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domingo, 16 de agosto de 2026

A Igreja de São Sulpício: Monumento, Arte e Ciência no Coração de Paris

 

Igreja de São Sulpício
Informações gerais
Estilo dominanteRomânico
Arquiteto(a)Giovanni Niccolò Servandoni, Daniel Gittard, Louis Le Vau, Christophe Gamard, Gilles Marie Oppenort, Jean-François Chalgrin
Construção1646-1870
Religiãocatolicismo
DioceseArquidiocese de Paris
Websitehttps://www.paroissesaintsulpice.paris/
Altura34 metro, 73 metro
Geografia
PaísFrança
CidadeParis
Coordenadas48° 51′ 04″ N, 2° 20′ 06″ L
Mapa
Localização em mapa dinâmico

Igreja de Saint-Sulpice, Paris: aspecto do órgão.
A fonte de Saint-Sulpice, Paris.

A Igreja de São Sulpício (em francês Église Saint-Sulpice), localiza-se na praça de São Sulpício, em Paris, na França, sendo consagrada a São Sulpício, o "Piedoso". Edifício histórico, constitui-se na segunda igreja mais alta da cidade.

História

A atual igreja foi edificada sobre os alicerces de um antigo templo românico do século XIII, que sofreu sucessivas ampliações até 1631.

Em 1646 o sacerdote parisiense Jean-Jacques Olier foi encarregado da construção de um novo edifício, cujas obras se estenderam por mais de um século. O resultado foi um edifício simples, de duas plantas, com a fachada oeste formada por duas fileiras de elegantes colunas. A harmonia do conjunto é rompida apenas pelas torres das extremidades, que não são iguais.

As grandes janelas enchem o interior do templo de luz. Nele se destacam ainda um par de pias para água benta em forma de conchas junto à entrada, que foram um presente da República de Veneza para o rei Francisco I de França. A base de pedra dessas pias foi feita por Jean-Baptiste Pigalle.

Há ainda dois trabalhos de Eugène Delacroix na igreja, mais precisamente na capela lateral à direita da entrada: "Jacó lutando com o anjo", e "Heliodoro expulso do templo".

O Gnômon de São Sulpício

Uma das particularidades desta igreja é o seu gnômon, uma coluna que marca a hora do dia projetando a sua sombra no solo. Languet de Gercy (o sacerdote de São Sulpício) precisava de um sistema para controlar os equinócios e poder predizer qual era a data da Páscoa, e encarregou dessa tarefa o astrônomo e relojoeiro inglês Henry Sully. Este, por sua vez, construiu uma linha de latão no chão, paralela aos meridianos da Terra, que se estende até um obelisco de mármore na parede (com data de 1743) e se ergue onze metros acima do chão junto à parede. Ao mesmo tempo, foi instalado junto a uma janela, um sistema de lentes; assim, ao meio-dia do solstício de Inverno (21 de dezembro), a luz do sol passa pela janela incidindo sobre a linha de latão até ao obelisco, e nos equinócios (21 de março e 21 de setembro), ao meio-dia, a luz bate em um prato oval de cobre diante do altar. Devido a essas características, por servirem para realizar medições científicas, a igreja foi salva de ter sido destruída à época da Revolução Francesa.

O meridiano de Saint-Sulpice, não deve ser confundido com o meridiano de Paris.

O órgão

Em São Sulpício são celebrados regularmente concertos de órgão, utilizando-se o seu antigo instrumento, construído em 1862 por Aristide Cavaille-Coll e que tem 6.778 tubos. Um dos mais renomados organistas da igreja foi Charles-Marie Widor, que ocupou este posto aos vinte e seis anos, portanto, muito jovem.

A praça de São Sulpício

A igreja está diante da praça de São Suplicio, construída na segunda metade do século XVIII; cabe destacar a fonte dos quatro pregadores de bronze, trabalho de Joachim Visconti (1844), e as castanheiras de flores rosas, além do Café de la Mairie, famoso por haver aparecido em numerosos filmes franceses.

Representações na cultura

A Linha da Rosa do seu gnómon tem destaque na obra "O Código da Vinci", de Dan Brown.

