quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Domingos Soares Fragoso Nascido cerca 1740 - Curitiba, Paraná, Brasil Baptizado a 25 de janeiro de 1740 (segunda-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil Falecido a 7 de agosto de 1819 (sábado) - Curitiba, Paraná, Brasil, com cerca de 79 anos

  Domingos Soares Fragoso Nascido cerca 1740 - Curitiba, Paraná, Brasil Baptizado a 25 de janeiro de 1740 (segunda-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil Falecido a 7 de agosto de 1819 (sábado) - Curitiba, Paraná, Brasil, com cerca de 79 anos

Domingos Soares Fragoso: O Patriarca que Tecceu Raízes na Terra dos Pinheirais

Uma jornada de quase oito décadas entre perdas, renascimentos e o silêncio majestoso das araucárias

I. O Batismo sob as Sombras das Araucárias (1740)

Na madrugada de 25 de janeiro de 1740, enquanto o sino da modesta capela de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais ecoava entre vales ainda selvagens, Domingos Soares Fragoso recebia as águas do batismo nas mãos de um padre que mal imaginava estar abençoando um dos futuros pilares da Curitiba colonial. Nascera sob o signo de São Paulo — dia da conversão do apóstolo — numa terra onde portugueses, índios e mestiços disputavam espaço entre campos gerais e florestas de araucárias centenárias. Seu berço não foi de berços dourados, mas de chão batido e paredes de taipa, num arraial que ainda respirava o cheiro úmido da terra virgem e o suor dos que ousavam domar a fronteira sul do Império.
Seus pais, João Soares Fragoso — homem de origens nebulosas, talvez filho de reinóis ou de uma linhagem já enraizada no sertão — e Pascoa Das Neves, mulher cujo nome evocava promessas bíblicas, deram-lhe não apenas o sangue, mas a resiliência necessária para sobreviver numa época em que cada amanhecer era uma vitória. Domingos cresceu ouvindo histórias de tropeiros que desciam do planalto em busca de mulas, de índios kaingangues que ainda percorriam os campos com liberdade, e do zumbido distante das missões jesuíticas — que, em 1759, seriam extintas, alterando para sempre o mapa humano do Paraná.

II. A Orfandade que Moldou um Homem (1752)

Aos doze anos, o mundo de Domingos desmoronou em silêncio. No dia 26 de agosto de 1752, Pascoa Das Neves partiu, deixando um vazio que nenhum registro paroquial poderia capturar. Um menino de doze anos, diante da morte da mãe numa época sem analgésicos para a alma, aprendeu cedo o que significava ser homem na fronteira: não havia espaço para lágrimas prolongadas. Seu pai, João, logo buscaria consolo nos braços de Inês de Siqueira Chaves Da Silva — união breve, efêmera como a própria Inês, que morreria no mesmo ano do casamento (1745), deixando Domingos com meios-irmãos que mal chegou a conhecer: João Francisco e Miguel José, cujas vidas seguiriam rumos distintos nas veredas do sertão paranaense.
Essa orfandade precoce não o quebrou; temperou-o. Enquanto outros jovens sonhavam com as riquezas das minas de Vila Rica, Domingos fixou os olhos na terra que pisava. Aprendeu a ler os sinais das estações, a distinguir o chão fértil do pedregoso, a negociar com tropeiros que traziam sal e levavam couro. Tornou-se, antes dos vinte anos, um homem de confiança — expressão da época para quem honrava palavra dada e sabia lidar com bois e com homens com igual firmeza.

