sábado, 1 de abril de 2023

Evolução da Máquina de Costura

 Evolução da Máquina de Costura

Costura é a forma artesanal ou manufaturada de se juntar duas partes de um tecido, pano, couro, casca, ou outros materiais, utilizando agulha e linha.
É uma arte que existe há mais de 20 mil anos.
As primeiras agulhas de costura inicialmente eram feitas de ossos e chifres de animal, de marfim, mais precisamente, e foram desenvolvidas há mais de 30 mil anos atrás.
Já a tecelagem, apareceu a 5 mil anos quando o homem aprendeu a trançar e enredar fios feitos de pelos de animais.
1755 - A primeira patente ligada à costura mecânica foi realizada pelo alemão Charles Weisenthal.
1790 - Thomas Saint, patenteou uma máquina de costura para trabalhos em couro, sendo uma grande evolução para a costura com outro material, além de tecidos. A patente descreve um furador que fazia um buraco no couro através de uma agulha.
1807 – O Alfaiate austríaco Josef Madersperger , apresenta a sua primeira máquina de costura.
1830 – O alfaiate francês Barthelemy Thimonnier foi o primeiro a criar uma máquina realmente funcional,quando observava a forma de trabalhar das costureiras de Lyon, que empregavam uma técnica rapidíssima, com ponto em cadeia. A máquina usava apenas uma agulha de gancho. Dava 200 pontos por minuto, enquanto manualmente se faziam 30 pontos.
1841 – Por conta da criação desta máquina, artesãos enfurecidos destruíram as oficinas e máquinas do alfaiate, preocupados com a perda de seus empregos.
1846 – Elias Howe patenteou um modelo com lançadeira sincronizada com a agulha.
1851 – Cinco anos depois, ainda nos Estados Unidos, aparece a primeira máquina de costura com pedal, uma invenção de Isaac Singer, que ao introduzir uma série de outras melhorias fez com que a máquina passasse rapidamente a dominar o mercado. Isaac Singer fundou então a Singer, empresa que lançou o sistema de venda a prestações e deu visibilidade mundial a esta máquina..
Na atualidade – As máquinas de costura domésticas mais modernas já são capazes de fazer 1500 pontos por minuto, as máquinas de costura industriais podem atingir os 7000 pontos por minuto. Algumas máquinas de costura modernas vêm com pontos de bordado já embutidos, faz decoração em tecidos e costuras com agulha dupla.
(Pesquisa ...)
Paulo Grani

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DESCOBRINDO A CONFEITARIA UNIVERSAL

 DESCOBRINDO A CONFEITARIA UNIVERSAL

Durante uma pesquisa sobre a Curitiba de antigamente, deparei-me com essa interessante ficha à venda no Mercado Livre, com os dizeres "Confeitaria Universal de Roberto Bube". Logo a seguir localizei várias delas com os valores de 200, 300, 500, 1.000 e 2.000. Elas eram usadas como moeda de pagamento, após serem comprados no caixa da confeitaria.
Por trás daqueles simples pedaços de metais certamente havia uma bela história acontecida em nossa cidade:
Talvez a mais famosa e conceituada confeitaria de Curitiba no começo do século passado tenha sido a Confeitaria Universal, de Roberto Bube, inaugurada em 1894 e consagrada como ponto de encontro da sociedade curitibana, ficava na Rua XV de Novembro, 69.
Oferecia, além das instalações tradicionais para servir doces e pequenos lanches, um amplo salão para café, espaço que podia ser alugado para festas e recepções. O proprietário brindava seus clientes com concertos ao ar livre ou no ambiente coberto.
A Confeitaria era uma das grandes anunciantes nos periódicos da época; anúncios do tipo: "Confeitaria Universal de Roberto Bube, Rua XV de Novembro, 69. Tem sempre grande variedade de doces frescos e saborosos. Grande e escolhido sortimento de bebidas finas. Caixas a phantasia com doces chrystalisados; confeitos, etc. Recebe-se encommendas para bailes, casamento, baptisados, etc. Presteza e nitidez.".
Em 1895, o Jornal A República, comunicava a instalação do "Botequim do Bube", (junto ao Circo Europeu, que havia se instalado no Passeio Público), oferecendo doces, bebidas, comidas frias e, a grande novidade, "os apetitosos schopps, bebida nunca vinda ao Paraná! "
Em 1904 a casa vendia leite em pó, biscoitos Duchen, passas importadas, nozes, ameixas, figos, castanhas, amêndoas, vinho verde, confeitos em caixas para presente, enfeites para árvore de Natal, doces cristalizados, chocolate em pó e em táboas Moinho do Ouro.
Em um texto na internet consta que João da Tapitanga, um personagem da Curitiba dos anos 1920, que por suas falas atraía público à sua volta, tinha sido presenteado com uma "cadeira cativa" na Confeitaria do Bube, verdadeiro areópago e centro da boemia curitibana, localizado na antiga Rua das Flores.
Em 1931, Roberto Bube lançou o livro "Manual da Doceira", editado pela Livraria Mundial, reeditado outras duas vezes, cujas receitas eram produto da sua vasta experiência como confeiteiro. Na capa do livro ele apresenta-se como "Confeiteiro com attestado da Verband Selbststaendiger Deutscher Conditarem, Hamburgo, Altona", qualificação obtida em Hamburgo, antes de vir ao Brasil.
Em outro texto consta que Roberto Bube, em determinada época, trabalhou como confeiteiro da Padaria Triumphante, da família Marchand, situada na rua Desembargador Westphalen, 160, em Curitiba.
Paulo Grani

