Denominação inicial: União Brasileira de Educação e Ensino
Denominação atual: Instituto Santa Maria
Categoria (Uso): Ensino
Subcategoria: Instituição Religiosa
Endereço: Rua XV de Novembro, Rua Tibagi, Rua Conselheiro Laurindo e Rua Marechal Deodoro
Número de pavimentos: 3
Área do pavimento: 5.165,00 m²
Área Total: 5.165,00 m²
Técnica/Material Construtivo: Concreto Armado
Data do Projeto Arquitetônico: 13/01/1934 a 19/10/1942
Alvará de Construção: N.º 624/1934; 1169/1935; 2950/1937; 3055/1938; 4279/1939; 5553/1941 e 5323/1942
Descrição: Projetos Arquitetônicos para aumento das instalações do Instituto Santa Maria, 7 Alvarás de Construção e fotografias do imóvel.
Situação em 2012: Parcialmente Existente
Imagens
1 – Projeto arquitetônico de um Alpendre. Alvará 624.
2 – Projeto arquitetônico de uma casa para habitação. Alvará 1169.
3, 4, 5 e 6 - Projetos arquitetônicos para Aumento do Instituto Santa Maria na face voltada para a Rua XV de Novembro. Alvará 2950.
7, 8 e 9 – Projetos arquitetônicos para aumento, com estruturas em concreto, do Instituto Santa Maria. Alvará 3055.
10, 11, 12, 13 e 14 – Projetos arquitetônicos para aumento do Instituto Santa Maria. Alvará nº 4279.
15, 16, 17 e 18 - Projetos arquitetônicos para aumento do Instituto Santa Maria. Alvará nº 5553.
19 – Projeto arquitetônico para o pavilhão da Rua Marechal Deodoro. Alvará nº 5323.
20, 21, 22, 23, 24 e 25 - Alvarás de Construção.
26 – Fotografia do Instituto Santa Maria em 1945.
27 – Fotografia do Instituto Santa Maria. s/d
28 –Fotografia do Instituto Santa Maria. Vista da Rua Tibagi. s/d.
Referências:
1 - CHAVES, Eduardo Fernando. Planta de um Alpendre – Recreio – a construir-se no Instituto Santa Maria. Alvará 624. Planta do
pavimento térreo, elevação do muro, corte A-B e implantação representados em uma prancha. Microfilme digitalizado.
2 - CHAVES, Eduardo Fernando. Localização do Instituto Santa Maria. Projeto de casa para habitação. Alvará 1169. Planta do pavimento térreo, cortes A-B e C-D, fachada e implantação representados em uma prancha. Microfilme digitalizado.
3, 4, 5 e 6 – CHAVES, Eduardo Fernando. Projéto de Aumento. “Instituto Santa Maria”. Rua XV de Novembro. Alvará 2950. Planta dos pavimentos térreo e superior, fachada voltada para a Rua Tibagi e implantação; plantas da capela e porão e fachada voltada para a Rua Conselheiro Laurindo; planta com corte longitudinal e planta com corte C – D, representados em quatro pranchas. Microfilme digitalizado.
7, 8 e 9 - CHAVES, Eduardo Fernando. Projéto para Aumento do Prédio do Instituto Santa Maria. Alvará 3055. Planta das vigas de concreto armado para a capela; corte A-B e implantação; planta das lajes de concreto armado para a galeria, representados em três pranchas. Microfilme digitalizado.
10, 11, 12, 13, e 14 - CHAVES, Eduardo Fernando. Projéto para Aumento do Prédio do Instituto Santa Maria. Rua XV de Novembro. Alvará nº 4279. Planta do corte C-D; plantas do porão, 1º e 2º pavimentos e implantação; fachada voltada para a Rua Tibagi; planta das vigas e estribos em concreto armado; fachada voltada para a Rua XV de Novembro e corte A-B, representados em cinco pranchas. Microfilme digitalizado.
15, 16, 17 e 18 - CHAVES, Eduardo Fernando. Projéto para Aumento do Prédio do Instituto Santa Maria. Rua XV de Novembro. Alvará nº 5553. Planta da fachada principal voltada para a Rua XV de Novembro; planta com corte C-D; planta com corte A-B e implantação; plantas do porão, 1º e 2º pavimentos, representados em 4 pranchas. Microfilme digitalizado.
19 – CHAVES, Eduardo Fernando. Projéto para Aumento do Prédio do Instituto Santa Maria. Rua XV de Novembro. Alvará nº
5323. Plantas do pavimento térreo e pavimento superior da área voltada para a Rua Marechal Deodoro representadas em uma prancha. Microfilme digitalizado.
20, 21, 22, 23, 24 e 25 - Alvarás n.º 624/1934; 1169/1935; 2950/1937; 3055/1938; 4279/1939; 5553/1941; e 5323/1942
26, 27 e 28 - Fotografias da coleção do Instituto Santa Maria.