III. O Juramento diante do Altar: Maria Dias Camacho e a Grande Família (1765)

No outono de 1765, aos vinte e cinco anos — idade em que muitos já eram pais de filhos crescidos — Domingos caminhou até a igreja matriz com Maria Dias Camacho ao seu lado. Ela, nascida em 1750, trazia nos olhos a serenidade das mulheres que sabem que seu destino será feito de partos, orações e trabalho incansável. Naquele 30 de outubro, diante do padre e da comunidade curitibana — então pouco mais de duzentas almas —, dois jovens prometeram construir algo maior que si mesmos: uma linhagem.
E que linhagem nasceria dali!
Entre 1767 e 1797, Maria daria à luz onze filhos — cada nascimento uma batalha contra a mortalidade infantil que ceifava vidas com indiferença cruel. Ana Francisca veio primeiro, em 1767, batizada em Tamanduá — sinal de que Domingos já expandia seus domínios além dos limites da vila. Depois veio Manoel, cuja vida breve (1769-1778) deixaria uma cicatriz silenciosa no coração do pai: uma criança de nove anos, levada por febre ou disenteria, enterrada sob uma cruz rústica no adro da igreja. Domingos enterrou o filho com as próprias mãos, como se enterra uma parte da própria juventude.
Mas a vida insistia em renascer. Antonio nasceu por volta de 1770; Floriano em 1780, em Balsa Nova — localidade que crescia às margens do rio Iguaçu; Teodoro em 1782; Joaquim em 1785; Francisco em 1787; Pedro em 1791, em Tamanduá, onde Domingos mantinha sesmarias para criação de gado. Entre os meninos, duas meninas frágeis: Maria, que viveu apenas um ano (1796-1797), e Joana Maria, nascida em 1797, já quando Domingos caminhava para os sessenta.
Cada filho era uma raiz lançada à terra. Domingos não apenas gerava vidas; distribuía herdeiros pelas fronteiras em expansão: Tamanduá, Balsa Nova, São José dos Pinhais — cada localidade ganhava um Fragoso para cultivar, criar gado, fundar capelas. Era assim que se construía um império familiar na América portuguesa: não com coroas, mas com sementes.

IV. O Luto e o Recomeço: Isabel Maria Cordeiro (1806-1807)

Em 4 de março de 1806, aos sessenta e seis anos, Domingos enfrentou a perda mais profunda: Maria Dias Camacho partiu, deixando um silêncio que preencheu a casa de memórias. Quase quarenta anos de casamento. Onze filhos gerados. Netos já correndo pelos campos — Bento, Ana, Bárbara, Manoel... Maria vira florescer a árvore que plantara com Domingos.
Mas a vida na fronteira não permitia lutos prolongados. Aos sessenta e sete anos — idade em que muitos já se recolhiam à espera da morte — Domingos surpreendeu a todos. No dia 1º de agosto de 1807, diante do mesmo altar onde jurara amor a Maria, uniu-se a Isabel Maria Cordeiro, mulher nascida por volta de 1740, talvez viúva como ele, talvez companheira para enfrentar a solidão dos últimos anos. Não houve filhos desse casamento — as forças da natureza já haviam se esgotado — mas houve dignidade. Havia, naquele gesto, uma recusa heroica à melancolia: enquanto houvesse fôlego, haveria vida.

V. O Patriarca no Crepúsculo: Testemunha de uma Era que Findava

Nos últimos anos, Domingos transformou-se em monumento vivo. Sentado à porta de sua casa de taipa, via desfilar diante dos olhos a história que ajudara a escrever:
— Antonio, seu filho mais velho ainda vivo, casara-se em 1795 com Floriana de Chaves de Almeida, unindo duas famílias pioneiras.
— Teodoro, em 1803, desposara Feliciana Rodrigues França — os França, outra estirpe que marcara a região.
— Pedro, o caçula dos que sobreviveram à infância, casara-se em 1811 com Ana Rodrigues França, perpetuando alianças.
— Netos multiplicavam-se como capim após a chuva: Eusébio, Constância, João, Mariana, Rosa, Joaquim... cada batismo em Curitiba era um novo ramo na árvore genealógica.
Enquanto isso, o mundo mudava ao seu redor. Em 1808, a família real portuguesa aportava no Brasil, fugindo de Napoleão. Em 1815, o Brasil tornava-se Reino Unido a Portugal. Domingos, porém, permanecia fiel ao seu universo: a terra, o gado, os filhos, os netos. Suas fronteiras eram as do coração — não as do mapa.

