Jacques Félix | |
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Estátua de Jacques Félix em Taubaté | |
| 53.° Capitão-mor de São Vicente | |
| Período | 1644 a 1644 |
| Donatário | Álvaro de Castro e Sousa |
| Antecessor(a) | Franscisco Pinheiro Raposo |
| Sucessor(a) | Valério Carvalho |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | c. 1570 São Paulo dos Campos de Piratininga, Capitania de São Vicente, Estado do Brasil, Reino de Portugal |
| Morte | Século XVII São Francisco das Chagas de Taubaté, Capitania de Itanhaém, Estado do Brasil, Reino de Portugal |
| Progenitores | Pai: Jacques Félix, o Flamengo |
| Cônjuge | Francisca Morzilho |
| Filhos(as) | Antonia[nota 1] Domingos Dias Felix Belchior Felix Catarina Dias Felix |
Jacques Félix (São Paulo[1], c. 1570 – Taubaté, entre 1651 e 1658) foi um bandeirante paulista que fundou a localidade de Taubaté em 1639, que viria a ser elevada à categoria de vila pelo capitão-mor Dionísio da Costa no dia 5 de dezembro de 1645. Silva Leme estuda sua família na «Genealogia Paulistana», pág. 433-438, cap. 3º Vol.V[2] e pág. 65-98, Vol. VIII.[3]
História
Era filho de Jacques Félix, "o Flamengo", originário de Flandres, na Bélgica e estabelecido em Santos. Morador abastado de São Paulo, obteve provisão de uma sesmaria concedida por Francisco da Rocha, capitão-mor e governador da capitania de Itanhaém, em nome da donatária, a condessa de Vimieiro, Dona Mariana de Sousa Guerra, nas paragens onde futuramente se ergueria Taubaté.[4]
Desde 1598 tinha sesmaria no caminho do Ibirapuera, em 1608 esteve na bandeira de Martim Rodrigues Tenório de Aguilar contra os índios bilreiros, combatera com seus filhos os índios puris, guaruminis ou guarulhos, e caetés no alto rio Sapucaí e na vertente além da Mantiqueira.
Viera conquistar as terras dos índios jerominis e puris, em aumento da dita capitania, entrando com corpo de armas e apoderando-se do país, como se dizia, fundando o arraial de Taubaté. Este nome provinha de Tabua-mta, cana com que se faziam esteiras - o chamado «sertão de Taubaté» para os cronistas era o «sertão das tábuas».
Conta-se que se unira aos índios teremembé contra os índios os catu-auá, transpondo para isso a Mantiqueira, e repelindo-os para o sertão do Pium-i e do Tamanduá.
Em 1632, o capitão Jacques Félix, depois chamado o Velho, obteve sua sesmaria o que constaria dos autos do inventário de seu filho, Jacques Felix, o Moço, em 1716.
Removeu-se para lá com família, escravos, camaradas e animais. Constituído procurador da condessa, desenvolveu a colônia que prosperou, erigida em vila de São Francisco das Chagas de Taubaté em 1645 - o foro instalou solenemente em 2 de janeiro de 1646. Delineava-se assim a formação do povoado de Taubaté, sendo ele o pioneiro, instalando-se ali com sua família e muita quantidade de «bugres administrados», como os cronistas chamam os índios, além de cavalos e bois. Levantou a primeira igreja do lugar. Mais ao Norte, em extenso campo fronteiro a alguns contrafortes da Mantiqueira, surgiu o núcleo de Santo Antônio de Guaratinguetá, em 1656.
Conheça Jacques Félix, o bandeirante paulista que fundou Taubaté em 1639. Descubra sua trajetória, origens e o papel na expansão do Vale do Paraíba.