1 – Projeto arquitetônico de um Alpendre. Alvará 624.
2 – Projeto arquitetônico de uma casa para habitação. Alvará 1169.
3 - Projeto arquitetônico para aumento do Instituto Santa Maria na face voltada para a Rua XV de Novembro. Alvará 2950.
4 - Projeto arquitetônico para aumento do Instituto Santa Maria na face voltada para a Rua XV de Novembro. Alvará 2950.
5 - Projeto arquitetônico para aumento do Instituto Santa Maria na face voltada para a Rua XV de Novembro. Alvará 2950.
6 - Projeto arquitetônico para aumento do Instituto Santa Maria na face voltada para a Rua XV de Novembro. Alvará 2950.
7 – Projeto arquitetônico para aumento, com estruturas em concreto, do Instituto Santa Maria. Alvará 3055.
8 - Projeto arquitetônico para aumento, com estruturas em concreto, do Instituto Santa Maria. Alvará 3055.
9 – Projeto arquitetônico para aumento, com estruturas em concreto, do Instituto Santa Maria. Alvará 3055.
10 – Projeto arquitetônico para aumento do Instituto Santa Maria. Alvará nº 4279.
11 - Projeto arquitetônico para aumento do Instituto Santa Maria. Alvará nº 4279.
12 – Projeto arquitetônico para aumento do Instituto Santa Maria. Alvará nº 4279.
13 - Projeto arquitetônico para aumento do Instituto Santa Maria. Alvará nº 4279.
14 – Projeto arquitetônico para aumento do Instituto Santa Maria. Alvará nº 4279.
15 - Projeto arquitetônico para aumento do Instituto Santa Maria. Alvará nº 5553.
16 - Projeto arquitetônico para aumento do Instituto Santa Maria. Alvará nº 5553.
17 - Projeto arquitetônico para aumento do Instituto Santa Maria. Alvará nº 5553.
18 - Projeto arquitetônico para aumento do Instituto Santa Maria. Alvará nº 5553.
19 – Projeto arquitetônico para o pavilhão da Rua Marechal Deodoro. Alvará nº 5323.
20 - Alvará de Construção Nº 624
21 - Alvará de Construção Nº 624
20 - Alvará de Construção Nº 624
21- Alvará de Construção Nº 1169.
21- Alvará de Construção Nº 1169.
22 - Alvará de Construção Nº 2950.
22 - Alvará de Construção Nº 2950.
22 - Alvará de Construção Nº 2950
23 - Alvará de Construção Nº 3055.
23 - Alvará de Construção Nº 3055..
23 - Alvará de Construção Nº 3055.
23 - Alvará de Construção Nº 3055.
23 - Alvará de Construção Nº 3055.
23 - Alvará de Construção Nº 3055.
24 - Alvará de Construção Nº 4279.
24 - Alvará de Construção Nº 4279.
24 - Alvará de Construção Nº 4279.
24 - Alvará de Construção Nº 4279.
24 - Alvará de Construção Nº 4279.
24 - Alvará de Construção Nº 4279.
25 - Alvará de Construção Nº 5563.
25 - Alvará de Construção Nº 5563.
25 - Alvará de Construção Nº 5563.
26 – Fotografia do Instituto Santa Maria em 1945.
27 – Fotografia do Instituto Santa Maria. s/d.
28 –Fotografia do Instituto Santa Maria. Vista da Rua Tibagi. s/d.
Acervo: Arquivo Público Municipal de Curitiba; Prefeitura Municipal de Curitiba; Instituto Santa Maria.
Do Sonho Educacional à Herança Urbana: A História do Instituto Santa Maria em Curitiba
No coração do centro histórico de Curitiba, onde as ruas XV de Novembro, Tibagi, Conselheiro Laurindo e Marechal Deodoro se entrelaçam como veios de uma cidade viva, ergue-se — ou erguia-se em sua plenitude — um dos mais significativos complexos educacionais católicos do Paraná. Nascido como União Brasileira de Educação e Ensino, o edifício que hoje abriga o Instituto Santa Maria é testemunha silenciosa de quase um século de transformações urbanas, pedagógicas e espirituais.
Origens: Uma Visão Educacional com Raízes na Fé
Fundada sob a denominação União Brasileira de Educação e Ensino, a instituição surgiu no início da década de 1930 com uma missão clara: oferecer formação integral — intelectual, moral e religiosa — a crianças e jovens da capital paranaense. Em pouco tempo, adotou o nome de Instituto Santa Maria, em homenagem à Virgem Maria, padroeira de inúmeras obras educativas católicas no Brasil.
Localizado em um quarteirão inteiro no centro de Curitiba, o instituto foi concebido não como um simples colégio, mas como um microcosmo educativo: com salas de aula, capela, áreas de convivência, alojamentos, pátios e espaços administrativos, tudo integrado num plano arquitetônico ambicioso para a época.
