselho de Estado entre as áreas turísticas nacionais e, em dezembro de 1992, tornou-se parte do Patrimônio Mundial Natural. 



Fotografia de Zeimusu


Como curiosidade, há também o elevador Bailong, que é o elevador exterior mais alto e mais pesado do mundo. Cerca de 325 metros de altitude entre belas falésias e belas paisagens com vista para um vale.




É também um elevador de vidro que permite aos passageiros olhar para baixo. O trabalho não é livre de controvérsias devido ao impacto da paisagem em um ambiente natural. 



Fotografia de John Philip



Fotografia de Ben Beiske



Fotografia Via



Fotografia Via

Wulingyuan: A Pandora na Terra que Encantou James Cameron 🌿✨

Imagine um lugar onde as montanhas flutuam entre as nuvens, os vales ecoam com o canto dos pássaros e cada pico parece esculpido por mãos divinas. Esse lugar existe — e não é só fruto da imaginação de Hollywood. Bem no coração da província de Hunan, na China, encontra-se Wulingyuan, uma paisagem surreal que inspirou nada menos que James Cameron na criação das lendárias Montanhas Hallelujah do filme Avatar.

Sim, você leu certo: a Pandora da Terra é real, e seu nome é Zhangjiajie.

Uma Geologia de Tirar o Fôlego

Wulingyuan abriga cerca de 3.100 pilares naturais de quartzito e arenito, alguns com mais de 200 metros de altura! Essas formações cársticas — resultado de milhões de anos de erosão, chuva, vento e tempo — criam um cenário digno de contos de fadas. Tão impressionante é a beleza do local que o povo chinês costuma descrevê-lo com um verso poético:

"Milhares de picos de jade e centenas de riachos de cristal."

E não é exagero. Entre vales nebulosos, riachos cristalinos e uma vegetação exuberante, cada curva do caminho revela uma nova maravilha. A região faz parte do Parque Nacional de Zhangjiajie, o primeiro parque florestal da China, fundado com o propósito de preservar essa joia natural. Em 1992, a UNESCO reconheceu Wulingyuan como Patrimônio Mundial Natural, consolidando sua importância global.

O Elevador que Conecta Céu e Terra

Mas a magia de Zhangjiajie não está apenas na natureza. Para quem busca emoções (e uma vista de tirar o fôlego), há o Elevador Bailong — ou “Elevador dos Cem Dragões”. Com 325 metros de altura, é o elevador externo mais alto e mais pesado do mundo, colado às falésias como uma escultura futurista em meio à paisagem ancestral.

Feito quase inteiramente de vidro, ele permite que os visitantes olhem diretamente para baixo, sobre penhascos vertiginosos e vales infinitos. Embora controverso — já que sua construção gerou debates sobre o impacto no meio ambiente —, o Bailong também simboliza o encontro entre inovação humana e respeito pela grandiosidade da natureza.

Um Convite à Aventura e à Contemplação

Caminhar por Wulingyuan é como entrar em outro mundo. Trilhas suspensas, pontes de vidro, cachoeiras escondidas e mirantes que parecem tocar o céu fazem deste lugar um destino imperdível para viajantes, sonhadores e amantes da natureza. E, claro, para fãs de Avatar que desejam vivenciar a origem daquele universo cinematográfico.

Se James Cameron encontrou aqui a alma de Pandora, talvez você encontre algo ainda mais raro: um pedaço de paz, beleza e magia que só a Terra — em seu estado mais puro — pode oferecer.


📸 Fotografias via Adam Sichta, CNCs, Zeimusu e arquivos inspiracionais de Zhangjiajie.

🌍✨ Pronto para visitar a verdadeira Pandora? Comece a planejar sua jornada para Wulingyuan — onde a natureza escreve seus próprios contos de ficção científica!

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Relembrando: Antigo Mercado Municipal criado em 1874, na atual Praça Generoso Marques, era um espaço importante para a compra e venda de produtos na cidade, e funcionou até 1912, quando foi desativado para a construção do Paço Municipal. Suas paredes externas foram utilizadas como tapumes para a obra.

 Relembrando: Antigo Mercado Municipal criado em 1874, na atual Praça Generoso Marques, era um espaço importante para a compra e venda de produtos na cidade, e funcionou até 1912, quando foi desativado para a construção do Paço Municipal. Suas paredes externas foram utilizadas como tapumes para a obra.





Relembrando: Zeppelin sobre Curitiba em 1936➤ Registro do Dirigível Alemão Hindenburg sobrevoando Curitiba em 1° de dezembro de 1936, durante viagem entre a Alemanha e a América do Sul. O veículo aéreo Alemão era o maior dirigível do mundo na época.

 Relembrando: Zeppelin sobre Curitiba em 1936➤ Registro do Dirigível Alemão Hindenburg sobrevoando Curitiba em 1° de dezembro de 1936, durante viagem entre a Alemanha e a América do Sul. O veículo aéreo Alemão era o maior dirigível do mundo na época.



Berlina Roza e Sua Casa de 70 Metros: A Dignidade de Uma Mulher na História Urbana de Curitiba

 Denominação inicial: Projecto de uma casa para a Snra. Berlina Roza

Denominação atual:

Categoria (Uso): Residência
Subcategoria: Residência Econômica

Endereço: Planta Gabardo - Água Verde

Número de pavimentos: 1
Área do pavimento: 70,00 m²
Área Total: 70,00 m²

Técnica/Material Construtivo: Madeira

Data do Projeto Arquitetônico: 08/09/1927

Alvará de Construção: Nº 4546/1927

Descrição: Projeto Arquitetônico para construção de uma casa de madeira.

Situação em 2012: Demolido


Imagens

1 - Projeto Arquitetônico.

