| Canhões costeiros do Estreito de Dover | |
|---|---|
| Parte de defesas costeiras britânicas/Muralha do Atlântico | |
| Canal da Mancha Próximo à Dover/Calais, no Reino Unido/França ocupada | |
| Informações | |
| Proprietário | Comando de Dover/Kriegsmarine |
| Controlado por | Exército Britânico/Kriegsmarine |
| Condição atual | Peças de museu ou demolidas |
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| História | |
| Construído | 1940 |
| Construído por | Contratantes civis britânicos/Organização Todt |
| Em uso | 1940–1944 |
| Materiais | Concreto armado com aço |
| Batalhas/guerras | Comboios do Canal Operação Cerberus Operação Undergo |
| Eventos | Batalha da Grã-Bretanha Desembarques da Normandia |
Os Canhões costeiros do Estreito de Dover eram canhões de artilharia costeira de longo alcance, posicionadas em ambos os lados do Canal da Mancha durante a Segunda Guerra Mundial. Os britânicos construíram diversas posições de artilharia ao longo da costa de Kent, no Reino Unido, enquanto os alemães fortificavam o Pas-de-Calais, na França ocupada. O Estreito de Dover era estrategicamente importante por ser a parte mais estreita do Canal da Mancha. Os canhões em ambos os lados atacavam navios, além de bombardear cidades costeiras e instalações militares. As fortificações alemãs seriam incorporadas a Muralha do Atlântico, construído entre 1942 à 1944.
Instalações alemãs
Após a queda da França em junho de 1940, Adolf Hitler discutiu pessoalmente a possibilidade de invasão com o Grande Almirante Erich Raeder, Comandante-em-Chefe da Kriegsmarine (Marinha Alemã), em 21 de maio de 1940. Quase um mês depois, em 25 de junho, ele ordenou ao Oberkommando der Wehrmacht (OKW) que iniciasse os preparativos e estudos de viabilidade, que deveriam ser concluídos até 2 de julho, para a invasão do Reino Unido. Em uma diretiva do OKW de 10 de julho, os canhões costeiras operacionais sob o controle da Kriegsmarine dariam apoio à frota de invasão.
Todas as providências devem ser tomadas para garantir uma forte proteção frontal e lateral de artilharia para o transporte e desembarque de tropas, caso haja uma possível travessia da faixa costeira Calais–Cap Gris-Nez–Boulogne.
Em 16 de julho, Hitler emitiu a Diretiva Führer N.º 16 para posicionar armas em apoio à Operação Leão Marinho:
Fortes forças de artilharia costeira devem comandar e proteger a área costeira avançada.
— Adolf Hitler, 16 de julho de 1940[2]
A partir de 22 de julho de 1940, a Organização Todt começou a trabalhar em posições de artilharia principalmente em Pas-de-Calais para todas as peças de artilharia pesada disponíveis; os canhões deveriam ser capazes de resistir aos bombardeios mais pesados.[3]

Os primeiros canhões alemães começaram a ser instalados por volta do final de julho de 1940. Os canhões alemães, em ordem de construção, foram:
- A Bateria Siegfried em Audinghen, ao sul do Cap Gris-Nez, com um canhão naval SK C/34 de 38 cm (15 polegadas) (posteriormente aumentada para 4 e renomeada Bateria Todt), foi seguida pouco depois por:
- 3 canhões de 30.5 cm (12 polegadas) na Bateria Friedrich August, ao norte de Boulogne-sur-Mer.
- 4 canhões de 28 cm (11 polegadas) na Bateria Grosser Kurfürst em Cap Gris-Nez.
- 2 canhões de 21 cm (8.3 polegadas) na Bateria Prinz Heinrich, nos arredores de Calais.
- 2 canhões de 21 cm (8.3 polegadas) na Bateria Oldenburg em Calais.
- 3 canhões SK C/34 de 40.6 cm (16 polegadas) (da série conhecida como Canhões Adolf) na Bateria Lindemann, entre Calais e Cap Blanc-Nez. A bateria recebeu o nome de Lindemann em homenagem ao capitão falecido Ernst Lindemann do encouraçado Bismarck.
