sábado, 31 de janeiro de 2026

Luiz BRUEL Lute ( Luiz Bruel ) Nascido a 16 de junho de 1918 (domingo) - Tamandua - Campo Largo, Grande Curitiba, Paraná, BRÉSIL Falecido a 29 de fevereiro de 1984 (quarta-feira) - Curitiba, Grande Curitiba, Paraná, BRÉSIL, com a idade de 65 anos Comerciante

   Luiz BRUEL Lute ( Luiz Bruel )   Nascido a 16 de junho de 1918 (domingo) - Tamandua - Campo Largo, Grande Curitiba, Paraná, BRÉSIL Falecido a 29 de fevereiro de 1984 (quarta-feira) - Curitiba, Grande Curitiba, Paraná, BRÉSIL, com a idade de 65 anos Comerciante

Luiz Bruel Lute: Entre Raízes de Terra e Sonhos de Cidade — Uma Vida Tecida na História do Paraná

No silêncio das manhãs de junho de 1918, quando o orvalho ainda beijava os campos de Tamanduá, em Campo Largo, nascia um menino cuja existência se entrelaçaria profundamente com a própria alma do Paraná. Era 16 de junho — domingo de céu lavado — quando Luiz Bruel Lute veio ao mundo, filho de Auguste Bruel, imigrante cujo nome carregava ecos de terras distantes, e de Maria Clara Marica Cassou, mulher de fibra capaz de gerar e sustentar uma família numerosa sob o sol inclemente da roça paranaense. Naquele berço de chão batido e paredes de taipa, iniciava-se uma saga familiar que, em sua simplicidade aparente, guardava a essência de uma época: a construção de um Brasil novo por mãos de homens e mulheres que transformaram florestas em lavouras, solidão em comunidade, sonhos em legado.

As Raízes: Uma Infância Marcada pela Terra e pela Perda

A casa dos Bruel, em Tamanduá, era um reduto de vida intensa e frágil. Luiz cresceu cercado por vozes — muitas vozes. Clemencia, Luiza, o pequeno Luiz que partiu antes dos dois anos, Augusto, Georges Jean, Tardine, Odette Titina, Aimé Amado, Clemente Clema, Octavio, Alice Lila, Antonio Babine, Maria Luisa Nena, Yvette Nenê... e depois vieram Amelia, Eugénie, Ritta, Luiz René Neno. Uma constelação de irmãos que povoava seus dias de brincadeiras entre pés de erva-mate e lavouras de subsistência. Mas a infância de Luiz também conheceu a sombra da morte com uma frequência cruel: Amelia, nascida em janeiro de 1920, despediu-se da vida antes de completar dois anos; Eugénie, em 1922, mal teve tempo de sorrir ao mundo. Na tenra idade de quatro anos, Luiz já aprendera que a vida, naqueles rincões do Paraná, era um dom precário — e por isso mesmo, mais sagrado.
O golpe mais profundo veio em 23 de março de 1930. Auguste Bruel, o pai de origem francesa cujas mãos haviam erguido aquela família do nada, entregava sua alma à terra que tanto amara. Luiz tinha apenas doze anos. Naquele instante, algo se partiu dentro dele — mas algo também se forjou. Com a mãe, Maria Clara, assumindo sozinha o peso da família, Luiz aprendeu cedo o que significava responsabilidade. Viu sua mãe, mulher de força inquebrantável, segurar as rédeas da casa com mãos calejadas mas ternas, enterrando filhos, celebrando casamentos de filhas (Odette com Bosleslau Tyrka em 1928; Yvette com Luiz Lula Bruel Antonio em 1937), mantendo viva a chama da família enquanto o mundo lá fora se transformava.

