quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Augusto Stresser Nascido a 18 de julho de 1871 (terça-feira) - Curitiba, Paraná, Brazil Baptizado a 14 de agosto de 1871 (segunda-feira) - Nossa Senhora da Luz da Catedral, Curitiba, Paraná, Brazil Falecido - Bacacheri, Curitiba, Paraná, Brasil Funcionário Público federal, Musicista

  Augusto Stresser Nascido a 18 de julho de 1871 (terça-feira) - Curitiba, Paraná, Brazil Baptizado a 14 de agosto de 1871 (segunda-feira) - Nossa Senhora da Luz da Catedral, Curitiba, Paraná, Brazil Falecido - Bacacheri, Curitiba, Paraná, Brasil Funcionário Público federal, Musicista

Augusto Stresser: O Maestro da Vida Breve — Uma História de Amor, Música e Legado em Curitiba

Nascido sob o sol de inverno curitibano, na terça-feira 18 de julho de 1871, Augusto Stresser chegou ao mundo como uma nota suave em uma sinfonia familiar já em andamento. Naquela Curitiba ainda marcada pelas trilhas dos tropeiros e pelo sotaque germânico dos imigrantes que moldavam sua alma, ele seria, em apenas quarenta e sete anos, um testemunho vivo da beleza efêmera da existência — um homem que soube transformar brevidade em profundidade, dor em dedicação, e silêncio em música.

Raízes Germânicas: O Legado de Théodore e Isabel

Seus primeiros suspiros foram embalados pelo encontro de duas histórias distintas. Seu pai, Théodore Stroesser (cujo sobrenome, com o tempo, suavizaria para Stresser nos registros brasileiros), nascera na Alemanha em 1825 e trouxera consigo não apenas malas, mas memórias de uma Europa em transformação. Sua mãe, Isabel (Luiza) de Paula Pletz (1830–1902), descendente de famílias já arraigadas ao solo paranaense, representava a ponte entre o velho mundo e o novo. Batizado na Catedral de Nossa Senhora da Luz apenas vinte e sete dias após seu nascimento — gesto de devoção típico da época —, Augusto cresceu entre o rigor teutônico do pai e a ternura católica da mãe, em um lar onde se falava alemão à mesa e se rezava em português nos altares.
Era o caçula de uma constelação familiar numerosa. Ao seu redor, giravam as vidas de irmãs como Maria do Pilar, Leopoldina, Francisca Paulina e Guilhermina Luiza; irmãos como José, Alfredo e o pequeno João Augusto, que partira aos quatro anos em 1867 — uma primeira lição de que a vida, por vezes, é um sopro. Essa infância em meio a vozes múltiplas ensinou-lhe cedo a harmonia do coletivo — lição que carregaria para sempre.

O Chamado Duplo: Servidor do Estado e Alma de Artista

Na Curitiba que se urbanizava com bondes e novos edifícios públicos, Augusto encontrou seu lugar no serviço federal — um funcionário público dedicado, homem de papéis e protocolos. Mas nos intervalos entre documentos selados e relatórios datilografados, outra vocação pulsava: a música. Com mãos que assinavam ofícios de dia, à noite ele as erguia para reger ou tocar, transformando salas de estar em templos sonoros. Naquela época, ser músico não era profissão, mas essência — e Augusto era, antes de tudo, um poeta das notas, um homem que entendia que a burocracia sustentava o corpo, mas a arte alimentava a alma.

O Grande Amor: Ernestina e a Família que Floresceu

No sábado 28 de setembro de 1895, aos vinte e quatro anos, Augusto uniu sua vida à de Ernestina Gaertner, jovem de vinte anos cuja linhagem também remontava às colônias alemãs do Paraná. Era um enlace de almas afins — dois filhos da diáspora teutônica tecendo, em solo brasileiro, um futuro próprio.
E assim começou a grande obra de sua vida: seus filhos.
Entre 1897 e 1918, dez almas nasceram de seu amor com Ernestina — cada nascimento uma vitória, cada partida uma cicatriz:
  • Cecília (1897), a primogênita, que carregaria a memória paterna até os noventa e cinco anos;
  • Ary (1899), que viveria um século quase completo, guardando histórias do pai ausente;
  • Zuleika (1901), cuja vida se estenderia por oitenta e quatro anos;
  • Adherbal (1903), o silencioso herdeiro de um nome forte;
  • Jacy (maio de 1904) — e aqui, o coração de Augusto se partiu pela primeira vez. O menino, nascido na esperança de primavera, partiu em agosto do mesmo ano, com apenas três meses de vida. O berço vazio ecoou na casa de Bacacheri como um acorde dissonante na sinfonia familiar;
  • Sidéria e Dinorah (1905) — gêmeas que chegaram juntas, mas cujos caminhos se separaram cedo demais. Dinorah, frágil como orvalho, partiu em 1907, aos dois anos, deixando Sidéria com a marca silenciosa de quem sobrevive à própria metade;
  • Gastão (1915), que nasceria já sob a sombra da Primeira Guerra Mundial;
  • Guiomar (1917), menina de olhos que nunca conheceriam o olhar do pai;
  • Milton (28 de março de 1918) — o caçula, nascido oito meses antes da morte do pai, que jamais sentiria suas mãos.
Entre esses nascimentos, Augusto enfrentou outras perdas devastadoras: a mãe Isabel em 1902, em Rio Negro, onde a família buscara ares mais puros; o pai Théodore em 1906; a irmã Maria do Pilar em 1905. A morte tornara-se uma presença familiar — não como inimiga, mas como companheira indesejada que visitava sua casa com frequência cruel.

