sábado, 12 de setembro de 2026

O Templo Kopeshwar de Khidrapur: Joia Arquitetônica e Espiritual de Maharashtra

 


Templo Kopeshwar
Informações gerais
Geografia
PaísÍndia
Localizaçãosantuário
Coordenadas16° 42′ 00″ N, 74° 41′ 05″ L
Mapa
Localização em mapa dinâmico
Vista interna do Swarga gruha

O Templo Kopeshwar fica em Khidrapur, distrito de Kolhapur, Maharashtra. É um templo hindu dedicado a Shiva. Este templo fica em Maharashtra e também é acessível a partir de Sangli [1]. Foi construído no século XII pelo rei Gandaraditya de Shilahara, entre 1109 e 1178 d.C. Fica a leste de Kolhapur, na margem do rio Krishna. Apesar de os Silaharas terem sidoreis jainistas, construíram e reformaram vários templos hindus, demonstrando assim o seu respeito e amor por todas as religiões. Kopeshwar significa Shiva irado.

Todo o templo é dividido em quatro partes: Swargamandapa, Sabhamandapa, Antaral kaksha e Garbha gruha. O Swargamandapa tem um vestíbulo com o topo aberto. O santuário é cônico. O exterior tem esculturas impressionantes de divindades e figuras seculares. Estátuas de elefantes sustentam o peso do templo na base. No interior, vemos primeiro Vixnu (Dhopeshwar) e Shivaling voltados para o norte. Mas não há Nandi com um Mandir separado. O Ator-Pendal separado, também chamado de swarga mandap, o salão, os pilares antigos, as esculturas de deuses e artistas masculinos e femininos em várias poses são atraentes.

Ao entrar no Svarga Mandap, há uma abertura circular vista no topo. É sustentada por 48 pilares esculpidos à mão. Na periferia do Svarga Mandap, há ídolos esculpidos do Senhor Ganesha, Karthikeya swami, Senhor Kubera, Senhor Yamraj, Senhor Indra, etc., juntamente com seus animais de transporte, como pavão, rato, elefante, etc. No centro do Svarga Mandap, pode-se ver ídolos do Senhor Brahma na parede lateral esquerda da entrada do Sabha Mandap. No centro, pode-se ver o shivling de Shiva Kopeshwar situado no Garbh Gruha, e próximo à parede lateral direita, é visível o ídolo esculpido de Vishnu. Um pedestal de pedra montado a leste da porta sul do templo possui uma inscrição esculpida em sânscrito, escrita em Devnagari. Ela menciona que o templo foi reformado em 1136 por Raj Singhadev, da dinastia Yadav.[2]

Galeria

Referências

Bibliografia

  • Kanhere, Gopal Krishna. Os Templos de Maharashtra . Centro de Informações de Maharashtra 1989 p. 105 asif
  • Deglurkar, GB "Koppeshwar (Khidrapur) Mandir Ani Moorti". 2016. Snehal Prakashan, Pune.

O Templo Kopeshwar de Khidrapur: Joia Arquitetônica e Espiritual de Maharashtra

Introdução

Situado na pacífica margem do rio Krishna, a leste da cidade de Kolhapur, no distrito de Kolhapur, estado de Maharashtra (com acesso facilitado também a partir de Sangli), encontra-se o magnífico Templo Kopeshwar. Localizado na localidade de Khidrapur, este santuário hindu é dedicado ao Senhor Shiva — cujo nome, Kopeshwar, traduz-se como "Shiva irado".

Construído no século XII, mais precisamente entre 1109 e 1178 d.C., sob o reinado do rei Gandaraditya da dinastia Shilahara, o templo é um testemunho fascinante da história medieval indiana. Embora os monarcas Shilaharas fossem tradicionalmente adeptos do jainismo, a construção e reforma de diversos templos hindus por sua parte demonstram uma profunda atmosfera de respeito, apreço e tolerância interreligiosa na época. Além disso, uma inscrição em sânscrito e escrita Devanagari, gravada em um pedestal de pedra a leste da porta sul, registra que o complexo passou por restaurações posteriores em 1136 por Raj Singhadev, da dinastia Yadav.