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O confeiteiro e empresário, década de 1920.
Foto: Mercado Livre

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Ficha da Confeitaria Universal, vendida no caixa antecipadamente para quitar compras ou ser usada posteriormente.
Foto: Mercado Livre

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Propaganda feita no folhetim "Olho da Rua", de 1899.

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Capa do livro Manual da Doceira publicado por Roberto Bube, em 1937.
Foto: Mercado Livre

Pode ser uma imagem de texto que diz "JONFEITARIA UNIVERSAL ROBERTO BUBE RUA 15 DE NOVEMBRO N. 69 Tem sempre grande varie- dade de Doces freseos esa- borosos. Grandee escolhido sorti- mentodebebidaš finas; caixas phantasia COT doces chrys- talisados; confeitos, etc. etc. ECEBE ENCOMMENDA PARĄ BAILES, CASAMENTOS, BAPTISADOS, ETC. PRESTEZA E"
Propaganda da Confeitaria Universal feita no Almanach do Paraná,mem 1896.

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Série de fichas utilizadas pela Confeitaria para compra antecipada ou pagamento no balcão.
Foto: Mercado Livre

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Série de fichas de diversos valores
Foto: Mercado Livre

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Bube com amigos embalam um animado fim de semana, em algum lugar dos arredores de Curitiba.
Foto: Catálogodasartes.com.br

O DESAFIO DE FABRICAR ... Penso que é difícil alguém saber exatamente todos os produtos fabricados pela empresa Mueller & Irmãos

 O DESAFIO DE FABRICAR ...
Penso que é difícil alguém saber exatamente todos os produtos fabricados pela empresa Mueller & Irmãos

O DESAFIO DE FABRICAR ...
Penso que é difícil alguém saber exatamente todos os produtos fabricados pela empresa Mueller & Irmãos, dado a empreitada que seus fundadores tiveram ao se deparar com todos os desafios que apareceram diante deles, naquele contexto em que a emergente sociedade paranaense carecia de suprir suas necessidades industriais, comerciais, serviços, transportes e edificações.
Com notoriedade, seus trabalhadores desenvolveram produtos de toda ordem, tendo a fundição como carro-chefe na produção e desenvolvimento de itens, somado à capacidade de seus profissionais que alcançavam solução para quaisquer desafios.
Lembro-me de entrar nos edifícios mais antigos da Capital e de outras cidades paranaenses e lá encontrar uma infinidade de instalações metálicas que, em algum cantinho, mostrava estampada em baixo relevo a marca Mueller ou Marumby.
Enfim, os itens mais lembrados da população são os fogões, tampas de bueiros, caixas de descarga, bombas d'água, moedores de grãos e ...
Pesquisei em vários periódicos e reuni os seguintes produtos lá fabricados, além de muitos outros que os textos somente diziam, etc, etc:
" Mueller & Irmãos - Companhia Industrial Marumby. Fábrica de máchinas, pregos e fundição: Pregos de todos os tamanhos, chapas para fogões, eixos, buzinas e buques para carroças. Máchinas a vapor, moendas para cana (de todos os tamanhos), máchinas e aparelhos modernos para engenhos de herva-matte, prensas automáticas para marcar e tampar barricas de hervamatte (invenção nova). Ferragens para moinhos e engenhos de serra, de construção moderna, aparelhos para fábricas de mandiocas, engenhos para beneficiar arroz, moinhos para cereais, secadores para cereais, máchinas para cabos de vassouras, máchinas elétricas para iluminação, máchinas para serrarias, olarias e marcenarias, para-raios, grades e portões de ferro fundido e batido, fornos, caldeiras, bombas a vapor, bombas para água e outros líquidos. Forjas, trilhos, postes, foices, chaminés, enxadas, machados, debulhadores de milho, ferros de passar roupa, vassourões, panelas de ferro, carneiros hidraulicos, estufas, fogões a lenha, bombas de água manual, fogareiros, morças, prensas de mordente, lareiras salamandra, lareiras italiana, martelos, bombas de poço. Sinos de bronze para igrejas (de todos os tamanhos), fogões econômicos, etc., etc."
Paulo Grani

