segunda-feira, 14 de setembro de 2026

A Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande: Guardiã do Porto de Santos

 


Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande

Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande
ConstruçãoD. Filipe I (1584)
ConservaçãoBom
Aberto ao públicoSim
Nome oficialForte da Barra Grande, inclusive o Fortim da Praia do Góis, o Portão Espanhol e toda a área que os envolve
ClassificaçãoConjunto Arquitetônico
Processo0441-T-50
Livro do tomboHistórico
Número do registro365
Data de registro23 de abril de 1964
Nome oficialForte da Barra Grande
Processo00346/73
Livro do tomboHistórico
Número do registro19
Data de registro27 de abril de 1971
A baixada santista, na capitania de São Vicente (c. 1624).
"Planta da Fortaleza da Barra Grande na Villa de Santos" (séc. XVIII). Note-se a cortina defensiva que se estendia até à praia do Góis.

A Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande, também referida como Fortaleza de São Miguel, Fortaleza da Praia Grande e Fortaleza da Barra Grande, localiza-se a sudeste na ilha de Santo Amaro, entre a praia do Góis e a praia de Santa Cruz dos Navegantes, batendo a Barra Grande, canal de acesso ao porto da vila (hoje cidade) de Santos, no atual município do Guarujá, no litoral do estado brasileiro de São Paulo.

História

Os séculos XVI e XVII

A fortaleza foi erguida a partir de 1584, no contexto da Dinastia Filipina (1580-1640), após o ataque do corsário inglês Edward Fenton (dezembro de 1583) a Santos, rechaçado por Andrés Higino, cuja frota estava sob o comando do Almirante D. Diogo Flores de Valdés no sul do Brasil, quando encontrou uma nau atacada por Edward Fenton,[1] Diogo Flores de Valdés tinha a missão de navegar pela costa brasileira até a entrada do Estreito de Magalhães em busca de corsários como Sir Francis Drake conhecido como El Dragon, sabendo das notícias Valdés designa Higino como comandante de três Galeões para retornar à Vila de Santos e atacar os corsários. A sua planta original é atribuída ao arquiteto militar italiano Giovanni Battista Antonelli, integrante dessa armada (1582-1584), e foi artilhada com algumas peças de um galeão capturado a corsários na ocasião. SOUZA (1885) entende que essa fortificação era de fraca construção,[2] não tendo oferecido resistência ao ataque do corsário inglês Thomas Cavendish (1590).[3] Rechaçou a tentativa de reabastecimento do almirante neerlandês Joris van Spielbergen (3 de fevereiro de 1615), e posteriormente a tentativa de assalto do corsário francês Jean-François Duclerc (agosto de 1710), que se dirigiu em seguida ao Rio de Janeiro.

O século XVIII

Passou a comandar a praça em 1702, o Capitão Luiz da Costa de Siqueira (Carta Patente de 23 de julho de 1702), e sua guarnição compunha-se de um alcaide e de cem soldados. A Carta-régia de 11 de setembro de 1709 mandou aumentá-la, e que do Rio de Janeiro se remetesse artilharia de grosso calibre para sua defesa. Manuel de Castro de Oliveira, um particular residente em Santos, propôs em 1711 à Coroa Portuguesa reconstruir e armar a fortaleza às suas custas, em troca de algumas mercês. A Coroa, pela Carta-régia de 26 de janeiro de 1715, aceitou o oferecimento daquele particular residente em Santos "para reconstruí-la e armá-la, mediante a mercê do foro de fidalgo, o Hábito [da Ordem] de Cristo, tença anual de 80$000 e um ofício nas Minas [Gerais], que tivesse de rendimento 400$000, para seu filho".[4] São deste período o projeto assinado por Manuel Pinto de Villa Lobos (Fortaleza que se há de fazer na praia grande de Santos, 1712. Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa) e outros (Planta da Fortaleza desenhada de novo na barra grande de Santos, c. 1712; Planta da Fortaleza projetada na barra da vila de Santos, c. 1712. AHU, Lisboa).[5] Essas obras foram iniciadas sob a orientação do engenheiro francês Brigadeiro Jean Massé (Planta de uma Fortaleza desenhada de novo na vila de Santos, c. 1714. AHU, Lisboa),[6] com o auxílio do argento-mor Antônio Francisco Lustosa.