Esses canhões foram complementados por uma série de canhões ferroviários operados pelo Exército Alemão (Heer). Estes compreendiam 6 canhões K5 de 28 cm e um único canhão K12 de 21 cm com um alcance de 115 km, que só podia ser usado contra alvos terrestres, além de outros 13 canhões de 28 cm e 5 canhões de 24 cm, e baterias motorizadas adicionais compostas por 12 canhões de 24 cm e 10 canhões de 21 cm; estes podiam ser disparados contra navios, mas tinham eficácia limitada devido à sua baixa velocidade de rotação, longo tempo de recarga e tipos de munição. Os canhões de maior alcance eram dois canhões ferroviários K12 (E) de 21 cm, operados pelo Exército. Esses canhões tinham um alcance efetivo de 45 km. Projetados como sucessores do canhão de Paris da Primeira Guerra Mundial, eles tinham um alcance máximo de 115 km. Fragmentos de projéteis foram encontrados perto de Chatham, Kent, a cerca de 88 km da costa francesa. Ambos os canhões, operados pela Artillerie-Batterie 701 (E), permaneceram na costa do Canal da Mancha até a Libertação da França em julho de 1944.
No início de agosto, a Bateria Siegfried e a Bateria Grosser Kurfürst estavam totalmente operacionais, assim como todos os canhões ferroviários do Exército. Os primeiros projéteis caíram na área de Dover durante a segunda semana de agosto de 1940.
As armas terrestres sempre foram temidas pelas marinhas por estarem em uma plataforma fixa e, portanto, serem mais precisas (e poderem ser maiores, com maior capacidade de armazenamento de munição) do que as armas a bordo de navios. Canhões ferroviários superpesados só podem ser movimentados deslocando-se todo o conjunto, incluindo a arma e sua estrutura, ao longo de um trilho curvo, ou construindo-se um trilho transversal especial ou uma plataforma giratória. Isso, combinado com sua baixa cadência de tiro (medida em disparos por hora ou até mesmo por dia), dificulta o acerto de alvos em movimento. Outro problema com os canhões superpesados é que seus canos (difíceis de fabricar e caros de substituir) se desgastam relativamente rápido, o que impede seu uso frequente.
Mais adequadas para uso contra alvos navais eram as 4 baterias navais pesadas instaladas em meados de setembro: Friedrich August, Prinz Heinrich, Oldenburg e Siegfried (posteriormente renomeada Todt), um total de 12 canhões, com o poder de fogo de um cruzador de batalha. O controle de tiro desses canhões era fornecido tanto por aeronaves de reconhecimento quanto por radares DeTeGerät instalados em Blanc-Nez e Cap d'Alprech. Essas unidades eram capazes de detectar alvos a uma distância de até 40 km, incluindo pequenas embarcações de patrulha britânicas perto da costa inglesa. 2 locais de radar adicionais foram adicionados em meados de setembro: um DeTeGerät em Cap de la Hague e um radar de longo alcance FernDeTeGerät em Cap d'Antifer, perto de Le Havre.[4]
Desde a sua instalação em agosto de 1940 e durante os 2 anos seguintes, um em cada 5 comboios do Canal da Mancha foi alvejado, com uma média de 29 disparos em cada ocasião. Nenhum comboio foi alvejado em 1943, embora o bombardeamento tenha recomeçado esporadicamente em 1944. Durante todo o período até aos Desembarques da Normandia, nenhum navio foi atingido, embora alguns danos tenham sido causados por disparos que passaram perto.[5] Hewitt relata que o único sucesso alcançado por estas baterias foi em junho de 1944, quando o Sambut foi atingido e afundou com a perda de 130 soldados a bordo.[6][7] Algumas fontes relatam que um segundo navio, o Empire Lough, do comboio ETC 17, também foi afundado por disparos em 24 de junho,[8] embora outras atribuam a perda a um ataque de lanças torpedeiras.[9]
A maioria das baterias continuou disparando até setembro de 1944, quando foram tomadas durante a limpeza da costa do Canal da Mancha. Até então, mais de 1.000 projéteis haviam sido disparados pelas baterias costeiras alemãs contra o Reino Unido e seus navios.
