terça-feira, 20 de dezembro de 2022

— ***Imagem de um "Chaufeur" Curitibano de 1930 ***— *** ***— Era de costume usar um Quepe que identificava o profissional do volante, além do terno impecável.

 — ***Imagem de um "Chaufeur" Curitibano de 1930 ***—
*** ***— Era de costume usar um Quepe que identificava o profissional do volante, além do terno impecável.


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— ***Praça Tiradentes, na década de 1940 ***—

 — ***Praça Tiradentes, na década de 1940 ***—


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— ***Edifício de Paulo Hauer & Cia, construído em 1901, um dos seus ícones naquela época ***— ***Imagem da década de 1910 *** — Foto: Arquivo Gazeta do Povo.

 — ***Edifício de Paulo Hauer & Cia, construído em 1901, um dos seus ícones naquela época ***— ***Imagem da década de 1910 ***
— Foto: Arquivo Gazeta do Povo.


Pode ser uma imagem de 2 pessoas, ao ar livre, monumento e texto que diz "Casas Commerciaes em Curityba Paraná. Estabelecimento dos Srs. Paulo Hauer & Comp. Praça Tiradentese Rua Primeiro de Março. TM"

— A Praça Tiradentes em 1910 — — Com seus arvoredos crescendo e as Ruas calçadas, e o trânsito das carroças e carroções dos Colonos.

  A Praça Tiradentes em 1910 
— Com seus arvoredos crescendo e as Ruas calçadas, e o trânsito das carroças e carroções dos Colonos.


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— O imponente Prédio da Escola Progresso( Escola Alemã) em 1916, demolido por volta de 1944 para o alargamente da Rua Barão do Serro Azul

 — O imponente Prédio da Escola Progresso( Escola Alemã) em 1916, demolido por volta de 1944 para o alargamente da Rua Barão do Serro Azul


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— Vista de Curitiba e adjacências e em primeiro plano, o Antigo Colégio Progresso , a Rua Barão do Serro Azul, a esquerda a Rua Riachuelo e a Praça 19 de Dezembro em 1935

 — Vista de Curitiba e adjacências e em primeiro plano, o Antigo Colégio Progresso , a Rua Barão do Serro Azul, a esquerda a Rua Riachuelo e a Praça 19 de Dezembro em 1935


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— ***Vista Aérea do Complexo Governamental do Centro Cívico de Curitiba e adjacências, na década de 1970 ***—

 — ***Vista Aérea do Complexo Governamental do Centro Cívico de Curitiba e adjacências, na década de 1970 ***—


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AS FILAS PARA PÃO, CARNE, AÇÚCAR E ATÉ GASOLINA Durante o período da Segunda Guerra Mundial, o governo tomou várias medidas de mobilização que interferiram no modus vivendi dos brasileiros.

 AS FILAS PARA PÃO, CARNE, AÇÚCAR E ATÉ GASOLINA Durante o período da Segunda Guerra Mundial, o governo tomou várias medidas de mobilização que interferiram no modus vivendi dos brasileiros.