VI. A Partida: 7 de Agosto de 1819

Na manhã de sábado, 7 de agosto de 1819, Domingos Soares Fragoso fechou os olhos para sempre. Tinha cerca de setenta e nove anos — uma longevidade rara para a época. Morreu na mesma Curitiba onde nascera, mas numa cidade transformada: já não era mais um arraial isolado, mas um importante entreposto tropeiro, com ruas definidas, casas de pedra e calçada, e uma igreja matriz que substituíra a capela humilde de sua infância.
Foi enterrado em solo sagrado, talvez ao lado de Maria Dias Camacho — como convinha a um casal que construíra uma nação em miniatura. Seu testamento não era de papel, mas de sangue e memória: dez filhos que chegaram à idade adulta; dezenas de netos espalhados pelas terras do Paraná; uma linhagem que sobreviveria a impérios, repúblicas e revoluções.

VII. Legado: O Sangue que Corre nas Veias do Paraná

Domingos Soares Fragoso não foi herói de batalhas nem fundador de cidades. Foi algo mais raro e essencial: um continuador. Num tempo em que cada vida era frágil como folha ao vento, ele teceu teimosamente os fios da existência — casou, gerou, educou, perdeu, recomeçou. Suas perdas (a mãe aos doze anos; o filho Manoel; a esposa Maria) não o endureceram; ensinaram-lhe que a única resposta à morte é a vida — mais vida, mais filhos, mais raízes.
Hoje, seus descendentes — diretos ou por alianças — formam um rio subterrâneo que irriga o Paraná moderno. Nos rostos de milhares de curitibanos, nas ruas que levam nomes de seus netos, nas fazendas que ainda guardam sesmarias originais, Domingos permanece. Não como estátua de bronze, mas como sussurro nas araucárias, como o cheiro da terra molhada após a chuva, como a certeza silenciosa de que, mesmo na fronteira mais remota, mesmo diante da morte mais cruel, é possível deixar raízes tão profundas que o tempo não as arranca.
E assim, entre o batismo de janeiro de 1740 e o enterro de agosto de 1819, completou-se a jornada de um homem que, sem saber, tornou-se pedra fundamental de uma pátria chamada Paraná.
  • Nascido cerca 1740 - Curitiba, Paraná, Brasil
  • Baptizado a 25 de janeiro de 1740 (segunda-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil
  • Falecido a 7 de agosto de 1819 (sábado) - Curitiba, Paraná, Brasil, com cerca de 79 anos

 Pais

 Casamento(s) e filho(s)

 Meios irmãos e meias irmãs

Pelo lado de João Soares Fragoso ca 1719-

 Notas

Notas individuais


_FSLINK: https://www.familysearch.org/tree/person/details/9NPF-CXQ
Lavrador, Criador, pardo, filho natural de João Soares Fragoso e Pascoa das Neves
--
11 filhos da primeira esposa
1 Ana Soares
2 Manoel
3 Antonio Soares Fragoso
4 Francisco
5 Felisberto Soares dos Santos
6 Floriano
7 Teodoro Soares Fragoso
8 Joaquim
9 Francisco
10 Pedro Soares Fragodo
11 Maria

-- GEDCOM (INDI) -- 1 SOUR FamilySearch Family Tree

 Fontes

  • Pessoa: A Família Soares Fragoso - Henrique Fendrich - Y
  • Casamento 2: FamilySearch Family Tree (https://www.familysearch.org) - "FamilySearch Family Tree," database, FamilySearch  - The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints - accessed 2 Jul 2024), entry for Domingos Soares Fragoso, person ID 9NPF-CXQ.