O projeto foi desenvolvido por etapas entre 13 de janeiro de 1934 e 19 de outubro de 1942, sob a responsabilidade técnica do engenheiro Eduardo Fernando Chaves, figura central na construção de diversos edifícios religiosos e educacionais em Curitiba durante o período entre-guerras.
Arquitetura em Expansão: Sete Fases de Construção
Ao contrário de edifícios concebidos de forma unitária, o Instituto Santa Maria foi construído em camadas, refletindo tanto o crescimento da demanda educacional quanto a capacidade financeira da instituição ao longo dos anos. Foram emitidos sete alvarás de construção entre 1934 e 1942:
- Alvará nº 624/1934: construção de um alpendre de recreio, espaço lúdico essencial para a pedagogia da época.
- Alvará nº 1169/1935: edificação de uma casa para habitação, provavelmente destinada a religiosos, professores ou funcionários.
- Alvará nº 2950/1937: primeiro grande aumento estrutural, voltado para a Rua XV de Novembro, incluindo nova ala com capela e porão.
- Alvará nº 3055/1938: introdução de estruturas em concreto armado, sinalizando modernização técnica e maior escala.
- Alvará nº 4279/1939: expansão vertical e horizontal, com plantas detalhadas para três pavimentos.
- Alvará nº 5553/1941: refinamento da fachada principal, voltada para a Rua XV de Novembro, com cortes técnicos e implantação atualizada.
- Alvará nº 5323/1942: conclusão parcial com a ala voltada para a Rua Marechal Deodoro, fechando simbolicamente o quarteirão.
O edifício final, com três pavimentos e área total construída de 5.165 m², tornou-se um marco da arquitetura escolar religiosa em concreto armado no Paraná — técnica ainda emergente na década de 1930, mas já dominada por Chaves com precisão notável.
As plantas revelam uma preocupação funcional rara: circulação eficiente, ventilação cruzada, iluminação natural e integração entre os espaços sagrados (capela) e seculares (salas de aula). A capela, em especial, aparece como núcleo espiritual do complexo, com estrutura reforçada em concreto e localização estratégica.
Fotografias que Contam Histórias
As imagens preservadas pela própria instituição — como a fotografia de 1945 e outras sem data — mostram um edifício imponente, de linhas sóbrias e proporções equilibradas. A fachada voltada para a Rua XV de Novembro, principal artéria comercial da cidade, exibia elegância discreta, com janelas ritmadas, platibandas decorativas e portões que davam acesso a um mundo de disciplina e saber.
A vista da Rua Tibagi revela pátios internos e alas laterais, sugerindo um ambiente protegido do burburinho urbano — um "claustro moderno" no coração da metrópole em crescimento.
Destino Parcial: Entre a Preservação e a Perda
Em 2012, o complexo foi registrado como “parcialmente existente” — um termo técnico que carrega em si uma nota de melancolia. Ao longo das décadas, partes do edifício original foram demolidas, alteradas ou substituídas, seja por pressões imobiliárias, mudanças no uso do solo ou pela própria evolução das necessidades educacionais.
Apesar disso, fragmentos do projeto de Chaves ainda resistem. Talvez uma fachada, talvez a capela, talvez os corredores superiores — cada um guardando ecos de orações matinais, risos de recreio e o ranger dos sapatos dos primeiros alunos.
Legado: Mais que Tijolos e Concreto
O Instituto Santa Maria nunca foi apenas um prédio. Foi — e, onde ainda existe, continua sendo — um projeto de humanização. Formou gerações de curitibanos, muitos dos quais levaram consigo os valores de respeito, estudo e solidariedade ensinados entre suas paredes.
Sua origem como União Brasileira de Educação e Ensino revela uma ambição nacional: integrar fé e razão, tradição e progresso. E, mesmo diante da fragmentação física de seu patrimônio arquitetônico, seu legado pedagógico permanece vivo nos ex-alunos, nas memórias familiares e nos arquivos históricos que registram cada alvará, cada planta, cada tijolo colocado com intenção.
Epílogo: Um Quarteirão de Memória
Hoje, quem passa pelas ruas que cercam o antigo Instituto Santa Maria talvez não perceba que ali, um dia, funcionou um dos mais completos centros de ensino católico do sul do Brasil. Mas os documentos, as fotografias e os traços de concreto que sobreviveram contam outra história — a de uma comunidade que acreditou que educar é também rezar com as mãos.
Que o que resta do Instituto Santa Maria seja cuidado.
Que o que foi perdido não seja esquecido.
E que, em algum canto do centro de Curitiba, ainda se ouça, em silêncio, o sino da capela chamando para a aula.
"Nem todo colégio tem muros altos; alguns têm raízes tão profundas que atravessam o tempo."













































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