AS FILAS PARA PÃO, CARNE, AÇÚCAR E ATÉ GASOLINA
Durante o período da Segunda Guerra Mundial, o governo tomou várias medidas de mobilização que interferiram no modus vivendi dos brasileiros. No Paraná, essas medidas de mobilização se repetiram e repercutiram avidamente no cotidiano da população. No período entre 1942 a 1945, a capital paranaense teve alterado o cotidiano das pessoas, mudando seus hábitos alimentares, sociais e culturais.
Fazia-se necessário a criação de um sentimento de guerra para que ocorresse um alinhamento entre a população e o governo. Era preciso manipular a massa – dos operários aos patrões – de forma que aceitasse e contribuísse com as ações que o governo tomara diante da Segunda Guerra Mundial. Afinal, o Brasil alinhara-se contra os regimes ditatoriais e fascistas em nome de um poder democrático. Mas como fazer as pessoas acreditarem nisso ao executar no país um governo autoritário, dito ditatorial?
A maneira encontrada foi a criação de uma espécie de "economia de guerra", embora a guerra estivesse se desdobrando em palcos muito além do Brasil, mais ainda de Curitiba.
O controle do Estado em todos os meios de vida fez com que a guerra – ou os seus efeitos – ficassem mais próximos das pessoas. Interferência na mobilização social, cultural e econômica, o racionamento de alimentos e de combustíveis, as notícias veiculadas em jornais e no rádio, os exercícios de blecaute e no modo de relacionar-se entre as pessoas, foram estratégias aplicadas no modus vivendi das pessoas, de modo a aceitarem que tudo tinha por causa a guerra e a se submeterem a toda e qualquer decisão governamental.
Os jornais curitibanos tiveram papel crucial na construção e na mobilização dessa "economia de guerra". É certo que boa parte desses jornais estava repleta de notícias de guerra e que boa parte dessas manchetes tratava do número de batalhas, mortos, feridos e possíveis ações dos Aliados e do Eixo.
Em14/05/1943, um jornal da capital chama a atenção de seus leitores para uma possível intervenção do governo no controle e no racionamento do açúcar. Ainda no mesmo dia é notíciado que o café seria adquirido sob controle do Acordo Americano. Logo depois foi apresentado o racionamento do trigo, ocasionando a falta de pão na mesa dos paranaenses. Apesar de criadas Comissões de controles de estoques em quase todos os municípios, o desabastecimento era quase total.
Nessa mesma data, foi legalizado o controle dos estoques de sal e açúcar. Toda indústria, empresa ou produtor deveria ter seus estoques contabilizados para que pudessem traçar um correto racionamento desses bens. A questão era controlar toda a entrada e a saída desses produtos. Vale ressaltar que esse controle acarretou o desabastecimento de muitos comércios, deixando os consumidores sem possibilidade de compra.
Procuravam-se alternativas para diminuir os "efeitos da economia de guerra", e a forma mais prática de obter produtos alimentícios era submeter-se ao câmbio negro; havia vários revendedores de produtos, sobretudo do trigo conseguido na Argentina, e geralmente os produtos eram transportados escondidos em carroças carregadas de feno; os valores eram altíssimos, já que os atravessadores justificavam os preços devido ao aumento demasiado do custo de vida e aos riscos do comércio realizado ilegalmente.
Nada impedia o trânsito de mercadorias "fora do controle do Estado", nem as constantes chamadas enérgicas contidas nos jornais, alardeando que a polícia seria enérgica contra aqueles que fossem apanhados em flagrante transgressão, sonegando os estoques ou cobrando preços excessivos ou praticando qualquer abuso, que pudesse contribuir para a alta indevida dos gêneros de primeira necessidade.
Logo as reclamações começam a eclodir, os preços altos, a baixa quantidade de produtos em estoque e a inflação prejudicam o cotidiano familiar paranaense.
Ao que tudo indica, foram infrutíferas as tentativas de controle do Estado. Naquele contexto, foi criada, em 13/10/1943, a Comissão de Abastecimento do Estado do Paraná – tendo como presidente o interventor estadual Manoel Ribas – visando a centralizar a política de preços e os métodos da distribuição de mercadorias.
Em 08/11/1943, Manoel Ribas decretou que todo tipo de exportação de açúcar e sal do Estado estava proibida até segunda ordem. Desde a importação, exportação e transporte interno das referidas mercadorias estavam sob controle do Estado. Essas determinações resultaram no registrado de 104 empresas importadoras de sal e 201 importadoras de açúcar em todo o Estado, distribuídas em várias cidades, com maior concentração em Londrina, Cambará, Ponta Grossa, Paranaguá, Ribeirão Claro e Curitiba.
Também foram organizadas fichas catalográficas para controle de alguns itens de subsistência: batata inglesa, café em grãos, milho, arroz, feijão, farinha, banana e laranja. Após minucioso trabalho, a Comissão Mixta de Tabelamento e Racionamento criou para Curitiba uma tabela de preço para os gêneros de primeira necessidade, encarregando os prefeitos dos outros municípios a fazerem o mesmo com base nos valores aferidos pela comissão.
Produtos de primeira necessidade, como açúcar, trigo, sal, carne e manteiga, passaram a faltar na mesa dos curitibanos. Para comprar pão, era necessário acordar de madrugada e enfrentar filas intermináveis. O curitibano Raul Reinhart, relatou: "Então a gente sabia: ah! Vai ter pão lá na Rua Barão do Rio Branco, lá embaixo. Então você levantava às 4 horas da manha pra ir comprar pão. Eu ia com a empregada, entrava numa fila enorme pra comprar pão."
Fator relevante é que os imigrantes alemães tinham grande participação na fabricação de pães em Curitiba; a maior empresa do gênero era a Theodoro Schaitza e Cia – de propriedade de um alemão e de um brasileiro nato – que possuía mais de setenta funcionários, empresa responsável por boa parte da demanda do município.
Quando o problema da falta do trigo atingiu o auge, outras soluções foram procuradas pelas donas de casa. As famílias de imigrantes mais abastadas com contatos familiares em Santa Catarina substituíam a farinha pelo macarrão industrializado oriundo da Argentina. Através da mistura de macarrão, ovos, leite e fermento conseguia-se o pão, muito mais caro e mais trabalhoso.
Outro item que sofreu sérias restrições foram os combustíveis. Inicialmente, limitou-se o horário para a comercialização da gasolina, mas prevendo uma possível escassez e elevação do preço, em junho de 1943 foi criado um decreto-lei que definia uma cota máxima para utilização de gasolina: os proprietários de caminhões poderiam abastecer 250 litros e os proprietários de carros leves 40 litros por mês. Assim, a cota permitia que os proprietários de automóveis rodassem cerca de 6 a 8 quilômetros por dia.
Foi também estabelecida uma ordem para todos os municípios paranaenses, obrigando-os a reduzirem em trinta por cento o consumo de combustíveis. A falta de gasolina teve que ser superada pela substituição por carvão vegetal, através dos aparelhos de gasogênio que foram adaptados na traseira dos automóveis, caminhões e até ônibus.
Paulo Grani

