terça-feira, 18 de agosto de 2026

Antônio da Cunha Gago, o "Gambeta": Pioneiro e Patriarca Bandeirante

 Antônio da Cunha Gago, dito o Gambeta, foi um bandeirante natural de (São Paulo, 1605 - ?), membro de importante família em que abundam exploradores dos sertões de Minas Gerais e da descoberta do ouro.[1][2][3]

Casou-se em São Paulo em 1630 com Marta de Miranda, filha de Miguel de Almeida e Miranda, de Cascais, e Maria do Prado. Tiveram onze filhos, descritos por Silva Leme no vol. V, pág. 181, § 5.º de sua Genealogia Paulistana, entre os quais:[1][2][3]

  1. Antônio da Cunha Gago, alcaide-mor e descobridor da prata em 1680. Tomou parte na expedição de pesquisa de prata de 1681 com D. Rodrigo de Castelo Branco. Casou em Mogi das Cruzes com Ana Portes de El-Rei ou del Rei (filha de João Portes del Rei e de Juliana Antunes, da família dos Pretos. Tiveram dois filhos: Juliana Antunes Portes, casada com Manuel Correia da Veiga (?-1713 Taubaté), e Antônio Portes da Cunha, casado em Mogi das Cruzes 1688 com Maria Jácome (filha do sargento-mor Tomé Moreira e Natália Gomes Vilas-Boas, da família dos Godóis), tendo por sua vez três filhas.
  1. Simão da Cunha Gago, casado com Catarina Portes del Rei (?-1687 morta em Taubaté, testada),[1] irmã de Tomé Portes del Rei, seu cunhado, acima. Tiveram quatro filhos, entre eles eles João Portes del Rei, o qual casou em 1687 com Isabel da Fonseca (?-1708, morta em Mogi das Cruzes, já então casada por segunda vez com Antônio de Pontes Sutil, da família dos Godois). Tiveram cinco filhos.
  1. Bartolomeu da Cunha Gago (?-1685 Taubaté), capitão-mor e explorador circa 1680. Casou com Maria Portes del Rei, irmã de suas precedentes cunhadas e tiveram dois filhos: (A) Marta de Miranda del Rei, casada com o capitão-mor Amador Bueno da Veiga, filho de Baltasar da Costa da Veiga e Maria Bueno de Mendonça; e (B) Bartolomeu da Cunha Gago que guardou o nome do pai, nascido em Taubaté, capitão-mor da tropa para descobrimentos do ouro, prata e pedras em 1680. Casado em 1695 com Margarida Bueno da Veiga de Mendonça, irmã do Capitão-mor Amador Bueno da Veiga, seu cunhado Tiveram três filhos: I - Maria, que casou em Taubaté com Manuel Cubas do Prado; II - Antônio da Cunha Portes del Rei (?-1734 morto testado no arraial de Santo Antônio do Campo, Minas Gerais, mas inventariado em Taubaté), tenente-coronel de ordenanças de Pindamonhangaba e Taubaté. Casado com Francisca Romeiro Velho Cabral (?-Taubaté 1735), da família Bicudo; e III- ) Francisca da Cunha Portes (?-1784 Taubaté), casada em 1717 com o capitão Miguel Pinheiro de Resende, do Porto, viúvo de Margarida Bicudo, sua parente.

Referências

  1.  «Genearc: Antônio da Cunha Gago, o Gambeta; Nascimento: ~ 1600; Origem: São Paulo, Brasil». genearc.net. Consultado em 29 de março de 2023
  2.  «GeneaMinas - genealogia mineira - Antonio da Cunha Gago (O Gambeta) e Martha de Miranda». www.geneaminas.com.br. Consultado em 29 de março de 2023
  3.  Paraibanova (1 de setembro de 2015). «RESENDE HISTORIA DO VALE DO PARAIBA: Título dos Cunha Gagos». RESENDE HISTORIA DO VALE DO PARAIBA. Consultado em 29 de março de 2023

Antônio da Cunha Gago, o "Gambeta": Pioneiro e Patriarca Bandeirante

Antônio da Cunha Gago, amplamente conhecido pela alcunha de "Gambeta", foi um dos mais notáveis bandeirantes paulistas do século XVII. Nascido em São Paulo por volta de 1605, ele pertencia a uma linhagem central na história da exploração dos sertões brasileiros, cujos membros foram fundamentais nas descobertas de ouro e metais preciosos nas Minas Gerais. A sua descendência e importância genealógica são detalhadas por Luiz Gonzaga da Silva Leme no Volume V (pág. 181) da clássica Genealogia Paulistana.

📜 Vida Familiar e Estrutura Genealógica

Em 1630, em São Paulo, Antônio da Cunha Gago casou-se com Marta de Miranda, filha de Miguel de Almeida e Miranda (natural de Cascais) e de Maria do Prado. Da união do casal nasceram onze filhos, que consolidariam alianças matrimoniais estratégicas com outras famílias influentes do período colonial.

Destacados descendentes de "Gambeta":

  • Antônio da Cunha Gago (o filho): Alcaide-mor e notável descobridor de prata. Em 1680, participou da célebre expedição de pesquisa de prata liderada por D. Rodrigo de Castelo Branco. Casou-se em Mogi das Cruzes com Ana Portes del Rei, da influente família dos Pretos.

  • Simão da Cunha Gago: Casou-se com Catarina Portes del Rei, irmã de outras noras de Antônio, unindo ainda mais os laços desta dinastia bandeirante. Um dos seus filhos, João Portes del Rei, também seguiu o caminho das explorações e alianças familiares.

  • Bartolomeu da Cunha Gago (falecido em 1685): Capitão-mor e explorador ativo por volta de 1680. Casou-se com Maria Portes del Rei. É através desta linhagem que a família se conecta a outro gigante da bandeira:

    • Marta de Miranda del Rei: Filha de Bartolomeu, casou-se com o Capitão-mor Amador Bueno da Veiga (o famoso "Cabo-Maior dos Paulistas").

    • Bartolomeu da Cunha Gago (neto de "Gambeta"): Seguiu os passos do pai e do avô como Capitão-mor de tropas destinadas aos descobrimentos de ouro, prata e pedras preciosas. Casou-se com Margarida Bueno da Veiga de Mendonça, irmã de Amador Bueno da Veiga, consolidando o entrelaçamento entre os clãs Cunha Gago e Bueno da Veiga.

🏔️ O Legado nas Minas Gerais

A família Cunha Gago não se limitou à exploração territorial; eles foram atores políticos e militares fundamentais na ocupação da Capitania de Minas Gerais. O inventário dos bens de membros da família, como Antônio da Cunha Portes del Rei (filho do segundo Bartolomeu), falecido no arraial de Santo Antônio do Campo em 1734, demonstra a capilaridade da família na economia mineradora e na organização das Ordenanças em localidades como Taubaté e Pindamonhangaba.

Através de casamentos com famílias como os Bicudo, os Godói e os Romeiro Velho Cabral, Antônio da Cunha Gago, o "Gambeta", garantiu que o seu apelido e o espírito pioneiro da sua estirpe fossem preservados e difundidos através das gerações, influenciando a elite administrativa e militar de São Paulo e das Minas Gerais durante o apogeu do ciclo do ouro.

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