O Adeus Prematuro: Novembro de 1918 e o Silêncio que Restou

Em 18 de novembro de 1918, Augusto Stresser faleceu em Bacacheri, aos quarenta e sete anos. A data não é casual: o mundo então sucumbia à Gripe Espanhola, que ceifou milhões em meses. É quase certo que tenha sido ela — invisível, implacável — a interromper sua sinfonia no auge. Morreu deixando Ernestina viúva aos quarenta e três anos, com filhos ainda por criar, o mais novo com apenas oito meses.
Mas Augusto não partiu em vão.
Seu legado não estava apenas nos documentos assinados como funcionário público, mas nas notas musicais que ensinara aos filhos, nas histórias contadas à beira do fogão, no exemplo de um homem que, mesmo diante da perda de dois filhos pequenos, continuou a amar, a gerar vida, a construir família. Ernestina, com coragem de gigante, criou sozinha os sobreviventes — e eles honraram o pai ausente com vidas longas e frutíferas: Ary viveu cem anos; Zuleika, oitenta e quatro; Gastão e Milton, oitenta e três cada. Até Milton, que nunca o conheceu, carregou seu nome como herança sagrada.

Epílogo: O Maestro da Brevidade

Augusto Stresser viveu menos que muitos, mas amou mais que a maioria. Foi homem de duas vocações aparentemente opostas — a ordem do serviço público e a liberdade da música — mas soube, na verdade, que ambas servem ao mesmo propósito: dar estrutura à beleza da existência.
Hoje, ao caminhar pelas ruas de Bacacheri ou contemplar a Catedral da Luz onde foi batizado, podemos sentir sua presença não nos monumentos, mas na memória viva de descendentes que carregam seu sangue e seu nome. Ele nos ensina que a vida não se mede em anos, mas em profundidade de amor; que a paternidade não requer longevidade, mas presença verdadeira — ainda que breve; e que, mesmo diante da morte prematura, é possível deixar um legado que ressoa por gerações.
Augusto Stresser não teve tempo para grandes feitos históricos. Mas teve tempo suficiente para ser pai, marido, irmão, músico e servidor com inteireza. E nisso — nessa humanidade plena em meio à fragilidade — reside sua grandeza eterna.
Que suas notas, embora silenciadas em 1918, continuem ecoando na memória de quem o amou — e na história silenciosa, mas poderosa, das famílias que constroem nações.


Augusto Stresser
  • Nascido a 18 de julho de 1871 (terça-feira) - Curitiba, Paraná, Brazil
  • Baptizado a 14 de agosto de 1871 (segunda-feira) - Nossa Senhora da Luz da Catedral, Curitiba, Paraná, Brazil
  • Falecido - Bacacheri, Curitiba, Paraná, Brasil
  • Funcionário Público federal, Musicista
3 ficheiros disponíveis

 Pais

 Casamento(s) e filho(s)

 Irmãos

(esconder)

 Acontecimentos

18 de julho de 1871 :
Nascimento - Curitiba, Paraná, Brazil
14 de agosto de 1871 :
Baptismo - Nossa Senhora da Luz da Catedral, Curitiba, Paraná, Brazil
--- :
Residência

Address:
Address:

28 de setembro de 1895 :
Casamento (com Ernestina Gaertner) - Curitiba, Parana, Brasil
--- :
Morte - Bacacheri, Curitiba, Paraná, Brasil
Death Registration
18 de novembro de 1918 :
Morte - Curitiba, Paraná, Brazil

