domingo, 2 de abril de 2023

Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Década de 1960.

 Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Década de 1960.


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Praça Rui Barbosa, por volta do fim dos anos 1950. À direita, o quartel do 15º Batalhão de Caçadores, atual Rua da Cidadania Matriz.

 Praça Rui Barbosa, por volta do fim dos anos 1950. À direita, o quartel do 15º Batalhão de Caçadores, atual Rua da Cidadania Matriz.


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Praça Tiradentes com destaque para o Edifício Miguel Calluf, que foi ocupado por três décadas pelo Lord Hotel e atualmente é conhecido como Ed. Eduardo VII. Década de 1950.

 Praça Tiradentes com destaque para o Edifício Miguel Calluf, que foi ocupado por três décadas pelo Lord Hotel e atualmente é conhecido como Ed. Eduardo VII. Década de 1950.


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Vista noturna da Rua Marechal Deodoro, com detalhe da Praça Zacarias em primeiro plano (canto inferior esquerdo). Década de 1960.

 Vista noturna da Rua Marechal Deodoro, com detalhe da Praça Zacarias em primeiro plano (canto inferior esquerdo). Década de 1960.


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sábado, 1 de abril de 2023

Onde está a estação rodoferroviaria, existiu , a partir de 1891, ao lado do RIO BELÉM, a usina de geração de eletricidade.

 Onde está a estação rodoferroviaria, existiu , a partir de 1891, ao lado do RIO BELÉM, a usina de geração de eletricidade.


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Início da RUA MONSENHOR CELSO, na Praça Tiradentes.

 Início da RUA MONSENHOR CELSO, na Praça Tiradentes.


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1929. Fábrica de móveis e espelhos Salomão Guelmann, na rua 24 de Maio nº 32 - Curitiba-PR.

 1929. Fábrica de móveis e espelhos Salomão Guelmann, na rua 24 de Maio nº 32 - Curitiba-PR.


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Rua XV Anos 60 | Curitiba - PR - Brasil.

 Rua XV Anos 60 | Curitiba - PR - Brasil .


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O ELEFANTE MAL AMESTRADO Agitação em Paranaguá! O circo chegou! O circo chegou!

 O ELEFANTE MAL AMESTRADO
Agitação em Paranaguá! O circo chegou! O circo chegou!