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Fila para compra de carne no Açougue Garmatter, em 1944.
(Foto: Arquivo Gazeta do Povo).
Pode ser uma imagem de 11 pessoas e texto que diz "PU UIEL EL JOHNSCHER JOHNSO Ii"
Fila para compra de pão na Padaria do Comércio na Barao do Rio Branco, em 1943.
(Foto: Arquivo Gazeta do Povo)

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Automóveis enfileirados abastecem numa bomba de gasolina existente numa calçada da Praça Tiradentes, durante o racionamento de combustíveis, em 1943.
Foto: Arquivo Gazeta do Povo)

Pode ser uma imagem de texto que diz "PR.K945 Pk. K945 9-47"
Automóvel adaptado com gasogênio para combustão de lenha, durante o racionamento de combustíveis, em 1944.

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Fila para compra de açúcar em Londrina, em 1943, durante o racionamento do produto.
Foto: Divino Bortolotto, acervo João Baptista Bortoletti.

Histórica foto do lago do Passeio Público de Curitiba, em 1924, tendo alguns frequentadores remando canoas e desfrutando o lazer proporcionado pelo logradouro.

 Histórica foto do lago do Passeio Público de Curitiba, em 1924, tendo alguns frequentadores remando canoas e desfrutando o lazer proporcionado pelo logradouro.

Histórica foto do lago do Passeio Público de Curitiba, em 1924, tendo alguns frequentadores remando canoas e desfrutando o lazer proporcionado pelo logradouro.
Ao fundo, o antigo prédio da Universidade Federal do Paraná parece integrar-se à paisagem.
(Foto: Domingos Foggiato / Fonte: Acervo Gazeta do Povo)
Paulo Grani Nenhuma descrição de foto disponível.