 Fontes

  • Pessoa: Árvore Genealógica do FamilySearch - &lt;p&gt;<p>Augusto Stresser<br />Gênero: Masculino<br />Nascimento: 18 de jul de 1871 - Curitiba, Paraná, Brazil<br />Batizado: 14 de ago de 1871 - Nossa Senhora da Luz da Catedral, Curitiba, Paraná, Brazil<br />Casamento: Cônjuge: Ernestina Antonia Carolina Gaertner - 28 de set de 1895 - Curitiba, Parana, Brasil<br />Residência: Curitiba, Paraná, Brazil<br />Morte: Death Registration - Bacacheri, Curitiba, Paraná, Brasil<br />Morte: 18 de nov de 1918 - Curitiba, Paraná, Brazil<br />Pais: Theodor Stroesser, Isabel Luiza Stroesser (nascida Pletz)<br />Esposa: Ernestina Antonia Carolina Stresser (nascida Gaertner)<br />Filhos: Cecilia Gaertner Stresser, Ary Gaertner Stressesr, Zuleica Gaertner Stresser, Adherbal Gaertner Stresser, Jacy Stresser, Sideria Gaertner Stresser, Dinorah Stresser, Gastao Gaertner Stresser, Guiomar Gaertner Stresser, Milton Gaertner Stresser<br />Irmãos: Maria Stresser de Oliveira Passos, Leopoldina Schleder (nascida Stresser), Francisca Paulina Stresser, José Stresser, Maria do Pilar de Oliveira Passos (nascida Stresser), João Augusto Stresser, Guilhermina Luiza Schleder (nascida Stresser), Alfredo Stresser</p>&lt;/p&gt; - Record - 40001:587334267:

 Fotos e Registos de Arquivo

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 Árvore genealógica (até aos avós)

sosa Johann (João) Stresser 1789-1872 sosa Susanne Maria Reuter 1792-1833 Johann (João) Pletz ca 1804- Margarita Schmidt Barbach ca 1809-
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Théodore Stroesser 1825-1906 Isabel (Luiza) de Paula Pletz 1830-1902
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Augusto Stresser 1871-


187118 jul.
187219 jan.
6 meses
189528 set.
24 anos
1897
26 anos
1899
28 anos
1901
30 anos
1903
32 anos
190411 maio
32 anos

Nascimento de um filho

190411 ago.
33 anos
190528 jan.
33 anos
1905
34 anos
190611 out.
35 anos
190716 abr.
35 anos
19159 ago.
44 anos
191722 ago.
46 anos
191828 mar.
46 anos
191818 nov.
47 anos
191814 dez.
47 anos

Morte de uma irmã

19307 fev.
58 anos
19499 nov.
78 anos
196615 set.
95 anos
197120 jul.
100 anos
1985set.
114 anos
199827 jun.
126 anos
199820 dez.
127 anos

Antepassados de Augusto Stresser

Arnoldi Strössisch  Catharina ?  Jacob Lucas 1689-1749 Magdalena Clos 1689-1757 Peter Herckes 1702-1753 Maria Margarethe Schramm 1705-1762   Mathias Reuter /1714-1759..1764 Susanne Wisem  Ernst Conrad (Conrath)  Susanna Viesems /1716-          
| | | | |- 1722 -|   |- 1728 -| | |          



 


 


   


 


          
| | |   | |          
Theodore Stroesser or Strösser or Streisser or Stresel ca 1723-1772 Maria Lucas-Clos 1730-1803 Jacob Herckes ca 1725-1756 Anna Zimmer 1732- Jean (Johann) Reuter 1734-/1786 Marguerite (Margaretha) Conrad (Conrath) ca 1739-1796 Jean Rossignol ca 1741-/1787 Marguerite Eisenbart (Eisenbert) ca 1744-      
| | |- ca 1748 -| |- 1759 -| | |      



 


 


 


      
| | | |      
Johann Friedrich Stroesser 1750-1836 Madgdalena (Madeleine) Herckes (Herches, Herchen, Herges) ca 1750-1829 Guillaume (Wilhelm) Reuter 1761-1832 Susanne (Susanna) Rossignon ca 1769-1831 Pedro Pletz  Margarida Scholl   
|- 1773 -| |- 1787 -| | |  



 


 


  
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Johann (João) Stresser 1789-1872 Susanne Maria Reuter 1792-1833 Johann (João) Pletz ca 1804- Margarita Schmidt Barbach ca 1809-
|- 1818 -| |- 1829 -|



 


| |
Théodore Stroesser 1825-1906 Isabel (Luiza) de Paula Pletz 1830-1902
|- 1847 -|



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Augusto Stresser 1871-
imagem







Descendentes de Augusto Stresser

  





























































































































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