Referências

Ligações externas


A Igreja de São Sulpício: Monumento, Arte e Ciência no Coração de Paris

Situada na charmosa praça de mesmo nome, no 6º arrondissement de Paris, a Igreja de São Sulpício (Église Saint-Sulpice) é a segunda igreja mais alta da cidade, superada apenas pela Catedral de Notre-Dame. Consagrada a São Sulpício, o "Piedoso", este grandioso templo destaca-se não apenas por sua imponência arquitetônica e rica herança artística, mas também por seu papel histórico singular ligado à astronomia.

🏛️ Ficha Técnica e Panorama Geral

  • Localização: Place Saint-Sulpice, 6º arrondissement, Paris, França.

  • Estilo Arquitetônico: Arquitetura Clássica Francesa (com fundações românicas originais).

  • Início da Construção Atual: 1646 (sob a direção do padre Jean-Jacques Olier), estendendo-se por mais de um século.

  • Importância: Segundo maior templo da capital e palco de importantes concertos de órgão na Europa.

📜 Histórico e Arquitetura

O edifício atual foi erguido sobre as ruínas e alicerces de uma antiga igreja românica do século XIII que havia recebido sucessivas ampliações até 1631. Em 1646, o sacerdote parisiense Jean-Jacques Olier assumiu a missão de construir um novo e grandioso templo.

O resultado foi uma estrutura de linhas clássicas, destacando-se pela fachada oeste composta por duas fileiras de elegantes colunas. A harmonia geométrica da fachada exibe uma curiosa peculiaridade: as duas torres das extremidades não são simétricas nem iguais.

No interior, grandes janelas inundam o espaço de luz natural, valorizando tesouros artísticos como:

  • As Pias de Água Benta: Oferecidas pela República de Veneza ao rei Francisco I, esculpidas em forma de conchas, com bases em pedra criadas por Jean-Baptiste Pigalle.

  • As Obras de Eugène Delacroix: Localizadas na capela lateral à direita da entrada principal, abrigam os afrescos magistrais "Jacó lutando com o anjo" e "Heliodoro expulso do templo".

☀️ O Gnômon de São Sulpício

Uma das atrações mais fascinantes da igreja é o seu gnômon, um instrumento astronômico histórico projetado para rastrear o movimento do Sol e calcular com precisão as datas dos equinócios — em especial, a definição do Domingo de Páscoa.

  • Histórico: O projeto foi encomendado pelo padre Languet de Gercy ao astrônomo e relojoeiro inglês Henry Sully.

  • Estrutura: Consiste em uma linha de latão embutida no solo (alinhada aos meridianos terrestres) que se estende até um obelisco de mármore com 11 metros de altura, datado de 1743, instalado na parede.

  • Funcionamento: Um sistema de lentes colocado em uma janela projeta a luz solar ao meio-dia. No solstício de inverno (21 de dezembro), o feixe de luz atinge o obelisco; nos equinócios (21 de março e 21 de setembro), a luz incide exatamente sobre um prato oval de cobre no chão, em frente ao altar.

Curiosidade Histórica: Graças a essa utilidade científica para medições de tempo e astronomia, o templo foi poupado de destruições durante os excessos da Revolução Francesa. Cabe ressaltar que este meridiano (Meridiano de Saint-Sulpice) não deve ser confundido com o oficial Meridiano de Paris.

🎵 O Magnífico Órgão Monumental

São Sulpício é mundialmente famosa no universo da música clássica por causa de seu grandioso órgão, construído em 1862 pelo mestre construtor Aristide Cavaillé-Coll. O instrumento colossal conta com 6.778 tubos.

O posto de organista titular da igreja foi ocupado por grandes nomes da música sacra, com destaque para Charles-Marie Widor, que assumiu a função com apenas 26 anos de idade, inaugurando uma longa e célebre tradição musical no local.

🌳 A Praça de São Sulpício

Diante da imponência da igreja estende-se a Praça de São Sulpício, planejada na segunda metade do século XVIII. O espaço urbano é adornado por:

  • A Fonte dos Quatro Pregadores (1844), criada por Joachim Visconti.

  • Suntuosas castanheiras de flores rosas.

  • O tradicional e emblemático Café de la Mairie, famoso ponto de encontro que já serviu de cenário para inúmeras produções do cinema francês.