 Árvore genealógica (até aos avós)

Álvaro Soares Fragoso ca 1680-/1758 Catarina Garcia De Unhate †1751 ? ? Ventura x 1691-1747
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João Soares Fragoso ca 1719- Pascoa Das Neves ca 1719-1752
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Domingos Soares Fragoso ca 1740-1819


cerca1740
174025 jan.
17454 fev.
~ 5 anos
174720 jul.
~ 7 anos
175119 mar.
~ 11 anos

Morte da avó paterna

175226 ago.
~ 12 anos
176530 out.
~ 25 anos
176723 maio
~ 27 anos
176927 maio
~ 29 anos
cerca1770
~ 30 anos

Nascimento de um filho

 
Parana, Brasil
17715 jun.
~ 31 anos
177130 set.
~ 31 anos
177811 jun.
~ 38 anos

Nascimento de um filho

 
Baptismo a 11 de junho de 1778 (São José dos Pinhais, Paraná, Brasil)
177820 set.
~ 38 anos
178015 dez.
~ 40 anos

Nascimento de um filho

 
Balsa Nova, Paraná, Brasil
Baptismo a 15 de dezembro de 1780 (Balsa Nova, Paraná, Brasil)
178226 dez.
~ 42 anos

Nascimento de um filho

 
Baptismo a 26 de dezembro de 1782 (Curitiba, Paraná, Brasil)
178525 out.
~ 45 anos

Nascimento de um filho

 
Baptismo a 25 de outubro de 1785 (Curimatá, Piauí, Brasil)
178614 nov.
~ 46 anos
178713 jul.
~ 47 anos
1791
~ 51 anos

Nascimento de um filho

 
Baptismo a 16 de maio de 1791 (Curitiba, Paraná, Brasil)
179612 abr.
~ 56 anos
1796
~ 56 anos

Nascimento de uma neta

 
Baptismo a 14 de junho de 1796 (Curitiba, Paraná, Brasil)
17972 maio
~ 57 anos
179721 maio
~ 57 anos

Nascimento de uma filha

 
Baptismo a 21 de maio de 1797 (Curitiba, Paraná, Brasil)
17978 set.
~ 57 anos

Nascimento de uma neta

 
Baptismo a 8 de setembro de 1797 (Curitiba, Paraná, Brasil)
18006 abr.
~ 60 anos
18011 jan.
~ 61 anos

Nascimento de um neto

 
Baptismo a 1 de janeiro de 1801 (Curitiba, Paraná, Brasil)
180315 jun.
~ 63 anos

Nascimento de uma neta

 
Baptismo a 15 de junho de 1803 (Curitiba, Paraná, Brasil)
180516 jan.
~ 65 anos

Nascimento de um neto

 
Baptismo a 16 de janeiro de 1805 (Curitiba, Paraná, Brasil)
180523 set.
~ 65 anos

Nascimento de uma neta

 
Baptismo a 23 de setembro de 1805 (Curitiba, Paraná, Brasil)
18064 mar.
~ 66 anos
1806
~ 66 anos

Nascimento de um neto

 
Baptismo a 21 de fevereiro de 1806 (Curitiba, Paraná, Brasil)
18071 ago.
~ 67 anos
180728 set.
~ 67 anos

Nascimento de uma neta

 
Baptismo a 28 de setembro de 1807 (Curitiba, Paraná, Brasil)
180826 jul.
~ 68 anos

Nascimento de um neto

 
Baptismo a 26 de julho de 1808 (Curitiba, Paraná, Brasil)
18084 dez.
~ 68 anos

Nascimento de uma neta

 
Baptismo a 4 de dezembro de 1808 (Curitiba, Paraná, Brasil)
18099 ago.
~ 69 anos

Nascimento de um neto

 
Baptismo a 9 de agosto de 1809 (Curitiba, Paraná, Brasil)
18108 jul.
~ 70 anos

Nascimento de uma neta

 
Baptismo a 8 de julho de 1810 (Curitiba, Paraná, Brasil)
181125 set.
~ 71 anos
1811
~ 71 anos