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Primeiras instalações do empreendimento.
Foto: Arquivo Público do Paraná

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Um setor da produção fabril.
Foto: Arquivo Público do Paraná

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Folheto informativo da Máquina de Cortar Palha.

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Folheto informativo das bombas de sucção e pressão.

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Folheto informativo da máquina de cortar ferragem.
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sexta-feira, 31 de março de 2023

1912. RUA XV, entre MAL. FLORIANO e MONSENHOR CELSO.

 1912. RUA XV, entre MAL. FLORIANO e MONSENHOR CELSO.


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Paço da Liberdade (antiga Prefeitura Municipal) - Curitiba .

 Paço da Liberdade (antiga Prefeitura Municipal) - Curitiba  .


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Praça Ouvidor Pardinho em 1930, na época chamado de Campo da Cruz.

 Praça Ouvidor Pardinho em 1930, na época chamado de Campo da Cruz.


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O NECROTÉRIO DE ANTONINA

 O NECROTÉRIO DE ANTONINA


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O NECROTÉRIO DE ANTONINA

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Ano de 1966.
Aristides era um rapaz trabalhador. Ele tinha 33 anos, morava no Bento Cego, próximo à casa de Capitão Saíra. Ari, como era comumente chamado, era casado com Palmira e tinham 5 filhos menores de idade.

O pai de Ari, senhor Jeremias, estivador, havia morrido em dezembro de 1960, em consequência de um acidente de trabalho, quando foi esmagado por um contêiner.

Aristides e o pai haviam brigado no início de 1960. Na briga, senhor Jeremias deu um tiro na perna do filho.

A vida continuou e os dois não voltaram a se falar.

28 de outubro de 1966. Era verão e geralmente nos finais de semana, assim como todo bom antoninense, Ari e sua família ou iam no Rio do Nunes ou iam na Prainha da Ponta da Pita se banhar. Neste dia, eles foram na Ponta da Pita.

Durvalino, de 10 anos, filho de Aristides, estava nadando na costa quando foi levado por uma corrente de retorno e acabou se afogando. O homem, mesmo com dificuldades para nadar devido às secuelas do tiro que levara de seu pai, assim que viu o filho se afogando, tentou socorrê-lo.

Não conseguiu...

Ambos acabaram morrendo.

02h30min da madrugada do dia 29 de outubro de 1966.
Os corpos do pai e do filho estão no necrotério para o médico legista, doutor Albuquerque, fazer o exame de necropsia. Naquele plantão, haviam muitos corpos.

A auxiliar de necropsia do médico era a jovem Edviges Bernardes, a Dinha, uma moça que ainda tinha certo receio com a profissão.

Assim que a necropsia é realizada, Edviges fica aguardando um familiar dos falecidos e o plantonista da Funerária "São Manoel" para fazerem a retirada dos corpos.

Enquanto a auxiliar espera, há uma queda de energia, que a deixa apavorada.

Dois minutos depois, a energia é restabelecida. Então, a auxiliar respira fundo e fica mais aliviada.

Alguém bate na porta da sala do necrotério. Edviges se levanta e abre. Era um senhor que ela não conhecia.

A moça então pergunta se ele era da família do Aristides. Então, o senhor responde:

- Sim, sou o pai dele.

