sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Curitiba nos Anos 50: Festas, Debutantes e Celebrações que Marcaram uma Era

 



Curitiba nos Anos 50: Debutantes, Paradas Patrióticas e Celebrações que Marcaram a Cidade
Na Semana da Pátria, as ruas de Curitiba se transformavam em um mosaico de cores e emoções! Nas fotografias históricas, meninas de vestidos brancos desfilavam em formação perfeita, segurando bandeiras do Brasil que tremulavam ao sabor da brisa do Largo da Ordem. Cada passo era sincronizado, cada olhar carregava orgulho. Ao lado delas, crianças pequenas, com ramos de flores nas mãos, seguiam em fila, lideradas por um casal de idosos que carregava uma bandeira maior. Nas laterais, homens em ternos impecáveis e mulheres com chapéus de palha observavam, enquanto um desfile militar com soldados em uniformes de época passava em frente ao Palácio Iguaçu. Era a cidade inteira celebrando a pátria com a mesma paixão que seus avós haviam celebrado décadas antes.
No Clube Curitibano, as noites de 1952 eram mágicas! As debutantes brilhavam em vestidos longos de cetim branco, com detalhes de renda e flores nos cabelos. Cláudia Cunha, em seu Clube Curitibano, dançava sob um arco de flores, enquanto Graciosa Cunha, com um vestido que lembrava um bolo de casamento, era fotografada dentro de um coração dourado gigante. As fotos mostram rodas de valsas com orquestras ao vivo, e até um momento em que uma jovem, ao ser apresentada, recebia um buquê de flores das mãos do pai. Nas laterais, as mães, de vestidos longos e luvas, seguiam os movimentos das filhas com olhos brilhantes, enquanto as avós sussurravam histórias de seus próprios bailes. E, no canto da sala, um piano tocava melodias que ainda hoje ecoam na memória dos curitibanos mais velhos.
A Olimpíada Ginasial e Colegial de 1952 movimentava a cidade com energia contagiante! Nas quadras do ginásio, atletas jovens competiam em provas de velocidade, saltos em altura e arremessos de peso. Nas arquibancadas, torcidas vibravam com gritos de "Vamos, time!" enquanto os professores, de braços cruzados, avaliavam cada movimento. Nas fotos, é possível ver um grupo de jovens recebendo medalhas, sorrindo ao lado de um representante do governo estadual, e até uma cena em que meninas realizavam uma apresentação de ginástica com flores nas mãos. A atmosfera era de pura alegria: a cidade inteira se reunia para celebrar o esforço, a amizade e a disciplina dos jovens.
Os novos aspirantes do C.F.O.E. (Centro de Formação de Oficiais de Engenharia) chegavam com uniformes impecáveis, engomados e com as medalhas brilhando sob o sol. Nas fotos, grupos de jovens posam em frente a prédios históricos, enquanto oficiais sorridentes apertam suas mãos. Um momento marcante mostra um grupo de aspirantes recebendo certificados das mãos de um coronel, com o fundo repleto de bandeiras e flores. A cidade sabia: ali estavam os futuros engenheiros, pilotos e líderes que construiriam o Paraná.
Na Festa de 20 Anos do Instituto de Educação, a homenagem foi grandiosa! Dom Jaime de Barros Câmara, arcebispo de Curitiba, visitou o evento, recebendo aplausos calorosos de professores e alunos. Nas fotos, um grupo de educadores posa com medalhas, ao lado de um painel com a inscrição "20 Anos do Instituto de Educação". Havia também um desfile militar em frente ao prédio, com soldados marchando em sincronia, e uma orquestra tocando em homenagem aos mentores que formaram gerações. Era assim que Curitiba celebrava seu crescimento: com raízes firmes e olhos sempre voltados para o amanhã.
E nas residências, os lambrequins nas fachadas davam um toque mágico às casas! Recortes de madeira branca, azul e verde pendiam dos beirais, transformando ruas inteiras em galerias ao ar livre. Cada detalhe — flores estilizadas, volutas suaves — era uma assinatura da cidade, um convite para olhar para cima e se surpreender com a arte que brotava dos telhados. Nas fotos, é possível ver casas na Rua XV de Novembro com lambrequins que se assemelham a renda de bilro, e até um detalhe de uma casa na Vila Torres com recortes em forma de folhas de hera.
A visita de Manoel Eufrásio Correia, um dos advogados mais influentes da época, também marcou a cidade. Nas páginas do jornal, sua foto aparece ao lado de uma biografia que destaca seu papel como "defensor incansável da justiça" e seu trabalho na Câmara Municipal. Ele era um homem de terno escuro, com olhar sereno, que frequentemente aparecia em eventos sociais ao lado de políticos e líderes comunitários. Sua história, escrita em letras douradas, lembra que Curitiba, mesmo na década de 50, já era uma cidade de grandes nomes e grandes causas.
Nas festas de formatura, os jovens recebiam diplomas com orgulho, enquanto as famílias registravam cada momento com câmeras antigas. Fotos mostravam grupos reunidos na frente de prédios históricos, com sorrisos que pareciam dizer: "Nossa cidade é nossa história". E nas ruas, os meninos do C.F.O.E. desfilavam com uniformes novos, enquanto as meninas da Semana da Pátria carregavam bandeiras que, ao vento, pareciam asas prontas para voar.
Que saudade daquela energia! Nas paradas, nos desfiles, nos esportes e até nos detalhes das roupas, Curitiba dos anos 50 sabia como transformar momentos comuns em histórias que atravessariam os anos. Cada imagem, cada sorriso, cada passo na pista de dança é um lembrete: a alegria não envelhece, ela só muda de roupa. E, mesmo hoje, ao olhar para trás, ainda podemos sentir o cheiro do perfume das debutantes, o som das bandas e o calor de uma cidade que sabia celebrar a vida com simplicidade e elegância.
Fotos históricas: Acervo do Instituto de Educação de Curitiba | Fontes: Arquivos da imprensa local dos anos 50














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