Em 1717 o então governador de Santos designou Luiz Antônio de Sá Queiroga para adicionar à fortaleza parapeitos, reduto, cortina, casa de pólvora e outras obras, orçadas à época em 4.000 cruzados. Durante o governo do Vice-rei e Capitão General de Mar e Terra do Estado do Brasil, D. Vasco Fernandes César de Meneses (1720-1735), foi terminada a muralha (1721), sendo a praça finalmente artilhada com trinta e duas peças (1723-1725). Novas reformas foram efetuadas em 1731-1732. Por volta de 1739 aqui esteve o Brigadeiro José da Silva Pais, com a missão de examinar esta e outras defesas no litoral santista. Este oficial foi o responsável pelo projeto da nova Casa da Pólvora e de uma capela, erguida no local da antiga Casa da Pólvora e inaugurada em 1742. ("Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande". In: Patrimônio: 70 anos em São Paulo).

Uma nova campanha de obras teve lugar em 1765, sendo governador da capitania de São Paulo o capitão-general D. Luís Antônio de Sousa Botelho Mourão - quarto morgado de Mateus (1765-1775), que mandou repará-la e ampliá-la devido ao seu estado precário. Cruzando fogos com o Forte da Estacada, para complemento deste sistema defensivo, mandou ainda edificar a Bateria da praia do Góis (1766), para servir como posto avançado à fortaleza. Data deste período ainda o chamado "Portão Espanhol" que a liga àquela fortificação. Em Relatório à Coroa, acerca das fortificações da Capitania, datado de 30 de junho de 1770, este governador informou que esta praça estava artilhada com vinte e oito peças: três de 24, oito de 18, três de 12, três de 8, e onze de 6.[4]

Um relatório manuscrito descreve o estado da fortificação, entre o final do século XVIII e o início do século XIX:

"Na Barra Grande achei as portas podres e despedaçadas, o Quartel arruinado e parte dele a cair, a Casa da Pólvora por acabar; na bateria de baixo achei algumas peças montadas em carretas podres e outras no chão, muito maltratadas, de sorte que toda esta bateria está impossibilitada de fazer fogo, sendo a melhor que tem esta fortaleza por serem os seus tiros quase horizontais, e pela curta distância a que chegam os navios pode esta bateria servir de balas ardentes, de balas fixas, de balas encadeadas de plaqueta, além de ter velas e cartuchos de pinha, e até pelo ângulo que forma o canal, por onde necessariamente passam os navios, oferecem ao inimigo nove bocas de fogo reto e duas em cada flanco, que sendo bem providos, podem fazer grande dano.
Na bateria superior achei quatorze peças montadas em carretas novas, cuja bateria é inferior nas suas vantagens à de baixo por serem os seus tiros mergulhantes e só podem ser bons em maior distância, ficando incertos pela falta de bons artilheiros. Pelo prolongamento da cortina, até à porta, que dá saída para o forte da praia do Goes, se acham três peças montadas em carretas novas e nove desmontadas, algumas destas muito maltratadas, de sorte que não poderão fazer fogo por se acharem cheias de escaravelhos e uma encravada.
Na bateria baixa há um telheiro encostado à muralha superior, o qual se pode acrescentar unindo a este a casa de um índio que serve à fortaleza; em cujo telheiro se pode ter recolhida a maior parte da artilharia, com seus reparos, para se livrar dos grande sóis e imensas chuvas que há de ordinário neste país, e porque a plataforma está móvel com o terrapleno da praça e com facilidade vem esta artilharia ao seu lugar na bateria em todo e qualquer lugar.
Na mesma circunstância se pode por a bateria superior, poupando Sua Majestade por este modo a imensa despesa que continuamente está fazendo com o carretame, devendo ser este pintado a óleo de linhaça [ou] na falta deste com azeite de mamona, e uma terra que há em Cananéia que é semelhante ao roxo-terra da Itália (...)."[7]

Do século XIX aos nossos dias

Ao longo da sua história, as instalações da fortaleza foram utilizadas como presídio político. O Mapa das Fortificações de 1847 aponta-lhe apenas vinte e duas peças.[8] Novamente reparada em 1885, durante a Revolta da Armada (1893-1894), as suas baterias trocaram tiros com o Cruzador República e o Cruzador Palas, a caminho do Sul (20 de setembro de 1893), tendo sofridos danos nas muralhas. Passou para a jurisdição do Ministério da Marinha (Aviso do Ministério da Guerra de 28 de agosto de 1889). Em 1894 teve lugar a última obra nesta fortificação: a reforma inacabada do quartel (MORI, 2003:155).