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- Por Jhonny Arconi

GENOFRE: O PADRE DO POÇO

 GENOFRE: O PADRE DO POÇO


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GENOFRE: O PADRE DO POÇO

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Havia um poço de água nos fundos da casa de dona Galileia, irmã do senhor Galileu, que estava com 51 anos. Ele era um exímio vendedor de flores e Pai de Santo. Assustadoramente, as flores preferidas de Galileu, eram as flores mortíferas negras sangrias.

Galileia morava sozinha. Seu irmão morava na casa ao lado, mas havia um conflito de herança entre os dois, o que não permitia a eles terem uma convivência saudável.

Em 31 de outubro de 1959, dona Galileia assistia a um filme em sua casa. Ela sempre foi uma mulher cinéfila.

Eram 02:59 da manhã. A mulher então leva um susto quando um gato amarelo entra na sua casa. Ela achou estranho aquilo porque a casa estava toda trancada. O gato vai andando de mansinho e senta ao seu lado no sofá. A mulher então, como gostava bastante de bichano, faz o movimento de passar a mão no animalzinho. No que ela encosta nele, o bicho diz:

- Sai! Não me encosta sua ladra. Você está tentando roubar o que é meu por direito.

Nitidamente, percebeu-se que aquilo era uma manifestação maligna.

A força maligna partiu para a ação.

O gato então se transforma em uma nuvem de fumaça negra e usurpa o corpo da mulher. Possuído, o corpo da senhora de 56 anos é lançado contra as paredes da casa, acarretando à mulher várias fraturas e ferimentos no corpo.

Nesse mesmo horário, seu irmão estava no cemitério fazendo um trabalho especial.

A rua Arthur Schunemann, no Tucunduva, torna-se um teatro. Muitas pessoas saem de suas casas para verificar o que estava acontecendo na casa de Galileia. O barulho era estridente. Aqueles vizinhos que não saiam para a rua, ficavam à surdina na janela ou na porta.

Jamil Carrapicho, um dos vizinhos, vai até à casa do padre Genofre para explicar a situação que estava acontecendo com Galileia.

O padre então, sem titubear, veste a calça, a batina, calça o sapato, põe o chapéu, põe no braço direito o relógio branco parado na meia-noite, que ganhara de sua avó em 1921, pega a maleta e vai até o lugar.

Chegando na frente da casa, o religioso exorcista já sente a força satânica agindo no local.

Antes de entrar, padre Genofre faz uma rápida reza e entra.

Mas se ele soubesse o final daquilo, ele certamente não entraria naquela casa.

Galileu chega do cemitério e observa aquela movimentação na rua, especialmente na frente da casa de sua irmã. Parecendo que já soubesse da situação, ele age com indiferença e entra para sua casa. Ele estava com um semblante diabólico.

O padre entra na casa, sobe a escada e chega na frente do quarto da mulher. No momento em que abre a porta do cômodo em que a irmã de Galileu estava, ele a vê sobre a cama, de cabeça para baixo, cantando a seguinte canção:

"Pai Lileu entrou na roda tocando seu violão:
Balalan ban ban ban ban balalan ban ban.
Vem pra cá seu desgraçado,
Vou te levar para prisão."

A mulher possuída para de cantar, fica em pé e o ataca.

O padre, na tentativa de se salvar, pula pela janela do quarto e cai no poço. A mulher também pula e não deixa o padre sair dali. Ela forçou a cabeça do padre para o fundo.

Padre Genofre morre afogado. A mulher tampa o poço.

1998.
Juliane, então com 15 anos, mora na casa da falecida Galileia, que morreu em 1989, em decorrência de um câncer no cérebro. A casa ficou para Galileu, que alugara para o pai de Juliane, senhor Darci Pirulito.

31 de outubro.
Naquele dia, o bairro estava sem água.

Juliane se levanta bem cedo para ir ao sítio com seus avós.

Eram 5:30 da manhã.

Sorte a dela que havia um poço nos fundos da casa.

Sorte nada...

Juliane pega um balde e vai até o poço que por muitos anos estava tampado.

O que ela viu, a deixou sem ação. Ela paralisou e imediatamente desmaiou.

A mocinha caiu no poço e quando estava prestes a dar seu último suspiro de vida, um senhor lhe estende o braço direito e Juliane olha para o relógio e vê que marcava meia-noite. Ela então percebe que aquela era a sua última chance.

A moça agarra com toda a força o braço do homem, acabando por derrubar o relógio branco dele no poço.

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- Por Jhonny Arconi