2 batatas médias (cortada em cubos ou pedaços médios)
1 cenoura pequena (cortada em rodelas)
200 g de molho de tomate
500 ml de agua (temperatura ambiente)
Cheiro verde, salsinha (quanto preferir)
MODO DE PREPARO
Escolha uma panela funda.
Coloque o óleo e os cubos de carne deixe fritar (vai soltar bastante água).
Quando começar a secar, coloque a cebola, alho, orégano, pimenta-do-reino, caldo de carne, folhas de louro, deixe refogar (mas tenha cuidado para não deixar a carne queimar).
Depois acrescente 250 ml de água, deixe cozinhar um pouco (5 minutos).
Após isso coloque as batatas, cenoura, cheiro verde picado, cebolinha e o restante da água.
Deixe cozinhar por 30 minutos e por fim coloque o molho de tomate mexa bem e deixe mais 5 minutos.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
Algumas dicas: Coloque um pouco de agua, se preferir mais caldinho. A panela deverá ficar tampada para facilitar o cozimento dos legumes. De vez em quando mexer! Não precisa adicionar sal, pois o caldo de carne é suficiente!
Escrito por Eduardo Luiz Klisiewicz
Com chapéu de aba larga, dente de javali pendurado no pescoço, sem camisa, ouvindo moda sertaneja e descendo a marretada em ferro quente todos os dias. Com esse jeitão de caboclo,Milton Rodrigues, um dos principaiscuteleiros do Brasil, é o novofenômeno da internet.
Ele chamou a atenção da equipe da Tribuna em 2019. No terreno atrás de sua casa, no bairro Tingui, em Curitiba, Miltão das Facas “degolava” o pescoço de dez ou 12 garrafas de dois litros com um golpe certeiro de uma recém forjada katana (espada japonesa). Em seguida, com a mesma lâmina intacta, cortava folhas de papel e depilava o antebraço para provar a perfeição do fio daquela “navalha”. Foi um sucesso na internet.
A partir dali, aos 58 anos, o cuteleiro “bombou”. Após virar personagem dosCaçadores de Notícias, aqui na Tribuna, também apareceu programas de TV, viu seus vídeos ganharem mais visualizações e seu trabalho ganhar o mundo. O auge do reconhecimento veio cerca de um ano depois, quando foi convidado para participar do programa Desafio Sob Fogo, produção internacional do History Channel, que mostra a disputa entre cuteleiros do mundo todo forjando facas, espadas e machados em busca de um prêmio de 10 mil dólares.Asredes sociais do Miltão das Facasganharam muitos seguidores, mas após uma invasão de perfil e uma tentativa de golpe, o cuteleiro precisou refazer sua conta no Instagram, onde postava vídeos mostrando sua rotina. Rapidamente o número médio de fãs foi retomado, mas girava em torno dos 15 mil seguidores. De uns tempos para cá, Miltão “bombou” novamente.
Foto: Gerson Klaina
Miltão Influencer
Em cerca de uma semana ele ganhou 100 mil seguidores e passou a postar vídeos diariamente para mostrar a seus admiradores um pouco mais do seu belo trabalho. “Bombou do nada. Não comprei nenhum seguidor. Em um mês ganhei mais de 100 mil seguidores. tenho postado fotos fotos e vídeos todos os dias e tá tudo sendo um sucesso”, disse Miltão à Tribuna.Segundo ele, o jeito “simprão” de se comunicar e, especialmente, as facas ou espadas que ele produz é que encantam os seguidores. “Fiz uma faca grande e fiz um vídeo cortando umas garrafas pet, raspei os pelos do braço, cortei papel e joguei ela lá em cima e ela caiu de ponta, e não fez nada na faca”, relembra. “E as coisas que eu digo também o pessoal gosta. vivo recebendo mensagem com uns ‘Tchau Brigado’ ou aquele ‘Aqui não, pico-pico'”.
Veja o vídeo que catapultou o número de seguidores!
O sucesso já fez o Miltão montar uma “equipe” pra ajudar. “Tem uma menina que me ajuda a responder as mensagens, meu filho e mais dois cuteleiros já me ajudam a fazer as encomendas, pra dar conta de tudo”. Semanalmente são forjadas em média 4o a 50 facas. “Tãmo lotado de encomenda”, comemora.
Depois de anos martelando aço quente, Miltão não pensa em parar. “Agora é vídeo todo dia. todo dia tem que postar, não pode parar. Trabalhando demais da conta, de domingo a domingo. Nunca parei, mas o trem garrou preço agora. Coisa linda”, disse Milton, para revelar seu grande objetivo. “Quem sabe eu consigo voltar pro Desafio Sob Fogo de novo. Quero ir lá para ganhar”.