Posições britânicas

Após a retirada na evacuação de Dunquerque e a vitória na Batalha da Grã-Bretanha, os britânicos não tinham uma resposta imediata para a ameaça representada pelas baterias costeiras alemãs. No entanto, o terreno elevado em ambos os lados do Porto de Dover foi fortificado por ordem pessoal do Primeiro-Ministro Winston Churchill (que visitou a área para verificar a situação pessoalmente) e desejava a instalação de canhões de grosso calibre. Os únicos canhões britânicos transcanal já instalados eram 2 canhões navais BL Mk VII de 14 polegadas (35.6 cm), Winnie (em homenagem a Churchill) e, mais tarde, em 1940, Pooh (em homenagem ao personagem de conto de fadas Ursinho Pooh), em St Margaret's at Cliffe.[10] Ambos os canhões eram peças sobressalentes retiradas do estoque de canhões do encouraçado HMS King George V. Um dos canhões utilizava uma montagem do HMS Furious, enquanto o outro tinha uma montagem de um campo de testes; nenhum deles estava montado em torre. Seus paióis de cordite e projéteis, separados e bem camuflados, estavam enterrados sob profundas camadas de terra e conectados aos canhões por linhas férreas. Ambas as baterias eram camufladas e protegidas de ataques aéreos por posições antiaéreas atrás e abaixo da Catedral de St. Margaret's.

Ambas as armas eram operadas a partir de salas de controle de tiro separadas e eram tripuladas por um pelotão de 25 homens do Regimento de Cerco dos Fuzileiros Navais Reais. Embora o Winnie tenha disparado o primeiro projétil britânico contra a Europa continental em agosto de 1940, elevando o moral, os canhões navais Mk VII eram lentos para recarregar e ineficazes em comparação com os canhões alemães em Pas-de-Calais. Ambos realizaram operações de contrabateria de longo alcance contra os canhões costeiros alemães, mas eram imprecisos e lentos demais para atingir navios inimigos.
Devido ao insucesso dessas armas em alvejar navios, Churchill ordenou a construção de 3 novas baterias de canhões pesados em Dover, operadas pela Artilharia Real Britânica:
- 3 canhões BL Mk VII de 6 polegadas (152 mm) com alcance de 23.000 metros, na Bateria de Fan Bay.
- 4 canhões BL Mk IX – X de 9.2 polegadas (234 mm) com alcance de 28.000 metros na Bateria de South Foreland
- 2 canhões BL Mk I de 15 polegadas (381 mm) com alcance de 38.000 metros na Bateria de Wanstone, conhecidos como Clem (em homenagem a Clement Attlee) e Jane (em homenagem à pin-up).

