| Baltasar Fernandes | |
|---|---|
Estátua de Baltasar Fernandes em Sorocaba | |
| Nascimento | |
| Morte | Nossa Senhora da Ponte de Sorocaba, Capitania de São Vicente, Estado do Brasil, Reino de Portugal |
| Etnia | caipira |
| Progenitores | Mãe: Susana Dias Pai: Manoel Fernandes |
| Cônjuge | Maria de Zunega (c. 1600–?) Isabel de Proença (1603–1648) |
| Filho(a)(s) | Pedro Fernandes Cecília de Abreu de Proença Maria de Proença Isabel de Proença Potência de Abreu Custódia Dias Mariana de Proença Veronica de Proença Antonio Fernandes de Abreu Benta Dias de Proença Luís Fernandes de Abreu Ana de Proença Manuel Fernandes de Abreu |
Baltasar Fernandes (São Paulo dos Campos de Piratininga, 1580 — Nossa Senhora da Ponte de Sorocaba, 1667) foi um militar e bandeirante paulista. Era filho do português Manoel Fernandes Ramos e da cabocla Susana Dias, fundadora de Santana de Parnaíba, juntamente com seu filho André Fernandes. Seu outro irmão, Domingos Fernandes, foi o fundador de Itu.
Biografia
Nasceu em São Paulo dos Campos de Piratininga, na Capitania de São Vicente, em uma fazenda onde hoje é o Parque Ibirapuera, tendo crescido nas terras de Parnahyba, povoado fundado por sua mãe, a cabocla Susana Dias. Tornou-se um notável bandeirante, foi alferes na bandeira chefiada por seu irmão André Fernandes em 1613 até o sertão do rio Paraupava; participou depois da bandeira de Francisco Bueno, servindo na divisão chefiada por seu irmão. Esteve ainda terras ao sul da Capitania de São Vicente (território correspondente ao Rio Grande do Sul), de 1637 a 1639, onde desse modo se dizia possuir mais de quatrocentos índios a seu serviço, com a finalidade de que trabalhassem nas lavouras.
Baltazar já tinha se aposentado da profissão de bandeirante quando herdou terras que pertenciam a sua mãe, Susana Dias, e a seu irmão, André Fernandes.[1]
Fundação de Sorocaba
Por volta de 1654, Baltasar edificou casa à beira do rio Sorocaba e na colina a capela de Nossa Senhora da Ponte – local onde hoje é a Catedral Metropolitana de Sorocaba, na Praça Coronel Fernando Prestes, doada em 1660 com terras, plantações e indígenas, aos beneditinos. Posteriormente houve a fundação do Mosteiro de São Bento.
Em 1661, foi falar com o governador geral Côrrea de Sá e Benevides. Baltasar queria que suas terras deixassem de ser um povoado e fossem convertidas em uma vila (maior denominação a localidades da capitania naquela época, equivalente a município). O governador atendeu a seu pedido e, no dia 3 de março de 1661, seu povoado tornou-se então, a vila de Nossa Senhora da Ponte de Sorocaba. De imediato, Sorocaba ganhou sua própria câmara municipal. Nesse mesmo dia, foram nomeados os principais componentes da câmara: juízes Baltasar Fernandes e Paschoal Leite Paes; vereadores André de Zuñega e Cláudio Furquim; e procurador Domingos Garcia, além do escrivão Francisco Sanches, que não era eleito, sendo considerado o primeiro funcionário público de Sorocaba.[2]
Família
Aproximadamente no ano de 1600, em atividade nos sertões de Guairá, conheceu Maria de Zuñega, filha do bandeirante Bartolomeu de Torales, nascida em Vila Rica, com quem se casou. Após enviuvar, casou-se em 1603 com Isabel de Proença, filha do açoriano João de Abreu, um dos fundadores de São Sebastião.[3] Baltazar Fernandes e Isabel de Proença tiveram 12 filhos: Benta Dias (1614), Maria de Proença (1616), Izabel de Proença (1618), Potência de Abreu (1620), Ana de. Abreu (1622), Cecília de Abreu (1624), Custódia Dias (1626), Mariana de Proença (1628), Verônica de Proença (1630), Manoel Fernandes de Abreu (1632), Luiz Fernandes de Abreu (1633) e Antônio Fernandes de Abreu
Baltasar Fernandes: O Bandeirante e Fundador de Sorocaba
Nascido em São Paulo dos Campos de Piratininga em 1580 e falecido em Sorocaba em 1667, Baltasar Fernandes foi um proeminente militar e bandeirante paulista. Filho do português Manoel Fernandes Ramos e da cabocla Susana Dias (fundadora de Santana de Parnaíba), Baltasar integrou uma família de figuras centrais na história colonial paulista — sendo irmão de André Fernandes e de Domingos Fernandes, fundador de Itu.
Trajetória como Bandeirante
Crescido nas terras de Parnaíba, Baltasar destacou-se nas expedições ao interior do território colonial (sertanismo de contrato e apezamento):
Primeiras Expedições: Atuou como alferes na bandeira de seu irmão André Fernandes em 1613, rumo ao sertão do rio Paraupava, e participou da divisão liderada por Francisco Bueno.
Expedições ao Sul: Entre 1637 e 1639, esteve nas terras ao sul da Capitania de São Vicente (atual Rio Grande do Sul), onde utilizava centenas de indígenas em suas lavouras.
Aposentadoria: Após anos de incursões pelos sertões, recolheu-se da atividade bandeirante para administrar as terras herdadas de sua mãe e de seu irmão.
A Fundação de Sorocaba
Já aposentado, Baltasar deu início à sua obra mais duradoura no interior paulista:
Primeiros Passos (1654): Ergueu uma residência às margens do rio Sorocaba e construiu, no alto de uma colina, a capela de Nossa Senhora da Ponte (atual Praça Coronel Fernando Prestes e local da Catedral Metropolitana de Sorocaba). Em 1660, doou as terras, plantações e indígenas aos beneditinos, o que originou o futuro Mosteiro de São Bento.
Elevação a Vila (1661): Em busca de maior autonomia para a região, Baltasar viajou ao Rio de Janeiro para negociar com o governador-geral Salvador Correia de Sá e Benevides. Seu pleito foi atendido e, em 3 de março de 1661, o povoado foi oficialmente elevado à categoria de vila com o nome de Nossa Senhora da Ponte de Sorocaba.
Primeira Câmara Municipal: Na mesma data, foram empossados os primeiros administradores locais, com Baltasar Fernandes e Paschoal Leite Paes assumindo como juízes.
Vida Familiar e Descendência
Baltasar casou-se pela primeira vez por volta de 1600 com Maria de Zuñega (filha do bandeirante Bartolomeu de Torales). Após ficar viúvo, uniu-se em 1603 a Isabel de Proença (filha do açoriano João de Abreu). Desta segunda união, nasceu uma prole numerosa de 12 filhos:
Benta Dias (1614)
Maria de Proença (1616)
Izabel de Proença (1618)
Potência de Abreu (1620)
Ana de Abreu (1622)
Cecília de Abreu (1624)
Custódia Dias (1626)
Mariana de Proença (1628)
Verônica de Proença (1630)
Manoel Fernandes de Abreu (1632)
Luiz Fernandes de Abreu (1633)
Antônio Fernandes de Abreu
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