O Encontro que Definiu um Rumo: Dalila e o Nascimento de uma Nova Família

Aos vinte e cinco anos, Luiz já não era mais o menino que correra descalço pelos campos de Tamanduá. Tornara-se homem — comerciante, observador atento das transformações que varriam o Paraná na década de 1940. E foi numa tarde de outubro de 1943, na histórica cidade da Lapa, que seu destino se cruzou com o de Dalila Thusnelda Lala Stubert, jovem de olhar sereno e espírito resiliente, nascida em 1919.
O casamento, celebrado em 16 de outubro daquele ano, não foi apenas uma união de corpos, mas de propósitos. Dalila trazia consigo a mesma força silenciosa que Luiz admirara em sua mãe — a capacidade de transformar dificuldades em degraus. Juntos, construíram algo que transcendia o afeto romântico: ergueram um lar onde a dignidade era moeda corrente e o trabalho, virtude suprema.
Dessa união nasceram três filhos que carregariam adiante o nome Bruel com orgulho: Sérgio, cuja presença masculina traria equilíbrio à família; Olga Maria, menina de alma doce que traria luz aos dias mais sombrios; e Luiz Roberto, carinhosamente chamado de Beto — o caçula que herdaria não apenas o nome do pai, mas também sua postura serena diante das adversidades. Na pequena casa onde criaram seus filhos, Luiz e Dalila teceram uma teia de afeto que resistiria ao tempo — mesmo quando a morte os separasse décadas depois.

O Comerciante e o Homem Público: Servir Além do Balcão

Enquanto criava seus filhos, Luiz consolidava-se como comerciante — não um simples vendedor de mercadorias, mas um ponto de encontro, um guardião de histórias. Seu estabelecimento tornou-se mais que um local de trocas comerciais: era espaço onde colonos trocavam notícias, onde problemas eram compartilhados, onde a comunidade se reconhecia. Luiz ouvia com atenção, aconselhava com sabedoria adquirida na roça e na perda, e vendia não apenas produtos, mas confiança.
Essa reputação de homem íntegro e dedicado ao bem comum levou-o, em 1956, a um novo capítulo: sua eleição como vereador em Guarapuava pelo Partido Trabalhista Brasileiro. Não foi ambição política que o moveu, mas o chamado do dever. Na Câmara Municipal, Luiz Bruel Lute não buscava holofotes — buscava soluções. Defendeu causas dos pequenos agricultores, lutou por estradas que ligassem comunidades isoladas, insistiu na importância da educação rural. Sabia, por experiência própria, que o progresso verdadeiro nascia quando se valorizava quem trabalhava a terra com as próprias mãos.

O Crepúsculo: Perdas, Memórias e a Serenidade da Maturidade

A segunda metade da vida trouxe consigo o inevitável ciclo de despedidas. Em 1964, aos 45 anos, Luiz perdia Maria Clara, sua mãe — a mulher que sobrevivera a tantas perdas para entregar aos filhos o legado da resistência. Ela partiu em Balsa Nova, terra que adotara como sua, deixando um vazio que nenhuma palavra poderia preencher.
Nos anos seguintes, a morte visitou a família Bruel com frequência dolorosa: Luiz René Neno em 1965; Georges Jean em 1967; Maria Luisa Nena em 1979; Octavio em 1983. Cada partida era um lembrete da fragilidade da existência — mas também da força dos laços que, mesmo rompidos pela morte, permanecem vivos na memória. Luiz, agora homem maduro, acolhia essas perdas com uma serenidade adquirida na convivência diária com a impermanência.
Até que chegou o dia 29 de fevereiro de 1984 — quarta-feira de céu cinzento em Curitiba. Aos 65 anos, Luiz Bruel Lute entregou sua alma à eternidade. Partiu não como um homem derrotado pelo tempo, mas como quem cumpriu integralmente sua missão: honrou seus pais, amou sua esposa, criou seus filhos com dignidade, serviu sua comunidade com desprendimento.

