domingo, 19 de junho de 2022

Paranaguá Paraná Brasil Antigo restaurantes Abud, anos 70, do século XX, localizado no Bairro do Rocio, ao lado da Igreja de Nossa Senhora do Rocio. Bons tempos em que todos os restaurantes ficavam lotados com turistas.

 Paranaguá Paraná Brasil
Antigo restaurantes Abud, anos 70, do século XX, localizado no Bairro do Rocio, ao lado da Igreja de Nossa Senhora do Rocio.
Bons tempos em que todos os restaurantes ficavam lotados com turistas.


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O CARRO DA MEIA-NOITE " A silenciosa e escura Curitiba de cem anos atrás era assustada por um misterioso "Carro da Meia-Noite", assim era chamado na época.

O CARRO DA MEIA-NOITE
" A silenciosa e escura Curitiba de cem anos atrás era assustada por um misterioso "Carro da Meia-Noite", assim era chamado na época.


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O CARRO DA MEIA-NOITE
" A silenciosa e escura Curitiba de cem anos atrás era assustada por um misterioso "Carro da Meia-Noite", assim era chamado na época. Descrito como uma charrete com faróis de carro e puxada por cavalos sem cabeça, descia velozmente a Rua Aquidaban, hoje Emiliano Perneta, fazendo um barulho infernal de correntes, tropel de animais, badalar de cincerros e guizos, uivos e murmúrios altos.
Fantasmagórico, o Carro da Meia-Noite surgia do nada na altura da pracinha do Batel, e de forma igualmente misteriosa desaparecia nas proximidades da Praça Zacarias. Arrastava as correntes e era cercado por chamas de fogo fátuo.
Diziam, levava almas penadas de pessoas más em vida que, não conseguindo o descanso eterno, vinham assombrar os vivos e levar os incautos. Insensato aquele que ousasse estar na rua à meia-noite, hora de passagem do carro fantasma: seria sugado pela ventania que levantava à sua passagem e não mais retornava.
Os moradores da Aquidaban e adjacências, sabendo que seriam sobressaltados todas as noites pelo dito espécime ectoplasma, por ansiedade ou medo procuravam deixar bem fechadas e trancadas as janelas e portas de suas casas.
Aconchegada ao calor de um fogão a lenha, ouvia minha vó contar essa história; e ela garantia, com toda seriedade de avó: quando moça, teria visto com seus próprios olhos o esplendoroso carro fantasma, ao longe, clareando a noite com sua luz de fogo; estava ela com seus pais e irmãos, e mal tiveram tempo de fechar a porta da residência localizada na Rua Aquidaban, na quadra entre as atuais Viscondes; a assombração passava incrivelmente rápida.
Explicação plausível para tal viagem não existia. É bem possível que tenha surgido como um socorro aos pais para disciplinarem os filhos quanto à hora de dormir e ao silêncio (detalhes esses bastante respeitados naqueles tempos), ou, então, pode ser resultado de crendice de fundo religioso, como que a mostrar porque devem ser "boas" as almas. Qualquer que tenha sido sua origem, o fato é que o "Carro da Meia-Noite" passeou por muito tempo pelo imaginário popular do curitibano.
Com o passar dos anos, a modernidade chegando, a história do iluminado e barulhento carro fantasma da meia-noite foi sendo esquecida, o medo do escuro vencido por mais iluminação noturna."
(Fonte: Historias de Curitiba / Autora: Maria Cristina Lorenzzoni / Foto ilustrativa: pinterest)
Paulo Grani

Av. Visconde Guarapuava esquina com Marino Torres, Curitiba, em 1954. Por baixo do pontilhão para pedestres passa o Rio Belém, hoje canalizado. Autêntica periferia, há pouco mais de sessenta anos atrás. (Foto: curitiba.pr.gov.br) Paulo Grani

 Av. Visconde Guarapuava esquina com Marino Torres, Curitiba, em 1954.
Por baixo do pontilhão para pedestres passa o Rio Belém, hoje canalizado. Autêntica periferia, há pouco mais de sessenta anos atrás.
(Foto: curitiba.pr.gov.br)
Paulo Grani


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REDESCOBRINDO A PONTE SECA A modernidade ganhou contornos surreais para muitos populares em Curitiba, com a construção da “Ponte Seca” em 1885, o primeiro viaduto de Curitiba.