Estrutura Arquitetônica do Complexo

Arquitetonicamente, o Templo Kopeshwar é dividido em quatro partes distintas que guiam o visitante através de uma progressão espacial e espiritual impressionante:

  1. Swargamandapa (ou Ator-Pendal): Um vestíbulo circular singular caracterizado por possuir o topo aberto para o céu.

  2. Sabhamandapa: O salão principal de reuniões e assembleias rituais.

  3. Antaral kaksha: A zona de transição ou vestíbulo intermediário que antecede o santuário interno.

  4. Garbha gruha: O santuário interior (sanct应当m sanctorum), de formato cônico, onde reside a divindade principal.

O Impressionante Exterior

Visto de fora, o templo deslumbra pela riqueza de suas esculturas, que retratam de forma minuciosa tanto divindades do panteão hindu quanto figuras seculares. Na própria base da estrutura, imponentes estátuas de elefantes esculpidas na rocha parecem carregar o peso físico e simbólico de todo o templo.

Destaques Internos e Singularidades

O interior do Kopeshwar abriga características iconográficas e estruturais incomuns na arquitetura de templos da Índia:

  • Ausência de Nandi Tradicional: Diferente da grande maioria dos templos dedicados a Shiva, aqui não há um pavilhão (Mandir) separado para o touro Nandi (o veículo de Shiva) em frente ao santuário principal.

  • Trindade Divina e Alinhamento: Ao adentrar os espaços internos, encontram-se representações de Vixnu (sob a forma de Dhopeshwar) e o Shivaling voltados para o norte.

  • O Magnífico Swargamandapa: O salão circular do Swargamandapa é sustentado por 48 pilares esculpidos à mão com primor. Na sua periferia, alinham-se ídolos primorosamente esculpidos de diversas divindades védicas — como os senhores Ganesha, Karthikeya (Swami), Kubera, Yamraj e Indra —, acompanhados de seus respectivos veículos sagrados (vahanas), a exemplo do pavão, do rato e do elefante. Nas paredes laterais e entorno deste espaço central, encontram-se ainda imagens do Senhor Brahma (à esquerda da entrada do Sabha Mandap) e do Senhor Vishnu (próximo à parede lateral direita), enquanto o Shivaling de Shiva Kopeshwar repousa no santuário do Garbh Gruha.

  • Detalhes Artísticos: Todo o percurso interno é enriquecido por pilares seculares e esculturas expressivas de figuras divinas, além de artistas masculinos e femininos em variadas poses dinâmicas e graciosas.

Legado

O Templo Kopeshwar permanece como um marco supremo da habilidade artesanal dos artífices da dinastia Shilahara. Unindo a grandiosidade estrutural a uma iconografia rica e diversificada, o sítio continua a fascinar peregrinos, historiadores e entusiastas da arte antiga, preservando viva a grandiosidade espiritual e cultural da Índia medieval.

O Legado Rupestre de Ellora: Monumento à Harmonia e à Engenharia Ancestral

 


Grutas de Ellora
Património Mundial da UNESCO
Templo de Kailasa, gruta 16
Critérios(i) (iii) (vi)
Referência243 en fr es
PaísÍndia
Coordenadas20° 01′ 35″ N, 75° 10′ 45″ L
Histórico de inscrição
Inscrição1983
Nome usado na lista do Património Mundial

Ellora é um sítio arqueológico da Índia, chamado localmente Verul, afamado por suas 34 cavernas artificiais escavadas ao longo de 2 km nos montes Charanandri para criação de templos e mosteiros budistas, hinduístas e jainistas. O sítio está localizado a cerca de 30 km da cidade de Aurangabade, no estado de Maarastra.

O grupo de templos foi declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1983, e representa a epítome deste estilo de arquitetura na Índia. A construção ocorreu entre os séculos V e XIII, e compreende 12 grutas budistas, 17 hinduístas e 5 jainistas.

História

As grutas budistas (1 a 12) são as mais antigas, tendo sido escavadas entre os séculos V e VIII, quando a corrente maaiana floresceu na região. As hinduístas (13 a 29) foram criadas entre os séculos VII e X, e incluem o famoso templo de Kailasa, cuja construção se deve possivelmente ao rei Krishna I. Por fim, as jainistas datam de entre os séculos X e XIII. Ao longo do tempo a região caiu em relativa obscuridade, embora haja relatos históricos de viajantes mencionando a magnificência do conjunto. A proximidade de tantos templos pertencentes a religiões diversas atesta a harmonia e tolerância religiosa que reinava na época de sua construção.

Atualmente o sítio é administrado e protegido pelo governo da Índia, que executa ações periódicas de preservação no patrimônio arquitetônico e artístico do sítio arqueológico, bem como subsidia diversos projetos de pesquisa em várias especialidades científicas de interesse para a sua conservação e programas de educação para estudantes.