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O ELEFANTE MAL AMESTRADO

Agitação em Paranaguá! O circo chegou! O circo chegou! - grita a piazada e os adultos se assanham. Seus integrantes vêm de trem e seguem pelo Centro Histórico de Paranaguá. Dão a volta na Praça Fernando Amaro, passam pela Rua XV e descem pela Catedral, seguindo então para as proximidades da Santa Casa, onde em um campinho de futebol as palhaçadas se desenrolarão. É o Circo Queirolo – gritou um mais idoso – conheço o Chic-Chic e sua cadelinha Violeta, completou. E vão desfilando mágicos, palhaços, bailarinas quase peladas, leões, girafas, elefantes, macacadas e até um Urso. A banda circense vai tocando ruidosa, enquanto espouca intenso foguetório. Puxando a fila o narrador descreve os figurantes e anuncia O Maior Espetáculo da Terra, que conta ainda com os motoqueiros da morte (todos vendados) e o eletrizante salto triplo dos trapezistas. É emoção prá valer, vai repetindo o locutor.
Acorrem de todos os cantos meninos e meninas e o desfile vai aumentando. Os mais velhos postam-se nas janelas. O comércio pára. O palhaço lá em cima vem tocando corneta e anunciando repetida e animadamente: Não percam! Estréia hoje, o maior espetáculo da terra. Circo Irmãos Queirolo, 100% de alegria prá vocês!
Todo mundo se diverte e todo mundo se vira. Tem pipoca, amendoim, pinhão, banana recheada, balinhas, sonho de valsa, drops. O palco está todo iluminado, imponente, e o comentário é grande na cidade. Pensei que ia assistir a primeira sessão, mas meu pai tinha comprado três sacos de pinhão de 50 kg e determinado que eu tinha que vendê-los bem na entrada. Fiquei FDV, mas, pensei rápido, vou vender tudo e ainda assisto a segunda sessão. Dito e feito, assisti o espetáculo e entreguei o dinheiro do pinhão ao velho. No outro dia a mesma coisa, até que antes do circo partir o pinhão já tinha acabado.
Assim pude ver o faquir que engolia facões. O palhaço que se enrolou com três compridonas sucuris em um caixão de defunto. Magistrais foram os trapezistas do salto triplo, que maestria! Nos intervalos ninguém ficava de cara amarrada, pois a missão dos palhaços é fazer rir e nessa noite os mesmos estavam inspiradíssimos. Pula, Violeta! – gritava Chic-Chic! Foi uma noite fantástica, apesar da gozação dos filhos dos ricaços que me viram vender pinhão.
O Globo da Morte com os motoqueiros de olhos vendados e aqueles motores infernais foi de arrepiar de medo, mas no fim deu tudo certo e o público não poupou aplausos. Após um intervalo musical, foi anunciada a grande atração da noite: O ELEFANTE MAL AMESTRADO, como anunciava o palhaço, dando gostosas gargalhadas.
Os palhaços continuavam a fazer graças, até que com um fundo musical bem suave, adentra o palco, só de fio dental uma estonteante loiraça. Na ponta, o elefante bem vestido, cheiroso (gastaram cerca de dez baldes de desinfetante e cinco de pinho sol, ria o palhaço sem parar). Silêncio total Nas cadeiras de pista onde estavam as autoridades não se ouvia nada; pelos poleiros (assim era chamadas as desconfortáveis arquibancadas) fez-se silêncio também. O apresentador todo enfraquetado anuncia finalmente que a loiraça vai tirar um bicho-de-pé da pata traseira do elefante. O apresentador, hipnoticamente faz o elefante levantar então a pata. Suspense. Quando a gostosa loira deita, já com a agulha na mão vejam o desastre: o animal – devia ter comido alguma cobra cipó junto com os capins que lhe deram – e dá uma tremenda defecada bem na cara da loiraça que não sabe onde põe a cara, se corre, se chora.
O circo vai ao delírio. Alguém com um manto tira a loiraça de cena. Mas genial mesmo foi o Chic-Chic que corre lá dentro e volta com alguns jornais e começa a limpar o bumbumzão do elefante. Ninguém consegue conter o riso. Riem palhaços e plateia.
Circo Irmãos Queirolo e o maior Espetáculo da Terra. 100% alegria!
texto: telho Grego Venet

GUERRA DO CONTESTADO. TERCEIRO MONGE. A fotografia apresenta o Monge José Maria, conhecido como o terceiro monge João Maria, ladeado pelas três virgens que o assessoravam,

 GUERRA DO CONTESTADO. TERCEIRO MONGE. A fotografia apresenta o Monge José Maria, conhecido como o terceiro monge João Maria, ladeado pelas três virgens que o assessoravam,


