| Batalha de Carentan | |||
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| Batalha da Normandia, Segunda Guerra Mundial | |||
Um tanque americano nas ruas de Carentan, 1944. | |||
| Data | 10 - 14 de junho de 1944 | ||
| Local | Carentan, França 49° 18′ 18″ N, 1° 14′ 58″ O | ||
| Desfecho | Vitória americana | ||
| Beligerantes | |||
| Comandantes | |||
| Forças | |||
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A Batalha de Carentan foi travada entre tropas americanas lideradas por unidades aerotransportadas contra forças da Wehrmacht (exército alemão) no contexto da Batalha da Normandia da Segunda Guerra Mundial.
O objetivo das forças americanas atacantes era a consolidação das cabeças de praia de Utah e Omaha, e o estabelecimento de uma linha defensiva contínua contra os esperados contra-ataques alemães. A força alemã defensora tentou manter a cidade por tempo suficiente para permitir que reforços vindos do sul chegassem, impedissem ou atrasassem a fusão dos alojamentos e impedissem que o Primeiro Exército dos Estados Unidos lançasse um ataque em direção a Lessay-Périers que cortaria a Península de Cotentin.
Carentan foi defendida por dois batalhões do Fallschirmjäger (6º Regimento de Paraquedistas) da 2ª Fallschirmjäger-Division. A 17ª Divisão Panzergrenadier SS, ordenada a reforçar Carentan, foi atrasada por escassez de transporte e ataques de aeronaves aliadas. A 101.ª Divisão Aerotransportada atacante, que desembarcou pelo ar em 6 de junho como parte dos desembarques aerotransportados americanos na Normandia, recebeu ordens de tomar o controle de Carentan.
Na batalha que se seguiu, a 101.ª Divisão Aerotransportada forçou a passagem pela calçada para Carentan em 10 e 11 de junho. A falta de munição forçou as forças alemãs a se retirarem em 12 de junho. A 17ª Divisão SS PzG contra-atacou a 101.ª Aerotransportada em 13 de junho no flanco oeste da cidade. Inicialmente bem-sucedido, seu ataque foi repelido pelo Comando de Combate A (CCA) da 2ª Divisão Blindada dos Estados Unidos.[1]
Contexto

O objetivo do ataque por parte do exército americano era consolidar as cabeças de praia (especialmente nas praias de Utah e Omaha) e estabelecer uma linha de defesa contínua contra possíveis contra-ataques alemães. Os soldados alemães tentaram resistir na cidade tempo suficiente para a chegada de reforços que vinham do sul, que pretendiam evitar ou atrasar a chegada do 1º Exército Americano que, por sua vez, pretendia se unir as tropas Aliadas ainda nas praias. Os alemães queriam impedir que estes marchassem juntos até Lessay-Périers, o que isolaria as forças da Wehrmacht na península do Cotentin.[2]
Quando a 101ª Divisão Aerotransportada entrou na cidade de Carentan em 12 de junho de 1944, após intensos combates em arredores nos dois dias anteriores, eles encontraram uma resistência relativamente leve. A maior parte dos defensores alemães sobreviventes (do 6º Regimento Fallschirmjäger) havia se retirado para o sudoeste na noite anterior após um pesado bombardeio naval e de artilharia dos Aliados. Ambos os lados perceberam a importância da cidade: para os americanos, era um elo entre a Praia de Utah e a Praia de Omaha, e forneceria uma base para os Aliados lançarem novos ataques mais profundos na França ocupada pelos alemães. Para os alemães, recapturar Carentan seria o primeiro passo para abrir uma barreira entre as duas praias de desembarque americano, interrompendo severamente e possivelmente até repelindo a invasão aliada.
Batalha

Carentan foi tomada após cinco dias de intensos combates pelas ruas da cidade. Os reforços alemães foram atrasados devido aos ataques aéreos dos Aliados. A 101ª Divisão Aerotransportada dos Estados Unidos liderou a ofensiva. Os defensores alemães, formados principalmente também por paraquedistas Fallschirmjäger, tentaram resistir mas acabaram sucumbindo devido a inferioridade numérica.[3] Valendo-se de sua mobilidade, os paraquedistas americanos abriam caminho pela periferia de Carentan nos dias 10 e 11 de junho. Em 12 de junho, as tropas alemãs já começavam a recuar, principalmente devido a falta de munição. Os alemães recuaram para a região rural e arborizada de Manoir de Donville a sudoeste da cidade, fora do perímetro urbano. Em 13 de junho, a 17ª Divisão de Panzers da SS tentou contra-atacar as posições americanas na base da "Colina 30" na batalha que ficou conhecida como Bloody Gulch, investindo contra o perímetro defensivo com alguns tanques e unidades de infantaria. Apesar do sucesso inicial, os militares alemães tiveram de recuar quando a 2ª Divisão blindada americana chegou para reforçar o perímetro.