Legado: O Silêncio que Fala Mais Alto que Palavras

Hoje, quando os ventos sopram sobre os campos de Tamanduá e sobre as ruas arborizadas de Curitiba, ainda se sente a presença de Luiz Bruel Lute. Não em estátuas ou nomes de ruas — mas na força silenciosa de seus descendentes, na memória guardada em álbuns amarelados, na lição não dita mas vivida: que a grandeza humana não reside em gestos grandiosos, mas na capacidade de amar com constância, trabalhar com honestidade e enfrentar as perdas sem perder a humanidade.
Sua vida foi um bordado delicado feito de fios simples: o suor da roça, o cheiro do café no amanhecer, o sorriso dos filhos ao voltarem da escola, o aperto de mão firme de um cliente que se tornara amigo. Fios que, tecidos dia após dia, formaram uma tapeçaria rica em significado — a história de um homem comum que, justamente por sua humanidade autêntica, tornou-se extraordinário.
Luiz Bruel Lute não mudou o curso da história do Brasil. Mas mudou o curso da história de todos que tiveram a sorte de cruzar seu caminho. E nisso, reside a mais pura forma de imortalidade: viver na memória dos que ficaram, não como lenda, mas como exemplo — de pai, marido, irmão, comerciante, vereador, filho da terra paranaense que soube transformar raízes profundas em asas para seus descendentes voarem.

faltou detalhes dos filhos dos irmaos arumar o texto

Pensamento concluído

Luiz Bruel Lute: Uma Vida Entrelaçada nas Raízes do Paraná — História de Família, Perdas e Legado

No amanhecer de 16 de junho de 1918, sob um domingo de céu sereno, nascia em Tamanduá, distrito de Campo Largo, um menino que carregaria nos ombros a força silenciosa de duas linhagens: a de Auguste Bruel, imigrante de origem francesa nascido em 1866, e a de Maria Clara Marica Cassou, mulher paranaense nascida em 1879, cuja fibra se provaria capaz de sustentar uma família numerosa através das intempéries da roça e da dor. Luiz Bruel Lute — nome que unia a tradição paterna à identidade brasileira — viria a encarnar, em sua trajetória de 65 anos, a própria epopeia dos colonos que transformaram o sertão paranaense em lar.

Uma Constelação Familiar: Os Irmãos que Povoaram sua Infância

Luiz nasceu no coração de uma família extraordinariamente numerosa — quatorze irmãos que marcaram sua infância com vozes, risos e, por vezes, com o silêncio abrupto da partida. Sua mãe, Maria Clara, demonstrou uma força quase sobre-humana ao gerar e criar tantos filhos sob as condições rústicas do interior paranaense no início do século XX:
  • Clemencia Cassou Bruel (nascida por volta de 1897), a irmã mais velha que provavelmente ajudou a cuidar dos caçulas;
  • Luiza Bruel (c.1897–1899), que partiu antes de completar dois anos, ensinando cedo à família a fragilidade da vida;
  • Luiz Bruel (1898–1900), irmão homônimo que também deixou este mundo na mais tenra infância;
  • Augusto Bruel (1900–1957), que em 4 de fevereiro de 1922 casou-se com Virgínia Paschoa Andretta em Portão, tornando-se um dos pilares da família após a morte do pai;
  • Georges Jean Bruel (1902–1967), cujo nome evocava as raízes europeias da família;
  • Tardine Bruel (1903–1915), menina que viveu apenas doze anos, outra alma breve que cruzou a existência de Luiz;
  • Odette Titina Cassou Bruel (1905–1986), que em 28 de janeiro de 1928 uniu-se a Bosleslau Tyrka em São Luís do Purunã, iniciando seu próprio ramo familiar;
  • Aimé Amado Bruel (nascido em 1907), cuja vida seguiu rumos próprios;
  • Clemente "Clema" Bruel (1908–1995), que em 3 de abril de 1937 casou-se com Clementina Ica da Rocha Pacheco em Piên, perpetuando o nome Bruel;
  • Octavio Bruel (1910–1983), que em 14 de março de 1950 uniu-se a Irene Sprung na Lapa, formando família em meio ao desenvolvimento da região;
  • Alice "Lila" Cassou Bruel (1911–1989), que em 29 de junho de 1940 casou-se com José Valente em Balsa Nova;
  • Antonio "Babine" Bruel (1913–1940), cuja vida foi interrompida tragicamente aos 27 anos, deixando um vazio profundo na família;
  • Maria Luisa "Nena" Bruel (1915–1979), presença feminina constante na vida de Luiz até sua morte em Curitiba;
  • Yvette "Nenê" Cassou Bruel (1916–1985), que em 18 de dezembro de 1937 casou-se com Luiz "Lula" Bruel Antonio em São Luiz do Purunã — um casamento que uniu duas ramificações da mesma linhagem;
  • Amélia Cassou Bruel (1920–1920), que nasceu em janeiro e partiu em outubro do mesmo ano, antes de completar um ano;
  • Eugénie Bruel (1922–1922), outra irmãzinha que mal teve tempo de sorrir à vida;
  • Ritta Cassou Bruel (1922–2003), que sobreviveu às perdas infantis e viveu até o novo milênio;
  • Luiz René "Neno" Bruel (1924–1965), batizado em 14 de dezembro de 1931 em Balsa Nova, irmão mais novo que compartilhou com Luiz os últimos anos da infância familiar.
Cada nascimento era uma celebração; cada morte, uma ferida. Luiz cresceu aprendendo que a vida, naqueles rincões do Paraná, era simultaneamente generosa e implacável — lição que moldaria seu caráter para sempre.

