quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Gullfoss: O Tesouro Dourado da Islândia que Encanta o Mundo!

 

Quedas da Islândia 2: Gullfoss, a Cachoeira Dourada




Fotografia Via

Gullfoss é uma das atrações mais populares do país. Localiza-se no largo canal do rio Hvítá, que corre para o sul e a um quilômetro da cachoeira, vira bruscamente para o leste, caindo sobre três degraus curvos. Nesse momento cai em dois saltos (11 e 21 m) em uma fenda de 32 m de profundidade. Este crack tem cerca de 20 m de largura e 2,5 km de comprimento. 



Fotografia por o palsson

A vazão média nessa cachoeira é de 140 m³ por segundo no verão e de 80 m³ / s no inverno. O fluxo máximo de água medido é de 2000 m³ / s. 



Fotografia por Haukur H

À medida que o visitante se aproxima da cascata, a fenda fica escondida, dando a sensação de que o rio imenso simplesmente desaparece na terra.




Fotografia por Stuck in Customs

A catarata estava prestes a desaparecer na década de 1920, pois fazia parte de um projeto de reservatório no rio Hvítá. Os construtores estrangeiros alugaram o terreno privado e obtiveram as licenças necessárias para a construção. Mas devido a protestos e atrasos nos pagamentos do contrato, o contrato foi cancelado. Em 1975 a terra foi doada ao estado islandês em troca da cachoeira de Gullfoss que está sendo declarada uma reserva natural. 



Fotografia por Stuck in Customs

Gullfoss: O Tesouro Dourado da Islândia que Encanta o Mundo! 🌊✨

Imagine um lugar onde a natureza grita em ecos de água, onde rios desaparecem magicamente na terra como se entrassem em outro mundo — e onde cada passo te leva a uma sensação de reverência diante da grandiosidade da Terra. Esse lugar existe, e seu nome é Gullfoss — que, em islandês, significa “Cachoeira Dourada”. 💛

Localizada no sul da Islândia, Gullfoss é uma das joias mais cintilantes do famoso Círculo Dourado, e é impossível falar da paisagem islandesa sem mencionar essa maravilha natural que combina força, beleza e um toque de mistério.

Um Rio que Desaparece na Terra

Gullfoss se derrama majestosamente no largo canal do rio Hvítá — um rio alimentado pelo gelo milenar da geleira Langjökull. A cerca de um quilômetro da cachoeira, o rio toma uma curva dramática para o leste e, em seguida, realiza uma performance espetacular: cai em dois saltos consecutivos — o primeiro de 11 metros e o segundo de 21 metros — desaparecendo em uma fenda geológica imensa.

Essa fenda, com 32 metros de profundidade, 20 metros de largura e estendendo-se por impressionantes 2,5 quilômetros, é tão bem escondida que, ao se aproximar da borda, o visitante tem a nítida sensação de que o rio inteiro simplesmente desaparece no abismo da Terra. É surreal, emocionante e inesquecível!

Números que Impressionam

A força de Gullfoss não está apenas em sua beleza — está também em sua potência hidráulica.

  • No verão, a vazão média é de 140 metros cúbicos por segundo.
  • No inverno, ainda impressionante, a média é de 80 m³/s.
  • E em momentos de cheia extrema, já foi registrado um fluxo máximo de 2.000 m³/s — o equivalente a encher uma piscina olímpica a cada 2 segundos! 🌊💦

A História de uma Vitória Ambiental

Mas Gullfoss quase não existiria hoje. Nos anos 1920, a cachoeira foi ameaçada por um projeto ambicioso (e controverso) de construção de um reservatório hidrelétrico no rio Hvítá. Empresas estrangeiras alugaram as terras particulares ao redor da cachoeira e conseguiram todas as licenças necessárias.

Contudo, algo extraordinário aconteceu: o povo islandês se mobilizou. Protestos, atrasos nos pagamentos e uma crescente consciência ambiental fizeram com que o contrato fosse cancelado. Anos depois, em 1975, a família proprietária da terra fez um gesto histórico: doou a área ao estado islandês, com a condição de que Gullfoss fosse declarada reserva natural — protegida para sempre.

Essa decisão não só salvou uma das paisagens mais icônicas do planeta, como também simboliza o profundo respeito dos islandeses pela natureza que os cerca.

Um Espetáculo de Luzes e Arco-Íris

Quem visita Gullfoss em dias ensolarados é presenteado com arco-íris flutuando na névoa da cachoeira — um espetáculo digno de contos de fadas. E nos dias mais frios, o vapor congelado forma cristais de gelo no ar, criando uma atmosfera mística e quase sobrenatural.