No século XX foi desarmada e o seu material entregue ao 3º Batalhão de Artilharia, a fim de aquartelar um Destacamento do 24º Batalhão de Infantaria que iria trabalhar nas obras do Forte de Itaipu (Aviso nº 484, de 17 de março de 1905),[9] dentro do projeto de reforma da defesa do Porto de Santos. À medida que as obras do Forte de Itaipu evoluíram, perdeu importância estratégica, até ser finalmente desativada (1911). Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, aquartelou a 3ª Companhia do Batalhão de Engenharia de Santos, servindo como Posto Angular (Posto de Paralaxes): recebeu aparelhos telefônicos e alto-falantes, a fim de manter comunicação constante entre a defesa minada da barra de Santos e os oficiais engenheiros de plantão que as comandavam. Em uma das guaritas da fortaleza, assim como em pontos estratégicos do canal, foram instaladas baterias acumuladoras para a detonação das minas. Ao final da década de 1940 abrigou instalações da extinta Polícia Marítima e Aérea, e a partir de 1956 passou a ser utilizada como sede náutica do Círculo Militar de Santos. O imóvel, de propriedade da União, e o entorno do fortaleza foram tombados pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 23 de abril de 1964, e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT), órgão do Governo do estado de São Paulo, em 1981.

Em 1990, a comunidade estudantil do Guarujá se movimentou em defesa deste patrimônio, e finalmente, em 2 de setembro de 1993, foi assinado um Protocolo de Intenções entre o IPHAN, a Prefeitura Municipal de Guarujá e a Universidade Católica de Santos (UNISANTOS), visando a restauração do conjunto. A reinauguração teve lugar em 21 de abril de 1997, tendo como padrinho o professor Élcio Rogério Secomandi, assim homenageado pelo entusiasmo e dedicação do trabalho desenvolvido. Destaca-se no processo a doação para a capela do conjunto, do mural "Vento Vermelho", de vinte metros quadrados, pela família do artista plástico Manabu Mabe.

Homenageada pela ECT com a emissão de uma bonita peça filatélica e carimbo comemorativo (21 de abril de 1999), o acesso à fortaleza pode ser feito por Santa Cruz dos Navegantes ou, de barco, com saída pela Ponte Edgard Perdigão, em Santos.

A Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande: Guardiã do Porto de Santos

Situada a sudeste da ilha de Santo Amaro, entre a pitoresca praia do Góis e a comunidade de Santa Cruz dos Navegantes no atual município de Guarujá (SP), a Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande — também conhecida historicamente como Fortaleza de São Miguel, Fortaleza da Praia Grande ou simplesmente Fortaleza da Barra Grande — foi erguida para vigiar e proteger a "Barra Grande", o canal de acesso primordial ao porto de Santos.

Cronologia Histórica

Os Séculos XVI e XVII: Origens e Invasões

A fortificação teve início em 1584, durante o período da União Ibérica (Dinastia Filipina, 1580-1640). A motivação imediata foi a vulnerabilidade da vila de Santos exposta por ataques corsários, destacando-se a invasão do corsário inglês Edward Fenton em dezembro de 1583.

  • Concepção militar: A planta original é atribuída ao renomado arquiteto militar italiano Giovanni Battista Antonelli, que integrou a armada do Almirante D. Diogo Flores de Valdés enviada ao sul do Brasil para conter corsários como Francis Drake (El Dragon).

  • Fragilidade inicial: Segundo o historiador militar Augusto de Saint-Léger Souza (SOUZA, 1885), a estrutura inicial era precária e não conteve o ataque do corsário inglês Thomas Cavendish em 1590.

  • Resistências bem-sucedidas: Anos mais tarde, a praça provou seu valor ao rechaçar o reabastecimento das tropas do almirante neerlandês Joris van Spielbergen (fevereiro de 1615) e a tentativa de assalto do corsário francês Jean-François Duclerc em agosto de 1710, antes de este último seguir para o Rio de Janeiro.