A Orfandade Prematura e a Força Materna

Em 23 de março de 1930, quando Luiz completara apenas doze anos, Auguste Bruel — o patriarca que cruzara oceanos para construir um futuro no Brasil — entregou sua alma à terra que cultivara com tanto suor. Aos doze anos, Luiz viu sua infância terminar abruptamente. Mas Maria Clara, sua mãe, não permitiu que a família se desfizesse. Viúva aos 51 anos, com filhos ainda pequenos (Ritta com oito anos, Luiz René com seis), ela ergueu-se como coluna inquebrantável, mantendo unida a grande prole Bruel-Cassou através de décadas de dificuldades.
Foi sob a égide dessa força materna que Luiz amadureceu — observando sua mãe enterrar filhos, celebrar casamentos, enfrentar secas e colheitas ruins com a mesma serenidade. Maria Clara viveria até 3 de março de 1964, aos 85 anos, testemunhando parte do legado que seu filho Luiz construiria.

O Encontro com Dalila: A Fundação de um Novo Lar

Aos 25 anos, Luiz já não era mais o menino órfão de Tamanduá. Tornara-se homem — comerciante, observador atento das transformações que varriam o Paraná na década de 1940. E foi na histórica cidade da Lapa, berço da resistência paranaense, que seu destino se cruzou com o de Dalila Thusnelda Lala Stubert, jovem nascida em 1919, de origem alemã, cujo nome carregava a musicalidade das tradições europeias transplantadas no solo brasileiro.
O casamento, celebrado em 16 de outubro de 1943, não foi apenas uma união afetiva — foi a fundação de um novo ramo da família Bruel. Dalila trouxe consigo a mesma resiliência que Luiz admirara em sua mãe: a capacidade de transformar adversidades em degraus. Juntos, construíram um lar onde a dignidade era moeda corrente e o trabalho, virtude suprema.
Dessa união nasceram três filhos que carregariam adiante o legado do pai:
  • Sérgio Bruel, o primogênito, que herdou do pai o senso de responsabilidade e a postura serena diante dos desafios. Cresceu observando Luiz no comércio e na vida pública, absorvendo lições não ditas mas vividas diariamente;
  • Olga Maria Bruel, a única filha mulher, que trouxe à família a ternura necessária para equilibrar a aspereza do mundo exterior. Seu nome — Olga, de origem eslava, e Maria, homenagem à avó paterna — simbolizava a fusão de tradições que caracterizava as famílias paranaenses da época;
  • Luiz Roberto "Beto" Bruel, o caçula, que recebeu do pai não apenas o nome, mas também sua essência: a quietude reflexiva, a lealdade inabalável aos laços familiares, a capacidade de escutar mais do que falar. "Beto" tornou-se a continuidade viva do espírito de Luiz — não uma cópia, mas uma recriação amorosa de seu legado.
Os três cresceram em um ambiente onde o comércio do pai era extensão do lar — onde aprendiam que honestidade comercial era virtude não negociável, onde viam Luiz tratar clientes pobres com a mesma dignidade que tratava os abastados.