Seja no verão, com suas longas horas de luz dourada, ou no inverno, com o cenário coberto de neve e silêncio, Gullfoss encanta em todas as estações.


Pronto para viver essa experiência inesquecível?
Coloque Gullfoss no topo da sua lista de viagens — e quando estiver lá, respire fundo, feche os olhos por um instante e deixe a grandiosidade da natureza te abraçar. 🌍💫


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terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Construído em 1906 após o incêndio da casa original na esquina da Rua Visconde de Nacar X Rua Aquidaban (atual Emiliano Perneta), e demolida em 1971 para alargamento da Rua. Sobrado dos Marchesini, antes Padaria das Quatro Nações : Óleo sobre tela de Augusto Conte. Acervo de Simone Dallegrave Marchesini

 

Construído em 1906 após o incêndio da casa original na esquina da Rua Visconde de Nacar X Rua Aquidaban (atual Emiliano Perneta), e demolida em 1971 para alargamento da Rua. Sobrado dos Marchesini, antes Padaria das Quatro Nações : Óleo sobre tela de Augusto Conte.
  • Acervo de Simone Dallegrave Marchesini

PADARIA DAS QUATRO NAÇÕES - SECOS E MOLHADOS, PROPRIEDADE DE (Gaetano)CAETANO MARCHESINI, IMIGRANTE ITALIANO. Fotografia de alguns anos antes de 1900. A construção incendiou e em 1906, foi construído uma nova Edificaçõo. Rua VISCONDE DE NACAR X RUA EMILIANO PERNETA

 PADARIA DAS QUATRO NAÇÕES - SECOS E MOLHADOS, PROPRIEDADE DE (Gaetano)CAETANO MARCHESINI, IMIGRANTE ITALIANO. Fotografia de alguns anos antes de 1900. A construção incendiou e em 1906, foi construído uma nova Edificaçõo. Rua VISCONDE DE NACAR X RUA EMILIANO PERNETA





Reynaldo Paneck e o Bungalow da Avenida Silva Jardim: Elegância Modesta na Curitiba dos Anos 1930

 Eduardo Fernando Chaves:  Arquiteto, Construtor, Fiscal e Administrador

Denominação inicial: Projétode Bungalow para o Snr. Reynaldo Paneck

Denominação atual:

Categoria (Uso): Residência
Subcategoria: Residência de Pequeno Porte

Endereço: Avenida Silva Jardim

Número de pavimentos: 1
Área do pavimento: 110,00 m²
Área Total: 110,00 m²

Técnica/Material Construtivo: Alvenaria de Tijolos

Data do Projeto Arquitetônico: 24/09/1934

Alvará de Construção: Nº 769/1934

Descrição: Projeto Arquitetônico para construção de bangalô e Alvará de Construção.

Situação em 2012: Demolido


Imagens

1 - Projeto Arquitetônico.
2 - Alvará de Construção.

Referências: 

1 – CHAVES, Eduardo Fernandes. Projéto de Bungalow. Planta do pavimento térreo e implantação; corte, fachada frontal e lateral direita, e planta de fossa séptica apresentados em uma prancha. Microfilme digitalizado.
2 - Alvará n.º 769

Acervo: Arquivo Público Municipal de Curitiba; Prefeitura Municipal de Curitiba.

Reynaldo Paneck e o Bungalow da Avenida Silva Jardim: Elegância Modesta na Curitiba dos Anos 1930

Projeto de 1934 – Demolido em ou antes de 2012


Em 24 de setembro de 1934, enquanto Curitiba se consolidava como uma capital moderna, mas ainda intimista, o arquiteto Eduardo Fernandes Chaves depositava nos arquivos da Prefeitura Municipal um projeto que combinava simplicidade e distinção: o “Projéto de Bungalow para o Snr. Reynaldo Paneck”. Localizado em um dos endereços mais estratégicos da cidade — a Avenida Silva Jardim —, o bangalô de 110 m² em alvenaria de tijolos representava uma nova forma de habitar: urbana, funcional e com toques de requinte acessível.

Embora hoje demolido, o bungalow de Reynaldo Paneck permanece como um testemunho arquitetônico do ideal residencial da classe média curitibana nos anos 1930 — um tempo em que morar bem não significava necessariamente morar grande, mas viver com harmonia, luz natural e conexão com o entorno.