O Século XVIII: Reformas, Engenharia e Expansão

O século XVIII marcou a consolidação estrutural e o incremento de artilharia da fortaleza, impulsionados por decretos da Coroa Portuguesa e ameaças coloniais.

  • Governança e Reforço (1702–1715): Em 1702, o Capitão Luiz da Costa de Siqueira assumiu o comando com cem soldados. Uma Carta-régia de 1709 ordenou o reforço da guarnição e o envio de artilharia pesada do Rio de Janeiro. Em 1711, o cidadão santista Manuel de Castro de Oliveira propôs arcar com a reconstrução da praça em troca de mercês reais (como o foro de fidalgo, o Hábito da Ordem de Cristo e tenças para seu filho), o que foi aceito pela Coroa em 1715.

  • Projetos de Engenharia: Datam desta fase os projetos de Manuel Pinto de Villa Lobos (1712) e as obras iniciadas sob a supervisão do engenheiro militar francês Brigadeiro Jean Massé (c. 1714), com auxílio de Antônio Francisco Lustosa.

  • Muralhas e Artilharia (1717–1732): O governador de Santos escalou Luiz Antônio de Sá Queiroga em 1717 para construir parapeitos, redutos, cortinas e uma casa de pólvora. As muralhas foram finalizadas em 1721 sob o governo de D. Vasco Fernandes César de Meneses, e a praça recebeu entre 32 peças de artilharia entre 1723 e 1725, passando por novas reformas em 1731-1732.

  • A Capela e a Casa da Pólvora (1739–1742): O célebre Brigadeiro José da Silva Pais inspecionou as defesas de Santos em 1739 e projetou uma nova Casa da Pólvora junto a uma capela, inaugurada em 1742.

  • O Vale do Morgado de Mateus (1765–1770): Sob o comando do capitão-general D. Luís Antônio de Sousa Botelho Mourão (o quarto morgado de Mateus), a fortaleza passou por uma ampla campanha de restauração devido ao seu desgaste. Para fortificar o complexo defensivo cruzando fogos, ordenou a construção da Bateria da praia do Góis (1766) como posto avançado, conectada à fortificação principal pelo histórico "Portão Espanhol". O relatório oficial de 30 de junho de 1770 indicava que a praça contava com 28 peças de artilharia de diversos calibres (de 6 a 24).


O Cañón de los Perdidos: A Joia Oculta do Deserto de Ica

 


Cañón de los Perdidos
canhão
Vista do cânion
Localizaçãoprovíncia de Ica, departamento de Ica, Peru
PaísPeru
Coordenadas14° 45′ 19″ S, 75° 30′ 50″ O
Mapa
Localização em mapa dinâmico
editar - editar código-fonte - editar WikidataDocumentação da predefinição

O Cañón de los Perdidos (Cânion dos Perdidos em português) está localizado a sudoeste do distrito de Santiago, no setor denominado Montegrande, província de Ica, departamento de Ica, Peru.[1] Tem uma extensão de 5 km e está a 40 km da cidade de Ocucaje. Foi descoberto em 2011.[2] O cânion é formado pela erosão do rio Seco que deságua no rio Ica. No meio do canyon há uma lagoa. O local é frequentado por urubus.[3]

O cânion se forma quase no final do antigo canal do “Río Seco” ou “Riachuelo” em sua foz com o rio Ica, em direção ao Mar Peruano, no pequeno setor “Chilcatay”. O nome Cânion dos Perdidos, surge a partir de uma visita que o prefeito Pablo Alvites fez junto com alguns moradores e o jornalista Maycol Herrera Benavides, eles se perderam, mas no final conseguiram chegar ao citado cânion e o jornalista Maycol Herrera decide titular este relatório como o "Cañón de los Perdidos", e doravante é chamado assim.

História

No sábado, 11 de junho de 2011, os membros da "Associação de Promoção Turística e Cultural de Ocucaje", APTYCO, para conhecer aquele lugar, promoveram uma viagem e convidaram o prefeito Pablo Albites, o paleontólogo Mario Urbina, a o jornalista Maycol Herrera Bendezú do Diario Correo Ica entre outros, formando dois grupos, em dois veículos, sendo que um deles consegue chegar ao destino, enquanto o outro se perde no deserto; e não consegue chegar ao Canyon, por isso o jornalista Maycol Herrera Bendezú disse: "A partir de hoje, o canyon se chamará El Cañón de los Perdidos", com cujo nome deu o título de sua nota jornalística, emitida em Domingo, 12 de junho de 2011, no Diario Correo, edição regional do Ica.