O Comerciante e o Vereador: Servir com as Mãos e com a Voz

Luiz Bruel Lute não se contentou em ser apenas comerciante — tornou-se ponto de referência comunitário. Seu estabelecimento em Guarapuava (onde fixou residência na década de 1950) transformou-se em mais que local de trocas comerciais: era espaço de escuta, de conselhos, de notícias compartilhadas. Colonos chegavam ao seu balcão não apenas para comprar mantimentos, mas para encontrar um homem que compreendia suas lutas porque as vivera em própria carne.
Essa reputação de integridade levou-o, em 26 de novembro de 1956, a um novo capítulo: sua eleição como vereador em Guarapuava pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Não foi ambição que o moveu, mas o chamado do dever. Na Câmara Municipal, Luiz não buscava holofotes — buscava soluções concretas. Defendeu causas dos pequenos agricultores que lembravam sua própria origem em Tamanduá; lutou por estradas de chão batido que ligassem comunidades isoladas; insistiu na importância das escolas rurais, lembrando-se das dificuldades que enfrentara para estudar após a morte do pai.
Sua atuação política foi breve mas significativa — um reflexo de sua crença de que servir à comunidade era extensão natural do cuidado familiar.

O Ciclo das Despedidas: Enfrentando a Morte com Dignidade

A segunda metade da vida trouxe consigo o inevitável ciclo de despedidas que marca todas as famílias numerosas:
  • 1957: Augusto, seu irmão mais velho, partiu em Caiacanga;
  • 1964: Maria Clara, sua mãe heroína, faleceu em Balsa Nova aos 85 anos — Luiz, então com 45, sentiu o chão tremer sob seus pés;
  • 1965: Luiz René "Neno", seu irmão mais novo, morreu em São Luís do Purunã, reabrindo feridas antigas;
  • 1967: Georges Jean partiu, mais um elo da infância desfeito;
  • 1979: Maria Luisa "Nena" faleceu em Curitiba;
  • 1983: Octavio, outro irmão próximo, deixou este mundo na Lapa.
Cada morte era um lembrete da transitoriedade — mas também da permanência dos laços. Luiz, agora homem maduro, acolhia essas perdas com uma serenidade adquirida na convivência diária com a impermanência. Sabia que sua mãe, Maria Clara, aprovaria sua postura: seguir em frente sem esquecer, honrar a memória sem se aprisionar no luto.

O Adeus e o Legado Vivo

Em 29 de fevereiro de 1984 — quarta-feira de céu cinzento em Curitiba — Luiz Bruel Lute entregou sua alma à eternidade aos 65 anos. Partiu não como um homem derrotado pelo tempo, mas como quem cumpriu integralmente sua missão terrena: honrou seus pais com sua conduta; amou Dalila com fidelidade até o fim; criou Sérgio, Olga Maria e Beto com princípios sólidos; serviu sua comunidade com desprendimento; e manteve viva, até o último suspiro, a memória de cada irmão que partira antes dele.
Dalila, sua companheira de mais de quarenta anos, sobreviveu-lhe até 1995 — onze anos carregando a memória do marido com a mesma força com que o acompanhara em vida.