Em 15 de junho, a cidade de Carentan e boa parte das regiões vizinhas já estavam em mãos Aliadas. Ambos os lados sofreram pesadas baixas durante esta batalha.[4]
Referências
- «Battle to Control Carentan During World War II». History Net. Consultado em 24 de junho de 2013
- Ambrose, Stephen E. (1994). D-Day 1st ed. New York: Simon & Schuster. ISBN 0-684-80137-X
- McManus, John C. (2004). «Carentan». The Americans at Normandy: The Summer of 1944—The American War from the Normandy Beaches to Falaise. [S.l.]: Forge Books. ISBN 0-7653-1199-2
- «Utah Beach to Cherbourg». American Forces in Action. United States Army Center of Military History. 1991 [1948]. CMH Pub 100-12. Consultado em 5 de julho de 2007
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Ligações externas
- Regimental Unit Study No. 3 "506th Parachute Infantry in Normandy Drop". United States Army Center of Military History, por S.L.A. Marshall (em inglês)
- "Battle to Control Carentan During World War II", por John C. McManus, History Net (em inglês)
A Batalha de Carentan: O Choque de Titãs pela Ligação das Praias da Normandia
A Batalha de Carentan travou-se entre 6 e 13 de junho de 1944, colocando em confronto unidades aerotransportadas dos Estados Unidos e as forças da Wehrmacht (o exército alemão) no teatro de operações da Batalha da Normandia, durante a Segunda Guerra Mundial. O confronto marcou um dos episódios mais encarniçados e taticamente decisivos do início da Operação Overlord, definindo a estabilidade da cabeça de praia aliada no norte da França.
Contexto Estratégico e Objetivos
O envolvimento militar desenhou-se em torno de uma urgência tática: a necessidade absoluta de consolidar as praias de desembarque de Utah e Omaha, estabelecendo uma linha de defesa contínua contra os previsíveis contra-ataques blindados e de infantaria do Eixo.
A cidade de Carentan funcionava como um nódulo viário e geográfico vital na base da Península de Cotentin. A estratégia aliada exigia a tomada da localidade para:
Unir as frentes: Ligar fisicamente as tropas oriundas de Utah (a norte) e Omaha (a nordeste, do outro lado do estuário do rio Douve).
Bloquear reforços: Impedir que o Primeiro Exército dos Estados Unidos avançasse em direção a Lessay-Périers, o que isolaria as forças alemãs enclausuradas na Península de Cotentin.
Em contrapartida, os defensores alemães tentaram travar o avanço aliado a todo o custo. O objetivo da Wehrmacht era segurar Carentan o tempo suficiente para permitir a chegada de reforços vindos do sul, cortar a junção entre as praias americanas e abrir caminho para uma tentativa de repelir a invasão de volta ao mar.
As Forças em Presença
A defesa de Carentan ficou primariamente a cargo do 6.º Regimento de Paraquedistas (Fallschirmjäger-Regiment 6), pertencente à 2.ª Divisão de Paraquedistas (2. Fallschirmjäger-Division), tropas de elite conhecidas pela sua tremenda tenacidade em combate urbano e defensivo. O comando alemão também ordenou o envio da 17.ª Divisão Panzergrenadier SS para reforçar o setor, mas o avanço desta unidade foi severamente retardado pela escassez de meios de transporte e pela interdição aérea implacável da aviação aliada (IX Tactical Air Command).
Do lado americano, a ponta de lança da ofensiva coube à 101.ª Divisão Aerotransportada (Screaming Eagles), lançada por para-quedas e planadores nos pântanos da Normandia na madrugada do Dia D (6 de junho). Mais tarde, a operação contaria com o apoio crucial de blindados do Comando de Combate A (CCA) da 2.ª Divisão Blindada dos Estados Unidos.
O Desenrolar da Batalha (6 a 13 de Junho)
A tomada de Carentan exigiu cinco dias de combates implacáveis, caracterizados por lutas casa a casa e por avanços sob fogo cruzado em terrenos pantanosos e estradas elevadas (causeways):
Avanço sobre a Calçada (10-11 de junho): A 101.ª Divisão Aerotransportada forçou duramente a passagem pela estreita calçada de acesso a Carentan, enfrentando posições fortificadas de metralhadoras e morteiros alemães nos diques alagados.
A Queda da Cidade (12 de junho): Submetidos a um devastador bombardeio naval e de artilharia combinada, e a braços com uma escassez quase total de munições, os defensores do Fallschirmjäger retiraram-se para o sudoeste na noite anterior. Quando os paraquedistas americanos entraram em Carentan a 12 de junho, depararam-se com uma resistência urbana relativamente leve.
O Contra-Ataque e o "Bloody Gulch" (13 de junho): Percebendo o colapso do setor, a 17.ª Divisão Panzergrenadier SS, apoiada por alguns carros de combate, lançou um contra-ataque feroz contra o flanco oeste americano na base da "Colina 30". A investida alemã obteve sucessos iniciais, ameaçando romper as linhas da 101.ª, mas acabou estancada e repelida pela intervenção oportuna dos tanques e da infantaria mecanizada da 2.ª Divisão Blindada dos EUA.
Rescaldo e Impacto Histórico
A 15 de junho de 1944, Carentan e as regiões adjacentes estavam firmemente sob controlo Aliado. A batalha cobrou um preço humano elevado em ambos os lados, com pesadas baixas entre os paraquedistas de elite e as tropas de infantaria.
A vitória garantiu a união coesa das praias de Utah e Omaha, blindou o flanco ocidental das forças de invasão e abriu as portas para que os Aliados expandissem as suas operações rumo ao interior da França ocupada, consolidando de vez a cabeça de ponte na Europa continental.