A visita está documentada no vídeo “Cânion dos Perdidos no ICA-PERU, uma maravilha natural para o turismo”.

É importante destacar que até aquele momento os membros desta comissão especial do Ocucaje desconheciam que o referido local pertencia geograficamente ao distrito de Santiago, pelo que o trabalho realizado pela Associação de Promoção Turística e Cultural de Ocucaje - APTYCO, teve certas indecisões. , o que os obrigou a esperar que o Município de Santiago tomasse suas decisões a respeito.

Localização geográfica

Detalhe do canyon

Este canyon está localizado a sudoeste do território do Distrito de Santiago, quase na divisa com o distrito de Changuillo (Nasca) e a região de Ica, pelo setor denominado "Las Pampas de Gamonal", entre o setor de El Gramadal e Montegrande , ao longo da rota do quase desaparecido "Río Seco" (Riachuelo), no pequeno setor Chilcatay, onde deságua no rio Ica, a caminho do Oceano Pacífico.

À medida que você chega e entra no Cânion, a recepção dada por seus "anfitriões" e "guardiões ciumentos" é interessante: corvos ou urubus, aparecendo no céu oferecendo seus voos que lembram os dos condores (embora se acredite que existem também) porque são pássaros típicos destes locais.

O Cânion tem uma extensão aproximada de 2 km e uma profundidade entre 200 e 300 me ainda não foram realizados estudos especializados no local, e de acordo com o projeto de desenvolvimento turístico projetado pelas autoridades de Santiago, um grupo de especialistas visitou o local para determinar sua estrutura geológica, profundidade e extensão exata, bem como colocar sinalização no percurso e determinar os locais de acesso para descer ao fundo do Canyon, e percorrer seu interior até chegar às pequenas lagoas naturais, localizadas na maioria profundo deste lugar maravilhoso.

Acesso

O local fica a 83 km da cidade de Ica, para isso se pega a Rodovia Pan-Americana Sul, e no km 339, há um desvio à direita (entrada para Callango) onde se segue um caminho ou trilha em bom estado, que leva à "Boca del Río", ao longo da margem esquerda da aldeia Callango para o sudoeste. O tempo de viagem é em média 2 horas saindo de Ica.

Promoção como destino turístico

Muito interessado o Prefeito do Distrito Municipal de Santiago, C.P.C. Cesar Salazar Carpio, viajou para conhecer o local acompanhado de promotores turísticos e agentes de viagens. Don Cesar Salazar fica impressionado com o lugar e decide colocar todos os seus esforços para que esta atração turística se transforme no "Novo destino turístico do Peru", graças ao Sr. Klaus Honninger Mitrani, promotor turístico e cultural peruano, É apresentada uma proposta ao SERNANP e ao Ministério do Meio Ambiente, para que este lugar seja declarado "Monumento Natural" do Peru.

A Prefeitura Municipal tem feito uma série de recomendações para a entrada no local (é gratuita) como medidas de limpeza e conservação ambiental, não jogando lixo, tanto externa quanto internamente, bem como determinando as áreas de acesso no interior do “Cânion”, entre outras medidas para defender, proteger, preservar e conservar esta maravilha natural, como uma nova atração turística na Região de Ica.

Atrativos

Atrações na rota

No percurso entre Callango (Ocucaje) e o desvio para o vale orgânico de Samaca (Santiago), você passa pela passagem e colinas "Los Trenes", e as colinas "El Poseidón", "El Delfín", "Las Tetas" e " Serpente enrolada ”.

Nos "Pampas de Gamonal" (8 a 9 km antes de chegar ao Cânion) está a curiosa "Pampa de piedra", onde você pode ver figuras como "El Sapo", "La Tortuga", "La Paloma", a " Horse's Head ”, onde existe um buraco, que tem sido chamado de“ Magic Eye ”onde os turistas tiram algumas fotos originais e espetaculares. Este "Olho Mágico" tornou-se um dos principais atrativos dos "Pampa de Piedras", onde se acredita que um meteorito caiu no local e as pedras (que parecem, "colocadas como com a mão") foram regadas no deserto.