 REDESCOBRINDO A PONTE SECA
A modernidade ganhou contornos surreais para muitos populares em Curitiba, com a construção da “Ponte Seca” em 1885, o primeiro viaduto de Curitiba.


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Fotografia de 1905 da ponte então chamada pela população de "Ponte Seca" pois não havia rio passando por baixo dela, apenas a continuação da então chamada Rua Schmidlin, atual Rua João Negrão.
Foto: Arquivo Gazeta do Povo

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A nova ponte construída em 1944, com estrutura mais reforçada, contendo a mesma cor da antiga "Ponte Preta".
Foto: Arquivo Gazeta do Povo.

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REDESCOBRINDO A PONTE SECA
A modernidade ganhou contornos surreais para muitos populares em Curitiba, com a construção da “Ponte Seca” em 1885, o primeiro viaduto de Curitiba.
Até aí, a cidade só conhecia duas pontes rudimentares usadas para a passagem de pedestres, carroças, cavaleiros e tropas. Uma sobre o Rio Belém, na altura do Passeio Público. Outra, na Praça Zacarias, sobre o Rio Ivo.
Quando iniciou-se a construção da terceira ponte na cidade, com um misto de descrédito e assombramento, meninos e adultos corriam para ver a novidade, e com chacotas e zombarias molestavam os operários perguntando se eles sabiam para onde tinha ido o rio daquela ponte. Em tom jocoso, a população passou a chamá-la "Ponte Seca" e assim ficou conhecida.
Desde a sua construção, a Ponte Seca foi uma das sensações da cidade, um ponto de referência para muitos moradores. Outros, a chamavam "Ponte da Rua Schmidlin", pois a rua também sem nome era conhecida como Rua dos Schmidlin, nome de uma família que morava logo adiante.
Construída para evitar a passagem de gado e tropas em frente à Estação, e já prevendo o crescimento da cidade, a Ponte Seca foi inaugurada pelo primeiro trem a chegar a Curitiba, no dia 10 de dezembro de 1884. Era uma locomotiva de serviço, que trazia material que faltava para o acabamento da Estação.
Em 1944, passados sessenta anos da sua inauguração, a ponte foi substituída por outra mais reforçada e pintada na cor preta semelhante à anterior.
Sem um nome oficial, a parte mais antiga da população ainda a chamava carinhosamente de "Ponte Seca". Os mais novos, atentos ao detalhe de sua cor, chamavam-lhe "Ponte Preta".
Na década de 1960, frente à ameaça de remoção – já que sua altura era “insuficiente para atender o tráfego atual, tendo frequentes esbarros de cargas altas de caminhões”, a Ponte Preta angariou apoio suficiente para ser tombada pelo IPHAN/PR, o qual ocorreu em 1976. Com a retirada dos trilhos, a ponte perdeu sua função – ultrapassada pela modernidade –, mas acabou renovada em seus traços surreais, como uma ligação entre espaços que não mais existem.
Enfim, no início, sem nome, com as chacotas devido à falta de rio, foi chamada "Ponte Seca". Ainda sem nome, a população também chamou-lhe "Ponte da Rua Schmidlin". Com o passar do tempo esses nomes foram esquecidos, e ela foi lembrada apenas pela sua cor: "Ponte Preta".
Finalmente, em 1944, com a construção da nova estrutura, ela foi denominada "Viaduto João Negrão". Mas, a memória do povo consagrou-a, Ponte Preta".
(Adaptado de: pelostrilhos.net)
Paulo Grani

ANTIGA PRAÇA DA REPÚBLICA DE CURITIBA, EM 1907 Histórico Cartão Postal de 1907, apresenta foto realizada no campo da então Praça da República, hoje Praça Rui Barbosa, de Curitiba.