Epílogo: O Legado que Não se Apaga

Hoje, os campos de Tamanduá continuam verdes sob o sol paranaense. As ruas de Guarapuava expandiram-se além do que Luiz poderia imaginar. Mas seu legado persiste:
  • Em Sérgio, que carrega o peso honroso de ser o primogênio;
  • Em Olga Maria, guardiã da memória afetiva da família;
  • Em Luiz Roberto "Beto", que perpetua no nome e no espírito a essência do pai;
  • Nos netos e bisnetos que, mesmo sem conhecê-lo pessoalmente, herdam sua ética de trabalho, sua lealdade familiar, sua quietude reflexiva.
Luiz Bruel Lute não mudou o curso da história do Brasil. Mas mudou o curso da história de todos que tiveram a sorte de cruzar seu caminho. Sua vida foi um bordado feito de fios aparentemente simples — o suor da roça, o cheiro do café no amanhecer, o sorriso dos filhos ao voltarem da escola, o aperto de mão firme de um cliente que se tornara amigo. Fios que, tecidos dia após dia com paciência e amor, formaram uma tapeçaria rica em significado: a história de um homem comum que, justamente por sua humanidade autêntica e sua fidelidade aos laços familiares, tornou-se extraordinário.
E assim permanece: não em estátuas ou nomes de ruas, mas na força silenciosa de seus descendentes — na certeza de que famílias como a dos Bruel, tecidas com amor e resiliência, são os verdadeiros alicerces sobre os quais se constrói não apenas uma região, mas uma nação.


Luiz Bruel

Masculino  Luiz BRUEL Lute

Sosa: 4
Luiz Bruel )

  • Nascido a 16 de junho de 1918 (domingo) - Tamandua - Campo Largo, Grande Curitiba, Paraná, BRÉSIL
  • Falecido a 29 de fevereiro de 1984 (quarta-feira) - Curitiba, Grande Curitiba, Paraná, BRÉSIL, com a idade de 65 anos
  • Comerciante
6 ficheiros disponíveis

 Pais

 Casamento(s) e filho(s)

 Irmãos

(esconder)

 Acontecimentos

16 de junho de 1918 :
Nascimento - Tamandua - Campo Largo, Grande Curitiba, Paraná, BRÉSIL
Fontes: Sergio BRUEL -
16 de outubro de 1943 :
Casamento (com Dalila Thusnelda Lala STUBERT) - Lapa, Grande Curitiba, Paraná, BRÉSIL
26 de novembro de 1956 :
Eleição - Guarapuava, Paraná, BRÉSIL
Eleito vereador pelo Partido Trabalhista Brasileiro
29 de fevereiro de 1984 :
Morte - Curitiba, Grande Curitiba, Paraná, BRÉSIL
Fontes: pesquisa familiar - Numerização

 Fotos e Registos de Arquivo

Foto Luiz 1 filho Vó Marica pdf

Foto Luiz 1 filho Vó Marica pdf

Foto Tio Lute Vereador 1955   2 pdf

Foto Tio Lute Vereador 1955 2 pdf

Foto Tio Lute Vereador 1955 pdf

Foto Tio Lute Vereador 1955 pdf

Luiz Bruel

Luiz Bruel

6 ficheiros disponíveis

 Árvore genealógica (até aos avós)

sosa Guilhaume BRUEL 1818-1883 imagem
sosa Marie Chamberedon ROSE 1832-1914
 imagem
sosa Barthélémy CASSOU 1853-1902
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sosa Clémence Laure LESBATS 1860-1908
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sosa Auguste Bruel 1866-1930
 imagem
sosa Maria Clara Marica CASSOU 1879-1964
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sosa Luiz Lute Bruel 1918-1984



192025 de janeiro.
19 meses

Nascimento de uma irmã

 
Notas

Local provável, Araucaria

192026 fora.
2 anos
192223 de janeiro.
3 anos
192228 fora.
4 anos

Nascimento de uma irmã

192421 de junho.
6 anos

Nascimento de um irmão

 
São Luís do Purunã - Balsa Nova, 83650-000, Grande Curitiba, Paraná, BRÉSIL
Baptismo a 14 de dezembro de 1931 (Balsa Nova, 83650-000, Grande Curitiba, Paraná, BRÉSIL)
192828 de janeiro.
9 anos

Casamento de uma irmã

 
São Luís do Purunã - Balsa Nova, 83650-000, Grande Curitiba, Paraná, BRÉSIL
19373 de abril.
18 anos