Referências: 

1 - GASTÃO CHAVES & CIA. Projecto de casa para a Snra. Berlina Roza. Plantas do pavimento térreo e de implantação, corte e fachada frontal apresentados em uma prancha. Microfilme digitalizado.

Acervo: Arquivo Público Municipal de Curitiba.

Berlina Roza e Sua Casa de 70 Metros: A Dignidade de Uma Mulher na História Urbana de Curitiba

Curitiba, 1927 — numa época em que poucas mulheres tinham voz nos registros oficiais, uma delas assinou seu lugar na cidade com madeira, teto e alvará próprio.


Uma Casa com Nome de Mulher

Em 8 de setembro de 1927, o escritório Gastão Chaves & Cia. protocolou no Arquivo Público Municipal de Curitiba um projeto arquitetônico singular para a época: o “Projecto de uma casa para a Snra. Berlina Roza”. Tratava-se de uma residência econômica, construída em madeira, com 70,00 m² distribuídos em um único pavimento, localizada na Planta Gabardo, no bairro do Água Verde.

O fato de a proprietária ser explicitamente identificada como mulher — e não como “esposa de” ou “viúva de” — já era, por si só, um marco de autonomia. Em plena década de 1920, quando a maioria das propriedades urbanas era registrada em nome de homens, Berlina Roza aparece nos documentos como titular direta de seu lote e de seu sonho.

Seu projeto, apresentado em uma única prancha, incluía:

  • Planta do pavimento térreo e implantação no terreno;
  • Corte longitudinal;
  • Fachada frontal.

Apesar da simplicidade construtiva, os desenhos revelam um senso de ordem, proporção e habitabilidade — com cômodos bem definidos, circulação eficiente e integração com o quintal, essencial para a vida doméstica da época.


A Casa de Madeira: Prática, Rápida e Humana

Construída em madeira — material amplamente utilizado em Curitiba nas primeiras décadas do século XX —, a residência de Berlina era uma solução prática e econômica, mas longe de ser precária. A madeira permitia rápida montagem, isolamento térmico razoável e adaptação às condições climáticas da região sul.

Com 70 m², a casa oferecia espaço suficiente para uma família modesta: provavelmente uma sala de estar, dois quartos, cozinha e área de serviço, talvez com banheiro externo — um padrão comum nas residências econômicas da era pré-saneamento universal. Era o suficiente para viver com dignidade, cultivar um jardim e criar filhos com futuro.

Localizada na Planta Gabardo, uma das subdivisões urbanas em expansão no Água Verde, a casa integrava-se a um novo tecido residencial que buscava oferecer moradia acessível a operários, comerciantes e pequenos proprietários — entre os quais, raramente, uma mulher sozinha.


O Alvará que Confirmou seu Lugar na Cidade

O Alvará de Construção nº 4546/1927, emitido pela Prefeitura Municipal de Curitiba, não apenas autorizou a edificação, mas selou a cidadania plena de Berlina Roza. Ao solicitar e obter um alvará em seu próprio nome, ela demonstrou domínio sobre seus bens, responsabilidade civil e vínculo com as normas urbanas emergentes.

Esse gesto burocrático, aparentemente simples, era, na verdade, revolucionário. Enquanto muitas mulheres ainda dependiam da figura masculina para transações legais, Berlina construiu — literalmente — seu espaço no mundo.


O Silêncio da Demolição: Ausência Física, Presença Histórica

Em 2012, a casa foi demolida. Não há fotografias conhecidas do edifício em pé. Restam apenas os desenhos arquitetônicos, preservados em microfilme digitalizado, como testemunhas silenciosas de uma vida que habitou aquele espaço.

Mas a ausência física não apaga seu legado. Pelo contrário: torna-o mais urgente. A história de Berlina Roza é um lembrete de que a urbanização não foi feita apenas por engenheiros e prefeitos, mas também por mulheres anônimas que, com coragem e poucos metros quadrados, teceram o tecido social da cidade.


Um Símbolo de Resistência e Independência

Hoje, ao revisitar o projeto de Berlina Roza, vemos mais que uma planta arquitetônica. Vemos:

  • O direito de existir sozinha num mundo que esperava que ela estivesse acompanhada;
  • O desejo de pertencer a uma cidade em transformação;
  • A capacidade de decidir sobre seu próprio lar.

Sua casa, embora modesta, era um ato político — um gesto de autonomia num tempo em que isso era raro. Ela não construiu um palácio, mas construiu independência. E isso, em qualquer época, é grandioso.


Conclusão: Lembrar Berlina é Honrar Todas as Mulheres que Edificaram Curitiba

Berlina Roza pode ter desaparecido dos registros cotidianos, mas seu nome permanece gravado nos arquivos da cidade — não como nota de rodapé, mas como protagonista.

Que esta homenagem sirva para lembrar que cada casa demolida carrega uma história, e que cada mulher que assinou um alvará abriu caminho para outras.

Berlina não apenas morou em Curitiba.
Ela ajudou a construí-la.


Ficha Técnica da Residência

  • Denominação inicial: Projecto de uma casa para a Snra. Berlina Roza
  • Categoria: Residência
  • Subcategoria: Residência Econômica
  • Endereço: Planta Gabardo – Água Verde, Curitiba – PR
  • Área total: 70,00 m²
  • Pavimentos: 1
  • Material construtivo: Madeira
  • Data do projeto: 08/09/1927
  • Alvará de construção: nº 4546/1927
  • Situação em 2012: Demolido

Fonte:

  1. GASTÃO CHAVES & CIA. Projecto de casa para a Snra. Berlina Roza. Arquivo Público Municipal de Curitiba (microfilme digitalizado).