A Tribuna se orgulha de ter dado uma “ajudinha” pro artista das facas. “Ajudou demais da conta. Aquela matéria teve até gente do exterior que viu e me parabenizou. Os vizinhos, os amigos, parentes. A Tribuna me ajudou demais daquela vez”, disse o cuteleiro.
Quem quiser comprar uma faca do Miltão basta acessar seu Instagram ou entrar em contato pelo telefone (41) 9 9529-0105.
Cuteleiro Milton Rodrigues e parte da produção semanal de facas em Curitiba. Foto: Gerson Klaina
Escrito por Gustavo MarquesUma rua tranquila no bairro Boa Vista, em Curitiba, tem chamado a atenção de curiosos e fãs da aviação. Um simulador da empresa aérea Transbrasil que encerrou as atividades em 2001, tendo a falência decretada um ano depois, está sendo reformado por um mecânico de avião. Há mais de um ano, Raphael Silva Salvador dos Santos, o “Kone”, tem no terreno de casa uma relíquia que já se tornou um espaço de brincadeiras da família e de trabalho pesado.
O simulador que pertencia à empresa aérea que marcou presença nos céus do país por mais de 30 anos, é umacópia da cabine realde umBoeing 707 – 320 B. Esse modelo foi um grande sucesso comercial e dominou o transporte aéreo de passageiros durante as décadas de 60 e o início da década de 70. Foi graças ao 707 que a Boeing se tornou a maior fabricante de aviões comerciais do mundo. A Transbrasil operou nove modelos a partir de 1984.
Foto: Gerson Klaina/Tribuna do ParanáUm simulador de voo é um sistema de aparelhos que recria artificialmente aeronaves e o ambiente em que elas voam, para o treinamento de pilotos. O objetivo é que o piloto treine reações e procedimentos como decolagem, aterrisagem e outros controles, além de lidar com fatores externos, como densidade do ar, turbulência, vento, nuvem e chuva.O equipamento que está noBoa Vistapertence a umempresário da aviaçãode Curitiba, que pretende restaurar o simulador, pois várias peças foram danificadas com o tempo. E para fazer essetrabalho de restauração, o dono colocou Kone como responsável pelo serviço. No entanto, o espaço na empresa do empresário é dedicado a aeronaves que estão em voo, e assim, o simulador teve que ser removido para outro lugar.Há mais de um ano, Raphael Silva Salvador dos Santos, o “Kone”, tem no terreno de casa um simulador de voo. Foto: Gerson Klaina/Tribuna do ParanáPor comodidade, o equipamento foi parar no terreno da casa do empregado. “Chegou em abril de 2021. Foi um perrengue para trazer para cá. Veio em um caminhão Munk, com quase 5 metros. O nosso receio era que derrubasse os fios da rua, mas deu tudo certo. Quando parou aqui na frente de casa, foi um trabalho pesado. Chegou a afundar um pouco da calçada, pois na época deveria pesar mais de três toneladas. Era uma estrutura enorme de ferro e fios. Hoje deve pesar um pouco mais de uma tonelada”, disse Kone.
Restauração e visitas
Com a chegada do simulador, Kone e alguns colegas estão na atividade. O trabalho é lento, pois são centenas de peças que estavam sujas ou mesmo deterioradas. Nada é comprado, tudo é restaurado para se manter o modelo original. Aliás, os manuais de voo estão intactos. “A iluminação já funciona e temos tudo mapeado. A gente queria digitalizar, colocar telas de computador que simularia os mesmos instrumentos. As luzes de cabine, instrumento e navegação já ligam. Para o ano que vem, a ideia é fazer faixas do lado externo e escurecer as janelas”, comentou Kone.
Foto: Gerson Klaina/Tribuna do ParanáQuando finalizado o trabalho, ainda é incerto o destino do simulador. Kone admite que gostaria de ficar com o equipamento, pois a família utiliza o espaço da cabine como uma forma de união entre os pais e filhos. “É uma loucura, pois toda vez que a gente vai entrar em casa, tem essa máquina. Sei que tenho que entregar esse serviço, mas já me apeguei. As crianças usam para brincar, eu mesmo aprendo comandos, horas de cabine, familiarização de equipamentos. Aqui é como se fosse a casa da árvore dos meus filhos”, comentou o mecânico que ainda tem um pequeno simulador da Força Aérea Brasil.Foto: Gerson Klaina/Tribuna do ParanáQuestionado se abriria o espaço para visitação quando terminado o serviço, Kone espera fazer parcerias com escolas, mas as primeiras visitas já têm público definido. “Duas senhoras que moram aqui na frente serão as primeiras, pois elas perguntam da obra, se pode tomar um chá na cabine. Tem gente que faz foto, outros que questionam sobre o processo. Não abrimos ainda para ninguém conhecer, pois queremos estar preparados para isso. Vai ser o dia para acabar com a curiosidade”, brincou Kone, um amante do avião e do Brasil.Foto: Gerson Klaina/Tribuna do Paraná