O Morador: Reynaldo Paneck

Pouco se sabe sobre a vida pessoal de Reynaldo Paneck, mas seu nome — de provável origem eslava ou germânica — insere-se no mosaico étnico que moldou a identidade cultural do Paraná. A escolha de um bangalô, tipologia arquitetônica de origem anglo-indiana que ganhou popularidade no Brasil nas primeiras décadas do século XX, sugere que Reynaldo valorizava não apenas o conforto, mas também um certo estilo de vida moderno, alinhado às tendências urbanas da época.

Ao construir sua residência em terreno na Avenida Silva Jardim — artéria central que ligava o centro ao bairro do Alto da Glória —, Reynaldo posicionava-se geograficamente e socialmente: não no coração agitado do comércio, mas em um boulevard residencial arborizado, onde médicos, engenheiros, comerciantes e funcionários públicos erguiam suas casas de tijolos e sonhos.


O Bangalô: Entre a Tradição e a Modernidade

Com 110,00 m² em um único pavimento, o bangalô projetado por Chaves era uma síntese equilibrada entre pragmatismo e estética:

  • Varanda generosa na fachada principal, elemento definidor do bangalô, convidando ao convívio com a rua e ao lazer ao ar livre;
  • Planta racional, com circulação fluida entre sala de estar, jantar e áreas íntimas;
  • Três quartos, incluindo um de bom tamanho, possivelmente o do casal;
  • Cozinha e área de serviço separadas, com acesso direto ao quintal;
  • Banheiro interno, um indicador claro de status e modernidade;
  • Fossa séptica projetada, demonstrando preocupação com saneamento — algo ainda incomum em muitas residências da época.

A construção em alvenaria de tijolos garantia durabilidade e isolamento térmico superior às casas de madeira, enquanto as fachadas, embora sóbrias, traziam detalhes que marcavam a identidade do bangalô: beirais salientes, janelas amplas e proporções horizontais que dialogavam com a paisagem urbana.

Além disso, a inclusão de planta de implantação e corte técnico na prancha original revela o cuidado com a integração do edifício ao lote — um sinal de que a arquitetura residencial já caminhava em direção a uma abordagem mais técnica e consciente.

O Alvará de Construção nº 769/1934, emitido poucos dias após o projeto, confirmava a regularidade do empreendimento e a confiança das autoridades municipais no desenvolvimento ordenado do espaço urbano.


O Fim de uma Presença Silenciosa

Em 2012, quando historiadores consultaram os registros do Arquivo Público Municipal de Curitiba, a casa de Reynaldo Paneck já havia desaparecido. Provavelmente demolida nas décadas de expansão vertical — quando antigos bangalôs deram lugar a edifícios de apartamentos —, sua ausência física não apaga seu valor simbólico.

O que resta são dois documentos preciosos:

  1. A prancha arquitetônica original, com planta, cortes, fachadas e detalhe da fossa séptica;
  2. O alvará de construção, assinado pelas autoridades da época.

Ambos, hoje microfilmados e digitalizados, são janelas para um passado em que a cidade crescia com moderação, respeito ao entorno e atenção ao detalhe humano.


Legado: O Bangalô como Símbolo de uma Época

O bangalô de Reynaldo Paneck não era um palacete, mas também não era uma casa comum. Era um espaço de transição — entre o rural e o urbano, entre o tradicional e o moderno, entre o privado e o público. Sua varanda era um limiar: nem totalmente dentro, nem totalmente fora. Assim como a própria Curitiba dos anos 1930 — já cidade, mas ainda com alma de vila.

Hoje, ao lembrar dessa residência demolida, reconhecemos que a história urbana não é feita apenas de edifícios preservados, mas também de ausências significativas. Cada casa derrubada leva consigo memórias, gestos cotidianos, risos de crianças no quintal. Mas, graças à documentação arquitetônica, o espírito desses lugares pode ser resgatado — não como ruína, mas como narrativa.


Ficha Técnica:

  • Proprietário: Reynaldo Paneck
  • Endereço: Avenida Silva Jardim, Curitiba – PR
  • Data do projeto: 24/09/1934
  • Alvará de construção: nº 769/1934
  • Área total: 110,00 m²
  • Pavimentos: 1
  • Material construtivo: Alvenaria de tijolos
  • Categoria: Residência de Pequeno Porte (Bangalô)
  • Situação em 2012: Demolido
  • Documentação preservada: Projeto arquitetônico e Alvará de Construção (Arquivo Público Municipal de Curitiba)

“Nem toda grandeza está na altura. Às vezes, está na sombra de uma varanda, na largura de um corredor iluminado, no silêncio de uma casa que soube abrigar vidas com graça.”
— Em memória do bangalô de Reynaldo Paneck, 1934–2012 (e além).