Grutas budistas

Gruta 10, mostrando uma galeria com a imagem de Buda

Principalmente compreendendo viaras (mosteiros) de dois ou três andares, com séries de quartos, salas, galerias, cozinhas e outros aposentos. As mais notáveis são as grutas 5, 10 e 12, com fachadas ornamentadas por galerias e janelas, pátios internos e significativa estatuária. A gruta 12 é especialmente importante, sendo um enorme mosteiro em três andares, com um grande pátio defronte, e no interior existem grandes estátuas de Buda. A gruta 10 possui uma sala em forma de stupa, cujo teto foi entalhado de modo a simular obra em madeira. Ao fundo fica uma estátua monumental de Buda sentado em atitude de pregação.

Grutas hinduístas

Gruta 29

As mais interessantes são a 15, 16 e 29. A gruta 15, Dasavatara, é uma caverna com dois andares, com grandes esculturas e painéis em relevo, ilustrando os avatares de Vixnu e entre outras cenas a morte de heróis e seres míticos, com fino detalhamento e formas vigorosas.

A gruta 16 é o templo de Kailasa, uma das mais importantes grutas-templo da Índia por suas proporções gigantescas, sua habilíssima decoração esculpida e pelo engenho arquitetônico demonstrado em sua construção, que significou a remoção de mais de 200 mil toneladas de rocha, em mais de 100 anos de trabalho. Possui um grande pátio de 82 x 46 m escavado na rocha viva, contra um paredão de 32 m de altura às suas costas. O templo consiste em um santuário principal para um lingam de Xiva, com estrutura sustentada por pilastras, com um pórtico e outros santuários anexos dedicados a deidades menores. A sua estatuária é considerada das mais ousadas e perfeitas em todo o patrimônio artístico indiano, segundo o relatório da UNESCO,[1] sendo especialmente digna de nota a representando Rama em ato de levantar o monte Kailash. As paredes são decoradas também com pinturas.

A gruta 21 (Ramesvara) tem pilares maciços ornamentados com figuras de devas e motivos vegetais. Outras esculturas que se salientam são as das deusas Ganga e Jamuna, e a de Xiva com quatro braços. A gruta 29, Dumar Lena, é uma grande escavação com um santuário para um lingam, uma série de grossos pilares e diversas esculturas, das quais a cena representando o casamento de Xiva com Parvati é das mais refinadas.

Grutas jainistas

As últimas a serem construídas no complexo, criadas pela seita Digambara, as grutas jainistas se espelham nos modelos hindus das proximidades, igualmente com admirável decoração esculpida e remanescentes de belos painéis pintados, de grande importância para a história da arte da pintura na Índia. A arte que estas grutas contêm ilustra características específicas da ascética fé Jaina, com maior atenção ao detalhe e proporções arquitetônicas menos impositivas.

O Legado Rupestre de Ellora: Monumento à Harmonia e à Engenharia Ancestral

Introdução

Conhecido localmente como Verul, o complexo de Ellora ergue-se como um dos testemunhos mais impressionantes da engenhosidade humana e da convivência espiritual na antiguidade. Localizado a cerca de 30 km da cidade de Aurangabade, no estado indiano de Maarastra, este sítio arqueológico monumental compreende 34 cavernas artificiais escavadas ao longo de uma extensão de 2 quilômetros nos montes Charanandri.

O que torna Ellora um marco na história da arquitetura global não é apenas a escala de sua execução, mas a sua pluralidade: o sítio abriga templos e mosteiros budistas, hinduístas e jainistas, construídos lado a lado entre os séculos V e XIII. Declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1983, o complexo representa a epítome da arquitetura rupestre indiana e um raro reflexo histórico de tolerância religiosa.

Contexto Histórico e Cronologia

A criação das grutas de Ellora estendeu-se por pouco mais de oitocentos anos, dividindo-se em três grandes fases que correspondem à proeminência sucessiva das grandes correntes religiosas da Índia medieval:

  • Séculos V a VIII (Grutas Budistas - 1 a 12): O período inicial coincidiu com o florescimento do budismo maaiana na região. Foi uma fase voltada para a criação de espaços comunitários de culto e residência monástica.

  • Séculos VII a X (Grutas Hinduístas - 13 a 29): Marcado pela ascensão das dinastias hinduístas (como os Rashtrakutas), este período viu nascer as obras mais ambiciosas e colossais do complexo, incluindo o célebre Templo de Kailasa.

  • Séculos X a XIII (Grutas Jainistas - 30 a 34): As últimas estruturas a serem esculpidas refletem a estética da seita Digambara, focando na introspecção ascética e em um nível refinado de detalhamento ornamental.