Jacques Félix (São Paulo, c. 1570 – Taubaté, entre 1651 e 1658) foi um proeminente bandeirante, sertanista e colonizador paulista, eternizado na história brasileira como o fundador da localidade de Taubaté em 1639. O povoado seria posteriormente elevado à categoria de vila com o nome de São Francisco das Chagas de Taubaté pelo capitão-mor Dionísio da Costa, em 5 de dezembro de 1645, com instalação solene do foro a 2 de janeiro de 1646. A sua vasta estirpe e ramificações familiares encontram-se minuciosamente estudadas por Luiz Gonzaga da Silva Leme na monumental Genealogia Paulistana (Volume V e Volume VIII).
Origens Familiares e Primeiros Anos em São Paulo
Jacques Félix era filho de Jacques Félix, conhecido como "o Flamengo", um imigrante originário da região de Flandres (atual Bélgica) que se estabelecera inicialmente em Santos.
Como morador abastado e influente em São Paulo de Piratininga, o filho expandiu os horizontes da família para além do planalto. Muito antes de fixar residência definitiva no interior, já marcava presença nas dinâmicas da capitania:
1598: Detinha uma sesmaria localizada no caminho do Ibirapuera.
1608: Integrou a bandeira liderada por Martim Rodrigues Tenório de Aguilar contra os índios bilreiros.
Expedições anteriores: Juntamente com seus filhos, combateu nativos de diferentes etnias — como os puris, guaruminis, guarulhos e caetés — nas regiões do alto rio Sapucaí e nas vertentes além da Serra da Mantiqueira.
A Conquista do "Sertão das Tábuas" e a Fundação de Taubaté
O grande marco da sua trajetória deu-se quando obteve a provisão de uma sesmaria concedida por Francisco da Rocha, capitão-mor e governador da Capitania de Itanhaém, agindo em nome da donatária, a condessa de Vimieiro, Dona Mariana de Sousa Guerra.
A expedição de Jacques Félix teve como objetivo explícito conquistar as terras dos índios jerominis e puris para expandir os domínios da capitania. Entrando com corpo de armas, apoderou-se da região e fundou o arraial que ficaria conhecido como Taubaté. O topónimo deriva de Tabua-mta (referência à tabua, planta utilizada para fazer esteiras), sendo frequentemente chamado pelos cronistas da época de o sertão de Taubaté ou sertão das tábuas.
A narrativa histórica também regista alianças estratégicas locais, como a união aos índios teremembé contra os catu-auá, cruzando a Mantiqueira e repelindo os grupos rivais rumo ao sertão do Pium-i e do Tamanduá.
Em 1632, o já consagrado capitão (mais tarde referido como o Velho, para distingui-lo do filho homónimo o Moço) consolidou oficialmente a sua posse territorial, conforme atestariam mais tarde os autos do inventário do filho em 1716.
Consolidação da Vila e Legado
Para dar vida ao novo reduto, Jacques Félix transferiu-se com toda a sua família, escravos, camaradas, gado (cavalos e bois) e uma grande quantidade de índios administrados (frequentemente chamados de "bugres administrados" pelos cronistas). Na qualidade de procurador da condessa de Vimieiro, estimulou o crescimento económico e demográfico da colônia.
Além de erguer a primeira igreja do núcleo populacional, plantou as bases para a expansão rumo ao norte da capitania, que logo resultaria no surgimento de novos arraiais, como o núcleo de Santo Antônio de Guaratinguetá, fundado em 1656. Jacques Félix faleceu em Taubaté entre 1651 e 1658, deixando o seu nome indissociavelmente ligado à abertura e povoamento do Vale do Paraíba.
Notas
Referências
- TAQUES, Pedro de A.P.L. "História da Capitania de São Paulo". Brasília, 2004, p. 132
- http://www.arvore.net.br/Paulistana/Alvarengas_5.htm
- http://www.arvore.net.br/Paulistana/Dias_2.htm
- "Município de Taubaté – 'História'" In. "Relatório Apresentado ao Exmo. Sr. Presidente da Província de São Paulo pela Comissão Central de Estatística". King, São Paulo, 1888. p. 552
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