Os canhões foram posteriormente reforçados pela Bateria Lydden Spout, composta por mais 3 canhões BL Mk VII de 6 polegadas. Além disso, 3 canhões navais BL Mk V de 13.5 polegadas (343 mm) da Primeira Guerra Mundial (chamados Gladiator, Scene Shifter e Piece Maker [sic]) foram retirados da aposentadoria em 1939 e montados em chassis ferroviários.[11]
As baterias costeiras britânicas afundaram:
- Pentiver, 2.382 toneladas, afundado em 2 de março de 1943
- Livadia 3.094 toneladas, afundado em 4 de outubro de 1943
- Munsterland 6.315 toneladas, afundado em 20 de janeiro de 1944
- Recum 5.500 toneladas, afundado em 20 de março de 1944
- S.184 afundado em 5 de setembro de 1944:[12] (Outras fontes relatam que foi afundado pelas próprias tropas)[8]
Histórico operacional
Canto do Inferno

Este duelo de artilharia, juntamente com o intenso bombardeio alemão do Estreito de Dover e da área de Dover, levou a que este trecho do Canal da Mancha fosse apelidado de "Canto do Inferno" e resultou em 3.059 alertas, 216 mortes de civis e danos a 10.056 imóveis na área de Dover. Os comboios costeiros britânicos tinham de passar pelo gargalo do Estreito de Dover para transportar suprimentos, particularmente carvão; a rede rodoviária e ferroviária do Reino Unido não era, na época, capaz de lidar com o volume de tráfego necessário. Embora os canhões alemães disparassem regularmente contra esses comboios de movimento lento de 1940 à 1944, com uma interrupção em 1943, afundaram apenas um navio, embora tenham danificado vários outros. 2 marinheiros morreram e outros ficaram feridos por estilhaços de projéteis que passaram perto dos navios. No entanto, as tripulações civis dos navios mercantes acharam o bombardeamento mais perturbador do que os ataques de aeronaves ou S-Boots aos quais também foram submetidos e houve casos de tripulações que se recusaram a zarpar do seu ponto de formação em Southend-on-Sea por causa dos canhões alemães.[5]
Operação Cerberus
Em 11 de fevereiro de 1942, os encouraçados alemães Scharnhorst e Gneisenau e o cruzador pesado Prinz Eugen e mais de 20 navios de escolta menores partiram de Brest, na Bretanha, rumo ao seu porto de origem, Wilhelmshaven, em uma ousada travessia do Canal da Mancha, com o codinome Unternehmen Zerberus (Operação Cerberus). Devido à baixa visibilidade e a uma série de falhas de comunicação das forças britânicas, a primeira resposta ao esquadrão alemão veio dos canhões de 9.2 polegadas da Bateria de South Foreland, os únicos que podiam ser guiados por radar. No entanto, o conjunto de canhões de banda S de 10 cm havia sido instalado recentemente e nunca havia sido usado em conjunto com os canhões. Como a visibilidade era de apenas 9.3 km, esperava-se que o radar conseguisse registrar os impactos dos projéteis no mar, permitindo que os canhões corrigissem sua mira, mas nada foi detectado. Após disparar 3 salvas de 2 canhões sem conseguir detectar a "queda dos projéteis", na verdade, os projéteis estavam caindo a quase 1.6 km atrás dos principais navios alemães, decidiu-se disparar salvas completas usando apenas as informações de alcance do radar. Após 6 minutos de fogo rápido, os últimos tiros foram disparados a uma distância de 27.000 metros. Nenhum dos 33 projéteis disparados chegou perto dos navios alemães. Um minuto antes dos últimos tiros serem disparados, o South Foreland foi alvo de fogo de contrabateria vindo do outro lado do Canal da Mancha, mas sofreu poucos danos.[13]
Duelos finais
Durante a operação anglo-canadense para capturar Calais, em 26 de setembro de 1944 (o último dia de bombardeio), 50 projéteis foram disparados, matando 5 pessoas, a última das quais foi Patience Ransley, de 63 anos, que foi morta por um projétil da Bateria Lindemann enquanto se abrigava no túnel reforçado no penhasco "Caverna de Barwick", com 270 metros de comprimento.[14] O bombardeio preciso dos canhões pesados britânicos em Dover desativou a Bateria Grosser Kurfürst em Floringzelle, perto de Cap Gris-Nez, pondo fim aos duelos.[15] Dover foi finalmente libertada do bombardeio e, para marcar o evento, o prefeito da cidade recebeu uma bandeira alemã das baterias.[16]
Legado

Entre Calais e Boulogne-sur-Mer, partes consideráveis das fortificações de concreto e dos bunkers associados permanecem acessíveis, embora frequentemente em condições um tanto perigosas. Uma das casamatas da Bateria Todt pode ser visitada no Musée du Mur de l'Atlantique, o Museu do Muro do Atlântico, em Audinghen.[17] Um dos canhões Krupp K5 também está lá. Desde 1954, uma seção de blindagem pintada, retirada como troféu de guerra de uma torre da Bateria Lindemann, está em exibição na orla marítima de Dover. Muitas das baterias britânicas permaneceram até que a decisão de desativar toda a artilharia costeira fosse tomada em 1956. Os canhões de 15 polegadas em Wanstone Farm só foram removidos em 1959.[18] Os locais foram demolidos, enterrados ou deixados ao abandono. Na bateria de Wanstone Farm, edifícios auxiliares como a sala de plotagem e a casa da guarda são visíveis, embora cobertos de vegetação e o refeitório dos sargentos tenha voltado ao seu uso original como casa de fazenda.