Na entrada ou "Boca del Cañón", encontram-se a "Cabeça de tartaruga" e "Pequenas conchas fossilizadas".

Atrações no Canyon

Detalhe de um setor do Cañón de los Perdidos.

O Cañón de los Perdidos tem 4 níveis ou "quedas". O passeio pelo Canyon, arredores e interior leva aproximadamente 2 a 3 horas.

No segundo nível, você pode ver o “Olho de Água” e na parte superior (queda) está o “Rosto do Puma” no canto superior direito e esquerdo existem duas telas com pequenas figuras ainda “o crânio”, “o fetus ”,“ o ET ”e outros a serem definidos. Entre o dia 3. existe uma lagoa, e o quarto nível é o "Slide" do Cânion. "La Plaza Caracol" e "O Anfiteatro"

O Canyon tem 3 descidas para chegar ao seu interior, entre a primeira e a segunda descida está o "El Mirador", de onde se pode ver a figura do "OVNI" e as "Lagunas del Cañón" (rio Ica) destes, o a terceira descida é a mais acessível para a família.

Percorrendo o Cânion de sul (a jusante) a norte (a montante) pode-se ver o "Deslizamento de Pedra", "A Parede do Canyon", "O Desfiladeiro", "Os Baluartes", em cujas paredes podem ser vistas milhares de "esculturas e esculturas naturais ”que surpreendem os visitantes.

Na sua foz com o rio Ica, encontram-se as “Las lagunas del Cañón”, com pequenos peixes e em algumas épocas, camarões de rio, este local serve de habitat a algumas aves e raposas.

Zona paleontológica

Determinou-se que o Cânion era um fundo marinho, os paleontólogos estimam sua idade entre 20 e 30 milhões de anos, a partir de restos marinhos fossilizados ali encontrados, incluindo baleias, tubarões, conchas, pinguins, pássaros, entre outras. O maior fóssil corresponde a uma baleia com cerca de 30 m de comprimento, a mesma que ainda não foi solta, por medo de predação. A maior parte do deserto ao redor do Canyon foi considerada rica em fósseis bem preservados.

O Cañón de los Perdidos: A Joia Oculta do Deserto de Ica

Emergindo das areias áridas e implacáveis do sul peruano, o Cañón de los Perdidos (Cânion dos Perdidos) ergue-se como uma das formações geológicas mais impressionantes, misteriosas e recentes do roteiro turístico do Peru. Localizado a sudoeste do distrito de Santiago, no setor de Montegrande (província e departamento de Ica), este santuÁrio natural desafia a monotonia da paisagem desértica com seus paredões sinuosos, abismos profundos e uma rica camada de história pré-histórica oculta sob a superfície.

Distante cerca de 40 quilômetros da cidade de Ocucaje — mundialmente famosa por seus fósseis marinhos —, o cânion é o resultado de milhões de anos de erosão fluvial e eólica. Embora sua descoberta oficial seja recente, o local guarda segredos de eras geológicas em que o deserto de Ica era, na verdade, um mar primitivo e vibrante.

Origem do Nome e História da Descoberta

A alcunha intrigante de "Cânion dos Perdidos" não nasceu de lendas ancestrais incas ou pré-incaicas, mas sim de um episódio pitoresco e moderno ocorrido no inverno de 2011.

A Expedição de 11 de Junho de 2011

Naquele sábado, membros da Associação de Promoção Turística e Cultural de Ocucaje (APTYCO) organizaram uma expedição com o objetivo de explorar e documentar o relevo desconhecido da região. O grupo convidou figuras importantes, incluindo o então prefeito de Ocucaje, Pablo Albites, o renomado paleontólogo Mario Urbina e o jornalista Maycol Herrera Bendezú, do Diario Correo Ica.

Divididos em dois veículos, os expedicionários partiram rumo ao deserto. No entanto, devido à vastidão e à total ausência de referências visuais na paisagem arenosa, um dos carros perdeu-se completamente, falhando em alcançar o destino planejado. Diante do perrengue e da odisseia para se reencontrarem e finalizarem a exploração, o jornalista Maycol Herrera cunhou a frase que batizaria o local:

"A partir de hoje, o cânion se chamará El Cañón de los Perdidos."