 ANTIGA PRAÇA DA REPÚBLICA DE CURITIBA, EM 1907
Histórico Cartão Postal de 1907, apresenta foto realizada no campo da então Praça da República, hoje Praça Rui Barbosa, de Curitiba.


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ANTIGA PRAÇA DA REPÚBLICA DE CURITIBA, EM 1907
Histórico Cartão Postal de 1907, apresenta foto realizada no campo da então Praça da República, hoje Praça Rui Barbosa, de Curitiba.
À esquerda ficava o 6° Regimento de Artilharia de Campanha, o qual ocupava o campo para treinamento dos soldados. Na foto, oficiais do regimento posam impecavelmente vestidos em farda de gala.
O Regimento era constituído por 309 homens, 15 canhões Krupp, de 75mm, e 121 animais que compunham a gloriosa Artilharia Hipomóvel.
Ao fundo, o antigo "Hospital da Caridade", hoje Santa Casa de Misericórdia, construído pelo médico José Cândido da Silva Murici.
(Foto: Mercado Livre)
Paulo Grani.

ORIGEM DA ANTIGA EXPRESSÃO, "VÁ TOMAR BANHO".

 ORIGEM DA ANTIGA EXPRESSÃO, "VÁ TOMAR BANHO".


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ORIGEM DA ANTIGA EXPRESSÃO, "VÁ TOMAR BANHO".
Pois bem, veja como originou-se essa expressão no Brasil:
Em "Casa Grande e Senzala", Gilberto Freyre analisa os hábitos de higiene dos índios versus os hábitos dos colonizadores portugueses.
Depois das Cruzadas, como conseqüência dos contatos comerciais, o europeu se contagiou de sífilis e de outras doenças transmissíveis e, em decorrência, desenvolveu medo ao banho.
Ora, o índio se lavava da cabeça aos pés nos banhos de rio , além de usar folhas de árvore pra limpar os bebês e lavar no rio as redes nas quais dormiam.
Porem, o cheiro exalado pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram trocadas a muitos dias e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava repugnância aos índios. Então, os índios, quando estavam fartos de receber ordens dos portugueses, diziam: "Vá tomar banho!".
Paulo Grani

COMO NASCEU A EXPRESSÃO, "DAR COM OS BURROS N'ÁGUA" ?

 COMO NASCEU A EXPRESSÃO, "DAR COM OS BURROS N'ÁGUA" ?


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COMO NASCEU A EXPRESSÃO, "DAR COM OS BURROS N'ÁGUA" ?
A expressão surgiu no período do Brasil colonial, onde tropeiros que escoavam a produção de ouro, charque e café, e precisavam ir da região Sul à Sudeste sobre burros e mulas. O fato era que, muitas vezes, devido à falta de estradas adequadas, esses burros passavam por caminhos muito difíceis e regiões alagadas, onde ficavam encalhados e acabavam morrendo afogados. Por conseguinte, o termo passou a ser usado para se referir a alguém que faz um grande esforço para conseguir algum feito difícil e, no final, não consegue ter sucesso no intento.
Paulo Grani

Imagem histórica e raríssima do dia em que o gigante Rio Paraná secou totalmente, devido ao fechamento das comportas da represa de Itaipu, entre 13 e 27 de outubro de 1982, para formação do lago da represa e acionamento das turbinas da maior hidrelétrica do mundo, na época. Paulo Grani

 Imagem histórica e raríssima do dia em que o gigante Rio Paraná secou totalmente, devido ao fechamento das comportas da represa de Itaipu, entre 13 e 27 de outubro de 1982, para formação do lago da represa e acionamento das turbinas da maior hidrelétrica do mundo, na época.
Paulo Grani


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O TROPEIRISMO EM CASTRO Nesta primeira foto do início dos anos 1900, tropeiros param nas imediações de Castro para descanso.

 O TROPEIRISMO EM CASTRO
Nesta primeira foto do início dos anos 1900, tropeiros param nas imediações de Castro para descanso.


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Nesta foto da década de 1910, tropeiros param nas imediações de Castro para descanso.