Os Canhões Costeiros do Estreito de Dover: Artilharia de Longo Alcance na Segunda Guerra Mundial
Os canhões costeiros do Estreito de Dover formaram uma impressionante rede de artilharia pesada posicionada em ambos os lados do Canal da Mancha durante a Segunda Guerra Mundial. Enquanto as forças britânicas fortificaram a costa de Kent (Reino Unido), a Alemanha nazista instalou complexas baterias no Pas-de-Calais (França ocupada), aproveitando-se do trecho mais estreito do canal para atacar navios, cidades costeiras e instalações militares.
A Estratégia Alemã e a Operação Leão Marinho
Após a queda da França em junho de 1940, o Alto Comando Alemão (OKW) iniciou os preparativos para uma possível invasão do Reino Unido (Operação Leão Marinho). Adolf Hitler emitiu a Diretiva Führer N.º 16 em 16 de julho de 1940, determinando que fortes forças de artilharia costeira protegessem a área de desembarque.
A partir de 22 de julho, a Organização Todt começou a erguer fortificações capazes de resistir aos mais pesados bombardeios na região de Pas-de-Calais, estruturas que mais tarde seriam integradas à famosa Muralha do Atlântico (1942–1944).
As Principais Baterias e Peças de Artilharia
As instalações alemãs contavam com canhões navais de grande calibre e uma extensa rede de artilharia ferroviária operada pelo Exército (Heer):
Bateria Todt (Originalmente Siegfried): Localizada em Audinghen (sul do Cap Gris-Nez), equipada inicialmente com um canhão naval de 38 cm, depois expandida para quatro peças.
Bateria Lindemann: Situada entre Calais e o Cap Blanc-Nez, abrigava três canhões SK C/34 de 40.6 cm (conhecidos como Canhões Adolf), batizados em homenagem ao capitão Ernst Lindemann do encouraçado Bismarck.
Bateria Friedrich August: Com três canhões de 30.5 cm ao norte de Boulogne-sur-Mer.
Bateria Grosser Kurfürst: Equipada com quatro canhões de 28 cm no Cap Gris-Nez.
Baterias Prinz Heinrich e Oldenburg: Ambas em Calais, equipadas com canhões de 21 cm.
Artilharia Ferroviária: Incluía peças como os canhões K5 de 28 cm e os temidos K12 de 21 cm, que possuíam um alcance máximo de até 115 km, capazes de atingir alvos distantes como Chatham, em Kent.
Controle de Fogo, Eficácia e o Fim das Operações
O direcionamento dos disparos era auxiliado por aeronaves de reconhecimento e estações de radar DeTeGerät instaladas estrategicamente na costa francesa (como em Blanc-Nez e Cap d'Alprech), capazes de detectar embarcações a até 40 km de distância.
Impacto Militar: Embora as baterias tenham alvejado cerca de um em cada cinco comboios do Canal da Mancha nos primeiros anos, a precisão contra alvos móveis era limitada pela baixa cadência de tiro e pelo rápido desgaste dos canos.
Baixas: Registros apontam que poucos navios foram efetivamente afundados, destacando-se o navio Sambut em junho de 1944.
Desativação: As fortificações continuaram ativas até setembro de 1944, quando as posições foram capturadas pelas forças aliadas durante a libertação da costa do Canal da Mancha, encerrando o fogo cruzado que marcou o estreito por anos.
Nota Histórica: A proximidade geográfica de apenas 34 quilômetros entre Dover e Calais transformou o Estreito de Dover em um dos teatros de artilharia mais singulares da história militar moderna, onde canhões com o poder de fogo de encouraçados disparavam diretamente de terra firme sobre o mar.

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