No dia seguinte, domingo, 12 de junho de 2011, a reportagem foi veiculada no Diario Correo, eternizando o nome. O momento também foi registrado em vídeo na produção audiovisual “Cânion dos Perdidos no ICA-PERU, uma maravilha natural para o turismo”.

Impasses Territoriais

Curiosamente, durante a expedição inicial, os membros da comissão de Ocucaje desconheciam que a formação geográfica exata pertencia politicamente ao distrito de Santiago, e não ao de Ocucaje. Isso gerou um breve debate burocrático inicial, exigindo que a municipalidade de Santiago assumisse a tutela e o planejamento estratégico do turismo na área.

Geografia e Localização Geográfica

O cânion se forma quase no final do antigo leito do Río Seco (ou riacho sazonal) em sua foz com o rio Ica, drenando em direção ao Oceano Pacífico, especificamente no pequeno setor de Chilcatay.

Geograficamente, ele está situado entre os setores de El Gramadal e Montegrande, na rota das chamadas Pampas de Gamonal, quase na divisa com o distrito de Changuillo (Nasca).

Dimensões e Estrutura

  • Extensão: Embora registros iniciais citem variações entre 2 e 5 quilômetros de comprimento, a feição principal serpenteia profundamente pela planície desértica.

  • Profundidade: Oscila dramaticamente entre 200 e 300 metros, criando um microclima de sombras e correntes de ar em seu fundo.

  • Geomorfologia: O cânion é caracterizado por desfiladeiros estreitos, estratos rochosos em tons de ocre, bege e cinza, e formações esculpidas pela água que revelam camadas sedimentares milenares.

O Ecossistema e Seus Guardiões Alados

A entrada e descida ao cânion são marcadas por uma recepção tão fúnebre quanto fascinante. Os céus ao redor do abismo são dominados por urubus (corvos locais), cujos voos circulares em correntes térmicas lembram o comportamento dos majestosos condores dos Andes. Eles atuam como os "guardiões ciumentos" da garganta, habitando as saliências rochosas inacessíveis aos humanos.

No nível mais profundo do cânion, protegida pelas altas paredes de rocha que bloqueiam o sol escaldante do deserto, encontra-se uma pequena lagoa natural. Essa água subterrânea, remanescente de antigas infiltrações ou fluxos subterrâneos do Rio Seco, sustenta bolsas de biodiversidade isoladas em meio à extrema aridez circundante.

Potencial Científico e Turístico

Embora o Cañón de los Perdidos ainda careça de estudos geológicos e paleontológicos exaustivos — algo pretendido por projetos de desenvolvimento turístico das autoridades de Santiago —, a região de Ica como um todo é um verdadeiro museu a céu aberto. Sendo vizinha de Ocucaje, é altamente provável que as paredes estratificadas do cânion guardem fósseis de tubarões ancestrais (como o Megalodon), baleias primitivas e golfinhos de água doce que habitavam a área quando o deserto era coberto pelo mar pré-histórico.

Planos futuros de gestão turística preveem a instalação de sinalização adequada ao longo da rota no deserto, demarcação de trilhas seguras para a descida ao fundo do cânion e o mapeamento geológico completo, transformando este acidente geográfico acidentalmente descoberto em um dos pilares do ecoturismo e geoturismo do sul peruano.


O bonde da linha Batel passando em frente ao Clube Curitibano.

 O bonde da linha Batel passando em frente ao Clube Curitibano.


Um dia nem tranquilo na Curitiba de 1942. Rua Riachuelo.

 Um dia nem tranquilo na Curitiba de 1942. Rua Riachuelo.


Nesta viagem no tempo, dá pra sentir o aroma do café coado na hora. Rua XV agitada de ilustres Curitibanos resolvendo todos os problemas do mundo. Até o gari bem vestido e de chapéu como mandava o requinte da época.

 Nesta viagem no tempo, dá pra sentir o aroma do café coado na hora. Rua XV agitada de ilustres Curitibanos resolvendo todos os problemas do mundo. Até o gari bem vestido e de chapéu como mandava o requinte da época.


Isso estava acontecendo na Comendador Araújo de Curitiba em 1939.

 Isso estava acontecendo na Comendador Araújo de Curitiba em 1939.