Casamento de um irmão

193718 dez.
19 anos

Casamento de uma irmã

 
São Luiz Do Puruna, Balsa Nova, Paraná, BRÉSIL
194015 de janeiro.
21 anos

Morte de um irmão

194029 de junho.
22 anos

Casamento de uma irmã

 
S - Balsa Nova, 83650-000, Grande Curitiba, Paraná, BRÉSIL
195014 de março.
31 anos
195626 de novembro
38 anos

Eleição

 
Notas

Eleito vereador pelo Partido Trabalhista Brasileiro

195710 anos atrás.
39 anos

Morte de um irmão

19643 de março.
45 anos

Morte da mãe

 
Balsa Nova, 83650-000, Grande Curitiba, Paraná, BRÉSIL
196510 maio
46 anos

Morte de um irmão

 
São Luís do Purunã - Balsa Nova, 83650-000, Grande Curitiba, Paraná, BRÉSIL
196729 anos atrás.
49 anos

Morte de um irmão

198310 de janeiro.
64 anos

Antepassados de Luiz Lute BRUEL

Louis Joseph BRUEL 1712-/1761 Françoise BOURGANEL 1719-1769 Antoine MOUSSÉ ca 1719-1753 Marguerite LABOURÉ 1724-1784/ Antoine GODARD 1719-1770/ Antoinette RODAMEL 1721-1770/ Louis GIRARD †/1770 Claudine LABOURÉ 1731-1790     Paschal CASSOU DU BOURDELAT 1766-1822 Bernarde SALIS 1762-1822 Ambroise CALAMY 1781-1813 Catherine FRECHOU 1783-1871 Jean DONJOAN 1768-1827 Marie Madeleine BEGORRE 1769-1813 Jean Pierre 2ème Né GUILHOURET 1781-1853 Marie SALENAVE 1780-1852 Pierre LESBATS 1772-1844 Jeanne DUMORA 1777-1835 Jean LABAT 1758-1855 Marguerite Elisabeth MAGEN 1768-1809 Julien GRAND GUILLOT 1754-1802 Angélique Charlotte Denise ROUSSEL 1764-1806 Louis COUPIN 1788-1842 Jeanne FAYNOT (FRAYNOT) 1795-1842
|- 1738 -| |- 1746 -| |- 1743 -| |- 1751 -|     |- 1790 -| |- 1803 -| |- 1795 -| |- 1802 -| |- 1794 -| |- 1797 -| |- 1781 -| |- 1816 -|



 


 


 


     


 


 


 


 


 


 


 


| | | |     | | | | | | | |
Claude BRUEL 1743-1790 Jeanne Marie MOUSSÉ 1747-1828 Guillaume GODARD 1744-1791 Marie GIRARD ca 1750-/1797     Jean CASSOU ca 1795-1842 Marie CALAMY 1804-1832 Bernard DONJOAN 1798-1833 Marie GUILHOURET 1806-1830 Jean LESBATS 1800-1858 Françoise Clémence LABAT 1803-1871
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 Pierre GRANDGUILLOT 1796-1871
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 Madelaine Adèle COUPIN 1817-1866
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|- 1773 -| |- 1770 -|     |- 1828 -| |- 1826 -| |- 1825 -| |- 1835 -|



 


     


 


 


 


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François l'aîné BRUEL 1776-1819 Marie GODARD 1779-1830 x INCONNU x INCONNUE Jean CASSOU 1828-1906 Marie DOUNJOUAN 1828-1897 Pierre Octave Pedro Octavio LESBATS 1827-/1900
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 Alexandrine Clara GRANDGUILLOT 1836-1868
|- 1798 -| | | |- 1851 -| |- 1859 -|



 


 


 


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Guilhaume BRUEL 1818-1883 Marie chamberedon ROSE 1832-1914
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 Barthélémy CASSOU 1853-1902
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 Clémence Laure LESBATS 1860-1908
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|- 1854 -| |- <1879 -|



 


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Auguste BRUEL 1866-1930
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 Maria Clara Marica CASSOU 1879-1964
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|- 1895 -|



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Luiz Lute BRUEL 1918-1984
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Descendentes de Luiz Lute BRUEL










































































































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