Tropeiros saindo de Curitiba em direção ao litoral, pelo antigo Atalho da Graciosa, mais tarde chamada Boulevard Dois de Julho (atual Av. João Gualberto), levando suas cargas para comercialização, década de 1890.

 Tropeiros saindo de Curitiba em direção ao litoral, pelo antigo Atalho da Graciosa, mais tarde chamada Boulevard Dois de Julho (atual Av. João Gualberto), levando suas cargas para comercialização, década de 1890.

TROPEIROS DE CURITIBA
Tropeiros saindo de Curitiba em direção ao litoral, pelo antigo Atalho da Graciosa, mais tarde chamada Boulevard Dois de Julho (atual Av. João Gualberto), levando suas cargas para comercialização, década de 1890.
O atalho levava os tropeiros ao antigo Caminho Colonial da Graciosa, também conhecido como Caminho dos Jesuítas ou pelo caminho do Itupava.
Originário de trilhas indígenas, o Caminho do Itupava é um dos caminhos antigos do Paraná, portanto, preserva um pouco da história da colonização do Paraná. A antiga Trilha do Itupava foi muito utilizada pelos jesuítas, comerciantes, aventureiros e apesar das diversas dificuldades que apresentava, era o meio mais rápido de se cumprir o trajeto Curitiba – Litoral durante a época colonial, por volta de 1625. Sendo assim, foi por muitos séculos, a principal ligação entre a planície litorânea e o alto planalto paranaense, desde o século XVII até a conclusão da Estrada da Graciosa em 1873 e a efetivação da Estrada de Ferro Curitiba – Paranaguá em 1885.
Seu trajeto iniciava no atual Largo Bittencourt (Círculo Militar), seguindo em direção leste passando pelo Bairro Alto, rio Palmital, Borda do Campo e adentrando-se na Serra do Mar Paranaense. Quase todo seu percurso é pavimentado com pedras, colocadas por escravos no período de 1625 – 1654 e apesar do calçamento original ser atribuído aos padres jesuítas, afirma-se que o dinheiro investido no Caminho do Itupava foi arrecadado através de uma espécie de pedágio da época, denominado “barreira”, construída nas margens do rio que deu nome ao caminho, o Rio Itupava.
O capital cobrado dos tropeiros e viajantes era destinado à manutenção do trecho serrano que, devido ao relevo acidentado, encarecia a sua manutenção. Seu ponto final é onde os rios Mãe Catira e Ipiranga se encontram e formam o Rio Nhudiaquara, onde os usuários do caminho seguiam pelos rios com pequenas canoas para Morretes, Antonina e Paranaguá, as principais cidades do litoral do Paraná que atualmente atraem muitos turistas devido ao seu charme, tranqüilidade e suas características históricas, culturais e gastronômicas, principalmente!
Há trechos em que o calçamento original ainda está bem preservado, principalmente na serra. No trajeto o caminho cruza a ferrovia Curitiba/Paranaguá em dois trechos. O primeiro, ao lado das ruínas da Casa Ipiranga, e o segundo, no santuário de Nossa Senhora do Cadeado. No sopé da serra encontra a estrada que liga Porto de Cima à estação ferroviária de Engenheiro Lange. Deste ponto até Porto de Cima, o caminho margeia o Rio Nundiaquara, onde ainda ocorrem pequenos trechos calçados. Entre o santuário e o sopé da serra localizava-se o ponto de cobrança de pedágio para o uso do caminho, na época colonial.
Paulo Grani

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Tropeiros saindo Curitiba em direção ao litoral, levando produtos para comercialização.

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Nenhuma descrição de foto disponível.Aquarela do pintor João Leão Palliari, "Tropa Carregada de Erva-mate Descendo a Serra", por volta de 1860.