(Foto: Autor desconhecido Acervo Paulo José Costa)

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Tropeiros passam a tropa na vau do Iapó.
Foto: aen.pr.gov.br

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Tropeiros param nas imediações de Castro, para descanso.
Foto: wikipedia

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Museu do Tropeiro de Castro.
Foto: Wikipedia
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Monumento ao Tropeiro, autor Poty Lazarotto.
Foto: aen.pr.gov.br

O TROPEIRISMO EM CASTRO
Nesta primeira foto do início dos anos 1900, tropeiros param nas imediações de Castro para descanso.
Castro surgiu às margens do histórico Caminho de Sorocaba, que ligava esta cidade paulista a Viamão, na antiga Província de São Pedro do Rio Grande do Sul. Inicialmente, o atual município de Castro foi um "pouso de tropeiros" à beira da antiga via, ponto de passagem de tropeiros e gado que iam à feira de Sorocaba.
O local onde atualmente se encontram as pontes rodoviárias sobre o Rio Iapó era exatamente era o ponto que oferecia vau, onde cruzavam os tropeiros. A boa aguada, pastagens e clima atraíram as primeiras famílias paulistas de Sorocaba, Santos e Itu, que estabeleceram-se a fim de incrementar a criação de gado, dando a uma povoação que se chamou Pouso do Iapó. Contemporaneamente, ao começo da colonização foram requeridas, por paulistas, as primeiras sesmarias da região.
Pouso do Iapó se firmou como povoação, e, em 1751 foi construída uma pequena capela de "pau a pique", onde os ofícios religiosos eram conduzidos pelo frei Bento Rodrigues de Santo Ângelo. Em 1769, os Padres Carmelitas, vindos de uma frustrada experiência na capela do Capão Alto, ergueram uma nova igreja às margens do Rio Iapó, para sede da freguesia que pretendiam criar.
Em 15 de março de 1771, o Pouso do Iapó recebeu a visita do tenente-coronel Afonso Botelho de Sam Payo e Souza, ajudante de ordens do governador-geral da capitania e comandante das forças da ouvidoria de Paranaguá, que não mediu esforços para o desenvolvimento do lugar. A partir daí, foi criada a Freguesia de Sant'Ana do Iapó. Depois de cumpridas as formalidades exigidas pelo direito canônico, o frei Manoel da Ressurreição, bispo da Capitania de São Paulo, em provisão de 05/03/1775, determinou as novas divisas da freguesia.
Na nova povoação, estabeleceram-se o capitão-mor Rodrigo Feliz Martins, o capitão Francisco Carneiro Lobo, um dos chefes expedicionários da primeira conquista de Guarapuava, Inácio Taques de Almeida, Manoel da Fonseca Paes, doutor Manoel de Mello Rego, Inácio de Sá Arruda, José Rodrigo Betim, Antonio Pereira dos Santos, João Batista de Oliveira e João Batista Pereira.
A freguesia de Sant'Ana do Iapó desenvolveu-se a contento e em 24/09/1788, ela foi elevada à categoria de vila, com território desmembrado de Curitiba e sua denominação alterada para Vila Nova de Castro, em homenagem ao Ministro dos Negócios Ultramarinos d'aquém e d'além mar, o português Martinho de Melo e Castro. Em julho de 1854, foi criada a Comarca da Vila Nova de Castro, instalada em 21 de dezembro do mesmo ano. Em 1857, a vila ganhou foros de cidade, porém com denominação simplificada para Castro.
Foi grande o fluxo de imigrantes no território castrense, sendo que os primeiros grupos chegaram em 1885.[16] Eram colonos de origem polonesa e alemã, vindo às expensas do governo Imperial.[16] Posteriormente, vieram imigrantes italianos, neerlandeses e russos. Nominam-se as colônias Santa Cândida, Santa Leopoldina, Santa Clara, Carambeí, Iapó, Agostinhos e Russos.
(Fonte: Wikipedia / Foto: Acervo Paulo José Costa)
Paulo Grani

sexta-feira, 17 de junho de 2022