| Castelo de Blois | |
|---|---|
| Informações gerais | |
| Arquiteto(a) | Colin Biart |
| Website | http://www.chateaudeblois.fr/ |
| Geografia | |
| País | França |
| Localização | Blois |
| Coordenadas | 47° 35′ 08″ N, 1° 19′ 51″ L |
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O Castelo de Blois (em francês: Château de Blois) localiza-se no departamento de Loir-et-Cher, no vale do rio Loire.
Este palácio, além de residência de vários Reis da França, também foi o local onde o Arcebispo de Reims abençoou Joana d'Arc, em 1429, antes de esta partir com o seu batalhão para combater os ingleses em Orleães.
Erguido no centro da cidade de Blois, compreende vários edifícios construídos entre o século XIII e o século XVII, ao redor do pátio principal. A sua mais famosa peça de arquitetura é a magnifica escadaria em espiral, na ala de Francisco I.
História


Luis XII
O castelo medieval tornou-se uma residência real e a capital política do reino durante o reinado de Luís XII de França. No início do século XVI, o soberano iniciou uma reconstrução do castelo e a criação de um jardim Renascentista (em 1890 a construção da Avenue Victor Hugo destruiu os jardins).
Esta ala, feita em tijolo encarnado e pedra cinzenta, constitui a entrada principal do palácio, caracterizada por uma estátua equestre do rei acima citado. Apesar de o estilo ser essencialmente gótico, existem elementos renascentistas, tais como um pequeno candelabro.
Francisco I

Quando Francisco I subiu ao trono, a sua esposa, Cláudia de França, fê-lo mobilar Blois com a intenção de se mudar para lá, deixando o Château d'Amboise. Francisco I iniciou a construção de uma nova ala e criou no palácio uma das mais importantes bibliotecas da época. depois da morte da esposa, em 1524, ele passou muito pouco tempo em Blois, tendo a impressionante biblioteca sido levada para o Château de Fontainebleau, onde foi usada como “Bibliothèque Nationale” (Biblioteca Nacional).
Nesta ala a arquitetura e a ornamentação são marcadas pelas influências italianas. Ao centro está a monumental escadaria em espiral, coberta por finas esculturas e com vista para o pátio central. Por trás desta ala está a fachada das galerias, caracterizada por uma série de nichos desligados.
Henrique III
Henrique III, saiu de Paris durante as Guerras Religiosas Francesas (1562 - 1598, vivendo em Blois, onde convocou a Assembleia dos Estados Gerais em 1576 e 1588. Foi durante esta convenção que o rei condenou o seu arqui-inimigo, Henrique I, Duque de Guise, à execução.
Henrique IV
Depois disso, o palácio foi ocupado por Henrique IV, o primeiro monarca Bourbon. Depois da morte de Henrique IV, o palácio tornou-se o exílio da sua viúva, Maria de Médici.
Gaston d'Orléans


Em 1626, Luis XIII deu o Château of Blois ao seu irmão Gastão, Duque de Orleães, como presente de casamento. Em 1635, houve uma outra tentativa de ampliar o palácio, mas com a morte de Gastão, em 1660, foi abandonado. A tarefa deste desenvolvimento foi atribuída a François Mansart, um bem conhecido arquitecto da época. Esta ala preenche o muro das traseiras do parque, diretamente oposta à ala Luis XII. A secção central é composta por três níveis horizontais, onde pode ver-se a sobreposição das três ordens, Dórica, Jônica e Coríntia.
Depois da Revolução Francesa o imenso palácio foi abandonado por mais de cento e trinta anos. Os revolucionários decidiram destruir qualquer símbolo da velha nobreza, enquanto se enriqueciam a eles próprios, saqueando o palácio e roubando várias estátuas, emblemas reais e brasões. Num estado de total abandono, foi decidido que seria demolido. Esta atitude foi, porém, adiada para que servisse de aquartelamento militar.
Preservação
Em 1841, sob a direção de Luís Filipe I, o Castelo de Blois foi classificado como monumento histórico. Foi restaurado e transformado num museu. Incluído na visita ao palácio está o gabinete onde Catarina de Médici, supostamente, guardaria os seus venenos. Provavelmente, o "chamber of secrets" tinha um propósito bem mais banal: exibir objetos preciosos para os convidados.
Atualmente, o palácio pertence a cidade de Blois, constituindo uma das suas maiores atrações turísticas.
O Castelo de Blois: O Coração Histórico e Arquitetônico do Vale do Loire
O Castelo de Blois (Château de Blois) é um dos mais fascinantes e importantes palácios da França. Situado no departamento de Loir-et-Cher, erguido no centro da cidade de Blois, ele serviu de residência para vários reis franceses e foi o cenário de momentos cruciais da história nacional, como a bênção de Joana d'Arc em 1429 antes de sua marcha para Orleães.
🏛️ Arquitetura em Camadas (Séculos XIII a XVII)
O grande diferencial do Castelo de Blois é o seu pátio principal, que reúne diferentes épocas e estilos arquitetônicos lado a lado, criando um verdadeiro museu a céu aberto da evolução construtiva francesa:
A Ala de Luís XII: Construída no início do século XVI, esta ala em tijolo vermelho e pedra cinzenta serve como entrada principal. Predominantemente gótica, já incorpora leves toques renascentistas, como pequenos candelabros esculpidos, e é coroada por uma estátua equestre do monarca.
A Ala de Francisco I e a Escadaria Espiral: Marcada por profundas influências italianas, abriga a joia arquitetônica do castelo: a monumental escadaria em espiral na fachada voltada para o pátio, ricamente adornada com esculturas delicadas.
A Ala de Gastão de Orleães: Projetada pelo renomado arquiteto François Mansart a partir de 1635, esta ala clássica impõe-se na parte de trás do pátio, destacando-se pela sobreposição das ordens arquitetônicas (Dórica, Jônica e Coríntia) em três níveis.
👑 Passagens Históricas Marcantes
Capital Política: Sob Luís XII, o castelo consolidou-se temporariamente como o centro político do reino. Francisco I ali instalou uma imensa biblioteca que, mais tarde, seria transferida para o Château de Fontainebleau para formar o núcleo da Biblioteca Nacional.
Guerras de Religião: Durante o reinado de Henrique III, o palácio acolheu a Assembleia dos Estados Gerais (1576 e 1588), episódio em que o rei ordenou a execução de seu grande rival, Henrique I, Duque de Guise.
Exílio e Intrigas: No século XVII, após a morte de Henrique IV, o palácio serviu de refúgio e exílio para a rainha viúva Maria de Médici. É também famosa a suposta chambre de segrets de Catarina de Médici, associada a lendas de venenos, embora provavelmente servisse para expor objetos preciosos aos convidados.
📉 Declínio e Restauração
Com a Revolução Francesa, o palácio sofreu saques violentos, perda de emblemas reais e esteve na iminência de ser demolido, sendo salvo apenas para servir de quartel militar.
Salvo do esquecimento graças à intervenção de Luís Filipe I, que o classificou como monumento histórico em 1841, o castelo foi restaurado e transformado em museu. Hoje, pertence à municipalidade de Blois e continua a ser uma das atrações turísticas mais visitadas do Vale do Loire.

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