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GUERRA DO CONTESTADO. TERCEIRO MONGE. A fotografia apresenta o Monge José Maria, conhecido como o terceiro monge João Maria, ladeado pelas três virgens que o assessoravam, cujo nome verdadeiro seria Miguel Lucena de Boaventura, e que estava envolvido com a Guerra do Contestado, tendo morrido em 22 de outubro de 1912, em Irani. (Acervo do Museu do Contestado, em Caçador (SC). Apesar de os monges com tal nome nessa região terem sido três, o povo, por meio de lendas e folclore, uniu-os em um, que ficou conhecido como São João Maria, considerado na época o “monge dos excluídos”. Historicamente unidos de tal forma que muitas vezes é difícil separar seus feitos e suas vidas, tiveram em comum o fato de viver em épocas de grandes mudanças sociais, quando a assistência médica e a educação tinham pouca penetração no interior do país, e o aconselhamento embasado na religião, a cura por ervas, água e milagres eram os únicos recursos acessíveis da população carente e pouco assistida. Os humildes encontraram neles apoio para enfrentar a penúria e a desesperança. Histórico dos Três Monges: O primeiro deles, o monge GIOVANNI “JOÃO” MARIA D’AGOSTINI, era imigrante italiano e residiu em Sorocaba (São Paulo), mudando-se em seguida para o Rio Grande do Sul, onde viveu entre os anos de 1844 e 1848 nas cidades de Candelária, no morro do Botucaraí, e Santa Maria, no Campestre. Introduziu nessa região o culto a Santo Antão, que é considerado o “pai de todos os monges”, cuja festa continua até os dias atuais, comemorada em 17 de janeiro. A região do Campestre passou a ser chamada, desde então, de Campestre de Santo Antão. Sua prisão foi decretada em 1848, pelo General Francisco José d’Andréa (Barão de Caçapava), mediante o temor de levantes e concentrações populares que começavam a ser comuns naquela região, ficando o monge proibido de voltar ao Rio Grande do Sul. Refugiou-se na Ilha do Arvoredo (SC), depois em Lapa (PR), na serra do Monge, e em Lages (SC), desaparecendo misteriosamente em seguida. Os historiadores defendem que o monge João Maria morreu em Sorocaba, em 1870. No entanto, informações presentes em dois livros publicados recentemente apresentam o roteiro de João Maria de Agostini após deixar o Brasil em 1852: depois de viajar pela Argentina, Chile, Bolívia, Peru, México e Canadá (amalgamando vida eremítica com missão religiosa), ele percorreu o meio-oeste americano até se instalar no estado do Novo México, aonde foi assassinado em abril de 1869. Seu corpo está enterrado na cidade de Mesilla, fronteira com o México. O segundo monge, JOÃO MARIA DE JESUS, surgiu também misteriosamente, no Paraná e Santa Catarina, tendo vivido entre os anos de 1886 e 1908, havendo, na ocasião, uma identificação com o primeiro, de quem utilizava os mesmos métodos, com curas por ervas, conselhos e água de fontes. Acredita-se que seu verdadeiro nome era Atanás Marcaf. Em 1897, diria: "Eu nasci no mar, criei-me em Buenos Aires e faz onze anos que tive um sonho, percebendo nele claramente que devia caminhar pelo mundo durante quatorze anos, sem comer carne nas quartas-feiras, sextas-feiras e sábados, sem pousar na casa de outros. Vi-o claramente". Há controvérsias sobre seu desaparecimento, segundo alguns historiadores, ocorrido por volta de 1900, e segundo outros por volta de 1907 ou 1908. A semelhança entre os dois primeiros monges é tão grande que o povo os considerava um só. Num dos seus retratos da época há a legenda “João Maria de Jesus, profeta com 188 anos”. O terceiro monge, JOSÉ MARIA, surgiu em 1911 no município de Campos Novos (SC) e foi, segundo alguns historiadores, um ex-militar. De acordo com um laudo da polícia de Vila de Palmas, no Paraná, seu verdadeiro nome era Miguel Lucena de Boaventura, um soldado desertor condenado por estupro. Dizia ser irmão do primeiro monge e adotou o nome de José Maria de Santo Agostinho. Utilizava, também, os mesmos métodos de cura dos anteriores, mas, ao contrário do isolamento, organizava agrupamentos, fundando os “Quadros Santos”, acampamentos com vida própria, e os “Pares de França”, uma guarda especial formada por 24 homens que o acompanhavam. A região onde atuava era palco de disputas por limites e, sob a alegação de que o monge queria a volta da monarquia, foi pedida a intervenção do Governo Estadual de Santa Catarina, o que foi entendido como uma afronta pelo Governo do Paraná, que enviou uma força militar para a região. A força militar chefiada pelo coronel João Gualberto Gomes de Sá invadiu o “Quadro Santo” de Irani (SC), quando morreram em combate, em 1912, o monge João Maria e o coronel, o que determinou o fim do ciclo dos monges e a eclosão franca da Guerra do Contestado. Há diversas lendas sobre seu desaparecimento. Conta uma delas que ele terminou sua missão no morro do Taió (SC), outra que morreu de velhice em Araraquara (SP), ou que foi encontrado agonizante próximo aos trilhos da estrada de ferro perto de Ponta Grossa. A crença mais difundida é, no entanto, que não teria morrido. Após jejuar por 48 horas no morro do Taió, o monge teria sido levado por dois anjos para o céu. Em outra hipótese, seu corpo teria se envolvido em luz tão forte que o fez desaparecer, deixando uma marca vermelha no chão, que os incrédulos confundiam com sangue. (Fonte:wikipedia; AURAS, Marli. Guerra do Contestado - A organização da irmandade cabocla. [S.l.: s.n.], 2001. ISBN 4. ed.; FACHEL, José Fraga. Monge João Maria, Recusa dos Excluídos. [S.l.: s.n.], 1997. ISBN In “Ô Catarina!”, nº 21, pp. 12-13; CARNEIRO JR, Renato.. O Monge da Lapa: um estudo da religiosidade popular no Paraná. [S.l.: s.n.], 1996. ISBN In: página da SEEC - Paraná da Gente, caderno 3; compilação e texto de Sônia Wendt Nabarro)