Nascimento de uma neta

 
Baptismo a 14 de abril de 1811 (Curitiba, Paraná, Brasil)
181125 maio
~ 71 anos

Nascimento de um neto

 
Baptismo a 25 de maio de 1811 (Curitiba, Paraná, Brasil)
cerca1813
~ 73 anos
18139 abr.
~ 73 anos

Nascimento de um neto

 
Baptismo a 9 de abril de 1813 (Curitiba, Paraná, Brasil)
18137 nov.
~ 73 anos

Nascimento de uma neta

 
Baptismo a 7 de novembro de 1813 (Curitiba, Paraná, Brasil)
181412 fev.
~ 74 anos

Nascimento de uma neta

 
Baptismo a 12 de fevereiro de 1814 (Curitiba, Paraná, Brasil)
181423 jun.
~ 74 anos

Nascimento de um neto

 
Baptismo a 23 de junho de 1814 (Curitiba, Paraná, Brasil)
181524 jan.
~ 75 anos

Nascimento de um neto

 
Baptismo a 24 de janeiro de 1815 (Curitiba, Paraná, Brasil)
181530 nov.
~ 75 anos
1816
~ 76 anos

Nascimento de um neto

18168 jan.
~ 76 anos

Nascimento de um neto

181617 out.
~ 76 anos
1816nov.
~ 76 anos

Nascimento de um neto

 
Baptismo a 20 de novembro de 1816 (Curitiba, Paraná, Brasil)
1817
~ 77 anos

Nascimento de uma neta

 
Baptismo a 22 de novembro de 1817 (Curitiba, Paraná, Brasil)
cerca1817
~ 77 anos
18187 jun.
~ 78 anos

Nascimento de um neto

 
Baptismo a 7 de junho de 1818 (Curitiba, Paraná, Brasil)
181811 jun.
~ 78 anos

Nascimento de uma neta

 
Baptismo a 11 de junho de 1818 (Curitiba, Paraná, Brasil)
18197 ago.
~ 79 anos

Antepassados de Domingos Soares Fragoso

  Francisco Corrêa Sardinha †1638 Maria De Oliveira  Simão Da Motta Requeixo †1650 Maria Barbosa †1687/ Manoel Garcia Velho 1600-1659 Maria Moniz Da Costa ca 1594- Antonio Da Cunha Gago ca 1600-1671 Marta De Miranda ca 1610-1668 João Portes Del Rei ca 1603- Juliana Antunes Cardoso ca 1605- Francisco Corrêa De Oliveira †1686 Angela Da Motta ca 1621-1687/  
  | | |- ca 1617 -| |- 1616 -| |- 1630 -| |- ca 1625 -| |- ca 1634 -|  
  


 


 


 


 


 


  
  | | | | | |  
  Francisco Corrêa De Oliveira †1686 Angela Da Motta ca 1621-1687/ Garcia Rodrigues Muniz ca 1630-ca 1700 Catarina De Unhate 1635-1691 Tomé Portes Del Rei ca 1625-ca 1702 Juliana De Oliveira †1728  
  |- ca 1634 -| |- ca 1650 -| | |  
  


 


 


  
  | | |  
Domingos Soares ca 1646-1702 Ascença Da Motta ca 1647- Antonio Garcia Da Cunha †1731 Maria Antunes Cardoso †1758  
|- ca 1663 -| |- 1688 -|  



 


  
| |  
Álvaro Soares Fragoso ca 1680-/1758 Catarina Garcia De Unhate †1751 Ventura x 1691-1747
|- ca 1716 -| |



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João Soares Fragoso ca 1719- Pascoa Das Neves ca 1719-1752
| |



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Domingos Soares Fragoso ca 1740-1819












































































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