A proximidade física e a convivência pacífica entre tantas crenças distintas em um momento de intensa atividade construtiva atestam o alto grau de harmonia e tolerância que reinava na sociedade da época. Com a transição dos poderes políticos e as turbulências históricas subsequentes, a região caiu em relativa obscuridade, sendo redescoberta e descrita esporadicamente por viajantes que se maravilhavam com a grandiosidade silenciosa das rochas esculpidas.

Atualmente, o sítio é administrado e protegido pelo Governo da Índia, que mantém programas contínuos de conservação arquitetônica e artística, além de apoiar pesquisas científicas e iniciativas educacionais voltadas à preservação do patrimônio.

Arquitetura e Destaques das Grutas

1. As Grutas Budistas (1 a 12)

As cavernas budistas são estruturadas primordialmente como viaras (mosteiros) de dois ou três pavimentos, integrando redes de dormitórios, salas de estudo, galerias e cozinhas.

  • Gruta 12: Considerada uma das mais importantes do núcleo budista, é um colossal mosteiro de três andares com um amplo pátio frontal e interiores marcados por estátuas monumentais de Buda.

  • Gruta 10: Destaca-se por sua sala de culto em formato de stupa (chaitya-griha), cujo teto foi esculpido em pedra viva de modo a mimetizar vigas e ripas de madeira. Ao fundo, uma estátua monumental de Buda sentado em atitude de pregação coroa o espaço.

  • Gruta 5: Impressiona pelas suas proporções internas, consistindo em um longo salão flanqueado por fileiras de pilares e bancos esculpidos na rocha, servindo possivelmente como refeitório ou sala de assembleia para a comunidade monástica.

2. As Grutas Hinduístas (13 a 29)

Este grupo exibe o ápice da expressão escultórica e da ousadia técnica de Ellora.

  • Gruta 15 (Dasavatara): Um templo de dois andares com painéis em alto-relevo de extraordinária força dinâmica, ilustrando os avatares do deus Vixnu, além de episódios mitológicos com corpos esbeltos e musculatura vigorosa.

  • Gruta 16 (Templo de Kailasa): A joia da coroa de Ellora e uma das maiores proezas da arquitetura monolítica do mundo. Para sua construção, mais de 200 mil toneladas de rocha foram escavadas e removidas de cima para baixo — e não de frente para trás como em cavernas tradicionais —, exigindo mais de um século de trabalho sob o patrocínio provável do rei Krishna I. O complexo possui um pátio monumental de $82 \times 46$ metros contra um paredão de 32 metros de altura. O santuário principal abriga um lingam de Xiva, sustentado por pilastras ricamente ornamentadas e flanqueado por estruturas menores. Entre as esculturas mais célebres está a representação dramática do deus Ravana tentando erguer o Monte Kailash.

  • Gruta 21 (Ramesvara): Notabiliza-se por seus pilares robustos adornados com divindades menores (devas) e padrões florais, além de esculturas graciosas das deusas dos rios Ganga e Jamuna.

  • Gruta 29 (Dumar Lena): Uma vasta escavação cruciforme que ecoa o design do famoso santuário da Ilha de Elefanta, trazendo como ponto alto a cena escultórica que retrata o casamento de Xiva e Parvati.

3. As Grutas Jainistas (30 a 34)

Construídas pela seita Digambara nas fases finais do complexo, as grutas jainistas dialogam estilisticamente com os modelos hinduístas vizinhos, mas com uma linguagem própria voltada para o rigor ascético.

Apresentam proporções arquitetônicas ligeiramente menos imponentes em favor de um refinamento ornamental extremo, com atenção minuciosa aos detalhes nas pilastras, tetos e imagens de Tirthankaras. Além disso, conservam raros fragmentos de pinturas murais originais, oferecendo dados inestimáveis para a história da arte pictórica antiga na Índia.

Preservação e Legado

O complexo de Ellora transcende a categoria de mero acervo de monumentos antigos; ele é um documento vivo sobre a capacidade criativa e a busca espiritual da humanidade. Através da união entre a engenharia de escavação em rocha viva e a delicadeza da plástica artística, o sítio continua a fascinar historiadores, arquitetos e viajantes de todo o mundo, reafirmando-se como um dos pilares incontestáveis do patrimônio cultural da humanidade.

A Rua Ébano Pereira de Curitiba em 1905 a partir do alto São Francisco. Boa Viagem! SE GOSTOU, CURTA E COMENTE.

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Existiu em Curitiba a Chapelaria Vênus. Ficava na XV, n.18.

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Rua Barão do Cerro Azul de Curitiba em 1950, quanta transformação, quanto progresso, quanta saudade.

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A Avenida Batel de Curitiba nos primeiros tempos do século vinte.

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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

A imagem do alto, contempla em primeiro plano, a UNIVERSIDADE do PARANÁ e a PRAÇA SANTOS ANDRADE. Ao fundo bem visível, aparece a Chácara, onde seria construído o TEATRO GUAIRA. Imagem do fim dos anos 30.

 A imagem do alto, contempla em primeiro plano, a UNIVERSIDADE do PARANÁ e a PRAÇA SANTOS ANDRADE. Ao fundo bem visível, aparece a Chácara, onde seria construído o TEATRO GUAIRA. Imagem do fim dos anos 30.


A COLÔNIA POLONESA EM CURITIBA

 A COLÔNIA POLONESA EM CURITIBA



Em 19/12/1953, colonos poloneses desfilam pela Rua XV de Novembro, Curitiba, comemorando o Centenário da Emancipação Política do Paraná.


Sobre o caminhão, a figura do imigrante polonês segurando em suas mãos a abundância da colheita produzida pelas fortes mãos que lavram a terra.


Oriundos de uma Europa palco de guerras, migram para o Brasil e recebem em seu coração a nova Pátria que agora os acolhe de braços abertos para formarem suas famílias e desfrutarem das riquezas que eles irão produzir.


Embora alguns poloneses já tivessem vindo pontualmente ao Brasil nos séculos 17 e 18, a maioria começou a chegar ao Brasil no século 19, principalmente na segunda metade, quando famílias de colonos vieram para aqui se estabelecer e começar uma nova vida.


Em agosto de 1869, registra-se a entrada das primeiras 16 famílias polonesas com o objetivo de se estabelecerem definitivamente no Brasil. Originárias da localidade de Siolkowice, região de Opole, província da Silésia, na época sob ocupação prussiana, foram encorajadas por Sebastião Edmundo Wos-Saporski, já residente no Brasil e posteriormente considerado o pioneiro da imigração polonesa no Brasil. Esse grupo veio a bordo do vapor Vitória, desembarcou em Itajaí(SC) [...]


Em 1871, com a ajuda do Padre Antônio Zieliński, bem relacionado na corte de D. Pedro II, no Rio de Janeiro, Wos-Saporski, mais tarde cognominado o "Pai da Colonização Polonesa no Paraná", conseguiu permissão do imperador para que esse grupo (como cidadãos alemães), já ampliado (32 famílias), pudesse migrar para a colônia Pilarzinho na região de Curitiba, no Paraná, fundando desta forma, a primeira colônia polonesa no Brasil.


Em 1873, mais 64 famílias (258 pessoas) desembarcaram em Santa Catarina e novamente com a ajuda de Wos-Saporski e a autorização de Frederico José Cardoso de Araújo Abranches, então presidente da Província do Paraná, estabeleceram-se a 6 Km de Curitiba no atual bairro Abranches.


No Paraná, graças à ação de Adolfo Lamenha Lins, que presidiu a província entre 1875 e 1877, houve uma sincronia entre a colonização do território, o desenvolvimento rural e a imigração. Lamenha compreendia a diferença entre a imigração espontânea e a oficial, logo, durante seu governo, incentivou a fixação de novos imigrantes no Paraná ao custear a viagem destes a partir dos portos de Paranaguá (PR) e São Francisco (SC) até Curitiba e ao criar diversos núcleos coloniais agrícolas. Também investiu na infraestrutura e no acesso, possibilitando a circulação de mercadorias e garantindo o abastecimento de gêneros alimentícios para os mercados próximos.


No último relatório enviado à Assembleia Legislativa (1877), Lins afirma que seis mil imigrantes viviam nos arredores da capital. As mais importantes colônias fundadas nesta época foram: Santa Cândida (1875), Orleans (1875), Thomas Coelho (Araucária -1876), Santo Inácio (1876), Dona Augusta (1876), Lamenha(1876), D. Pedro II (1876), Rivière (1877).


Em 1878, foram criadas as colônias Murici, Zacarias, Inspetor Carvalho e Coronel Accioly. Também em 1878, 28 famílias de imigrantes poloneses estabeleceram-se na Colônia Moema, no Município de Ponta Grossa. Logo depois, mais famílias chegaram no município, surgindo novas colônias: Taquari, Guaraúna, Rio Verde e Itaiacoca.


A primeira escola dirigida por um imigrante polonês no Paraná foi aberta em outubro de 1876 por Jerônimo Durski na colônia Orleans, em Curitiba.


Até o ano 1889, chegaram no Brasil 8080 pessoas, das quais 6530 se fixaram no Paraná, 750 em Santa Catarina, 300 no Rio Grande do Sul, e 500 em outros estados.


(Foto: danosa.com.br)


Paulo Grani